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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, julho 11, 2026

    Football without faith is nothing so Infantino is playing with fire at World Cup



    "What makes sport great is that it is unknowable. Strange things happen. A team suddenly score twice in a couple of minutes. A player does something brilliant. A player does something terrible. A referee makes an inexplicable decision. Because it is low-scoring, it is perhaps less predictable than other sports. It is viable for a weaker side to defend for 90 minutes and hope to win with a counter or a set play. A team can have 30 shots and their opponents one and still lose. Miracles happen. Remarkable acts of resilience happen. Incredible denouements happen. It means something because it is real.

    Script it and there is an emptiness.

    But that’s where the doubts begin to mass. What if the big teams are being favoured for financial reasons? Should Messi have been sent off for planting his studs into Aissa Mandi’s calf in the game against Algeria? (And if he had been, would the resulting ban have been suspended using article 27, as Balogun’s was?) Was the penalty that Argentina won against Austria really a clear and obvious error that required the intervention of the video assistant referee? Did Alexis Mac Allister commit a foul in the buildup to Messi’s goal in that game? Why was an Egypt goal ruled out for a foul when Argentina’s winner was not?"

    more in the article by JONATHAN WILSON
    Football without faith is nothing so Infantino is playing with fire at World Cup | World Cup 2026 | The Guardian

    Erling Haaland has already won one prize: the most viral player of the World Cup |



    "The player himself seems to have been enjoying the hype, even commenting on some of the posts. He posted a meme of a dog winding up its car window – often used to indicate hiding – on a post shared by an Instagram user that said: “Am I losing it or does this green onion look like Haaland?”

    He has entertained with posts including a mocked-up picture with the cartoon ogre Shrek, captioned “Selfie with my twin”, a picture of him going undercover as a tourist in New York in a baseball cap and sunglasses, and swapping his famous Viking helmet for a cowboy hat while out shopping in Texas."

    read more> 
    Erling Haaland has already won one prize: the most viral player of the World Cup | Erling Haaland | The Guardian

    Peppino di Capri - Roberta -(in memoriam)

     


    Roberta ascoltamiRitorna ancora ti pregoCon te ogni istanteEra felicità





     


     

    sexta-feira, julho 10, 2026


     

    A canoa virou

    MARIO ALBERTO



    THIAGO LUCAS




    MARIO ALBERTO




     

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    Rei José - Silvério Pessoa

     


    A cachaça vadiando
    O coquista assobiando
    Chamando pra embolar
    O chão tremia
    Os pés do povo batendo
    Já estava amanhecendo
    Ninguém queria parar


    Why Lamine Yamal’s little brother Keyne is becoming a World Cup star

     

    "Among the jubilant Spanish supporters, the lens focused on a young boy shouting “Vamooos!” at the top of his voice, pumping his arms with joy as he celebrated Mikel Oyarzabal’s 89th-minute goal.

    It wasn’t by chance that the broadcast team singled him out. It was Lamine Yamal’s three-year-old half-brother, Keyne, and he is already pretty well known."

     Why Lamine Yamal’s little brother Keyne is becoming a World Cup star - The Athletic

    Cartão suspenso, sorteios e CIA: como a Copa alimenta teorias da conspiração

     

     

     O SORTEIO DAS CHAVES

    RONALDO NA FINAL DE 98

    FAVORECIMENTO DA COREIA 

    OS ASTROS POUPADOS

    O GOLEIRO DA INGLATERRA ENVENENADO

    A AGUA BATIZADA DE BRANCO

    PERU DANDO TITULO PARA ARGENTINA  

     

     

     

     

     

    Bonnie Tyler - It's A Heartache (in memoriam)

     


    It ain't right with love to share
    When you find he doesn't care
    For you
    It ain't wise to need someone
    As much as I depended on
    You



    quinta-feira, julho 09, 2026


     

    Paul McCartney "For No One"

     

    And in her eyes, you see nothingNo sign of love behind the tearsCried for no oneA love that should have lasted years


    Noruega 2 x 0 Brasil

    FRAGA



    GILMAR




    CAZO

    SCHRODER



    JBOSCO




    DUKE




     

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    quarta-feira, julho 08, 2026


     

    em frente à nossa casa | in front of our house

    Personagem da semana: a goma de mascar de uma seleção apática, anódina, amorfa

     

     

    Gustavo Poli

     O personagem desta semana é a goma de mascar. Ela, que pareceu tão genial e inspiradora na semana passada, teve uma péssima tarde de domingo em Nova Jersey. Não conseguiu produzir seus fluidos criativos. Não pôde hipnotizar o treinador adversário. Ela ficou ali, sendo mascada por Carlo Ancelotti como um chiclete anódino, por 100 longos minutos.

    Cabia a ela trazer ideias diferentes. Ou inspirar algum tipo de energia numa equipe que pareceu completamente apática durante toda a partida. A seleção brasileira assistiu à Noruega tocar a bola durante quase todo o jogo como se fosse espectadora de seu próprio filme. Talvez tenha sido o calor — mas como a marcação pode soar tão distante, tão frouxa?

    Por muito tempo, o Brasil pareceu um chiclete velho, cansado, já sem sabor de tão mastigado pela boca treinadora. Com toda sua experiência, não sabia Ancelotti que escalar Martinelli enfraqueceria a já porosa marcação de nosso meio-campo — e deixaria Odegard desfilar em campo?

    Como explicar uma seleção tão pálida, tão morosa, tão passiva? A tradicional tranquilidade de Ancelotti, aquela incrível capacidade de acertar em silêncio, pareceu se transformar em falta de energia. A estrela do técnico se apagou sob o sol americano — e a atuação abaixo da crítica da seleção talvez só tenha sublinhado o fim de um ciclo terrível. De um time que só gerou alguma esperança durante a Copa.

    Essa esperança se construiu em alicerces frouxos. Escócia e Haiti são times fraquíssimos. O insosso Japão só foi derrotado no último minuto. A fé vinha justo e apenas da sensação de que o Brasil como zebra poderia surpreender.

    Foram anos caóticos do Brasil e da CBF — com uma roleta de treinadores e cartolas — e uma safra de jogadores sem grandes laterais nem meias criativos. Ancelotti tentou usar a experiência para construir o escrete possível — e deu azar de perder Paquetá quando seu time ameaçava encaixar.

    E ontem, pela primeira vez, o Brasil enfrentou uma seleção que tinha jogadores de primeira prateleira do futebol mundial. Haaland e Odegard resolveram o jogo para os noruegueses — porque são ótimos. Ambos seriam titulares aqui.

    Ainda assim, o Brasil teve suas chances. Foram algumas e muito boas. E aí o chiclete encaminhou Ancelotti para o engano. Lançou Endrick — que perdeu o gol cristalino, o gol imperdível. E a seguir lançou Neymar. O Brasil, que já marcava pouco e longe, passou a marcar ainda menos. Meio Brasil pedia Neymar. O que Neymar produziu em 30 minutos?

    No mar de marasmo do segundo tempo, talvez esqueçamos do pênalti perdido, do chute de Vinicius que o goleiro defendeu com o pé, do lance de Martinelli que o goleiro salvou quase sem querer, do cruzamento de Casemiro no fim, da incrível bola na trave. Esse lance, por si só, nos anunciou, ecoando outro tempo: não era o dia do futebol brasileiro.

    Por fim, Neymar se despediu da seleção com tristeza, perdendo tempo para discutir com o goleiro norueguês antes e depois de bater o pênalti inútil — e chorando arrasado no gramado.

    Em nosso vídeo de despedida, essa imagem é editada com a caminhada de Ancelotti ao fim do jogo. De terno escuro, colete e gravata pretas, ele cruza o gramado, ergue Vini Junior e em passo lento segue. A goma de mascar está no fim — e ele penetra no derradeiro vestiário como o coveiro involuntário de seu próprio funeral.

    O Brasil não perdeu por causa de Ancelotti. Mas ontem o treinador pareceu amorfo como seu time. E uma seleção amorfa e anódina... talvez nos machuque mais que a própria eliminação.

    O GLOBO

    O tempo que o Brasil perdeu

     

     Seleção lamenta eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo

    Thales Machado

     

    A derrota para a Noruega não aumentou apenas o jejum do Brasil. Ela deu mais forma, mais data e mais rosto a uma espera que já deixava de ser estatística para virar biografia. Durante muito tempo, ainda parecia possível tratar os 24 anos sem título como pauta geracional: primeiro crianças, depois adolescentes que nunca viram a seleção campeã. Agora, isso ficou pequeno. Há adultos que nunca viram. Há pais e mães que nunca viram. Há filhos dessa gente que também nunca viu. Um título de Copa que já foi memória comum e contemporânea virou história contada na sala, no bar, no arquivo de vídeo, quase como herança de família que ninguém chegou a usar.

    O Brasil campeão de 2002 segue perto para quem viveu aquele penta, mas distante demais para quem nasceu depois. Com a queda nas oitavas de 2026, o próximo título só poderá vir em 2030. O jejum de 24 anos chegará a 28. Pior: pela primeira vez, a seleção atravessará seis Copas sem levantar a taça. Antes de ganhar a primeira, em 1958, foram cinco tentativas. O país que se acostumou a tratar a Copa como extensão natural de sua grandeza agora olha para a própria história e descobre que nunca esperou tanto.

    É que a seleção vive há anos entre a preparação para o futuro e a eterna reestreia do passado. A cada eliminação, o Brasil anuncia um começo. Promete modernidade, estrutura, método, coragem, identidade. A cada ciclo, encontra um jeito de voltar aos mesmos reflexos, aos mesmos vícios, às mesmas certezas antigas embrulhadas como novidade. O futuro surge como projeto. O passado, como hábito.

    Toda queda do Brasil em Copa carrega três relógios. Há o tempo do jogo, o mais imediato. Foi nele que Ancelotti demorou a mexer, que a seleção pareceu apática, que Neymar não serviu de nada e que a Noruega encontrou em Haaland a figura literal e simbólica de um gigante diante de um Brasil encolhido. Há o tempo do ciclo, esses quatro anos de política turbulenta, troca de comando e soluções adiadas até que virassem urgência. Mas o tempo mais doloroso é outro. É o tempo de 28 anos. O tempo de uma geração inteira que cresceu ouvindo que o Brasil é o país da Copa e envelheceu vendo o país tentar explicar por que perdeu de novo.

    Esse é o ponto mais melancólico da eliminação. O Brasil segue tratando cada fracasso como acidente grave, mas isolado, quando o conjunto já aponta para uma rotina. Depois de 2006, era preciso renovar. Pós 2010, recuperar o encanto. Em 2014, a missão era reconstruir depois do abismo. Em 2018, transformar boa competição em vitória real. Em 2022, reorganizar tudo. Em 2026, o discurso já chega cansado. O país que prometeu aprender com todos os erros e dores desenvolveu uma capacidade estranha de lembrar o trauma e esquecer a lição.

    A camisa brasileira e as cinco estrelas ainda emocionam, mas peso de camisa não marca, não pressiona, não organiza uma confederação, não cria convicção tática, não resolve o atraso de uma estrutura. Durante décadas, o Brasil viveu protegido por uma grandeza que parecia automática. Hoje, a grandeza segue ali, mas exige trabalho. Admitir isso não diminui nada. É a primeira forma adulta de respeito a ela.

    A eliminação para a Noruega também carrega um recado esportivo duro: o Brasil sequer ficou entre os oito. A seleção que passou décadas medindo Copas por títulos agora precisa medir também por ausências: das finais, das semifinais, e agora, até de uma quarta de final. E acima de tudo, de uma memória que as novas gerações possam chamar de sua. A Copa seguirá sem o Brasil, como tem seguido cedo demais. E a cena já provoca menos surpresa que saudade antecipada de algo que muita gente nunca viveu.

    O Brasil precisa entender seu lugar no mundo de hoje, o tamanho real da distância até o topo e o preço de encarar essa distância sem nostalgia e sem soberba. Porque, enquanto prometia o futuro e reencenava o passado, a seleção foi perdendo também o presente. E é isso que doeu mais neste domingo: perceber que o jejum deixou de ser uma fase. Virou uma idade. 

    O GLOBO 

    foto: Odd Andersen

     


    Pixies - winterlong (Neil Young)

     

    I waited for you winterlong
    You seem to be where I belong
    It's all illusion anyway
    If things should ever turn out wrong
    And all the love we have is gone
    It won't be easy on that day


     

    terça-feira, julho 07, 2026

    Mais uma pequena alteração nas regras


     

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    Leroy Anderson Ritvélin The Typewriter

     


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