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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, março 04, 2023

    Miles Davis - Footprints (Wayne Shorter)

    filme da noite

    filme da noite

    BABYLON
    dir & rot Damien Chazelle
    EUA, 2022

    putaria & devassidão na industria do cinema mudo .
    um cantando na chuva adrenalinado.

    é ruim ! 
     

     

    Minha historia com Paulo Caruso

     


    Adão Iturrusgarai

     Meu primeiro contato com o trabalho do Paulo Caruso, morto na manhã deste sábado (4) aos 73 anos, foi na adolescência, nas páginas do jornal O Pasquim. Alguns anos depois, na faculdade de comunicação social, quando me transformei em um ávido leitor de jornais e revistas semanais, ficamos mais íntimos, pois as publicações sempre vinham recheadas com suas caricaturas, HQs, charges e cartuns.

    Minha história com Paulo começa em 1993, quando fui morar em São Paulo e me tornei amigo de Angeli. Todos os sábados, a gente comia no restaurante Urca, ao lado do Fórum de Pinheiros. Em um desses almoços, apareceu o Paulo na porta do lugar. Discretamente, perguntei a Angeli: "Aquele lá é Paulo ou Chico?".

    São necessários uns quatro encontros, no mínimo, para ser possível distinguir os gêmeos. "É o Paulo!", respondeu Angeli, acenando para ele. Acabamos almoçando os três juntos e depois fomos tomar um café no Fran's da Fradique Coutinho. No final da baladinha, trocamos telefones.

    Alguns dias depois, para minha surpresa, ele me ligou. Confesso que não esperava. Paulo Caruso estava me convidando para um show de sua banda, a "Muda Brasil Tancredo Jazz Band", que contava com Chico, Cláudio Paiva e Luis Fernando Verissimo. Só craques no palco, e eu estaria presenciando este encontro musical.

    Não levou muito tempo para nos tornarmos amigos próximos e, como éramos vizinhos, sempre marcávamos de nos encontrar. Eu não era mais íntimo de seu trabalho, apenas. Era também parte de seu círculo de amigos mais chegados.

    Ele gostava de pessoas em volta, bom papo, de preferência regado por um bom vinho e carne. Por isso, nosso ponto de encontro era a churrascaria Leôncio, na rua Girassol. Paulo era querido por todos no lugar, do garçom ao proprietário.

    Cumprimentava todo mundo, fazia piadas com sua voz de locutor de rádio e, principalmente, desenhava caricaturas incríveis nos guardanapos. Não me considero alguém simples de caricaturar, mas Paulo não teve dificuldade alguma e foi um dos poucos que conseguiu reproduzir meus traços no papel.

    Ao completar 33 anos, resolvi festejar meu aniversário e o convidei. Paulo e sua esposa foram os primeiros a chegar à pequena vila em que eu morava, na rua Fernão Dias, atrás do Largo da Batata.

    "Tem que comemorar, afinal é a idade de Cristo!", ele brincou. Em seguida, me entregou um envelope A4 e disse que era "material de imprensa". Eu estava tão envolvido com a festa, que esqueci de abrir o envelope.

    Uma semana depois, ele me ligou e perguntou se eu tinha aberto o envelope. Mas qual envelope? Imediatamente, caiu a ficha e lembrei. "Paulo, desculpa, deixei na minha estante e esqueci completamente. Vou abrir e te ligo depois", eu respondi.

    Pedi desculpas de novo, envergonhadíssimo. Desliguei o telefone e fui em busca do tal presente. Procurei na casa inteira e nada. Morrendo de vergonha, não retornei a ligação. Uma semana depois, a faxineira encontrou um envelope atrás da geladeira e me entregou. Era o famoso envelope.

    Abri e meus olhos brilharam: à minha frente estavam dois originais aquarelados espetaculares, customizados especialmente para mim. Um artista de talento raro e uma pessoa tão gentil. Bonachão. Seu sobrenome deveria ser esse. Que falta você vai fazer, Paulo Bonachão Caruso.

    Colaborou: Luciano Veronezi e Andreza de Oliveira

    FOLHA

     

    Laerte diz que Paulo Caruso, morto aos 73, é o herói do quadrinho brasileiro

     

     Paulo Caruso em cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti em 2011

    Morto na manhã deste sábado (4) aos 73 anos, o cartunista Paulo Caruso se tornou um dos assuntos mais comentados das redes sociais. Além de lamentarem sua morte, amigos como Laerte e personalidades como o presidente Lula fizeram homenagens ao paulistano, consagrado como um dos maiores chargistas do país.

    Caruso estava internado no hospital Nove de Julho, na capital paulista, há cerca de um mês, para tratar das complicações decorrentes de um câncer no intestino. A família pediu que ele fosse desentubado para receber os amigos na manhã deste sábado, mas ele não resistiu.

    Laerte, que publica na Ilustrada, definiu Caruso como "o grande herói do quadrinho brasileiro" e publicou um desenho do artista.

    Lula também prestou condolências. "Paulo Caruso foi um grande desenhista e cronista político, com uma criatividade inesgotável, retratou com talento e consciência o dia a dia que constrói nossa história recente. O seu traço veloz e seu humor já são parte da memória nacional."

    Além de chargistas, muitos jornalistas publicaram obras de Caruso para homenageá-lo. Os desenhos foram entregues a eles durante as gravações do programa Roda Viva, da TV Cultura, onde ele trabalhava há décadas.

    Vera Magalhães, atual apresentadora do Roda Viva, publicou um vídeo em que mostra o traço dos desenhos de Caruso.


     Paulo nasceu em São Paulo, em 6 de dezembro de 1949, irmão gêmeo de Chico Caruso, também cartunista. Cursou arquitetura na USP, mas não exerceu a profissão. Sua paixão eram os cartuns, publicados em dezenas de veículos de imprensa, como esta Folha.

    O chargista, que começou a desenhar por influência do avô aos cinco anos, junto com o irmão, teve suas primeiras publicações na imprensa no final da década de 1960, durante a ditadura militar. O período marcou seu trabalho, conhecido por sátiras políticas, que renderam livros como "Avenida Brasil".

    Ele também se destacou ao fazer caricaturas de personalidades brasileiras, tarefa que exercia todas as segundas-feiras durante as entrevistas do Roda Viva, acumulando prêmios como o de melhor desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, em 1994.

    FOLHA 









     

     

     

     

    Paulo Caruso satirizou figuras de Lula a Bolsonaro


    Do presidente Lula ao ex-presidente Bolsonaro, alguns dos rostos brasileiros mais importantes das últimas décadas viraram caricaturas nas mãos do paulistano Paulo Caruso, morto neste sábado, aos 73 anos, vítima de um câncer no intestino.

    Paulo, que começou a desenhar por influência do avô aos cinco anos, junto com o irmão, teve suas primeiras publicações na imprensa no final da década de 1960, durante a ditadura militar. O período marcou seu trabalho, conhecido por sátiras políticas, que renderam livros como "Avenida Brasil".

     O chargista, que fazia parte do Roda Viva, da TV Cultura, publicou em dezenas de veículos de imprensa, esta Folha entre eles.

     

    FOLHA 

    RICKYSHAKE :: February 2023

    Em feverê - teve carná - mas ouvi tantas outras coisas....

     

    Sueli Costa - Dentro de Mim Mora um Anjo - Sueli / Cacaso (1975)



    Quem me vê assim cantando
    Não sabe nada de mim
    Dentro de mim mora um anjo
    Que tem a boca pintada
    Que tem as unhas pintadas
    Que tem as asas pintadas
    Que passa horas à fio
    No espelho do toucador

    MLES DAVIS - NEFERTITI (WAYNE SHORTER) in memoriam

    Fui mal interpretado


    KLEBER
     
     
     
    LAFA

     
     
     
    FRAGA

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    filme da noite

    nos rincões da Islandia. Fotografando paisagens inóspitas, vai penetrando em 
    naturezas (inclusive humanas) que não compreende...

    super recomendo

     

    sexta-feira, março 03, 2023

    5 símbolos escondidos nas obras de Vermeer, pintor de ‘Moça com Brinco de Pérola’

     

     

    'Moça Lendo uma Carta à Janela' (1657-58), de Johannes Vermeer
     
    "A cortina verde que cobre um quinto da composição está suspensa por um trilho e anéis de latão. Na República Holandesa do século 17, os quadros costumavam ser cobertos com cortinas para protegê-los. Vermeer parece ter incluído essa cortina como uma ilusão de óptica, para tentar nos convencer a pegar a cortina e puxá-la."
     
    leia mais >>

    5 símbolos escondidos nas obras de Vermeer, pintor de ‘Moça com Brinco de Pérola’ - BBC News Brasil

    quinta-feira, março 02, 2023

    Both Sides Now Joni Mitchell with Wayne Shorter and Herbie Hancock



    IN MEMORIAM WAYNE SHORTER

    Navio na garrafa



    AROEIRA

     

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    quarta-feira, março 01, 2023

    Beyonce - COZY



    Been down, been up, been broke, broke down, bounced backBeen off, been on, been back, what you know about that?Been the light, been dark, been the truth, been that King Bey energyI been thick, been fine, still a ten, still here, that's all me

    Conheça a maior mostra de Vermeer em décadas

     Pintura de Johannes Vermeer

     

    "Suas obras não têm a grandiloquência de Rubens, tampouco o drama de Caravaggio. São poucas e pequenas. Convidam a uma espécie de silêncio, a um olhar diligente, minucioso, como se pudessem parar o tempo.

    De fato, essa é a impressão que se tem diante do fio de leite que escorre do vaso em "A Leiteira", ou da tensão introspectiva de "Mulher em Azul Lendo uma Carta"."

     LEIA REPORTAGEM DE FELIPE MARTINEZ 

     

     

     

    terça-feira, fevereiro 28, 2023

    Crimes de responsabilidade


     

    Jaguar 91



    ANDRÉ BROWN

     

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    Ministro dos Cavalos indica que governo Lula não se importa com Comunicação

     

     

     

     

    Leonardo Sakamoto

    JusceLIno Filho (União Brasil) escondeu de sua declaração eleitoral ao menos R$ 2,2 milhões em cavalos de raça usando laranjas, mandou asfaltar uma estrada que corta o próprio haras com recursos do orçamento secreto e usou um avião da Força Aérea e diárias pagas com verba pública para participar de leilões de cavalos no interior paulista.

    Ele não veio a público negar as denúncias, fruto de investigações do jornal O Estado de S.Paulo. Elas mostram que Juscelino estaria mais à vontade sem cargo público algum, cuidando de seus animais, ou respondendo a processos por conta do mau uso do dinheiro do contribuinte. Mas ele é ministro das Comunicações.

    Quando foi apontado para o cargo, deixando para trás outros cotados como Paulo Teixeira, hoje à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso Nacional, muita gente lamentou profundamente. Inclusive dentro do próprio PT.

    Não por saberem da capivara equínea do então deputado, mas porque o partido demonstrava mais uma vez que, na hora H, relegava o tema das comunicações para segundo plano ao indicar alguém que não estava qualificado para o tamanho do desafio. Que não sabe a diferença entre telecomunicações e radiodifusão, as duas principais áreas do ministério.

    Nesse sentido, as denúncias do Estadão servem como um grande "eu te avisei" direcionado a quem chegou a esse desenho, defendendo a governabilidade acima de tudo. Desenho esse que nem é muito bom porque nem todo União Brasil no Congresso se vê representado pela composição que saiu da montagem ministerial.

    O Ministério das Comunicações, por décadas, distribuiu concessões de rádio e TV a políticos, grupos religiosos e empresários não em atendimento ao interesse público, mas às necessidades dos governos de plantão para conquistarem apoio.

    Isso consolidou um cabresto eletrônico, em que políticos usam esses veículos para se perpetuar no poder e grupos religiosos, para ampliar seu rebanho. O grosso da população que não tem acesso aos meios de comunicação e não vê seus interesses representados? Que se exploda.

    E Juscelino aponta que vai seguir usando a pasta pra fazer negócios, vide sua agenda dos 60 primeiros dias, com encontros empresários do setor e políticos do seu estado. Segue operando como deputado federal, recebendo gente em busca de emendas, mas agora o que tem para entregar são licenças de comunicação.

    Havia a expectativa dentro do PT, que levou traulitada de todos os cantos durante o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, que o novo governo tivesse aprendido a importância de um Ministério das Comunicações guiado por uma política pública democrática e independente, capitaneado por pessoas tecnicamente competentes e com reputação ilibada.

    Não foi isso o que aconteceu. Agora, o governo terá que responder pelas denúncias contra Juscelino. Ou pelo menos dar a ele alguma secretaria que cuida de equinos no Ministério da Agricultura.

    UOL 

    Tempo passado de Bolsonao em liquidação

     


     LILIA SCHWARCZ

    Virou meme ontem, a propaganda que fez o deputado federal Eduardo Bolsonaro nas redes sociais. Anunciou o lançamento do calendário da “Bolsonaro Store”, uma loja online que vende produtos relacionados ao ex-presidente.

    Segundo o parlamentar, o objetivo do calendário posto à venda é “manter vivo os bons trabalhos do presidente Jair Bolsonaro“. No site, o calendário é descrito como um produto “feito com material personalizada de qualidade premium”, além de trazer “alguns dos mais importantes feitos de Bolsonaro durante seus quatro anos de gestão”.

    O item está disponível na Bolsonaro Store, site que vende outros itens com valores que chegam a R$ 109,90. Essa iniciativa visa ajudar a bancar a estadia do ex-presidente nos Estados Unidos, que não diz quando voltará ao Brasil.

    Gostaria de me deter no texto de propaganda que o deputado gravou em frente ao Congresso Nacional: “Quem conhece o passado consegue enxergar melhor o futuro e é para manter vivo na sua memória os bons trabalhos do Presidente Jair Bolsonaro é que eu te convido a conhecer o calendário da Bolsonaro Store”. Quem conhece o passado precisa mesmo enxergar melhor o futuro. O governo Bolsonaro foi o pior de toda a história republicana brasileira: a fome voltou, o presidente se vacinou mas fez campanha negacionista e anti-vacina, a Amazônia nunca foi tão destruída, a verba da educação e da saúde foram roubadas para tentar a reeleição, e Bolsonaro fez apologia do golpe de estado e de ditadura militar. O governo foi dirigido por milícias; as mesmas do golpe de 8 de janeiro.

    Parei pra pensar na função simbólica do calendário. Lembrar do passado e preencher o presente com memórias que inspirem. Mas há nada de inspirador nesse governo retrogrado que tentou demolir a democracia por dentro.

    O lugar em que foi gravado o vídeo é igualmente simbólico — busca mostrar que o ex-presidente continua no poder. Não está e não volta mais. Talvez por isso o parlamentar anunciou desconto de R$ 10 “por tempo limitado”, além de um brinde para os primeiros compradores do calendário, vendido por R$ 49,90 na versão mesa e R$ 59,90 para parede.

    Enfim, governos autoritários procuram perpetuar-se fazendo uso da nostalgia de um tempo passado edulcorado e inventado. Melhor colocar tudo “em liquidação”
     

    Germano Mathias - Lata De Graxa



    No coração da cidadeHoje mora uma saudadeA velha Praça da Sé, nossa tradiçãoDa praça da batucada, agora remodeladaSó ficou recordação

    disco do dia

    TOKYO SOLISTEN
    THE BEATLES ON BAROQUE 
     
     

     

    A contadora de historias LIVRAMENTO


     

    segunda-feira, fevereiro 27, 2023

    Chicho : Uma historia de circo


     

    Sinuca de bico

     
    JEFFERSON PORTELA

     

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    Já Foi Meu Carnaval - Germano Mathias



    Você já foi meu Carnaval, hoje é quarta-feira de cinzasZombou de todo meu amor, levou a alegria coloridaA festa já se acabou e o que sobrou foi somente despedida

    The self destruction of Al Capp

     

     

    Image

    By DERF BACKDERF

    The only self-destruction comparable to the Dilbert guy in comics history was Al Capp. In the 1950s, L'il Abner was the biggest strip in the land. Film, broadway, wildly popular, adding phrases to the national lexicon. Capp was a celebrity w/ regular spots on the Tonight Show.

    10 years later he's overcome with hatred for the Sixties counterculture and went full Nixonian rightwing. No Youtube, of course, so he destroyed himself live on stage, going from campus to campus ranting at 20somethings to a cascade of boos.

    Concurrently, it turns out he's serial sex predator, and attacked dozens of young co-eds on the lecture circuit. It all came out in court in 1971, and his career & rep were destroyed.

    Abner limped along in a handful of papers & ended pathetically in 1977.

    But this took years. Dilbert guy did it in a single day! Incredible. The power of the almighty internet.

    Vem deslizando (vai!) / Que eu tô gostando (vem!)

     

     

    Gabriel Trigueiro (Instagram: @gabri_eltrigueiro)

     

    A única coisa melhor do que o carnaval é o fim do carnaval. Afirmo isso como um homem de quarenta anos que tem hipertensão (felizmente controlada), dor crônica na lombar e que bebe regularmente pelo menos desde os 17 anos. Escrevo este texto na quarta-feira de cinzas, mas a rigor ainda tem bloco hoje e mesmo no próximo fim de semana. Não me importa: por mim já deu, já basta dessa porra.

    Carnaval é aquilo que pode muito bem ser definido como “uma variedade de experiência religiosa”, como já disse o outro. Tem a ver com uma via de acesso ao absoluto e à transcendência. É um tipo de experiência comunitária que não tem paralelo com qualquer outra. Vai por mim.

    Após quatro anos de um governo fascista e quase três anos de pandemia, e da consequente morte de mais de meio milhão de brasileiros, o carnaval deste ano foi uma celebração da vida e do amor sem igual. Sob certos aspectos foi a elaboração de um luto coletivo e de uma experiência traumática comum. Nossa celebração foi violentamente catártica e apoteótica.

    No dia 17/2 à noite fomos ao cortejo do Embaixadores da Folia, na altura do Buraco do Lume, e foi lindo acompanhar a orquestra dos velhinhos tocando afinados Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Noel Rosa. Até a impostação de voz e o estilo de cantar do intérprete do Embaixadores é à moda de um Orlando Silva – soa dramático, exagerado, anacrônico e até engraçado aos nossos ouvidos e sensibilidade pós-moderna, mas tudo ali é bonito demais e casa à perfeição com o espírito do bloco e do cortejo.

    No dia 18/2 fomos ao Prata Preta, um dos melhores blocos que há. Foi muito bom voltar à Praça da Harmonia: subir a ladeira, marcar com os amigos e amigas no Bar Dellas, comer churrasquinho de rua (caprichado na farofa), morrer de calor no meio de uma multidão amorfa, ter um êxtase religioso de Santa Teresa d’Ávila no meio do bloco e achar graça de tudo.

    No domingo 19/2, a ideia era ir no 442 e ignorar o Boi Tolo, porque supostamente eu queria “evitar blocos grandes”. Mas como dizem, “o homem planeja e Deus ri”. Chegamos ao 442, a concentração era no Boulevard Olímpico, mas não encontrei vivalma, daí demos o braço a torcer e fomos caminhando até a Candelária, onde o Boi Tolo estava concentrando.

    Chegamos justamente na hora da saída do cortejo ao longo da Avenida Presidente Vargas. Foi um negócio brutalmente bonito e, repito, quase religioso. Nesse domingo descobri que a Skol Beats sabor caipirinha está para o carnaval carioca assim como a heroína estava para os músicos de jazz da geração do bebop. 

    Segunda-feira, 20/2, foi o dia mais especial do carnaval: fui com o meu amor assistir aos desfiles na Sapucaí e saí apaixonado por absolutamente tudo e cada detalhe. Só a oportunidade de ter visto a Portela no seu centenário, apesar dos pesares, além da Imperatriz e da Vila Isabel, já justificou cada minuto de privação de sono.  

    Na terça 21/2, acabou o meu carnaval. Foi dia de Amores Líquidos e Piranhas Perdidas. A minha impressão é a de que absolutamente qualquer bloco no Morro da Conceição tem qualquer coisa de sublime e de absurdo.

    Este carnaval de 2023 foi um troço bonito de doer, mas ainda bem que acabou. Todavia, felizmente ano que vem tem mais. Me aguarde.

    CONFORME SOLICITADO

     

    Pixotadas

     
    MARINGONI


     
    LAFA 



     

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    Renato Braz - Canteiro de Obra (Wilson Moreira - Sergio Fonseca)



    O peão só pega a sobra, o peão
    O peão só pega a sobra
    Roda peão, bambeia peão
    Roda peão na mão do patrão

    domingo, fevereiro 26, 2023

    filme da noite

    filme da noite

    NARVIK
    dir Erik Skjoldbjærg
    rot Christopher Grøndahl, Live Bonnevie, Erik Skjoldbjærg, Sebastian Torngren Wartin
    Noruega 2022
    (netflix)

    "Em abril de 1940 as tropas nazistas rompem a trégua com a Noruega, 
    em busca de minério de ferro,. Os habitantes de Narvik são surpreendidos pela guerra. 
    Mas ali Hitler sofrerá sua primeira derrota."
     
     

     

    The Beatles - Baby It's You (in memoriam BURT BACHARACH)

    Tirinhas de 'Dilbert' são canceladas nos jornais dos EUA após falas racistas do autor

     

     “Com base na forma como as coisas estão indo, o melhor conselho que eu daria aos brancos é se afastar dos negros. Apenas saia fora”, disse Adams. “Onde quer que você tenha que ir, apenas afaste-se. Porque não há como consertar isso. Isso não pode ser consertado. Portanto, não acho que faça mais sentido, como cidadão branco da América, tentar ajudar os cidadãos negros. Não faz sentido. Não há mais um impulso racional. Então, vou desistir de ser útil para a América negra porque não parece que compensa”.

     leia mais 

    Tirinhas de 'Dilbert' são canceladas nos jornais dos EUA após falas racistas do autor

    Livramento ; Uma história de circo


     

    Woodpecker Wooliams - Crow



    When the day break came I was hanging out the PAIN
    I waited frightened how may even they did STRAIN
    I gasped a moment and flew some small birds
    With the voice of human wishing I'd never heard

    She sings


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