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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, dezembro 03, 2022

    Chegou a hora de olhar para seleções menores sem tanta arrogância

     

     

    Juca Kfouri

    A 22ª Copa do Mundo, disputada pela primeira em país do Oriente Médio, mais precisamente no Qatar, é a primeira que põe em xeque o restrito clube de oito campeões mundiais. Começaram as oitavas de final e três deles não estavam entre os 16 classificados.

    A tetracampeã Itália nem veio pela segunda vez seguida, a Alemanha acabou eliminada na fase de grupos, também pela segunda vez seguida, e o bicampeão Uruguai restou eliminado.

    A bicampeã França perdeu para a Tunísia, a igualmente bicampeã Argentina foi derrotada pela Arábia Saudita, a campeã Espanha caiu diante do Japão que já havia derrotado a Alemanha, e o pentacampeão Brasil sofreu a primeira derrota em Copas do Mundo para uma seleção africana, a de Camarões.

    Só a Inglaterra ainda não deu vexame. Vexame? É, é assim que os habitantes do seleto grupo dos oito tratam as derrotas para times asiáticos, africanos, centro ou norte-americanos, além dos da Oceania. Por acaso a Austrália, em grupo que tinha a Dinamarca, ficou com a vaga.

    Do mesmo modo como se classificaram os asiáticos Japão e Coreia do Sul e os africanos Senegal e Marrocos, este último em primeiro lugar, ao superar os belgas e os vice-campeões mundiais croatas. Alguma coisa acontece fora da ordem na nova ordem mundial, conceda o genial Caetano a mistura de Sampa com Nova Ordem.

    E é preciso mudar as lentes dos óculos, ou adotá-los para quem ainda não o fez, para melhor ver e entender os resultados inesperados em gramados árabes. Pois disse um qatariano para outro, ambos perplexos:

    "Uma vez, o Japão ganhar da Alemanha, passa. É zebra, faz parte. Duas vezes, a Arábia Saudita bater na Argentina, OK, de fato os camelos estão perdendo o lugar para as zebras. Mas o Japão ganhou de novo, agora da Espanha. O que há? E os australianos e seus cangurus amestrados? E Camarões? Afinal, bicho, que bichos são esses? Marrocos? Senegal, sem Sadio Mané?"

    Assim, à primeira vista, é clara a diferença de empenho entre os até ontem coadjuvantes e os protagonistas do Planeta Bola, sempre cheios de si, arrogantes a olhos vistos —meio assim como a madame que reclama de pobre em aeroporto e indica o caminho da rodoviária, ou o patrão indignado porque a filha da cozinheira entrou na vaga do filho dele na faculdade de medicina.

    Nada impede que ao final do funil tenhamos os de sempre disputando o título. Até porque oito dos 16 são europeus, acompanhados por outras oito seleções dos demais continentes, algo inédito, três da América, dois da África, dois da Ásia e um da Oceania.

    Os cinco campeões mundiais que sobraram têm condições totais de dar a volta por cima e se impor. Um soluço aqui, outro soluço ali, não será beber água com o copo ao contrário, mas sim os sustos que darão a solução.

    Pois ninguém mais tem o direito de se surpreender com resultado algum, com seleção nenhuma, porque até a centro-americana Costa Rica, que levou de sete da Espanha e de quatro da Alemanha, foi a única a ganhar do Japão.

    É verdade que as derrotas de todos os previamente classificados na terceira rodada foram com equipes recheadas de reservas contra times que lutavam por vaga e que a dos espanhóis deixou uma barulhenta castanhola atrás da orelha.

    Só que o futuro esquecerá dos detalhe e lembrará dos resultados. E o presente permite especular se, enfim, veremos, de óculos novos, um país africano, ou asiático, campeão mundial

    FOLHA 

     

    Na Copa, a vitória acachapante da máquina sobre o homem


    O japonês Mitoma, que usa a camisa 9, se estica para tentar impedir a saída da bola pela linha de fundo no jogo contra a Espanha no estádio Khalifa, em Doha, na Copa no Qatar

     
    A vitória acachapante da máquina sobre o homem

    "Tenho certeza de que a bola saiu. Certeza absoluta. Saiu inteira. E saiu muito."

    Falei isso para meu pai e para meu filho, que assistiam comigo à rodada final do Grupo E da Copa do Qatar.

    O lance era o do segundo gol do Japão, quando, depois de "chutamento" de Doan, Mitoma esticou-se para tentar evitar que a bola, que atravessara a pequena área da Espanha, se perdesse pela linha de fundo.

    O japonês Mitoma, que usa a camisa 9, se estica para tentar impedir a saída da bola pela linha de fundo no jogo contra a Espanha no estádio Khalifa, em Doha, na Copa no Qatar
    O japonês Mitoma se estica para tentar impedir a saída da bola pela linha de fundo no jogo contra a Espanha no estádio Khalifa, em Doha, na Copa no Qatar - Peter Cziborra - 1º dez.2022/Reuters

    Mitoma lançou a bola novamente para o meio da pequena área, onde estava Tanaka, que a empurrou para as redes de Unai Simón e virou o jogo para os japoneses.

    Gol, assinalou o árbitro sul-africano Victor Gomes, já que o bandeirinha nada marcou (e nem teria como, dada a distância a que se encontrava).

    Gol esse que determinou a classificação da seleção asiática para as oitavas de final. Sem ele, o resultado da partida teria sido 1 a 1, e a Alemanha, com o triunfo por 4 a 2 sobre a Costa Rica, ficaria em segundo lugar, deixando o Japão em terceiro, sem a vaga.

    Vi e revi o lance, e em uma das câmeras tive 100% de certeza de que a bola saiu. Toda. Sem sombra de dúvida. Escandalosamente.

    Erro crasso da arbitragem ao confirmar o gol, e eu pensava comigo, poupando os familiares de ficar repetindo para eles o que eu considerava óbvio: "Não é possível que não anularam o gol".

    Por que o gol não foi invalidado? Porque a tecnologia assim quis. A tecnologia manda, é a dona da verdade, e a tecnologia assegura que a bola não saiu.

    Ressalte-se que, segundo a regra, a bola precisa ultrapassar completamente a linha, em toda a sua circunferência, para ser considerada fora de jogo.

    "As imagens em câmera lenta revelaram que Mitoma havia chutado a bola antes que ela completasse sua rotação para a lateral", disse a Fifa sobre a jogada, enaltecendo o acerto do VAR (árbitro assistente de vídeo).

    O VAR em Japão x Espanha era o mexicano Fernando Guerrero. Caso tenha visto o lance da mesma câmera que eu vi, é impossível que não tenha achado que a bola saiu.

    le deve ter tido acesso a alguma imagem que não chegou ao público nem aos meios de comunicação, uma imagem (e eu gostaria muito de vê-la) que mostre que, por milímetros, a redonda não ultrapassou completamente a linha de fundo.

    Milímetros. Esse é o ponto. O que é certo é certo, e se a bola não saiu inteira, mesmo que por milímetros, o gol foi legal, não há o que reclamar.

    Há, sim, que se conformar. Os olhos humanos não têm mais capacidade de ler acertadamente uma jogada sem a ajuda da tecnologia –os vários impedimentos marcados (ou desmarcados) na Copa pela intervenção dela são prova disso.

    A máquina venceu o homem. Vitória acachapante, de goleada, 7 a 1 ou mais.

    Talvez isso seja bom, mas eu fico com uma ponta de tristeza, por saber que meus olhos –e certamente não só os meus, mas o da grande maioria das pessoas– não são mais capazes como eu achei que fossem.

    Aceito o veredicto, ele é final, não há o que fazer.

    Mas, já que fui derrotado, que venha a público, pela Fifa, a imagem da derrota. A mesma que o VAR viu para orientar o árbitro a confirmar o gol do Japão. Meus olhos merecem.

    FOLHA 

     


     

    KIKO DINUCCI & RODRIGO OGI :: Veneno


    Tenebroso Era assim o tal João Ficou Tão famoso Por que dava surra em multidão Espalhafatoso Caminhando esbarrou em um rapaz Jogo perigoso Pois a morte nunca anda com cartaz

    Holanda x EUA

     
     
     

     

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    Minnesota - Damien Jurado



    I walked out in the morning rainYou stayed here in the roomI preferred the weathered skyThe sound of the echoing earth

    Confira a seleção da primeira fase da Copa




    O português Bruno Fernandes terminou a fase de grupos da Copa do Mundo do Catar com a maior nota da seleção parcial do torneio, atualizada pelo GLOBO. Após todas as seleções entrarem em campo por três rodadas, o meia atacante do Manchester United somou média de 8,1 com suas atuações.
    Ele garantiu o primeiro posto da lista mesmo após a seleção portuguesa decepcionar nesta sexta-feira, com a derrota de virada para a Coreia do Sul por 2 a1. O resultado manteve os lusos com a primeira posição do Grupo H – eles enfrentam a Suíça nas oitavas de final.
    A segunda maior nota da seleção da primeira fase da Copa é do alemão Jamal Musiala, com nota 8. Dificilmente, no entanto, ele se manterá na equipe de destaques do torneio, uma vez que sua equipe foi eliminada — em seu grupo passou a Espanha e Japão.
    O Brasil tem apenas um representante na lista — o volante Casemiro tem nota 7,6. As seleções com mais jogadores na seleção parcial da Copa são a Inglaterra e a Holanda, cada uma com duas participações.
    A seleção da Copa é atualizada ao fim de cada fase com base nas médias das notas distribuídas por jornalistas brasileiros e estrangeiros após cada partida do Mundial.
    GLOBO


     

    Cidadão Ney

     Arnaldo Branco 

    Um amigo vascaíno conta que sua primeira lembrança de Copa do Mundo é com ele zoando o Zico quando o ídolo do Flamengo teve um gol mal anulado no jogo contra a Suécia em 1978. E a segunda lembrança a dor do pedala que tomou do pai, também torcedor do Vasco, para aprender que Copa do Mundo é um momento de união.

    Eram tempos mais simples, inclusive no juizado de menores. Apesar de naquela época todos os integrantes da Seleção jogarem no Brasil - e portanto em times rivais, que se enfrentavam o tempo todo em partidas onde o juiz punia homicídio com tiro livre indireto - era ponto pacífico que, vestindo a amarelinha, todo mundo era jogador do seu clube.

    É claro que o agravamento da crise política mudou um pouco o estado das coisas. Até a camisa da Seleção, antes um símbolo de congraçamento, foi confiscada por velhos de boné e loiras de farmácia que desejam a morte de outros que não consideram tão brasileiros quanto eles, embora não saibam responder questões básicas sobre História do Brasil e cultura nacional.

    Foi aí que o posicionamento dos jogadores começou a ganhar um pouco mais de peso. Até craques quase unânimes começaram a ser questionados - como quando o Ronaldo Fenômeno usou uma camiseta dizendo que a culpa não era dele porque votou no Aécio, embora o Aécio seja culpado de coisa pra caralho, como aceitar dois milhões de propina, ajudar a jogar o país no colo do fascismo e insinuar que talvez fosse uma boa ideia matar o próprio primo.

    Neymar sempre foi um jogador polêmico por ser um pouco metido, mas isso não é bem um problema - num campeonato de arrogância ele é um mero reserva nas divisões de base no grupo de acesso da categoria principal onde o Romário é titular. Um pouco de marra não faz mal a ninguém, e talvez seja uma vantagem na busca do mindset artilheiro.

    Até seus contratempos com o fisco são atenuados por conta da nossa má vontade habitual com a figura do credor. A gente perdoou a Seleção de 94, que só saiu do avião para a festa do tetra depois que a alfândega liberou as 15 toneladas de muamba que vieram junto no voo. Tá legal que se nós, reles mortais, ficarmos devendo qualquer merreca numa declaração de imposto de renda vão transformar nossa vida num inferno burocrático cheio de provações humilhantes, mas azar o nosso que não vencemos a Itália numa disputa de pênaltis.

    Só que Neymar quis dobrar a aposta quando resolveu virar cabo eleitoral de um candidato com grandes chances de derrota e enormes índices de rejeição, culpado por piorar a vida da maioria dos brasileiros, quando não por ser responsável direto por milhares de mortes. Se o gesto era um acordo com o Bolsonaro pelo perdão da sua dívida, Neymar acabou contraindo outra, essa com boa parte da torcida. E no final nem conseguiu garantir a anulação do seu débito milionário porque acabou puxando o saco do candidato errado.

    “Tem que separar futebol de política”, costuma repetir uma galera que acredita que as competições são organizadas por elfos ou surgem por geração espontânea. Ok, mas separar futebol de política foi tudo o que o Neymar não fez. Esse povo também gosta de usar a frase “não é só futebol” quando acontece algum evento extraordinário que mostra que o esporte transcende o simples desenrolar de uma partida. Mas só até a hora em que a galera decide que sim, é só futebol, torce aí e cala a boca.

    De qualquer forma, espero que Neymar se recupere da lesão. Prefiro levar o hexa com ele comemorando o gol do título fazendo arminha com a mão e formando o número 22 com os dedos dos pés do que perder e ainda por cima ouvir que foi porque torcemos o tornozelo do menino Ney com a força do pensamento.

    CONFORME SOLICITADO
    https://conformesolicitado.substack.com/

    S.O.S. Gabriel Jesus



    AMORIM

     

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    VAR 2.0, o novo Deus do futebol

    Impedimento semiautomático crava posição ilegal de Lautaro Martínez em gol anulado da Argentina contra a Arábia Saudita
     

    Marcelo Damato


    Se há um ponto de aprovação quase geral e zero controvérsia nesta Copa é o "VAR semiautomático". Esse sistema que coleta a posição de 29 pontos do corpo de cada jogador em campo 50 vezes por segundo e da bola 500/s veio para terminar com a demora e as contestações contra a arbitragem em lances de impedimento. E tudo é feito quase sem interferência humana.

    Rapidez nas conclusões e clareza nas imagens, em nada se parece com o VAR tradicional, em especial o brasileiro (... pausa para lembrar aquela decisão absurda que prejudicou o seu time no momento-chave de alguma competição). A arbitragem virou suave como seda.

    O que mudou a credibilidade geral é o uso de um plano virtual vertical, paralelo ao formado pelas traves e que trisca o ponto mais recuado do corpo do penúltimo jogador (o último costuma ser o goleiro). Se houver uma parte do atacante além desse plano, é impedimento. Os braços não contam.

    Com isso, evita-se a colocação das linhas feitas manualmente pela equipe do VAR, a origem de muitas controvérsias. No Brasil, as linhas às vezes ficam tão desajeitadas como uma mensagem de amor de um adolescente.

    Enfim, no novo sistema não há nem espaço para discussão. E é aí que está o problema.

    O que o software mostra na TV é uma ilustração, não a situação real. Diante daquela imagem não há o que contestar porque o fato não foi exibido. Ninguém sabe o que ocorreu. O público é empurrado suavemente a acreditar na imagem. 

    O sistema veio do tênis, onde um computador avisa ao juiz de cadeira (e numa imagem digital ao público) se a bola foi boa ou fora —exceto nos torneios de saibro, onde a marca da bolinha ainda manda. A empresa é a mesma, Hawk-Eye (Olho de Falcão, em tradução livre, referência à visão dessa ave).

    O futebol tem um porém. O árbitro é a autoridade máxima. É por isso que o árbitro de vídeo se chama VAR (árbitro assistente de vídeo). >

    O VAR 2.0 coloca essa autoridade em xeque. A máquina apresenta um resultado que nenhum árbitro vai confrontar. Todos concordam que a decisão do programa é correta sem saber exatamente como ele a tomou.

    A questão central é que, fora seus criadores, ninguém sabe com detalhes como o programa funciona, nem mesmo qual é a margem de erro de fato. Esse VAR está criando uma nova realidade, baseada em consenso e não apenas em fatos.

    Ao contrário das tão discutidas urnas eletrônicas brasileiras, o VAR semiautomático não é auditável. A Fifa não disponibilizou nenhuma maneira de checar se o sistema tem alguma imperfeição importante –por exemplo, será que a comunicação por ondas entre a bola e ele é à prova de hackers?

    E, se a sua seleção for prejudicada por uma decisão desse cérebro eletrônico, não adianta ir ao quartel-general da Fifa pedir anulação do segundo tempo, intervenção militar, nem se agarrar na frente do caminhão que levará o equipamento ao aeroporto e daí para um local desconhecido.

    Esse VAR virou uma espécie de Deus: aceitamos e obedecemos, sem questionar. Mas, se não se pode questionar a moralidade das decisões de Deus, o mesmo vale para uma máquina? No mundo todo, a discussão sobre a moralidade das decisões tomadas por máquinas é intensa. No futebol, não.

        FOLHA 

    Rodízio no Catar


    FRAGA 

     

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    A maior atração desta Copa é o imponderável

     


    Por Bernardo Mello

    há algo em comum entre a Hungria de 1954, a Holanda de 1974, a Dinamarca de 1986 ou a Espanha de 2010: são todas equipes que marcaram época com estilos de jogo inovadores, apresentados ao mundo em Copas nas quais, à exceção dos espanhóis, não se sagraram campeãs.

    Também há semelhanças entre campanhas como as de Camarões e Nigéria dos anos 1990, a Suíça de 2006, a Colômbia de 2014 e a Croácia vice-campeã de 2018: seleções emergentes que conseguiram, com atuações consistentes (e uma pitada de sorte), chegar mais longe do que se esperava.

    Por fim, há algo que une equipes como o Brasil da Copa de 1970, a Argentina de 1986, a Alemanha do 7 a 1 de 2014 e a França de 2018: a reunião de estrelas e a confirmação do favoritismo sem uma única derrota que manchasse a trajetória.

    A Copa do Mundo de 2022 termina sua fase de grupos sem ter nenhuma seleção que se enquadre em qualquer uma dessas três categorias. Não há um time "sensação" no Catar, ao menos não nos moldes com os quais o público e a crítica se acostumaram a se encantar com seleções em Copas.

    A Espanha, que iniciou esta Copa como maior candidata a queridinha da torcida com seus 7 a 0 sobre a Costa Rica, tropeçou numa Alemanha que seria precocemente eliminada, e depois perdeu de virada para o Japão. A mesma seleção japonesa, por sua vez, que derrubou duas gigantes europeias na primeira fase teve, no meio do caminho, uma derrota para a mesma Costa Rica que havia levado sete gols dos espanhóis, e que àquela altura só havia dado um único chute na direção do gol: o que contou com uma falha do goleiro japonês Gonda para entrar.

    Consistência também não foi o forte do Marrocos, que correu riscos em excesso contra Canadá, no jogo que valia a liderança de sua chave. Os marroquinos chegam às oitavas de final com um empate sem gols com a Croácia e uma vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica -- este último, um resultado relevante, mas obtido contra uma equipe imersa em problemas dentro e fora de campo.

    Duas das favoritas que despontavam como modelos táticos e técnicos a serem seguidos, Inglaterra e França começaram com goleadas e depois tropeçaram contra ex-colônias, Estados Unidos e Tunísia, respectivamente. Nem o Brasil, que vinha atravessando a fase de grupos como uma das seleções mais ajustadas, passou incólume: com reservas, perdeu de 1 a 0 para Camarões, quebrando sua invencibilidade defensiva, e correu risco de ficar em segundo no grupo.

    Portugal seguiu roteiro semelhante: venceu seus dois primeiros jogos, com alguns sustos, antes de perder de virada para a Coreia do Sul. Terminou a fase de grupos com a mesma pontuação da Argentina, com uma trajetória completamente distinta. Da derrota de virada para a Arábia Saudita, na estreia, os argentinos se reergueram aos trancos e barrancos com vitórias por 2 a 0 sobre México e Polônia, cujos placares não traduzem a carga dramática envolvida até se chegar ao resultado.

    Os sauditas se uniram a Irã, Camarões e, de certo modo, ao Equador no grupo de surpresas frustradas. A seleção iraniana, candidata a sensação da Copa após a vitória épica sobre País de Gales em um contexto marcado por protestos contra o governo do país, endossados pela maioria dos jogadores, caiu diante dos Estados Unidos -- que haviam mostrado limitações contra os galeses na primeira rodada.

    Os camaroneses, após uma reação heroica contra a Sérvia para arrancar um empate por 3 a 3, fizeram sua parte contra o Brasil, mas ainda assim voltam para casa mais cedo. Os equatorianos flertaram com uma vitória sobre a Holanda e com a liderança do Grupo A, antes de serem eliminados por Senegal.

    A longa lista de idas e vindas, de altos e baixos das seleções nesta fase de grupos mostra que, por ora, ninguém foi páreo para a maior atração da Copa do Catar: o imponderável.

    Que o digam o passe "fora" de campo, que na verdade foi dentro, de Mitoma no segundo gol do Japão sobre a Espanha; ou as chances perdidas por Lukaku no empate da Bélgica com a Croácia, que traçaram a linha tênue entre fracasso e sobrevida da famosa "geração belga"; ou ainda o gol sul-coreano em um contra-ataque improvável contra Portugal, eliminando um Uruguai que parecia finalmente ter encontrado sua melhor forma, com Arrascaeta titular.

    No Catar, os momentos mais marcantes da fase de grupos vieram de onde e como menos se esperava, protagonizados por quem aparenta ter pouca ou nenhuma possibilidade de ir mais longe, tampouco deixar uma impressão de longo prazo. O mata-mata, que começa neste sábado com Argentina x Austrália e Holanda x Estados Unidos, pode começar a oferecer outro tipo de lembrança deste Mundial -- o tipo ao qual o mundo do futebol está mais acostumado quando se trata de fases finais de Copa.

    GLOBO

    Um sorriso no ceu


     

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    Ryan Adams - Wonderwall




    sexta-feira, dezembro 02, 2022

    Brasil x Camaroes


    ADÃO 

     

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    favela

     


    Miles Davis - Milestones (Original) HQ 1958

    Grupo G


    AMORIM

     

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    Lorota do Bananinha




    BRUM

     

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    Christine Perfect with her Chicken Shack -Mean Old World



    IN MEMORIAM CHRISTINE MCVIE

    Os melhores três minutos da Copa do Mundo

     Martín Fernandez


    Três minutos. Mais ou menos entre 23h25 e 23h28, horário de Doha, o mundo inteiro prendeu a respiração, tomado de admiração, espanto, assombro, maravilhamento, estupefação, a lista poderia continuar até o fim desta coluna. Durante três minutos a Copa do Mundo de 2022 ofereceu uma janela para outro universo, diferente, inesperado, novo, provavelmente mais divertido: um mundo em que Costa Rica e Japão eliminavam Alemanha e Espanha na fase de grupos, uma versão ainda mais extrema do que o Brasil teve privilégio de hospedar em 2014, quando Uruguai e Costa Rica (lá vêm eles de novo!) impediram Itália e Inglaterra de avançarem às oitavas.

    Graças a uma exótica combinação de resultados, os dois duelos finais do Grupo E da Copa funcionaram como mata-matas paralelos — ou cruzados. A Alemanha enfrentava a Costa Rica no Estádio Al Bayt, mas seu verdadeiro rival era o Japão, que enfrentava a Espanha simultaneamente no Estádio Khalifa, 50 quilômetros ao sul. E o pesadelo da Espanha era a Costa Rica. As quatro seleções chegaram à última rodada com chance de classificação e risco de eliminação. Uma prova definitiva da beleza deste formato de Copa do Mundo, com 32 times, divididos em oito grupos de quatro, em que dois avançam e dois caem.

    Durante os primeiros 45 minutos protocolares dos dois jogos, os campeões mundiais fizeram cada um a sua parte. Alemanha e Espanha venciam seus jogos por 1 a 0, e educadamente escoltavam os pequenos até o aeroporto. O segundo tempo começou com uma tempestade no deserto. Primeiro, o Japão virou sobre a Espanha — resultado que eliminaria a Alemanha. Em seguida, os jogadores da Costa Rica descobriram que também lhes era permitido atacar e fizeram dois gols na Alemanha como fruto de pura imposição física. Só na Copa do Mundo o estelar Manuel Neuer, um dos maiores goleiros da história, lenda do Bayern de Munique, pode ser vencido por Yeltsin Tejeda, um jogador 20 centímetros mais baixo, funcionário do Club Sport Herediano e seu estádio de 8.700 lugares.

    Durou três minutos este par de resultados inesperados, as duas derrotas por 2 a 1 que redefiniriam o mapa e o futuro do futebol mundial. Durante três minutos o Al Bayt deixou de ser uma tenda silenciosa erguida sem nenhum motivo razoável no meio do deserto do Catar para se transformar numa festa de todo mundo que não fosse alemão. Os telões do estádio exibiram a classificação temporária do grupo: Japão e Costa Rica classificados, Alemanha e Espanha eliminadas. E então, exatos três minutos depois, Kai Havertz empatou o jogo, acabou com as chances da Costa Rica e salvou a Espanha —que não faria o menor esforço para derrotar o Japão e retribuir o favor. Os alemães ainda fizeram mais dois gols apenas para confirmar este jogo como um pacto suicida. Gols totalmente inúteis. As vagas seriam de Espanha e Japão, distantes 50 quilômetros no mapa, mas a uma distância inalcançável para Costa Rica e Alemanha.

    Uma jornada frustrante para uma potência do futebol que veio ao Catar para tentar apagar o vexame de 2018. Uma jornada perfeita para o mundo inteiro desfrutar dessa maravilha chamada Copa do Mundo. Ainda que por apenas três minutos.

    GLOBO

    Gabor Szabo - Three King Fishers (1968)

    Como o Qatar silenciou líderes e abafou críticas de governos estrangeiros


    Como o Qatar silenciou líderes e abafou críticas de governos estrangeiros -  23/11/2022 - UOL Notícias

    Jamil Chade

     

    O que une o Paris Saint-Germain, o Empire State Building em Nova York, a Harrods em Londres e o Uber? Todos eles foram alvos de investimentos do Qatar.

    Enquanto alguns poucos jogadores ousam criticar a situação de direitos humanos no Qatar e entidades e ativistas alertas para o escândalo de uma Copa do Mundo em tais condições, um aspecto incômodo é constatado em diversas partes do mundo: o silêncio constrangedor de líderes políticos e a ausência de qualquer pressão por parte de democracias sobre o local que, neste mês, se transformou no epicentro da atenção mundial.

    O motivo é tão simples como poderoso: em apenas 20 anos, o Qatar comprou seu lugar no mundo e se transformou num dos principais atores econômicos em diversos setores. O destino de multinacionais, bolsas, produtores de armas e até mesmo do mercado imobiliário no Ocidente está, hoje, atrelado ao futuro do Qatar. A Copa do Mundo, portanto, é apenas parte de uma estratégia mais ampla.

    O motor da transformação foi o gás, que catapultou o Qatar a uma nova situação. Hoje, o país é o maior fornecedor de GNL para a Europa. Em países como Inglaterra, Itália ou Bélgica, o Qatar hoje representa entre 45% e 67% dos abastecimentos de gás.

    Hoje, os ativos de um dos maiores fundos soberanos do mundo são superiores ao PIB de mais de 160 países pelo mundo. Os recursos administrados pelo Qatar Investment Authority (QIA) chegariam a US$ 455 bilhões (R$ 2,4 trilhões).

    O estado do Qatar, por exemplo, é hoje o décimo maior proprietário de terras no Reino Unido. Alguns dos prédios mais icônicos de Londres também estão nas mãos do Qatar, entre eles Canary Wharf, HSBC Tower e The Shard. Um dos marcos do comércio da capital britânica, a Harrods, também tem capital do país do Golfo.

    Mas não apenas prédios são comprados. Os presentes dados pelo Qatar aos parlamentares britânicos em apenas doze meses antes da Copa chegaram a 251 mil libras esterlinas (R$ 1,6 milhão). O total é superior ao valor dos 15 países seguintes na lista dos doadores aos deputados do Reino Unido.

    Hoje, 10% da Bolsa de Valores de Londres é controlada pelo Qatar. O país também controla 20% do aeroporto de Heathrow e um quinto da British Airways.

    Apenas em 2019, o QIA despejou US$ 44 bilhões (R$ 235 bilhões) pelo mundo. Hoje, investimentos do Qatar chegam a 80 países. Um terço do valor estaria na Europa.

    No total, são US$ 30 bilhões investidos nos EUA, US$ 40 bilhões no Reino Unido (R$ 214 bilhões) e acima de US$ 25 bilhões (R$ 133 bilhões) na Alemanha ou França.

    Na França, depois de um acordo de isenção de impostos com Nicolas Sarkozy, o Qatar ainda comprou hotéis de luxos e locais estratégicos de Paris.

    Em menos de 20 anos, o país do Golfo usou seus recursos para comprar importantes parcelas de tradicionais empresas ocidentais, entre elas a Volkswagen e a Porsche. Bancos ainda foram em parte salvos da crise de 2008 e 2009 graças aos recursos do Qatar, entre eles Barclays, Credit Suisse e Deutsche Bank.

    Nos EUA, o Qatar controla 10% das ações da Empire State Realty Trust, empresa dona do Empire State Building. A gigante Miramax Studios também passou para as mãos do emir, enquanto o QIA chegou a ter investimentos no Uber.

    Para o Qatar, não existe fronteiras para o capital ou para a influência. Se os investimentos nos EUA são importantes, eles chegam a ser de 19% na estatal russa do petróleo, a Rosneft.

    Além de investir no exterior, outra medida foi a de passar a ser um dos maiores compradores de armas do Ocidente. Desde 2010, quando a Copa foi dada ao país do Golfo, o Reino Unido viu suas vendas de armas de alta tecnologia explodir ao pequeno país.

    Em 2015, o Qatar já era o sexto maior comprador de armas do mundo, como contratos de US$ 7,1 bilhões (R$ 37 bilhões) para a aquisição de 24 caças Dassault Rafale da França, US$ 2,4 bilhões em helicópteros americanos e mísseis da Itália.

    Entre 2012 e 2016, após a Copa do Mundo ser designada para o Qatar, dados da entidade sueca Sipri indicaram que o país do golfo aumentou em 282% a importação de armas. Entre 2016 e 2020, o aumento foi de 361%.

    UOL

    História para gado dormir

     
    LADINO

     

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    quinta-feira, dezembro 01, 2022

    Mulheres não têm vez em festa histórica da Arábia Saudita

     

     

     

     

     

     Diego Garcia

    A seleção da Arábia Saudita viveu o momento mais glorioso de sua história nesta terça-feira (22), ao vencer, de virada, a favorita Argentina, de Lionel Messi, por 2 a 1. E a torcida saudita fez do estádio Lusail um caldeirão, digna de uma das mais insanas festas que já tinha visto em um jogo de Copa do Mundo. Mas o triste foi perceber que, aparentemente, era um evento proibido para mulheres.

    Estava fazendo a cobertura da partida pelo UOL e assisti ao primeiro tempo com a torcida da Argentina, no setor teoricamente onde estavam os chamados "barras bravas". O objetivo era captar as percepções dos hermanos durante a estreia de sua seleção, que chegou à Copa com invencibilidade de 36 jogos e favorita ao título.

    Porém, enquanto estava ali, no meio de uma das mais famosas torcidas nacionais do mundo, percebi que, do outro lado do campo, os sauditas eram muito mais barulhentos e apaixonados. Era possível ver focos enormes de pessoas vestidas de verde - cores da bandeira e da equipe - ou branco - pela dishdasha, tradicional traje árabe.

    Então, decidi atravessar o campo para entrar no meio daquele mar de loucos árabes, que pulavam e gritavam sem parar. Fui direto no setor mais fanático dos sauditas e me infiltrei bem no meio, disposto a puxar assunto e descobrir de onde vinham, como foram ao Qatar, quais suas motivações e onde aprenderam a torcer daquele jeito.

    Apesar de ser um tradicional saco de pancadas das Copas do Mundo, a Arábia Saudita tem cultura de futebol muito forte, com clubes populares e enormes torcidas. E demonstraram isso diante da Argentina, ao decretarem um terremoto no Lusail que conseguiu levar o pior time da história das Copas a vencer uma poderosa equipe que tinha um dos maiores jogadores de todos os tempos, Lionel Messi.

    Porém, enquanto estava ao lado daquele bando de homens cantando sem parar, em árabe, algo como "Vamos, Falcões Verdes (apelido do time saudita)", me deparei com uma realidade nefasta: não existiam mulheres naquela torcida. Algo que, desde que cheguei ao Qatar, se tornou uma abominável rotina. Elas não parecem tão bem-vindas entre alguns povos locais quanto os visitantes do sexo masculino.

    Rodei então boa parte da torcida árabe no setor atrás do gol, o mais explosivo, e só encontrei quatro mulheres - duas pareciam estrangeiras, usando máscaras de proteção contra a Covid, e outras duas claramente sauditas, utilizando o traje ultraconservador todo preto, que cobre o corpo inteiro, deixando apenas os olhos de fora.

    Oras, em um mar de homens, só havia quatro mulheres, sendo que duas só deixavam os olhos de fora, em um campo de futebol, onde supostamente todos devem estar à vontade para torcer e desfrutar do momento? Estou falando de um setor com milhares de pessoas que se vestiam como queriam.

    Uma diferença gritante para o setor argentino, onde elas apareciam em maior número - apesar de ainda pequeno, já que, ao que tudo indica, muitas deixaram de vir ao país por conta da questão dos direitos femininos no Qatar e nos países árabes. Entre os países sul-americanos e europeus, ainda é possível ver algumas mulheres nas arquibancadas.

    Mas a Arábia Saudita é um dos países mais radicais nesse ponto. Neste ano, por exemplo, uma foi condenada a 45 anos de prisão por usar o Twitter. Só recentemente elas foram liberadas a viajar ao exterior sem a autorização de um "responsável". Por lá, é comum ver mulheres com burca, que cobre todo o rosto e tem apenas uma rede para enxergar, ou nicabe, que deixa os olhos descobertos.

    E, no Qatar, não poderia ser diferente com as torcidas sauditas. A espetacular festa feita durante e após a vitória contra a Argentina pelas ruas de Doha esconde, por trás, a realidade sombria de países que ainda correm na contramão dos direitos femininos e humanos. E não existe Copa do Mundo se não for para todos. O Qatar 2022 é uma vergonha.

     
    UOL 

     

     

    Espanha x Japão



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    Chicken Shack - I'd Rather Go Blind (in memoriam Christine McVie)

    Horniman


     

    Mexico



    DALCIO MACHADO

     

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    A Copa que se dane


     

    MESSI


        CRISTIANO PINHEIRO 
     

    Fleetwood Mac - Don't Stop (IN MEMORIAM CHRISTINE MCVIE )

    Pioneering Underground Cartoonist Aline Kominsky-Crumb Dies At 74














    "The underground comix scene, which arose from the counterculture of the 1960s, was not especially supportive of female artists. One of the few to break through and leave a lasting legacy was Aline Kominsky-Crumb, whose frank, self-lacerating, darkly humorous stories helped inspire generations of visual storytellers and the wider culture.}

    Kominsky-Crumb was a founding member of the influential all-female collective that produced the anthology Wimmin’s Comix, a long-running feminist comic published by Last Gasp from 1972-1985. Kominsky-Crumb, along with artist Diane Noomin, broke with the group in the mid-1970s to do their own publication, Twisted Sisters. Both comics were some of the first to deal squarely with the political issues around female empowerment, criticism of the patriarchy, sexual politics, lesbianism and other topics central to feminist ideology."

    read obit by Rob Salkowitz

    Pioneering Underground Cartoonist Aline Kominsky-Crumb Dies At 74

    quarta-feira, novembro 30, 2022


     

    Messi x Lewandovski


     

     

    AMORIM

     

     

     

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    Bananinha na Copa


     

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    This Upside-Down World

     

     

     

     

    Jeffrey St. Clair:

    + In this upside-down world, the Pentagon is pushing diplomacy and the State Dept war. Here we have General Mark Milley throwing some ice-cold water on the wide-spread notion that Ukraine is close to winning the war and suggesting once again that this is a fruitful moment for a negotiated settlement.

    A Ukrainian military victory—defined as kicking the Russians out of all of Ukraine to include what they define, well, what they claim, is Crimea—the probability of that happening anytime soon is not high.

    They do currently occupy about 20% of…Ukraine. So they occupy a piece of ground that’s about 900 kilometers long and, I don’t know, probably about 75 or 80 kilometers deep. So it’s not a small piece of ground. And they invaded this country with upwards of 170, 180,000 troops. They had multiple field armies, combined-arms armies, and they have suffered a tremendous amount of casualties. But [Putin] has also done this mobilization to call up additional people. So the Russians have reinforced. They…still have significant Russian combat power inside Ukraine.

    You want to negotiate from a position of strength. Russia right now is on its back. The Russian military is suffering tremendously.

    + General Milley seems to understand what joystick bombardiers like Victoria Nuland and Tony Blinken don’t: that the only predictable event in war is that something unpredictable will happen to dramatically change its course, usually for the worse. We’ve seen several of these unanticipated turning points already in Ukraine: the thwarted run on Kyiv, the butchery at Bucca, the annexation of the four oblasts, the sabotage of the Crimean bridge and Nordstream pipelines, Putin’s nuclear threats, Zelensky’s belligerence, the resistance to Putin’s draft orders, the retreats from Kharkiv and Kherson, the attacks on Ukrainian civilian power plants, which have left upwards of 10 million people without electricity as winter sets in. This week we narrowly avoided another, when a grain facility in eastern Poland was struck by an errant Ukrainian missile, killing two people and threatening to detonate a chain of events that would have dangerously escalated the war, putting NATO on a direct nuclear collision course with Russia.

    + After nine months of bloodshed, it should be clear by now that this is a war which both sides could lose but neither can win. But with each massacre, the grievances on both sides deepen, almost to the point of becoming intractable. The precipitating causes of the war have now been eclipsed by dozens of other atrocities that are fresh in the mind and vivid in the memory. The Minsk Accords seem like ancient history now.

    + In his account of the war between Sparta and Athens, Thucydides used the term “stasis” to describe civil war as a form of internecine strife that yields nothing but bloodshed and enmity between neighboring states–a war where all parties end up losing ground. In today’s Greece, stasis is the term used for bus stops. It’s time to hop on board the one bound for Geneva or wherever they’ve put the old peace talks table, even if Biden has to hold Zelensky’s hand all the way there.

     

    COUNTERPUNCH

    Passando a perna em Bolsonaro


     

    Resumo da vitoria sobre a Suiça

     
     
     

     

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    Bananinha da banana


     

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    CASA IPANEMA | Lucas Vasconcellos | Eu não vou chorar por fora

    ERASMO


    JBOSCO

     

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    O que incomoda no Qatar não incomoda ao seu lado?

     Vários homens abraçados cantando e vestindo camisetas na cor vinho escritas Qatar

    de RENATA MENDONÇA 

     O que incomoda no Qatar não incomoda ao seu lado?

    Começou a primeira Copa do Mundo realizada em um país árabe. E começou em meio a discussões sobre trabalhadores explorados, sobre a cerveja proibida, e, principalmente, sobre a restrição de direitos a mulheres e pessoas LGBTQIA+ no país-sede.

    Logo no primeiro jogo, as imagens não nos enganaram. Essa será a Copa mais masculina dos últimos tempos. Havia um pedaço da torcida no estádio onde aconteceu o primeiro jogo, entre Qatar e Equador, que era 100% masculino. O espaço reservado para os "ultras" do Qatar (torcedores organizados) chamou a atenção porque, em meio a centenas ou até milhares de rostos, não havia nenhuma mulher.

    Parei para pensar nisso nas últimas 24 horas e me dei conta de que existem muito mais do que deveriam. E não precisa ser num país árabe ou de cultura islâmica para acontecer. Na verdade, nas últimas décadas, nossa ausência foi muito comum nesses espaços —tão comum que, por muito tempo, nem sequer foi notada.

    Tanto é que a nossa presença tem sido massivamente noticiada nas últimas semanas. A primeira Copa do Mundo com mulheres também protagonistas nas transmissões de TV aberta e fechada. Uma conquista enorme, sem dúvidas.

    Nos estádios brasileiros, as mulheres são minoria —no meio das organizadas são a exceção também. Mas existem. Um espaço de torcida formado 100% por homens gritou aos meus olhos. Lugares assim ainda existem em 2022?

    Parei para pensar nisso nas últimas 24 horas e me dei conta de que existem muito mais do que deveriam. E não precisa ser num país árabe ou de cultura islâmica para acontecer. Na verdade, nas últimas décadas, nossa ausência foi muito comum nesses espaços —tão comum que, por muito tempo, nem sequer foi notada.

    Tanto é que a nossa presença tem sido massivamente noticiada nas últimas semanas. A primeira Copa do Mundo com mulheres também protagonistas nas transmissões de TV aberta e fechada. Uma conquista enorme, sem dúvidas.

    Mas tivemos que ir até o Qatar para nos incomodar com isso. E mesmo nas equipes que estão fazendo a cobertura lá, mesmo nas equipes daqui, mesmo nas redações esportivas de qualquer país ocidental que não tem leis tão conservadoras limitando os direitos das mulheres, ainda somos ínfima minoria.

    Se pensarmos em mulheres negras, então, é ainda mais raro encontrá-las nessas coberturas. No caso de um país como o Qatar, a legislação ainda restringe muito o protagonismo das mulheres. E por aqui, o que explica nossa ausência?

    "Eu não deveria mais me chocar com isso, mas a ausência de repórteres mulheres nessas coletivas da Copa do Mundo ainda é (emoji mostrando choque). Eu sentei em fileiras cheias de homens nas últimas três delas", afirmou a repórter da BBC Emma Sanders no seu Twitter.

    Até pouco tempo atrás, restringiam o papel das mulheres em coberturas esportivas ao de um "adereço" nos programas. Estavam ali para serem objetificadas, sensualizadas. Evoluímos muito. Agora, em 2022, há mais representantes femininas na cobertura, narrando, comentando, apresentando, reportando. Mas elas chegam a 10 ou no máximo 20%.

    E a gente vê mesas redondas 100% masculinas, 100% brancas questionando a falta de diversidade do Qatar, a restrição de direitos a mulheres e à população LGBT.

    É preciso mesmo questionar a realização de uma Copa do Mundo num país que vive sob um regime ditatorial e carrega tantos preconceitos oficializados em forma de lei. Mas as redações esportivas brasileiras (e de tantos outros países ocidentais) também vivem sob um sistema (não formalizado na teoria, mas enraizado na prática) racista, machista e homofóbico. Um sistema que nega espaço para negros, mulheres e LGBTs até hoje.

    Que bom que nos incomodamos com tudo isso no Qatar. Que o mesmo incômodo também aconteça no dia a dia de trabalho. Que a mesma indignação seja reportada às chefias quando chegarmos às redações e encontrarmos um ambiente pouco ou nada diverso.
    Que deixemos de silenciar as vozes das mulheres, dos negros e dos LGBTs que já estão abafadas há tanto tempo. Que enfim lutemos pelo respeito real à diversidade, no Qatar ou ao nosso lado.

    FOLHA



    Ode To Billy Joe (Live At The Bitter End, New York City / 1972)

    It was the third of June, another sleepy, dusty Delta day
    I was out choppin' cotton and my brother was balin' hay
    And at dinner time we stopped and walked back to the house to eat
    And Mama hollered out the back door "y'all remember to wipe your feet"
    And then she said "I got some news this mornin' from Choctaw Ridge"
    "Today Billy Joe MacAllister jumped off the Tallahatchie Bridge"

    4 coisas para você que não acompanha tanto futebol gritar durante as partidas da seleção brasileira caso queira se sentir um pouco mais engajado no evento

     

     

    João Luis Jr  

     

    “Tite burro” – Poucas coisas são mais tradicionais na cultura futebolística do que responsabilizar o treinador da equipe pelo máximo de coisas que for possível. Gabriel Jesus perdeu um gol? Culpa do Tite, que convocou e escalou. Bremer falhou na zaga? Culpa do Tite, que achou esse tal de Bremer, a gente nem conhecia Bremer. A cerveja não tá gelada? Culpa do Tite, por alguma razão que talvez a gente precise se esforçar mais pra alcançar, mas com certeza a gente consegue chegar lá.

    A questão é que a ofensa ao técnico da equipe é sim uma das maneiras mais garantidas de se enturmar diante de qualquer problema, ainda que momentâneo, do time e é uma ótima maneira de parecer estar emocionalmente engajado com a partida mesmo que você tenha ido apenas pelo churrasco e o último jogador cujo nome você gravou era o Kaká, porque era fácil de memorizar.

    “Faltou [insira aqui absolutamente qualquer jogador]” – Diante da limitação da FIFA de que cada técnico de seleção nacional pode convocar apenas 26 atletas para a disputa da Copa do Mundo, fazendo com que todos os outros atletas não possam ser convocados, se torna garantido que, em qualquer situação de dificuldade do escrete canarinho, você possa apenas dizer que isso tudo seria resolvido com a convocação de absolutamente qualquer outro jogador nascido em território nacional.

    0x0 no placar? “Faltou convocar o Gabigol”. Tomamos um gol? “Faltou convocar Cássio”. Neymar fez o gol e dedicou pro Bolsonaro? “Se tivesse convocado o Cano isso não acontecia”, mesmo sendo o Cano argentino, o que ressalta mais uma das vantagens desse comentário: ele não precisa fazer muito sentido e você pode sair citando até mesmo jogadores estrangeiros ou aposentados, com o argumento de que “ah, não falo o Garrincha, falou um cara feito ele”, ou mesmo “se a CBF quisesse dava um jeito, naturalizar não é tão complicado assim”.

    “Copa do Mundo é tudo armado” – Essa é muito boa já que está cada vez mais em voga no Brasil a tendência de, diante do menor revés, do mais básico problema, de qualquer mínimo inconveniente, questionar a lisura do processo e acusar tudo de ser uma armação. Pênalti não marcado pro Brasil? Armação. Cartão vermelho pra jogador nosso? Conspiração.  Qualquer coisa abaixo de Brasil campeão? Todo mundo indo até a Suiça fechar as rodovias de acesso à sede da FIFA.

    O bom do comentário de que “é tudo armado” é que ele não apenas fala alto ao coração cada vez mais dissociado e incapaz de aceitar uma derrota de grande parte dos brasileiros como também possui um óbvio fundo de verdade, já que realmente a Copa é um evento armado, dado o fato de que as 32 seleções não estariam no mesmo país por acaso, essas coisas só acontecem em filme.

    “Ah, mas [insira aqui qualquer coisa ruim] o Neymar sabe...” – Mais do que gols, uma coisa que o atleta Neymar Junior tem demonstrado saber fazer durante os últimos anos de sua carreira é angariar o máximo de antipatia possível para um cidadão que tinha todo o potencial para ser um herói nacional. 

    Sejam acusações de violência sexual, sonegação de impostos ou a brilhante decisão de declarar apoio à Bolsonaro no segundo turno, quando o atual  presidente já estava atrás nas pesquisas e o apoio muito provavelmente não iria ajudar o candidato mas com certeza iria queimar o jogador, Neymar concilia um grande protagonismo na criação de jogadas dentro de campo e um ainda maior protagonismo na criação de situações bizarras/desnecessárias ou apenas escrotas fora dele, se tornando um ótimo nome para xingar diante de qualquer atuação ruim da seleção e muito provavelmente também um nome para motivar comentários do tipo “tem que separar o artista da obra” se a seleção ganhar alguma coisa.

    CONFORME SOLICITADO


    terça-feira, novembro 29, 2022

    Acampamentos criam mosaico de um golpe







    "Além de gerarem memes (divertidos, é verdade), esses manifestantes são estruturados, organizados, financiados direta e indiretamente por grupos bolsonaristas. O que vemos no Brasil pós-eleição é a montagem em tempo real de um mosaico com diferentes peças da extrema direita, dando sequência às teses golpistas que Bolsonaro professou por quatro anos. No mesmo balaio, surgem casos que se assemelham a ataques terroristas domésticos e cruéis, como o pai que se desesperou ao ser impedido de levar o filho a uma cirurgia para não ficar cego."

    leia reportagem De GABRIEL MAZIERO 

    Acampamentos criam mosaico de um golpe - Angelo Rigon

    Capitalism can’t kill football — try as it might





    "A week or so before the kickoff of the 2022 World Cup in Qatar, I was walking in the coastal city of Zihuatanejo in Mexico’s southern Guerrero state when I passed a group of children playing football with a plastic Coca-Cola bottle. They were as gleefully animated as any group of children playing football anywhere, while the Coke bottle was, I thought, regrettably appropriate in a world governed by corporate toxicity.

    It was particularly appropriate, perhaps, given that Coca-Cola and football go way back. The company, which has been an official World Cup sponsor since 1978, entered into a formal association with FIFA in 1974 – although its logo has saturated World Cup events since 1950. The partnership was initially ostensibly meant to promote youth development programmes, since there is clearly nothing better for youth development than ingesting sticky brown liquid that is bad for human health.

    Of course, that alliance is just the tip of the iceberg in terms of global capitalism’s efforts to suck the soul out of football and eradicate any remnants of primordial joy by monetising and commodifying everything on and off the field. Given the deluge of corporate propaganda that we call “sponsorship”, the uninitiated football spectator would be forgiven for thinking Adidas was a football team – or that matches are waged between Emirates and Etihad airlines."

    more in the article by Belém Fernandez

    World Cup 2022: Capitalism can’t kill football — try as it might | Qatar World Cup 2022 | Al Jazeera


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