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  • TA TUDO MUITO ESQUISITO, DEPOIS QUE VISUAL VIROU QUESITO

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    terça-feira, outubro 31, 2006




    MELADO
    (Belo Horizonte, MG)

    Pesquisas votam

    Nao sei se sou meio conservador em matéria de eleições
    mas pelo menos eu achei um absurdo
    os jornais abrirem em manchetes garrafais no domingo, dia da eleição,
    o franco favoritismo de Lula nas pesquisas.

    Alguns jornais trompeteavem: Lula já eleito!
    Então nem precisava de eleição,
    era melhor todo mundo ter ficado em casa ou ter aproveitado melhor o domingo.

    Os jornais cariocas então repetiam a dose com a vitória assegurada do Cabral.

    PALAVRAS: Paulo Napoli


    Eu tô perdido entre a esquerda e a direita
    Diretas já! foram a solução perfeita
    nos anos oitenta, pra acabar com a ditadura,
    trocaram os milicos por malucos de dentadura

    nos noventa na cara-dura chegaram e deram mole
    enrolaram a população, pior do que um rocambole

    em escândalos de vândalos governamentais
    direta ou esquerda, quem será que rouba mais?

    quem disfarça melhor? quem é a menos pior?
    quem converte o seu suor em poder e benefícios?

    aterrissam de helicópteto em cima de edifícios
    subiram na vida , e descer vai ser difícil

    enquanto isso a chapa ferve na superfície terrestre
    em época de eleição, o grande golpe de mestre

    promete, promete, consegue e se elege
    com o voto induzido... de homens e mulheres

    eu tô perdido entre a esquerda e a direita
    tá todo mundo cego entre esquerda e direita
    uma nação vagando entre esqueerda e direita
    e no meio da confusão, sabe quem se aproveita?

    eu tô perdido entre a esquerda e a direita
    no horário político só levantam-se suspeitas

    minha vontade é dar com a esquerda e a direita
    na cabeça desses putos só pra ver se endireita

    o voto é obrigatório, mas isso não dá em nada
    e quase todas opções, são cartas marcadas

    com tanta publicidade, sujando minha cidade
    queria que o prometido fosse mesmo verdade

    ou ao menos metade, mas papai noel não existe
    e assim como eu, milhões estão no limite
    da tolerância

    hoje a política me dá ânsia
    entre teoria e prática há uma grande distância

    entre a esquerda e a direita, existe um abismo
    pra onde somos atraídos, por falsos sorrisos

    você vota em quem? como escolhe um candidato?
    então se liga, ou lamenta até o próximo mandato

    eu tô perdido entre a esquerda e a direita
    tá todo mundo cego entre esquerda e direita
    uma nação vagando entre esquerda e direita
    e no meio da confusão, sabe quem se aproveita?

    - Paulo Napoli
    "Esquerda, Direita"

    domingo, outubro 29, 2006

    DISCOTECA: A Banda Tropicalista do Duprat

    clique na capa para o arquivo sonoro



    O tropicalismo fez muito a minha cabeça no final dos anos 60.
    iconoclastia me agradava, o insólito me atraía, era um ser revoltado pela opressão da ditadura, gritava pelas ruas que era proibido proibir, sufocava com as pachorras de famílias mineiras, e a indignação que vinha no teatro com rodas vivas e cemitérios de automóveis explodiu por outras formas de arte
    mas a antropofagia principal era na música.
    Salada sensorial satirizando e liquidificando ritmos & rimas.

    Rogerio Duprat foi o grande nome musical do tropicalismo.
    Caetano & Gil & músicos & compositores eram os famosos
    mas o cérebro da máquina era Duprat tomando chá num penico.

    RD celebrizou-se com os arranjos & idéias sonoras para os Mutantes.
    Eletrizou platéias de festivais com as colagens inovadoras de Domingo no Parquee Alegria, Alegria.. Vestiu com parangolés de ruídos as músicas do disco Tropicalia. Emulou o clima pesado da época com os arranjos para Construção e Deus lhe Pague do Chico.

    Mas ficou pouco conhecido o disco que produziu para ele mesmo, em 68, acompanhado de orquestra e colegas como o próprio pessoal dos Mutantes: a Banda Tropicalista do Duprat.

    Não é exatamente um disco ótimo.
    É mais um curio. Uma curiosidade. Raridade raríssima.
    Parte do repertório são músicas bem caretas (embora haja tambem classicos do tropicalismo). O interessante são os arranjos e como juntou algumas delas em medleys.

    O próprio Rogério não gostava desse disco, mas é interessante ouvi-lo agora, num adeus ao Duprat.

    E se você quiser eu te empresto,
    Clicando aqui


    01 - judy in disguise
    02 - honey / summer rain
    03 - cançao para inglês ver
    04 - flying
    05 - the rain, the park & other things (com os mutantes)
    06 - canto chorado / bom tempo / lapinha
    07 - chega de saudade
    08 - baby
    09 - cinderella rockefella
    10 - ele falava nisso todo o dia / bat macumba / frevo rasgado
    11 - lady madonna
    12 - quem será

    sábado, outubro 28, 2006

    Pedras que rolam criam limo

    A revista americana Rolling Stone há muito deixou de ser referencia.

    Aquela que foi a bíblia do rock anos 60/70, fanzine que virou coqueluche, o lar do Gonzo Journalism, com seu Hunter Thompson e Ralph Steadman, suas entrevistas delirantes, reportagens & artigos de Lester Bangs e Greil Marcus & os ensaios fotograficos de Annie Leibovitz
    com os anos tornou-se a representação editorial do rock corporativo.

    O lançamento de uma edição oficial da RS no Brasil deixou de ter a retumbância que teria em tempos outrora.
    Os próprios tempos são outros, com acesso direto a informações & músicas.

    Quando pintou a Rolling Stone brasileira no início dos anos 70 foi um balsamo sobre o cenário ressecado e carente de publicações & informações da plena ditadura enquanto explodia nossa tupiniquim contra-cultura por todos os poros. Não só a revista era alternativa como creio que meio pirata, não sei até hoje se havia um licenciamento oficial para aqueles artigos traduzidos rolarem aqui.

    Se a RS brasileira dos anos 2000 reflete o seu tempo estreando com capa de uma personalidade da moda, Gisele Bundchen, em pose e roupas super-produzidas, a RS brasileiros anos 70 era riponga, a capa de estréia com Gal pintada e de penduricalhos.
    Era a época do Grilo, do Bondinho, de uma série de revistas udigrudi e veio também essa que se dobrava em quatro e deixava a turma de quatro.

    Mesmo assim, é benvinda uma publicação no Brasil voltada ao universo musical, mesmo que esse universo agora inclua modismos & anuncios & jabazismos & enlatados pra consumo imediato. Fala de música. Tem reportagens. Tem artigos intressantes traduzidos da matriz. É melhor do que a atual Bizz, outra revista musical que desandou.




    AMORIM
    (Rio de Janeiro, RJ)


    Nó Cego - Índio Brasileiro

    Aloprado pra todo lado

    Publiquei a charge do Santiago ontem e uma pessoa argumentou comigo que a imprensa, de um modo geral, esta fazendo sim uma boa cobertura das campanhas, de maneira equilibrada
    que os petistas é que tentam abafar os fatos
    noticias que sao noticiadas porque sao noticias e nao porque sejam orquestradas para beneficiar candidato ou outro.

    A questao nem eh tanto o que eh noticiado quanto o que esta deixando de ser noticiado.

    Ora, é só acompanhar hoje o destaque que está sendo dado nas manchetes ao caso do falso padeiro patrocinado por pessedebistas
    em comparacao com o estardalhaço em torno de qualquer novidade real ou fabricada contra os aloprados, e sonsos, das hostes governamentais.

    Debatendo o debate

    A Globo foi esperta - diante da mesmice em que se transformavam os debates presidenciais repetidos,
    mexeu na fórmula, nas regras,
    foi mais na linha dos debates americanos
    e conseguiu fazer um espetáculo mais interessante e que mostrasse um pouco mais da maneira de ser dos candidatos.

    Substituiu o candidato-pergunta-candidato
    blocos que se tornaram ramerrame de evasivas ou serviam como vazadouro de perguntas levantando bolas próprias
    por eleitores filtrados, pessoas de verdade, fazendo perguntas sobre assuntos de verdade, que interessam ao povo.

    Se as perguntas melhoraram, as respostas nem tanto.
    Os candidatos não conseguiram descer dos palanques para conversar com as pessoas.
    Novamente, o desfilar de numeros maçantes que na soma nao dizem muito.
    O estranho é que Lula já foi muito bom nisso, no conversar com as pessoas, mas parece que perdeu o jeito ou o viço.
    Somente ao falar com o vitimado por enchentes em Carapicuiba mostrou isso.

    Mesmo assim, ao caminhar pelo picadeiro, estava mais à vontade (ou menos sem vontade) do que o empertigado Alckmin.
    Pegou várias vezes no braço do adversário, chegou muito perto do outro, entrando no seu "espaço particular e deixando-o incomodado ".
    Alckmin por sua vez colocou alguns pontos interessantes mas nada que fizesse diferente.
    Este é o drama do Geraldo: nada do que diz ou faz, faz diferença.

    No ultimo bloco os candidatos perguntaram um ao outro, mas de maneira menos rigida, sem tantas regras
    havendo um confronto interessante de posturas (fisicas e de ideias).

    Enfim, o debate da Globo foi bom.
    Os candidatos é que não estavam à altura.

    Mas isso foi representativo: os candidatos nao estão à altura mesmo, deste país, deste momento, do que necessitamos.

    sexta-feira, outubro 27, 2006




    SANTIAGO
    (Porto Alegre, RS)

    ComMUITOgresso

    Dizem que o Congresso é a cara do povo.

    Então nosso povo vai muito bem
    pois um terço dos congressistas atualmente são milionários.

    Ou dossier ou desce

    Alckmin desistiu de martela a sua pergunta-bordão
    (mesmo porque não está adiantando nada)
    - (será que a retoma no debate de hoje?) -

    mas eu continuo repisando e reprisando a minha pergunta:
    como foi que o pessoal do PSDB chegou à Polícia Federal para registrar a prisão,
    antes mesmos dos presos aloprados chegarem lá?

    Quem os avisou - ou já sabiam que a prensa ia rolar?

    Aliás, a propósito, mais um artigo de Janio de Freitas sobre as estranhezas desse caso compra e venda de dossier.

    Leia aqui o artigo

    O da semana passada

    Em tempo:
    parece que o depoimento do padeiro-laranja de hoje é falso.
    Pessoal do PSDB teria dado grana pra ele incriminar Hamilton Lacerda.
    Noticia aqui

    quinta-feira, outubro 26, 2006

    Brasil também tem gêmeos não-idênticos!!!!



    Atualização

    ···Chico Caruso (ele mesmo um gemeo) teve a mesma idéia e a transformou em charge do Globo:

    RIAA in RIO


    As gravadoras multinacionais aportam seus capangas no Brasil
    dando caça aos internautas baixadores de arquivo em nossas terras
    portando consigo os mesmos métodos arrogantes e mão-pesada.

    Como exemplo ao incauto, anunciam entrada de processo em vinte usuários.
    Multas altas e possibilidade de prisão.

    Fiquei de cá perguntando:

    1. quem são esses vinte processados?
    (ao contrário de suas ações nos EUA, por exemplo, os "piratas punidos" daqui não foram anunciados).
    Será que existem mesmo?

    2. Quais os critérios usados para atingir estes vinte, entre um universo de milhares de pessoas que compartilham arquivos musicais?
    Portavozes das gravadoras disseram que são grandes pirateadores, que estariam causando rombos enormes aos cofres dessas empresas, pessoas assim que tenham estocados de quatro a cinco mil músicas em seus HDs.

    Que critério é esse? Quereriam impressionar alguém com essas cifras?
    Ora, eu, que sou um usuário devagar de compartilhamento de arquivos, que nem tenho uma conexão tão rápida, nem tempo para mexer com isso, tenho certamente mais de cinco mil arquivos de MP3 e similares no meu computador...

    3. Através de quais métodos descobriram o conteúdo nos HDs desses usuários, ou acompanharam sua movimentação interneteira, de modo a reunir as evidências para abrirem os processos?

    Me parece, pelo que pude acompanhar até agora dos casos, que não foi solicitada essa investigação pelas vias normais à Justiça,
    portanto: ou não houve investigação nenhuma ou ela ocorreu aqui no Brasil de forma ilegal.


    >

    Ed Motta,
    em seu Blaudio
    (blog de aúdio)
    vem disponibilizando em MP3 faixas
    de sua insólita e rara discoteca em vinil.

    No Busha

    Bush II
    depois de invadir o Iraque, arrasar com o país, provocar a matança e desestabilização de milhares de pessoas, incendiar paiois de pólvora com rastrilhos que arderão por anos,
    e todas aquelas outras desgraças envolvida nessa desastrada e vil manobra corporativa-militar
    vem se lamuriar que sua paciencia estaria acabando...

    Ora, tenha paciência!

    quarta-feira, outubro 25, 2006




    ANGELI
    (São Paulo, SP)

    terça-feira, outubro 24, 2006

    FORA DO AR HOJE
    MAIS UM PAU NO COMPUTADOR

    amanha eu volto,
    falando de rolling stone brasileira
    a corrida presidencial (ainda!)
    gravadoras processando usuarios
    charges do dia
    e mais dossiers de dossiers.......

    segunda-feira, outubro 23, 2006




    CLAURO
    (Presidente Prudente, SP)

    Por tras do dossier

    Janio de Freitas é insuspeito na questão, estando longe de ser um arraigado lulista. Pelo contrário, escreve para um dos jornais mais anti-petistas do país, a Folha de São Paulo.

    Mas leiam suas considerações interessantes a respeito deste iimbroglio da compra de dossier.

    Os alkministas não estão chegando

    O Alkmin deve estar enbatucado.
    Se ele parte pra cima do Lula, o outro cresce.
    Se ele pega mais leve, o outro cresce.

    O que Alkmin não entendeu
    (ou percebeu mas não pode demonstrar)
    é que essa eleição não tem a ver com ele.
    É um plebiscito a favor de Lula ou contra Lula.

    sábado, outubro 21, 2006



    AROEIRA
    (Rio de Janeiro, RJ)

    Cabeleira do Allan

    Após semana badalando festas de lançamento de novelas e bastidores de Robbie Williams
    a coluna do Joaquim Ferreira dos Santos abriu hoje com uma gente realmente boa:
    o desenhista Allan Alex, do Nonô Jacaré, de Zumbi dos Palmares,
    parceiro de carioca Patati e do argentino Solano López.

    Allan Alex é desenhista e mora nos arredores da Central do Brasil . "Foi a Central que aguçou a minha percepção para a natureza do ser humano. Aqui se convive com gente de tudo quanto é tipo", diz. Ex-professor de capoeira, ex-camelô, ex-estofador, Allan desenvolve alguns dos albuns de quadrinhos, ao estilo graphic novel, que serão lançados pela Desiderata no ano que vem.

    O primeiro será "Cabeleira", sobre um bandoleiro sanguinário de Pernambuco, que "tocava o terror" em 1700. "Ele faz parte do folclore pernambucano mas existiu mesmo. Foi de um predecessor do cangaço."


    Por falar em museus, muito interessante a ocupação feita por indígenas de um prédio do Museu do Índio.
    Quando o Museu foi transferido para suas atuais instalações em Botafogo, sua sede no bairro do Maracanã, no Rio, ficou abandonado.
    Caindo aos pedaços, ninguém fez mais nada por aquilo.

    Pois representantes de 17 etnias indígenas invadiram o local ontem e se instalaram com pretensões de assumir o espaço e criar seu próprio museu.

    Está largado mesmo, poderia muito bem ficar com eles.
    Um Muaeu do Índio que fosse realmente do índio.

    Noticia aqui

    O passado vai para o catete

    Um dos grandes charmes de perambular pelos jardins do Palácio do Catete, hoje Museu da República (Rio)
    principalmente quando mais vazio
    é se imaginar em outra época.

    Muito desse clima vem dos postes antigos e sua iluminação difusa.
    (Mesmo que sejam pseudo-antigos, são da época de JK)

    Pois estão retirando os postes charmosos e colocando postes estacas de concreto modernos e horrorosos.
    O progresso é irreversível mesmo em museus?

    Alegam questões de segurança
    mas então seria caso de, mais que iluminar melhor, aprimorar os seguranças.

    Mesmo na necessidade irremediável de se iluminar melhor o terreno,
    haveria soluções como
    manter os postes trabalhados
    e colocar refletores ao chão dirigido para os locais mais escuros.
    Tiraria o efeito da luminosidade mas pelo menos durante o dia os postes continuariam compondo o ambiente.

    Enfim, a direção do Museu disse que passou dois anos estudando o caso e aquela é a melhor solução mas eu lamento.




    IOTTI
    (Porto Alegre, RS)

    O candidato transgenico

    Lula, para ampliar seu apoio entre o agrobusiness,
    liberou o plantio de cultivos transgênicos próximos a reservas naturais.

    Algo que sabiamente, até entao, vinha se resguardando.
    Bate um vento, sementes vão dali pra lá, e pronto. Reservas deixam de ser naturais.

    Não vi menção na imprensa quanto a isso.
    Os focos estão sobre debates e dossiers e muito acontece às margens.

    Pela COCHLEA: Bob Dylan - Workingmans Blues

    Obituarios Ideologicos

    A revista Veja
    qual um Alkmin em debate na bandeirantes
    é ensandecida!

    Sua linha editorial tem como uma das diretrizes:
    desbancar desbragadamente tudo que seja "esquerda".
    De forma raivosa, espuma babando da boca.

    Qualquer matéria que seja, acaba tendo esse enfoque.
    Até os obituários servem a este fim!

    Citando exemplos da edição 1978, para terem idéia.
    Cada obituário é curto, contendo duas ou tres frases,
    onde falam do falecido e dão um pau na "esquerda".
    Ao falarem de Gillo Pontecorvo, informam que ele foi um dos grandes nomes do cinema político europeu nos anos 50, 60 e 70
    e aí acrescentam quando a esquerda ainda parecia ter autoridade moral para fustigar os desmandos politicos dos paises capitalistas.

    Com tanta coisa para falar da vida rica de Fernando Gasparian,
    mencionam no obituário Formulou a emenda à Constituição que limitava os juros em 12% ao ano
    e acrescentam uma proposta medieval ressuscitada pela esquerda.

    Morreu um homem mais velho do mundo. (ou um dos) Benito Martinez tinha 126 anos.
    Desde 1925 vivia em Cuba. Em 2005, Fidel Castro converteu-o em astro de uma campanha sobre a longevidade na ilha. Pelo jeito, o castrismo dá azar.
    Quer dizer, o cara morre com 126 anos e a Veja ainda acha que foi por azar!
    Um azar inclusive que levou um ano para fazer efeito...

    Na Veja, as pessoas quando morrem só tem importancia pelo o que podem propiciar de comentário anti-esquerdista.

    sexta-feira, outubro 20, 2006

    Alkmin nega graves acusações!




    Privadatizações


    A campanha presidencial transformou-se numa discussão privatização x estatais.
    Privatizar é um anátema ou a salvação do Brasil?

    O que se deveria estar discutindo no momento não é se determinadas empresas deveriam ser privatizadas ou não, ou se a telefonia melhorou, ou se ocorreu maior eficiência, ou se interesses sociais são imcompativeis com busca do lucro, etc.

    O importante é: COMO as privatizações da Era FHC foram feitas.
    Entregou-se empresas como a Vale por preços irrisórios,
    beneficiando o capital
    em detrimento dos fundos do país.
    Um dos motores da onda de privatizações era saldar-se dívidas crescentes
    que não foram saldadas
    inclusive por boa parte do dinheiro ter ido para bolsos particulares.

    Discute-se o conceito de privatização em termos abstratos
    quando o que ocorreu foram casos bem concretos.
    Casos de beneficiamento próprio.
    Casos de polícia.

    Quem vigia os vigias?


    Contratam-se milícias para garantir as fortalezas de consumismo e dá nisso.
    Nisso, no caso, é um segurança de um shopping de Campinas dar um tiro na cara e matar um jovem que zoava no estacionamento.

    A direção do shopping vai dizer que a empresa é terceirizada e vai ficar por isso mesmo.Pois os compradores de Campinas principalmente os jovens deveriam se recusar (pelo menos por um tempo) a saciar seus desejos nesse bebedouro de produtos, ou seja, simplesmente ninguem deveria ir mais a este shopping.




    KACIO
    (brasilia, DF)

    Colisão de informações


    A ânsia da imprensa por informações
    - ainda mais em se tratando de fato retumbante como trombada entre aviões, com tantos mortos, com tanto drama, e seus mistérios -
    tem sua contrapartida na vontade de aparecer e de pontificar das autoridades que investigam os fatos.

    A toda hora temos entrevistas com fatos novos, ou a reciclagem de dados divulgados.
    As caixas-pretas estão cheias de furos.

    O correto seria investigar primeiro, apurar, concluir, sugerir, encaminhar às vias adequadas,
    e somente então discorrer-se sobre as conclusões.
    Inquérito em andamento deveria ser assim.

    O debate do SBT


    Ficamos pedindo que os candidatos apresentassem propostas e falassem do seus plano para o governo
    ao invés de ficarem atacando o outro e debatendo insultos e acusações

    Mas aí o debate ficou chato.
    O de ontem foi um desfilar de números
    cansativos que perdem o sentido.

    Fala sério!


    Você achar mesmo que dá para confiar num candidato... COMB OVER????



    Na faixa

    Os publicitários que me desculpem, mas adorei a cidade de são paulo ter descartado os seus outdoors. O excesso de informação visual nas ruas urbanas brasileiras é estonteante. Para alguns é uma estética vertiginosa própria de metrópoles.
    Já eu considero agressão gritante aos olhos.
    Cartazes, faixas, outdoors, paredes de prédios virando reclames, slogans, logotipos, letras pintadas, nomes de empresas e marcas de produtos e modelos e preços

    No Rio, uma medida dessas é impossível, com nosso prefeito avido por sempre faturar em todos os centímetros e pontos disponíveis.
    Na paisagem do Aterro temos o Pao de Açúcar e um balão da Coca-Cola
    (breve, uma logo na propria pedra do Pão)
    e até faixas de pedestres anunciam artistas para a Tim!

    Não se pode nem atravessar uma rua sem ser atropelado por uma publicidade.

    quinta-feira, outubro 19, 2006

    Os alkminstas não estão chegando

    O Alkmin, quando reage, não consegue encontrar o tom.

    Num esforço para não se mostrar privatizador, e que na verdade ama de coração empresas estatais como Correios e Banco do Brasil, apareceu em público com uma roupa surreal coberta de logotipos dessas empresas.

    Seus marqueteiros devem ter achado isso genial.
    Ficou ridículo.

    Parecia um desses corredores de Fórmula Um repartindo seu espaço vestimental entre patrocinadores.




    ANGELI
    (São Palo, SP)

    O voto ao contrário

    Nesta campanha presidencial os candidatos não se definem per si
    mas sim o que são em relação ao outro
    Vota-se então não num candidato
    mas sim no seu contrário?

    Um quer ser presidente porque o outro é corrupto.
    Outro diz que é melhor porque o o outro é privatizante.

    Nenhum diz o que ele mesmo é.
    Ou o que vai fazer.
    Com o país.


    Pela COCHLEA: Ricke lee Jones - The Low Spark of High Heeled Boys


    Humus

    Começou o tempo das chuvas, a água permeando tudo, as coisas apodrecendo,
    a umidade pesada como uma parede de ar
    encharcados
    corremos entre píngos e lufadas
    o madeirame estala resfolegando liquens
    liquidos escorrem pelas paredes
    musgos nas pedras
    limo no chão
    chuva

    chuvarada
    terra molhada
    lama nas botas

    lama na cama.

    quarta-feira, outubro 18, 2006

    Lula já está pronto para os próximos debates!



    foto de Marco Antonio Teixeira

    Palavras

    Vem sendo criada no cativeiro livre da web uma geração sem papas na língua ou interesse pelo confronto de idéias. Não passa pela cabeça dessa turma a hipótese de aprender alguma coisa com alguém. A garotada de hoje não sabe, sinceramente, que não sabe. A internet lhe dá o poder absoluto e infinito da onipotência. E quem é você para discordar?

    Fechados em pequenas comunidades temáticas, adeptos da linguagem abreviada dos chats e torpedos SMS, os jovens que atingiram a adolescência nos últimos cinco anos de avanços fantáticos na web estão desaprendendo a conversar. A agressão verbal é o único recurso disponível para enfrentar alguém que pense diferente.

    (..)

    Opinião, aprendi com meus mestres em jornalismo, é boa quando desperta discussão, troca de idéias, contraditórios e até xingamentos. Vivemos o fim de uma era em que todo debate partia da premissa: "Entendi o que você quis dizer e discordo".


    - Tutty Vasques




    NANI
    (Rio de Janeiro, RJ)

    terça-feira, outubro 17, 2006

    Campanha de Lá

    Nelson de Sá, no Toda Midia, tem razão:
    falta cratividade e principalmente humor nessas campanhas eleitorais tão rancorosas.

    Veja o exemplo que ele cita de um bom anúncio para os democratas americanos.

    Kim Transit Gloria Mundi

    Vejo essas imagens norte-coreanas...
    cartazes gigantescos, rostos de líderes onipresentes,
    as formações militares em marchas precisas de machos e de machas
    as multidões sincronizadas
    o culto

    me maravilho disto ainda existir
    anacronico

    Sabemos como terminam essas histórias
    estátuas derrubadas
    cartazes pisoteados
    golpes de marretas sobre monumentos
    foices ceifando mitos
    tumulos cuspidos

    Vã essa gloria esse terror o dominio carregado
    de pavor e pobreza cinzenta
    A história é inexoravel e a mão pesada vira pó.

    Poeira de lembranças dolorosas
    roda pé numa página de quem quis ser eterno.

    Pela COCHLEA: The Killers - Jenny was a friend of mine

    As versões puLulam

    Em entrevista aos colunistas de O Globo,
    Lula disse que não chegara a perguntar aos envolvidos no escândalo do dossier se eles conheciam a origem do dinheiro.
    Miriam Leitão teria perguntado especificamente: Nem ao Berzoini?
    Nem ao Berzoini, disse então o Lula.

    No programa Roda Viva que foi ao ar nesta segunda,
    Lula conta que deimtiu Berzoini de suas funções depois de perguntar a ele sobre a origem do dinheiro e o dito cujo responder que não sabia nada disso.

    E agora?

    Será que existem dois Lulas morando naquele palácio?

    De tanto contar mentiras o mentiroso se esquece qual era a verdade combinada como verdadeira.

    Comentários que acabam virando posts

    Amorim lembra que Ivan Lessa também pode ser lido nesses tempos de internet no endereço abaixo

    Ivan Lessa

    (Já o Amorim pode ser lido em seu novo blog,
    aqui.)

    Palavras

    Bengalo-me por um ou dois quarteirões da Vieira Souto. O verbo "bengalar" não existe, mas eu uso uma bengala e, como estou no Brasil, passa a existir. Aqui se inventa, aqui se dá asas ao homem, aqui se planta, aqui se dá. Mas eu me bengalava. Pego um táxi. Sugiro uma volta pela praia com voz tristonha de manco (para que não me assalte e mate), mesmo sentado no banco de trás. Peço que vá devagar. De onde dá para se ir, no Arpoador, aquele edifício pó de pedra, que era o único que driblava o gabarito de quatro andares (isso, como tudo o mais, nunca ficou claro) até a subida para a Niemeyer, é uma jaula só. Pobres ricos, pobres elites, pobres classes dominantes, tudo vivendo atrás de grades, guardadas por nordestinos incompetentes com calça azul-marinho e camisa branca puídas. Visualizo as classes abastecidas, à noite, uivando em seu cativeiro. Os porteiros fingindo não ouvir, afiando suas peixeiras. .

    - Ivan Lessa
    "Eu conheço esse cara"

    Marcadores:

    segunda-feira, outubro 16, 2006




    NOVAES
    (São Paulo, SP)


    Freudelança

    Uma das poucas coisas que se tornam claras nesse imbroglio da compra de dossier é a participação de Freud Godoy.
    Parece que ele, embora não seja flor que se cheire - (e eu lá quereria cheirar alguem dessa turma? - nada teve a ver pelo menos com essa história.
    (Parece, pois certezas totais não existem nesse meio, mas não se comprovou nada contra ele).

    A Veja desta semana ressuscita porém de forma irada a figura de Freud como cúmplice (ou até mandante).
    Por que a Veja bate nessa tecla de maneira tão veemente?
    Porque Freud é uma peça central nesse quebra-cabeça e quebra-candidato que se quis montar.
    Freud é ligado diretamente ao Lula e seria a maneira de enlamear diretamente o presidente nesse final de campanha.

    Começa a tomar forma a teoria de que Gedibran não lançou esse nome no ar à toa.

    A indagação incessante sobre a origem do dinheiro continua reverberando,
    mas - grasnados de veja à parte - a Operação Freud não colou.
    Ou não decolou.

    Sonhos

    Eu era o perito encarregado de dar o parecer final sobre o impacto ambiental de uma usina a ser construída no Rio Doce
    (região, aliás, onde eu cresci).

    Andei por matas recordando os cheiros e as sensações tão conhecidas mas já afastadas,
    tão distantes que estão próximas como fumaça,
    um bicho correndo daqui,
    uma ave voando pra lá,
    pondo as mãos na árvores e pensando que tudo aquilo iria acabar.

    (Só em sonho mesmo, tudo aquilo deve ter acabado.
    Virou pasto, pastagens, morros pelados, barro ou eucalipto
    ou cicatrizes de minério cinzento rasgando ventres apodrecidos.)

    Por outro lado, ouvia o povo pobre pedindo progresso,
    benfeitorias para vidas mal-acabadas.

    Mas não era um sonho lírico, era como um conto ou filme de ação,
    pressões por todos os lados,
    interesses de fazendeiros com seus jagunços,
    interesses de poderosos com seus dinheiros,
    promessas & ameaças.

    Tinha até o componente romantico, uma bela ambientalista com ideais ainda mais belos.

    Como geralmente acontece, o sonho não teve final,
    não sei qual seria o laudo,

    antes de eu dar um parecer
    o sono foi desaparecer
    partiu e sumiu para onde vão as coisas dormidas.

    sábado, outubro 14, 2006

    Candidatos se preparam para o próximo debate









    FRANK
    (Joinville, SC)

    quinta-feira, outubro 12, 2006

    HH


    Começou uma enxorrada de buscas vindo dar aqui neste blog0news procurando por Heloisa Helena.
    Achei estranho, inicialmente, pois a alagoana nem é mais candidata à presidente, saindo de cena no primeiro turno,
    não está à frente de nenhuma CPI ou denúncia, não deixou de usar suas tradicionais vestimentas, etc.

    Depois atinei que deve ser uma horda de internautas procurando pela imagem da montagem que fizeram com HH como es estivesse na capa da Playboy (e com a qual nossos congressistas, seus colegas, babavam idiotamente).

    Bem, não tenho aqui esta imagem - o máximo que posso oferecer é esta excelente caricatura feita pelo QUINHO



    Piauí


    Só por estar publicando novamente Ivan Lessa no Brasil,
    a revista Piauí já vale a pena.

    Ivan Lessa escreve suas impressoes ao voltar pro Bananão depois de tantos anos.
    E, melhor ainda, continua sendo ilustrado pelo Jaguar.


    primeiro desenho de angeli
    segundo desenho de jaguar

    Pela COCHLEA; Joni Mitchell - A case of you




    CAVALCANTE
    (Rio de Janeiro, RJ)

    Comentários que acabam virando posts

    Concordo com o Adailton. Mas o que dizer do presidente do PSDB, Tasso Jerissati? Seu irmão ganhou a Telemar (maior concessão de telefonia do Brasil) de presente - embora seu ramo de atuação fosse outro (shopping Iguatemi, fábrica de fechaduras) e com a pior proposta do leilão. A desculpa de Tasso: "sou brigado com meu irmão". Ah, se é o Lula falando essa merda... voto nulo, yeah.



    Refere-se a este post

    que por sua vez referia-se a este post

    E agora, quem explica?

    Vai se confirmando o que se suspeitava desde o início:
    parece que Freud Godoy nada tem a ver com a compra de um dossier contra Serra.
    Na primeira acareação entre os dois, Gedibran jpa não conseguira confirma a acusação.

    Por que, então, a fez?
    Há versão de que no momento de sua prisão queria livrar a cara de seu chefe, o Lorenzetti, e soltou esse nome incomum, fácil de ser apurado e levar as investigações para outro lado.
    Pode existir um motivo não aventado, quem sabe pessoal,
    ou pode ser que Freud tenha mesmo alguma ligação remota com o imbroglio.

    Mas há também a hipótese de que a entrega de Freud,
    - um envolvido em outros rolos mas não nesse -
    tenha sido um ato deliberado de jogar o escândalo no colo do Lula,
    ao se responsabilizar um assessor direto do presidente e de sua família.
    Confirmando o caráter de armação desta história toda.

    Entre as muitas perguntas envolvendo este caso escuso e aloprado
    - entre elas, a principal, de onde veio o dinheiro -
    tem outra menor que também continua um mistério:
    quando a duplinha gedibran e valdimar foram presos
    já tinham chegado à PF assessores do PSDB, prontos para registrar o fato e alardear o caso.
    Quem avisou a eles? Ou já sabiam o que aconteceria?

    quarta-feira, outubro 11, 2006




    LUTE
    (Belo Horizonte, MG)

    Palavras

    Naquela noite vi mendigos esfarrapados dançarem como duques austríacos, enlançando a cintura de patricinhas ipanemnses enquanto septuagenárias de cabelo roxo balançavam até o chão, cortejadas por moleques de bermuda e parafina no cabelo.

    Nos botecos, camelôs trocavam confidências com guardas municipais que prometiam: "Rapa nunca mais"! Mauriçolas do mercado de capitais rasgavam suas gravatas e bebiam no copo de adolescentes anarquistas com o Che estampado nas camisetas. Membros da Raça Rubronegra, TJV, Young Flu e TJB entrelaçaram as mãos e evoluíram meigos, cantando uma canção de amor sobre um tapete de santinhos estrelados. Aproveitando o embalo, lutadores marombados nocauteavam o pudor e rolavam no calçadão, entre beijos apaixonados com gosto de açaí e granola. Do outro lado, as moças pirilampavam, dando mole sem medo do dia seguinte. Militares aposentados subiam para dançar no baile do Pavão e os soldados da laje baixavam as armas. No céu, pípas voavam sem dono.
    (...)

    No domingo retrasado, votamos sob um silêncio fúnebre. A eleição e a espera dos resultados transcorreram na mais "absoluta normalidade", quase como não tivessem acontecido. As ruas limpas, quietas, sem a mixórdia dos anos anteriores.

    Não vi sequer um adesivo de candidato a presidente preso no vidro deum carro ou numa janela. Só me lembrava que haveria uma eleição pelos hpmens-door, os sujeitos que são pagos para ficar segurando cartaz na rua - e aí pelo menos grande parte dos candidatos já cumpre a promessa de gerar empregos.

    Em 2006 o grito ficou preso e nenhum bloco saiu na rua: todos votaram constrangidos, quase envergonhados, encarando os pés com as maos enfiadas nos bolsos. Da comoção à indiferença de ombros encolhidos, apenas longos quatro anos. Hoje em dia, seja lá o que aconteça na urnas, é como se houvesse a nossa frente um grande e profundo nada: somos um bando de céticos, dançando um baile sem música.

    Saudade enorme daquela noite, quando éramos todos inocentes.


    segunda-feira, outubro 09, 2006

    Chargiistas vão ao debate



    Clique no desenho acima para ver a réplica dos desenhistas brasileiros.

    (Charge de Fernandes)

    Geraldo Alkmin também aderiu à moda dos blogs.
    Bem, pode nem ser ele mesmo que escreva, mas é um ghost-writer com muito senso de humor.

    É aqui: Gerente Chuchu.

    Quem passou essa dica foi Gravataí Merengue

    Comentários que acabam virando posts

    Posso até concordar com Lula que um pai não saiba muito bem das atividades de um filho (o dele, por exemplo, ficou milionário durante o governo dele e ele nem percebeu...). Uma coisa é um ou dois filhos te enganarem. A outra, é você ser passado pra trás por 30 filhos... Todo mundo te sacaneando o tempo todo e você nem desconfiar, por um segundo que seja é o que eu acho inverossímil... Pra mim, não cola.




    Refere-se a este post


    No fim de semana fui visitar meu amigo
    MUSICA DO BEM
    lá de Minas, e um bem danado isso realmente me fez.

    Inda mais porque peguei emprestado com ele o novo Cê do Caetano, o Iaiá da Monica Salmaso, e até o antigo Bidu, do Jorge Ben esquema novo em 67,
    além de coisas de Joe Pass com Ella Fitzgerald, de Oscar Peterson e de Chet Baker!

    Debateboca

    O debate?

    Achei que Alkmin levou a melhor.
    Ele partiu para o ataque direto e Lula por conseguinte ficou se defendendo.
    Em algumas ocasiões transformou suas defesas em contra-ataques
    mas o ritmo do debate acabou ditado pelo chuchu.

    Lula começou nervoso e no final é que foi se soltando,
    em seu característico estilo ironico paz-e-amor-e-cutucada.
    Mas percebe-se que Lula está enferrujado.
    Ultimamente anda mais falando do que ouvindo,
    e isto está lhe pesando.
    Deveria ter feito mais algumas coletivas com a imprensa,
    para ir retomando a prática de ser questionado.

    Mesmo aquela coisa totalme3nte Lula que ele tinha,
    de conseguir se comunicar direto com o espectador,
    de criar identidade com o povão,
    não pintou o debate: falou mais para o Alkmin e não olhava na câmera.

    Alkmin, por sua vez, o insípido, deve ter tido um bom treinamento (Lula falou em aulas de psicodrama) e falou olhando no olho (camera) do espectador e dirigindo-se diretamente para ele: "você, que está aí na sua poltrona".

    Por exemplo: Lula conseguiu encaixar um bom golpe quando, ao ser questionado sobre gastos com publicidade, disse algo assim "Alkmin não deveria nem tocar nesse assunto de gastos com publicidade. É só lembrar do Nossa Caixa". Mas deixou o golpe no ar. O espectador comum não sabe o que é isso. Ou então não se lembra. Lula tinha que ter emendado o tapa de direita logo com um punch de esquerda, detalhando o caso de corrupção que envolvia seu adversário.

    Lula esqueceu que o debate ali era entre ele e Alkmin mas na verdade era para o público.
    Aliás, ambos esqueceram do público. E principalmente da utilidade pública.
    E isso me deixou decepcionado com o debate na Bandeirantes.

    Como bateboca, foi ótimo, movimentado, paulada pra todo lado.
    Como debate esclarecedor para o eleitorado...
    Mais porradas do que propostas.
    Lula conseguiu colocar bem que seu governo melhorou alguns aspectos do país.
    Mas não disse nada do que fará no segundo mandato.
    E Alkmin, mais uma vez, não conseguiu adiantar o que será o seu programa de governo.
    Só disse o que não vai fazer (ou seja, nada do que Lula diz que fará).

    É triste porque o "pais dividido", como bois de parintins, entre o azul e o encarnado, se cinde cada vez mais.
    Se cinde e se ressente de colocações firmes
    ao invés de palavras vazias.

    domingo, outubro 08, 2006




    ANGELI
    (São Paulo, SP)


    Sátira do Amorim


    O chargista e cartunista e caricaturista e quadrinhista Amorim
    companheiro há décadas desta PACATATU
    depois de sua central de desenhos
    resolveu abrir também um blog.

    leia, por exemplo, seu texto sobre o Limbo, aqui.


    Élio Gáspari, definindo o segundo turno:

    O Lula quer me vender um carro usado e o Alkmin quer vender um carro que não mostra.

    A-CABO


    Brasil - os Saltimbancos Trapalhões - 18:30
    Cult - Ata-me! - 20:05
    HBO Plus - Moça com Brinco de Pérola - 20:15 e 23:15
    Cult - Heaven - 22:00
    HBO Plus - A Vila - 22:00 e 01:00
    Eurochannel - o Abismo de um Sonho - 01:00



    Para quem tem isto como parte de sua infância,
    O Canal Brasil começa hoje uma Maratona Trapalhões, onde, a cada domingo, pretende exibir toda a cinematografia do grupo humorístico.
    Nunca gostei muito desse humor popular e trapalhesco, mas respeito a importância que lhe é atribuída.
    Meus irmãos mais novos, por exemplo, são totamente dessa geração trapalhões.
    Hoje o ciclo começa com a adaptação da história dos saltimbancos.

    O programa noturno para mim será o debate Lula x Alkmin na Bandeirantes,
    mas para quem não tiver estomago, ou saco, para o blablablá político, há farta variedade de filmes na TV a cabo.
    As cores de Almodóvar, a iluminação de Vermeer...
    Heaven é filme do Twyker de Run Lola Run com roteiro do Kieslowski
    e a Vila é mais uma chance para discutir se Shyamalan é um blefe ou não.

    Mas o melhor de tudo - trapalhadas em filmes, trapalhadas em debates - está na madrugada: um Fellini.
    Um Fellini antigo, de 52 (seu segundo filme), com roteiro de Antonioni. Imperdível.

    sábado, outubro 07, 2006

    Vamos dar as mãos, vamos dar as mãos



    foto de Gustavo Miranda

    Malvados em Marcha

    Esta semana andei um tanto ausente do blog0news e foi uma semana bem Malvada, ou melhor, Malvados.
    André Dahmer e seus personagens estiveram em evidencia
    com entrevista no JB
    palestras na Escola de Belas-Artes
    exposição no Cucaracha.

    Os legiões de fãs dos Malvados já sabem dessas coisas todas mas fica o registro. Dahmer conseguiu fazer uma tira diferente de tudo que está aí, bastante cáustica e contundente, além de ser ótimo ilustrador.

    Não ponho o link para a entrevista do JB pois este continua sendo um órgão non grata no blog0news, pelo menos enquanto não me pagarem a grana que me devem (e além do mais, com esse sistema de cadastro/reprodução virtual acaba que só assinantes podem ler a matéria, o que para mim é uma redundância imbecil, pois se sou assinante já tenho o exemplar em casa, e só emr aros casos acessaria o site, não é?)


    Mas aqui estão os Malvados para quem ainda não conhece
    o site do Dahmer
    um papo-cabeça que Elvira Vigna escreveu esta semana sobre os Malvados

    La Cucaracha fica na Teixeira de Mello 31, em Ipanema, com os originais do Dahmer.




    AROEIRA
    (Rio de Janeiro, RJ)

    Solução para Soluços


    E saiu a premiação do IG NOBEL
    para os cientistas mais ignóbeis do que nobres
    e onde as atribuições mais claras do que os méritos obscuros e complexos do que recebem o Nobel científico verdadeiro.

    Entre as categorias do Ig Nobil está a Ornitologia, premiada com uma pesquisa sobre o pica-pau: por que os pica-paus não ficam com dor de cabeça ao bater incessantemente a cabeça contra um pau.
    Em Acústica foi premiado um tema que me interessa desde os tempos de colégio: por que o som de unhas raspando em quadro-negros dá tanta agonia?

    As leis da física também são fascinantes. Você já reparou que quando se tenta curvar um espaguete cru, ele sempre quebra em mais do que dois pedaços? Não? Pois tem cientistas que não só repararam como explicaram o fenômeno, da mesma forma que os biólogos que estudaram e explicaram como os mosquitos da malária são atraídos por pés chulezentos.

    A imprensa destacou nos títulos das matérias o Premio Ig Nobel da Paz,
    conferido ao inventor de um aparelho eletromagnético que emite frequencias sonoras audiveis apenas para adolescentes!
    A princípio, o aparelho seria usado para emitir sons irritantes, sendo útil portanto na contenção de adolescentes desenfreados, mas depois o cientista descobriu uma função ainda mais ´útil: criou ringtones específicos para serem ouvidos apenas por adolescentes.
    Numa sala de aula, por exemplo, os alunos podem atender seus celulares sem chamarem a atenção do professor ou professora.

    Mas o meu favorito é algo que vai revolucionar a medicina, sem falar nas área de comportamento:
    um médico do Tennessee, juntamente com dois médicos de Israel, descobriram a cura para os soluçoes!
    Dedo no cu!

    Isso mesmo, uma boa massagem retal alivia qualquer ataque de soluços.

    Todas as pesquisas sao verdadeiras e tiveram seus resultados publicados em revistas científicas.

    Leia a premiação oficial aqui

    Tapetão

    Aí, o Eurico Miranda tá dando sopa aí, já que não foi eleito deputado,
    e um talento desses não pode ser desperdiçado por aí.

    Deveria ser convocado imediatamente para o TSE
    onde com sua experiencia no assunto
    poderia ajudar este Tribunal a salvar no tapetão alguns partidos ameaçados de rebaixamento.

    A-Cabo



    Telecine Cult - O Enigma de Andromeda - 15:45
    Cinemax Prime - Steamboy - 15:45 e 18:45
    TCM - The Twilight Zone - 15:30 e 16:30




    Quem curte ficção-cientifica poderá fazer uma escolha interessante esta tarde diante de tres opções.
    O clássico Andromeda Strain de 71 sobre propagação de virus baseado em Michael Crichton.
    O longa animado e delirante de Katsuhiro Otomo (de Akira) combinando visual vitoriano com temas futuristas.
    A estréia no Turner Classic Movies dos episódios originais de Além da Imaginação, aqueles do Rod Sterling, com roteiros de grandes autores de FC.

    History - Gigantes Adormecidos - 18:00
    National Geographic - Jamestown - 14:00 e 19:00
    National Geographic - Um Mundo Perfeito - madruga 03:00




    Quem gosta de documentários também tem várias opções para hoje.
    Os amantes do futebol, depois de ver o jogo da Seleção Brasileira (será outra pelada?) poderá manter o embalo vendo o docu do History Chanel sobre o futebol africano.
    Jamestown foi a primeira colônia de ingleses no Novo Mundo e estava indo bem até que as coisas degringolaram completamente. Facções voltaram uns contra os outros, instalou-se um puritanismo exacerbado (reflexos dos EUA futuro) e a fome levou ao canibalismo. O programa recria o que possivelmente aconteceu neste local onde aconteceu também o caso de amor de Pocahontas.
    O Mundo Perfeito no caso é o de mexicanos menonitas, isolados da civilização, num estado pré-tecnológico, e como lidam com a chegada da eletricidade e a evasão dos jovens atraídos pelos fascínios do mundo exterior. Muito interessante.


    Cinemax - Carnivale - 21:45 e 00:45



    Mas a grande atração mesmo é o primeiro episódio do seriado Carnivale, reprisado no Cinemax após duas temporadas na HBO.
    Recomendo vivamente para quem tenha esse canal que comece hoje a se aventurar pelo universo feerico, místico, metafísico, onírico desta trupe de parque de diversões perambulando pela poeira do interior americano durante a depressão dos anos 30. David Lynch perde! (Desculpem a referencia lynchiana, mais do que manjada - até filme de Shyamalan recebeu esse epiteto - mas é que um de seus anões é protagonista). O clima é de Freaks com tendas de evangelização.


    sexta-feira, outubro 06, 2006




    NANI
    (Rio de Janeiro, RJ)



    e o blog0news continua…
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    Mas uso mesmo é o

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