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  • TA TUDO MUITO ESQUISITO, DEPOIS QUE VISUAL VIROU QUESITO

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, setembro 02, 2006




    HENRIQUE
    (Rio de Janeiro, RJ)

    Sem comentários


    Essa batalha recorrente de um controle dos conservadores sobre um veículo revolucionário e indefinido ainda dentro dos padrões anteriores
    teve mais um capitulo interessante em torno dos comentários de blogs
    com a decisão de uma juíza em multar Gravataí Merengue em sentença de processo devido a comentário publicado em seu blog.

    Idelber faz um ótimo resumo do caso em seu Biscoito Fino e a Massa

    Gravataí, no Imprensa Marrom,
    escaldado e chateado proclama pela eliminação desse mecanismo de comentários

    Inagaki (Pensar Enlouquece, Pense Nisso)
    que tem acompanhado essa pendenga de perto
    soma aos que preferem pré-editar os comentários.


    E assim vamos sendo castrados e policiados
    e nos policiamos, e nos polimos
    e somos punidos
    por crer em diálogos
    e espaços para opiniões mesmo contrários
    mesmo inconsistentes.

    XÕ , SARNEY !!




    José Sarney, órfão da ditadura, alçado foi à presidência da redemocratização, por arranjos políticos e desarranjos intestinais, porém por mais poeta seja jamais despiu-se de coronel do interior, porta-se ainda como dentro de uma Arena (o partido).

    José Sarney, não contente em ser dono do Maranhão, redomiciliou-se na Amazônia para montar também um feudo por lá, elegendo-se inclusive senador pelo Amapá.

    José Sarney, com seu poder provinciano porém ainda potente, mandou tirar do ar um blog de uma jornalista do Amapá, Alcilene Cavalcante, por publicar a foto acima (supostamente de uma pichação em muro) e outros posts contra a sua pessoa política.
    Quando sua irmã, Alcinea Cavalcante, publicou o fato em seu próprio blog este também recebeu notificação judicial dos advogados de Sarney para que excluisse esse post (embora fosse o relato de um fato verdadeiro)
    outro post que é uma transcrição de um site francês
    mais um post transcrito do claudio humberto
    um post de autoria dela criticando o sarney
    e uma relação de blogs e sites de solidariedade contra o site da Alcilene ter sido deletado.

    Além, é claro, de uma ordem para que todos os comentários do blog da Alcineia fossem deletados (olhaí a implicancia com comentários novamente).

    (É uma briga que vem rolando, partidários de Sarney tentaram anteriormente fechar esse blog porém tiveram resultados desfavoráveis na Justiça e na última semana entraram com mais nove ações.)

    Antes que a Alcinea concluisse se tiraria os posts citados ou não
    a UOL puxou o plug e deletou seu blog
    (aliás, que escroto, hein UOL?)

    Voltamos portanto ao tempo da censura.

    A polêmica se espalha pelo blogosfera mas o interessante é o seguinte:
    os dinossauros não percebem como funciona este novo meio de comunicação...

    Alcineia passou seu blog para o blogger, sediado no exterior (onde os desmandos de Sarney por enquanto nao alcançam)
    continuará postando de lá
    (até encontrarem formas mais persuasivas de calá-la?)
    e o caso acabou tendo uma repercussão enorme
    atraindo ainda mais leitores para o blog da jornalista.

    O Google, por exemplo, tem o cache com suas últimas postagens sobre a briga

    Censurada pela UOL, Alcineia passou seus posts para o Blig

    e agora está no blogspot



    sexta-feira, setembro 01, 2006




    Impressionante o ensaio fotográfico de André Coelho
    no Info Etc desta semana (publicado na segunda
    mas disponível no globo digital aqui (cadastrando-se).

    trecho do texto de apresentação:
    No interior do prédio invadido nio bairro do Estácio, Centro do Rio, o cenário é caótico: escombros, entulho, lixo e, no meio disso tudo, dezenas de pessoas entre idosos, jovens e crianças, muitas crianças, sobrevivendo sabe-se lá como.

    Os pais se revezam à noite para evitar que ratos ataquem os filhos. Enquanto converso com eles, um grupo de pessoas me chama aos andares superiores, onde encontro uma menina chorando abraçada ao corpo da mãe, morta no dia anterior em virtude de uma doença misteriosa. Há também mães que perderam a guarda dos filhos por causa da pobreza em que vivem, páis alcóolatras, jovens órfãos e por aí vai.




    Foi um paulinho que passou em minha vida


    Paola Martini, de Ribeirão Preto,
    mais conhecida como
    LA VOIX DE SON MAITRE

    me emprestou os discos do início da carreira de Paulinho da Viola
    desde aquele em parceria com Elton Medeiros (66)
    passando pelos clássicos de 68, 70 e 71.
    Coisa fina.

    Ouçam lá

    .




    DUKE
    (Belo Horizonte, MG)


    Sentei no toco


    Os ventos fortíssimos derrubaram novamente várias árvores.

    Da janela vejo uma imbauba perpendicular ao chão,
    as trepadeiras é que abraçam o tronco em tentativa desesperada de evitar a queda.
    Vieram com motosserras para desimpedir os caminhos.

    Na praça onde Xuxa vende flores
    tombou uma árvore bicentenária
    um objeto majestoso de torso grosso e galhos robustos retorcidos
    caído pelo chão num esparramo de folhas e ramos e cascas partidas.

    As raízes se tornaram ralas com o tempo
    tempo de cobrir praças com cimento e bancos artificiais
    arrancados tudo agora com a vertigem da planta em queda.

    Minha filha foi aos homens e deu um lance por quatro tocos retiradas de troncos.
    Circulares por um angulo, retangulares maciços por outro.
    Quando escurescia os homens despejaram os tocos no quintal.

    No meio da noite descemos e dispusemos os quatro tocos num circulo.
    Fazia muito frio e ventava mas sentamos nos tocos, em círculo, para prosear e rir.
    Tenho a foto disto. Num canto da imagem, um cão engasgou com a galinha de borracha que mascava e pensamos que ele tivesse engolido o apito.

    terça-feira, agosto 29, 2006



    TURCIOS
    (Madrid, Espanha)

    Caricatura vencedora do 33º Salão de Piracicaba


    Mais Turcios aqui

    O CENÁRIO POLÍTICO
    (para o Teatro do Poder)

    Luminares aflitos com seu candidato patinando nas pesquisas.
    Insuflam Alkmin a adotar falas mais agressivas.
    Conjectura-se sobre suas possibilidades de reação
    e vejo entrevistas afirmando viradas.

    Encenação.
    Ou wishful thinking por parte de políticos períféricos às articulações que realmente interessam.

    Pois esta eleição foi decidida não agora diante da vantagem contínua (e ampliada) de Lula.
    As cartas foram marcadas há muito
    quando evidenciou-se que a popularidade de Lula era fundamentada e real.

    O PSDB lançou um boi de piranha, ou melhor, um boi de chuchu, um candidato pró forma , sem chances de vencer, para não criar problemas.
    Ao mesmo tempo, a aproximação com o presidente Lula (com a pessoa, ou no máximo com seu esquema, não com o seu partido).

    Após a vitória de Lula haverá uma grande composição, com elementos de diversos partidos (inclusive o PSDB) formando um néo-Centrão.
    Preservam-se tudo, dedos e anéis. A passagem do bastão em 2010 poderá ser inclusive para um pessedebista (Aécio?) pois será tudo a mesma coisa.

    Memória Viva do Pasquim




    Pois é, o site Memória Viva
    onde Sandro Fortunato andou disponibilizando versões digitais de publicações importantes de humor como Careta, Malho e Cruzeiro
    (dêem uma checada lá, tem bastante coisas interessantes de O Cruzeiro)

    agora terá também páginas scaneadas da coleção do Pasquim.
    Fortunato a boa fortuna de receber uma coleção daquele semanário seminal
    e mais afortunados seremos os internautas que poderão acessar as páginas em sua forma "original"

    (isso somando-se ao imenso sucesso da antologia organizada por sergio augusto e jaguar com os primeiros 150 números.
    Sérghio Augusto informa, aliás, que devido à excelência do material - dificultando um processo de seleção -
    o segundo volume da antologia abrangerá apenas 50 números (150 a 200), o que considerei medida sensata)

    Confira também o blog do Fortunato do Memória Viva
    Parece também que ele está organizando um índice remessivo aos números e datas das edições...

    Matéria da Folha sobre o assunto



    segunda-feira, agosto 28, 2006





    TACHO
    (Novo Hamburgo, RS)


    Palavras


    Visitei os subúrbios da zona sul de Beirute nesta semana, pela primeira vez desde que Israel os bombardeou impiedosamente. Era impressionante observar o trabalho de limpeza e reconstrução que estava em execução pelo Hizbollah, pelo governo e por dezenas de organizações não-governamentais tanto libanesas quanto estrangeiras. Dezenas de milhares de pessoas caminhavam entre os destroços exibindo orgulho e um senso de realização por terem resistido aos ataques e pelo Hizbollah ter conseguido impor ao menos um empate em seu confronto com Israel.

    Mas nem todos os meus sentimentos eram positivos, enquanto eu via o Hizbollah distribuir pagamentos em dinheiro no valor de US$ 10 mil ou mais para permitir que as famílias cujas casas foram destruídas sobrevivessem ao longo do próximo ano. Eu não pude deixar de imaginar como seria se a guerra não tivesse acontecido e o Hizbollah tivesse dado às cerca de 15 mil famílias elegíveis US$ 10 mil para outros fins, como comprar computadores, enciclopédias e livros de poesia ou propiciar educação universitária a milhares de estudantes merecedores.

    Mas o mundo não gosta disso.


    - Ramig Khouri


    domingo, agosto 27, 2006

    A polícia realmente anda mal...




    foto de Paulo Araujo


    Buscando entender as buscas...


    ... que vem dar com os costados aqui...
    hoje apareceu "preço dos espetáculos do circo do Beto Carrero"!

    atualização
    ah, agora entendi:
    deve ter sido um post sobre o Cirque du Soleil

    Vidas marcadas


    Causos, contos, textos saborosos com breves instantes em vidas marcadas por se encontrarem

    é o blog de Manoel Donini





    Willy
    (Rio de Janeiro, RJ)


    Indígenas


    Minha filha mora na Inglaterra e muito eventual vem ao Brasil.
    Ontem à noite chegou ao Rio e hoje comentou:
    Toda vez que venho tem alguma revista fazendo exatamente essa mesma matéria!

    Referia-se ela à capa da revista de domingo do JB, em mais uma matéria de comportamento sobre as Tribos que habitam esta cidade, ou seja, os grupos em que os jovens (entenda-se por jovens aqueles que frequentam os locais badalados) se dividem ou deveriam se dividir. É sempre o mesmo, com outros nomes e signos. Aprendi, por exemplo, que patricinhas agora são chamadas de camilinhas.

    Não encontrei referência à tribo de jovens que trabalham no tráfico.
    Ou à tribo de adolescentes que tem a estranha mania de serem maes solteiras precoces.



    Comentei ontem sobre a sujeira, o caos e o excesso de imagens nas ruas desta cidade
    mas releva-se o seguinte:
    que diferença faz não temos os postes empesteados
    e outros espaços urbanos despedaçados
    com cartazes e outras formas de propaganda eleitoral?

    E se nossos ouvidos são assaltados
    por súbitos barulhos bombásticos
    pelo menos não são estuprados
    por carros sonoros a vomitar jingles e propagandas de candidatos...

    Palavras


    GUERRA DA TERRA ALHEIA

    O povo que não tem pátria, patriota,
    combate o povo que ontem
    - nem patria tinha.
    O fato é que o mais fraco
    vai de novo pagando o pato
    sem que se saiba ao certo
    se o ovo nasceu primeiro
    ou se, ao contrário, a galinha.

    É isto fábula de rato e gato?
    História de cordeiro e lobo?
    De fato o povo que outrora
    não tinha pátria
    combateu em pátria alheia
    para ter sua própria pátria.
    Agora na pátria própria
    combatem em alheia pátria
    os que, sem pátria, combatem
    para ter, enfim, pátria própria.

    Não se sabe por que não podem
    compartir a própria pátria
    esses que compartem a pátria alheia.
    São aranhas enredadas
    no ódio da própria teia?
    Por que não compartem terra e céu,
    como as flores e pássaros
    compartem a aldeia?

    Há fim? Há princípio?
    nesta história redonda e torta?
    Por que não compartem a sorte e a vida,
    esses compatriotas
    do horror e morte?
    Além do mais,
    se há tanto tempo compartem a guerra
    por que não podem compartir a paz?

    Affonso Romano de Sant´Anna



    e o blog0news continua…
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    Mas uso mesmo é o

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