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  • Acabar com a corrupção eh o objetivo supremo de quem ainda nao chegou ao poder. (Millor Fernandes)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quarta-feira, agosto 24, 2016

    "Suicida das sete às quatro, por favor."

    ·
    Augusto Madeira lê Geraldo Mayrink

    Geraldo – Você me contou que, um dia, um cara chegou lá pra te torturar com uns fios elétricos e você disse “Tortura do lado de cá que é mais humano. Aqui eu estou com uma ferida....”. Aí o cara ficou puto da vida com você.
     
    GABEIRA - Realmente houve isso. E estava com a barriga toda costurada. O cara não botou o fio em lugar nenhum, se sentiu meio... É uma situação tão absurda... O Capitão Homero ficava me apertando lá na ferida ao mesmo tempo em que eu ficava tomando soro por causa do tiro. Aí dava aquelas golfadas de sangue no canudo por onde eu me alimentava. Chegou um momento em que ele disse: "Pára Pára! Sou torturador mas não sou médico! Não aguento esse troço"! Achou nojento e foi embora.

    Geraldo — E o carcereiro que chegava: "Bom dia, Sr. Sequestrador"?

    GABEIRA - Uma vez, quando eu estava na Operação Bandeirantes, Frei Tito tentou o suicídio. Aí um carcereiro chegou e falou: "Pôxa, sou amigo de vocês, trato vocês bem, será que vocês podiam não tentar sê suicidar no meu plantão? Vai me complicar..."

    Ziraldo - "Suicida das sete às quatro, por favor."



    As Grandes Entrevistas do Pasquim
    episódio onze: Gabeira
    reprise domingo às 11:00
    Canal Brasil

    Jogos Rio 2016: A luta de uma mulher iraniana contra as proibiçõesil

       


    "“Minha mensagem é positiva e quero que todo mundo veja para que saibam que as mulheres iranianas não podem entrar nos estádios”, acrescentou conversando com o EL PAÍS. Nascida no Irã, Safai foi viver na Bélgica em 2000 após sair da prisão por ter se manifestado contra o Governo. Protesta para conseguir o acesso das mulheres iranianas aos recintos esportivos desde 2014. “Todo mundo deveria ter o direito de assistir a uma competição esportiva e torcer por sua seleção. É meu direito estar aqui e um direito básico de todas as mulheres iranianas cuja voz é silenciada”, repetiu."

    leia reportagem de Eleonora Giovio

    Jogos Rio 2016: A luta de uma mulher iraniana contra as proibições | Esportes | EL PAÍS Brasil:

    Papo de bêbados




    (Recife, PE) 

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    terça-feira, agosto 23, 2016

    Have the Olympics been worth it for Rio? |


    Six residents, from the city’s mayor to a favela dweller, give their verdict on the impact of South America’s first Games



    "Brazil’s tempestuous World Cup-Olympics doubleheader draws to a close at the Maracanã stadium on Sunday night, but the debate on whether it was all worthwhile looks set to run on long beyond the official finish"

    read newstory by Jonathan Watts

    Have the Olympics been worth it for Rio? | Sport | The Guardian:

    Have the Olympics been worth it for Rio? |


    Six residents, from the city’s mayor to a favela dweller, give their verdict on the impact of South America’s first Games



    "Brazil’s tempestuous World Cup-Olympics doubleheader draws to a close at the Maracanã stadium on Sunday night, but the debate on whether it was all worthwhile looks set to run on long beyond the official finish"

    read newstory by Jonathan Watts

    Have the Olympics been worth it for Rio? | Sport | The Guardian:

    Quem realmente merece a medalha de ouro do futebol





    LEONARDO
    (Rio de Janeiro, RJ)

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    “Não quero homenagem, eu quero é dinheiro para o parque”, diz Niède




    leia a reportagem e veja a galeria>> 

    “Não quero homenagem, eu quero é dinheiro para o parque”, diz Niède - CidadeVerde.com


    Daniel Braga lê Ziraldo.

    Ziraldo — Gabeira, agora nos queremos que você nos conte toda a história do rapto do Elbrick, o embaixador americano. Sua fuga. Como você caiu, essas coisas.



    As Grandes Entrevistas do Pasquim
    episódio onze: Gabeira
    reprise terça às 16:30
    reprise domingo às 11:00
    Canal Brasil

    pela cochlea:Lamartine Babo - Menina Que Tem Uma Pose (1932)

    mas ela não sabe
    que sou quelque chose
    eu sou quelque chose

    A ultima de Usain Bolt





    (Lagoa Santa, MG)

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    A violência que não cessou durante os Jogos Olímpicos do Rio


     

    "Não sou contra ir atrás de bandido, mas os policiais já entram atirando. Não respeitam trabalhador ou criança. Só trazem desgraça", opina Paula Ribeiro, vice-presidenta da associação de moradores da Bandeira 2. "Esse foi o preço da Olimpíada pra gente".

    leia mais>> 

    A violência que não cessou durante os Jogos Olímpicos do Rio | Brasil | EL PAÍS Brasil

    "Vi tanta gente ser torturada de uma forma tão dolorosa e profunda ..."



    Matheus Nachtergaele lê Fernando Gabeira

    GABEIRA - Vi tanta gente ser torturada de uma forma tão dolorosa e profunda que acho até indecente falar de mim mesmo. Assisti a processos tão dolorosos...

    Ziraldo - Fala do que você viu.

    GABEIRA - Vi gente pisando nos culhões de uma pessoa. Esmagando. Tive um companheiro de cadeia que tava com os testículos esmagados. Vi esse tipo de coisa. Vimos Bacuri passando com uma cratera no lugar do olho. Arrancaram o olho dele.

    Ziraldo - Gabeira, eu quero que você fale da sua experiência pessoal, do medo da dor, da dor, do medo da morte, da presença da morte.

    GABEIRA — Ziraldo, eu gostaria muito de falar do meu sofrimento mas o sofrimento das pessoas que eu vi foi muito maior. E o sofrimento das pessoas que não tinham nada que ver com tudo foi muito maior ainda. Isso não aconteceu com um brasileiro, apenas. Quase todas as pessoas foram violentadas, de alguma forma, pela repressão. Aquele cara que ia pro Maracanã, por exemplo... Pararam com o carro na calçada e ele falou pro amigo: "Não pára aqui que os caras do Detran vão reclamar" . O amigo respondeu: "Não enche o saco. Me espera que vou ali na esquina fazer o que tenho que lazer e depois vamos embora". Mas esse lugar tinha sido entregue para a polícia e o cara, de dentro do carro, de repente, viu uma porção de gente de metralhadora prendendo seu amigo. "Pôxa, o Departamento de Trânsito tá se excedendo. Tá certo multar, mas não precisa vir de metralhadora."

    Ziraldo — Era um inocente no meio da guerra.

    GABEIRA - Foi pra lá e falou: “Os senhores me desculpem mas pôxa... Tá certo, ele transgrediu, tá parado era cima do passeio, mas os senhores não podem chegar de metralhadora. Os senhores multem e nos deixem ir embora que tenho um jogo no Maracanã". Pá! Vai preso e é torturado violentamente porque acharam que era um militante altamente sofisticado, que usava a bandeira do Flamengo e não falava nenhum termo político. Um homem comum como milhares de outros! Imaginem um homem comum preso lá dentro... PÁ! PA! Muita porrada! "Qualé tua organização?" Horas e horas de porradas e perguntas. Então ele disse o nome da firma pra que trabalhava. Como se dissesse "Gomes de Almeida, Fernandes", por exemplo. "Qualé o teu nome de guerra?" Dias de porrada pra dizer o nome de guerra! Até que falou: (COM VOZ QUEBRADA) "Quando eu era pequeno me chamavam de Toninho". Isso é que é trágico. Ficou 30 dias em cana e saiu completamente louco. Os militantes estavam preparados, tinham seus manuais de como enfrentar isso, mas como esse flamenguista, centenas de brasileiros foram presos sem ter nenhuma relação.

    Ziraldo — O que a gente sabe de história desse tipo!

    GABEIRA — A idéia que a gente tem é a de que os torturados foram só os chamados militantes da guerrilha. Mas centenas de pessoas foram torturadas porque, por exemplo, emprestaram livros. Um amigo meu foi torturado vários dias porque era meu avalista. E antes de eu ter atividade política. Sinto mais profundamente a violência contra ele do que contra mim. O que eu esperava deles era pau e o que eu dava era pau. Eu estava psicologicamente preparado pra enfrentar aquela situação.

    Geraldo — Mas poderia morrer, como várias pessoas morreram.

    GABEIRA — Os militantes daquele período realmente foram muito torturados. Talvez tenha sido um dos capítulos mais negros da História do Brasil em termos de violência. Mas é importante pensar também nas centenas de milhares de pessoas anónimas que não tinham nem o poder do discurso, completamente perdidas alí, que de repente foram colhidas na malha.

    Ziraldo — E que nunca vão denunciar isso.

    GABEIRA — Nunca serão entrevistadas pelo PASQUIM.

    Geraldo — E se disserem, ninguém vai acreditar.

    GABEIRA — Essas pessoas simbolizam o que houve no Brasil.



    As Grandes Entrevistas do Pasquim
    episódio onze: Gabeira
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    Canal Brasil

    segunda-feira, agosto 22, 2016

    pela cochlea: Bombay Bicycle Club - It's Alright Now

    Let me be your fortress
    One word then all of this
    If I pushed it all to the back
    Would you run home just like that?
    If you’re not there today
    It’s alright now, I can wait
    You cannot think of the cost
    Burnt up like the day we lost
    If only you could you see mine
    Running out dry
    Some of these feelings never died
    I step onto your side
    You never did see mine
    Tell me are you sleeping still tonight

    Será que Temer vai receber os medalhistas?





    (Novo Hamburgo - RS) 

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