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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, janeiro 07, 2023

    Seleção de 2022 (7)


     

    Cassia Eller & Victor Biglione >> Prison Blues (Jimmy Page)



    I'm never gonna get out of this prison baby,The only way I get out is climb over the wall,Oh baby, the only way out is that I get a ladderAnd climb over the wallWell I can't climb the ladder baby,'Cause I'm afraid that I, that I might fall.

    Pelé viveu enigma de ser Deus sem deixar de ser humano




    "Rei do futebol, atleta de qualidades quase sobre-humanas, Pelé parecia cindido em duas personalidades: a divina, que encantou o mundo, e a do homem comum, o Edson, a quem cabia arcar com o peso de uma existência quase sobrenatural. Essa relação permitiu ao jogador escapar da derrocada que vitimou tantos outros gênios do futebol e, embora morto Edson aos 82, permanecer imortal."

     artigo de José Miguel Wisnik​

    Pelé viveu enigma de ser Deus sem deixar de ser humano | Blog do Zé Beto

    Vamos sentir saudade da ganância e do cinismo - 03/01/2023 - Paul Krugman - Mais Top News




    "O que eu não entendo é como o governo dos EUA vai funcionar. O presidente Barack Obama enfrentou uma Câmara republicana extremista e radicalizada, mas até os membros do Tea Party tinham demandas políticas concretas que poderiam, até certo ponto, ser apaziguadas. Como você lida com pessoas que acreditam, mais ou menos, que a eleição de 2020 foi roubada por uma vasta conspiração de pedófilos?!

    leia coluna de Paul Krugman

    Vamos sentir saudade da ganância e do cinismo - 03/01/2023 - Paul Krugman - Mais Top News

    (1956)Dvorak: Symphony No. 9 "From the New World" Eugene Ormandy; Philad...

    disco do dia

     

    disco do dia


    CHINELO DE COURO

    CANTOS BRASILEIROS 





    Golpistas se dividem entre bater em jornalista e pedir arrego a militares

     LEONARDO SAKAMOTO

    Os golpistas que se dividiram entre bater nos jornalistas que cobriam o desmonte de seu acampamento em frente a um quartel, em Belo Horizonte, nesta sexta (6), e pedir arrego a militares criaram uma das cenas mais patéticas que você vai ver em 2023.

    Frustrados pela fuga do mito para os Estados Unidos e pelo golpe que nunca veio, falaram as linguagens que conhecem bem: a violência e o choro.

    Nesta sexta, uma equipe do jornal O Tempo teve o equipamento atingido e foi perseguida e agredida. Na quinta, um fotógrafo do Hoje em Dia recebeu socos, chutes e pauladas, e teve seu equipamento roubado. Um exemplo da tal "liberdade de expressão" que os bolsonaristas tanto exigem. Um dos presentes dizia para quem quisesse ouvir que iria matar quem o retirasse de lá.

    Mas se os golpistas de Minas Gerais foram tigrões com jornalistas, continuaram humilhantemente tchutchucas com militares.
    Circulam pelas redes vídeos de seguidores do ex-presidente chorando nos portões do Comando da 4ª Região Militar, em Belo Horizonte, implorando aos soldados do Exército para os defenderem da ação da Prefeitura, rezando de joelhos e aos berros para as Forças Armadas impedirem a retirada das tendas golpistas.

    Os alemães tem uma palavra para expressar o sentimento de satisfação diante do infortúnio de outra pessoa: "schadenfreude". Precisamos de um similar em português para a satisfação de ver o infortúnio de um golpista. Pois o infortúnio deles significa a sobrevivência da democracia.

    UOL 

    reis magos levam uma dura


    CELLUS

     

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    Seguindo a estrela


    QUINHO

     

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    Putin Natalino


    ANTONIO ANTUNES 

     

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    Pelé - Meu Legado



    O futebol é pra mim
    A paixão, a emoção e o sucesso
    Que eu jamais imaginei
    Eu fui Pelé sem saber
    Virei rei sem querer
    Isso foi o que o destino preparou para mim

    sexta-feira, janeiro 06, 2023

    A Constituição manda polarizar

     



    CONRADO HUBNER MENDES

    Palavras nunca foram só palavras, mas também ação concreta. Proferidas por autoridades, ainda mais. Palavras ditas por presidentes da República geram efeitos em corpos e mentes individuais e no patrimônio coletivo: fazem subir ou descer desmatamento, violência doméstica, ataque homofóbico, armamento ilegal, invasão de terra indígena, uso de máscara e vacina, sufocamento por Covid, indicador econômico.

    Quando Bolsonaro presidente falava, periferias simbólicas e territoriais do país sentiam na pele. Seus cânticos do porão, entoados por quatro anos, acentuaram sofrimento, adoecimento e morte nessas periferias e nas UTIs. O assédio, a violência e a bala perdida com alvo certo, também. Não foi coincidência, nem mero discurso.

    Lula, quando fala, não faz os pilotos da Faria Lima ou comentaristas de jornal temerem pela vida. Eles não levam tiro nem fatiam a merenda. Mas estrilam verbosamente. Cada vírgula lulista se sujeita a escrutínio crítico, psicográfico, ético e estético. A delinquência verbal bolsonarista passa como indelicadeza na sala de jantar.

    Perdão pela generalização. Difícil, porém, haver outra tão eficaz quanto esta. O mundo é mais complexo e tal, mas a epiderme do mercado e seus porta-vozes, não. Reagem como um algoritmo. Exceções mais arejadas confirmam a regra.

    Em seus dois discursos de posse, Lula usou palavras tão elementares quanto necessárias. Qualificou o governo anterior como "negacionista, obscurantista e insensível à vida", "projeto autoritário de poder". A "grande vitoriosa" foi a democracia.

    Defendeu a política como "melhor caminho para o diálogo", "para a construção pacífica de consensos", para "promover o crescimento sustentável e em benefício de todos". "Vou governar não apenas para quem votou em mim", "olhando para o nosso luminoso futuro em comum", pois "não existem dois brasis", assegurou. Palavras nunca escutadas no repertório do ex-presidente.

    Augusto Aras, maior agente da irresponsabilização pelo moriticídio bolsonarista, debaixo de vaia e com cara de paisagem geral da república, teve de ouvir que "não podemos admitir terra sem lei" e "responsabilidades hão de ser apuradas."

    Lula garantiu: "Não carregamos ânimo de revanche, mas vamos garantir o primado da lei. Quem errou responderá por seus erros, com direito amplo de defesa, dentro do devido processo legal".

    Houve quem escutou "revanchismo" e gritou "caça às bruxas". Ou quem concluiu que "Lula optou pela polarização". Duas coisas iniciais a dizer: defender apuração e responsabilização é dever constitucional, seu contrário é corrupção; a tarefa cabe, sobretudo, ao sistema de Justiça.

    Contudo, o discurso suscitou, sim, polarização. Lembrou do contraste entre a "parcela da população que tudo tem" e a "multidão a quem tudo falta"; a "fila na porta dos açougues em busca de ossos" e "filas para a compra de jatinhos"; os "5% mais ricos" com mesma fatia de renda que "os demais 95%"; ou os "seis bilionários brasileiros" com patrimônio equivalente aos "100 milhões mais pobres".

    Assumiu "compromisso de cuidar de todos" e pediu uma "frente ampla contra a desigualdade", um "grande mutirão". Não há possibilidade de "união e reconstrução" do país sem essa polarização, que está em nosso código genético colonial.

    ntes de, na ânsia pelo clichê, dizer que a fala induz o mesmo "nós contra eles", note a diferença. Não é teórica ou retórica, é muito prática.

    O "eles" de Bolsonaro mira sujeitos concretos e individualizáveis: o negro pesado em arrobas, a mulher que deve "ganhar menos porque engravida", o gay "por falta de porrada", o indígena que está vivo por falha da cavalaria brasileira, a torturada que "se vitimiza", a jornalista que "dá um furo", o petista que merece ser fuzilado e ir "pra ponta da praia".

    O "eles" antagonizado pela fala de Lula evoca sujeito abstrato, irredutível a identidade fixa. São os que querem "oprimir o vulnerável, massacrar o oponente e impor a lei do mais forte". Pertencer ao "nós", nesse caso, é opção moral e política, não cor de pele.

    De um lado, há polarização pela exclusão e eliminação do diferente. De outro, pela via da inclusão e do respeito. Chame isso de populismo, se quiser, mas são populismos opostos. Apagamento do outro não se confunde com contestação legítima da exclusão. Esta tem lastro moral e jurídico, aquele é só força bruta.

    Lula pode vir a trair seu compromisso, mas não se leia nas suas palavras o que elas não dizem. A polarização que elas incitam, por dever jurídico, também estava presente no discurso do ministro Silvio Almeida: "vocês existem e são pessoas valiosas para nós". Todos os tratados de direitos humanos e declarações de direitos constitucionais cabem nesse refrão.

    FOLHA 

    Anistia é o caramba

     


    Em três dias, fotógrafo de Lula trabalhou mais que Bolsonaro em quatro anos




    Flávia Boggio


    Inclusão, diversidade cultural, beijo de língua, ausência de rugas de Lu Alckmin. A posse de Lula marcou por inúmeros motivos. Mas um dos elementos que chamaram a atenção das redes sociais foi a disposição e onipresença do fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert.

    Se uma imagem vale por mil palavras, Stukinha, para os íntimos, clicou, em um único dia, um dicionário completo. Acompanhou o presidente a cada passo, do café da manhã à volta ao hotel, à noite, sem perder seu alvo de foco por um segundo.

    No desfile de posse, o fotógrafo ficou ao lado do Rolls Royce, correndo, com uma câmera na mão e outra no pescoço. Enquanto fotografava, pilotava um drone que captava imagens aéreas. Isso usando terno e gravata, sapatos sociais e cabelo estilo Chanel ao vento. No calor brasiliense de 40 graus e -4% de umidade relativa do ar.

    No dia seguinte, foi para Santos para fotografar o adeus de Lula ao rei Pelé. Em três dias, Stuckert trabalhou mais que Bolsonaro em quatro anos.

    Para ter os melhores cliques, o fotógrafo desenvolveu a resistência física de um maratonista queniano, a mira de um franco-atirador e o enquadramento de Glauber Rocha. O preparo foi tanto que academias paulistas já estariam oferecendo o treino "CrosStuckert", que consiste em correr quilômetros carregando pesos, sem perder o senso artístico.

    Poucos sabem que a disposição é de décadas. Stuckert começou a fotografar Lula em 2003. Desde então, acompanha o presidente de manhã, tarde, noite, madrugada, dias úteis e feriados. Quando Lula foi preso, se mudou para Curitiba para acompanhar os meses de cárcere, sobrevivendo ao pior inverno do mundo, depois do ar-condicionado carioca.

    O resultado de tanto trabalho são imagens icônicas, como a da passagem de faixa de representantes da sociedade a Lula.

    Para quem passou quatro anos vendo fotos de presidente babando farofa tiradas pelo celular engordurado de Carluxo, as imagens de Stuckert foram um colírio para nossos olhos.

    FOLHA


    ILUSTRAÇÃO GALVÃO BERTAZZI

    Cidade Grande Abra a Porteira Jair Rodrigues e Pelé 1981




    Abre a porteira que eu quero entrar
    Cidade grande me faz chorar

    A conciliação vai prevalecer?

     

     

     
     Esther Solano
     Nestes dias circulou intensa-
    mente nas redes sociais uma
    imagem que redefine, em todo
    seu esplendor, o significado de patético.
    Aliás, a partir de hoje nem precisa mais
    definir o conceito. Sempre que for ne-
    cessário utilizá-lo, basta mostrá-la, fi-
    cará mais que evidente o que queremos
    expressar. A composição de fotos virou
    um ícone artístico-linguístico sobre a
    realidade do bolsonarismo mais histé-
    rico em toda a sua crueza: de um lado
    bolsonaristas delirantes na frente dos
    quartéis, em posição de martírio, a se
    oferecer em sacrifício cristão em prol da
    nação, patriotas na luta do Bem contra
    o Mal, capazes de se entregar em holo-
    causto pelo bem do País amado, homens
    e mulheres em atitude de histeria cole-
    tiva em defesa da bandeira brasileira,
    custe o que custar, colocando a vida e a
    honra nas mãos de Deus. Do outro lado,
    Eduardo Bolsonaro a curtir a Copa do
    Mundo no Catar, absolutamente se
    lixando para os abnegados patriotas.
    Uns na “sofrença”, o outro na farra. Uns
    a lutar heroicamente por um Brasil que
    caiu nas garras diabólicas do comunis-
    mo, o outro na bacanal futebolística do
    outro lado do planeta. Patéticos.
     
    Sim, confesso que senti prazer ao ver
    a imagem. Benfeito, foi o meu primeiro
    pensamento. Os idiotas golpistas mere-
    cem ser esculachados. Merecem o des-
    prezo até dos seus próprios líderes, ou-
    tros idiotas golpistas, mas um pouco
    mais inteligentes, ao menos suficiente-
    mente inteligentes para deixar outros
    se sacrificarem, enquanto buscam uma
    saída e tiram o deles da reta. A família
    Bolsonaro nunca esteve disposta ao sa-
    crifício. O sacrifício é para o baixo clero
    dos idiotas golpistas. Sim, senti um pra-
    zer inicial, mas incompleto, pois a foto
    me pareceu imensamente premonitó-
    ria. Eduardo Bolsonaro rindo, descon-
    traído, relaxado, parecia uma predição
    de um futuro no qual a família Bolsonaro
    talvez poderá rir, descontraída, relaxada,
    sem ser punida por nenhum de seus nu-
    merosos crimes. E isso dói, muito.
     
    O Brasil cordial de novo.
    O Brasil conciliador de novo.
    O Brasil que joga o ódio para baixo do
    tapete.
     
    Bolsonaro e sua família devem ser
    julgados com todo o peso da lei. Nem
    mais nem menos. Devem ser julgados pe-
    la destruição, pelo horror, porque o hor-
    ror cometido tem forma e letra nos códi-
    gos. Não podemos deixar o ódio impune.
    Não podemos deixar o golpismo impune.
    Qual será a pedagogia do período Bolso-
    naro se o clã for anistiado? É possível ser
    golpista, é possível destruir um país, é de
    graça, podem fazê-lo à vontade, sintam-
    -se motivados para acabar com as insti-
    tuições, é possível odiar ostensivamen-
    te, façam-no, não custa nada.
     
    Não podemos escolher a conciliação
    quando se trata de ódio. O ódio não trata-
    do corretamente sempre emerge de novo
    e emerge empoderado, feroz. O ódio joga-
    do para debaixo do tapete, garras escon-
    didas na escuridão, latente, encoberto, na
    surdina, sempre estará pronto para sal-
    tar à luz quando houver um mínimo espa-
    ço, para devorar, machucar, ferir de novo.
    “Ah, vá, Bolsonaro nem foi tão ruim
    assim”, “Ele não deu um golpe, deu?”, “E
    se ele for julgado agora vai dividir o País
    de novo, vai ser guerra civil”, “Vamos cur-
    tir a Copa do Mundo, as férias, aí depois o
    Lula toma posse e a gente vira a página”,
    “Não vamos mexer nisso, vai ser pior”.
     
    Argumentos não faltam. O Brasil cor-
    dial tem uma infinidade deles. Mas todos
    se erguem sobre a mesma falácia: o ódio
    não vira a página. Sim, claro, muitas ve-
    zes, na vida, na política, conciliar é mui-
    to melhor do que ir à guerra, a negocia-
    ção é com certeza preferível ao campo de
    batalha, mas o ódio, não, com o ódio não
    se negocia, não se concilia, não se esque-
    ce, não se perdoa, não se poupa, não se
    esconde. O ódio não tratado não morre,
    continua vivo, aguardando outra opor-
    tunidade, espalhando a sua purulên-
    cia, corroendo qualquer possibilidade
    de uma sociedade saudável que olha pa-
    ra o futuro coletivamente. Sem comba-
    ter o ódio não há “nós”.
     
    A história brasileira da conciliação é
    um desastre. A conciliação dos escravo-
    cratas teve como herança um dos países
    mais racistas do mundo. A conciliação da
    ditadura teve como herança Forças Ar-
    madas despudoradamente antidemocrá-
    ticas. O Brasil cordial vai se impor de no-
    vo? O Brasil cordial vai tentar esquecer
    um dos períodos mais vergonhosos de
    sua história recente?
     
    Que a lei se imponha.
    Odiar um país, tentar destruí-lo, não
    pode sair de graça.
     
    O ódio não vira a página.
    CARTA CAPITAL

     

     

    É hora do replantio



    GENILDO

     

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    Instalando Lula 1.3



    CLAUDIO

     

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    Afros & Afoxés: Oju-Obá (Edmilson Pacheco - Paulo César Pinheiro)



    É bonito de ver
    È tanto prazer
    Que seu canto me dá
    Vou seguir sua luz
    Sua força conduz
    Afoxé Ojú Obá


    Some Like it HOT

     

    JEFFREY ST. CLAIR 

    + One of the under-reported consequences of climate change is increased volcanism, earthquakes and tsunamis, caused by massive amounts of ice melt, the pressures on magma chambers and tectonic plates shift and ease, destabilizing them.

    + This week it was reported that the temperate northern hemisphere is warming at 1.5C and the Arctic at 3C, a very ominous sign for the future of the planet.

    + International Energy Agency predicts that worldwide energy use by air-conditioners would triple by 2050, “requiring new electricity capacity the equivalent to the combined electricity capacity of the United States, the E.U. and Japan today.”

    + Of 21 cities that have previously hosted the Winter Olympics, only nine would be reliably cold enough by the end of the 21st century to safely host the games, even if the goals of the Paris Agreement were met.

    + Last month, Exxon Mobil announced it plans to increase spending on new oil projects by as much as 56 percent over the next six years. Don’t worry. The oil giant also said it’s “committing to reduce carbon emissions”!

    quinta-feira, janeiro 05, 2023

    Seleção de 2022 (5)


     

    RickyShake = December 2022

     

    songs i enjoyed on spotify as the year was ending... 


    Z'África Brasil - Mano Chega Aí



    He, eu casco o bico e saio de role.
    Aí é tudo festa, o mano vacilou, fazer o quê.
    A vida é difícil aqui, mais da pra ser feliz quem diria.
    Tenho orgulho e bato no peito, sou da periferia.

    Posse de Marina Silva



    FRAGA

     

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    filme da noite

     filme da noite


    AFTERSUN

    dir & rot Charlotte Wells

    Inglaterra, 2022

    (mubi)


    Super recomendo 




    Muda Brasil



    CAROL COSPE FOGO

     

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    O outono do capitão

     



    "Bolsonaro encarnou ao longo de sua carreira política uma ideia clichê de masculinidade, orgulhosamente machista e homofóbica, que, na Presidência, alimentou crença coletiva em seu caráter de "homem de bem" de qualidade quase sobre-humana, o que não permite aceitar a derrota nas urnas. A reclusão e o silêncio do presidente nestes dois últimos meses remetem à imagem clássica de decadência de figuras de inspiração autocrática, brilhantemente retratada por García Márquez, mas agora em contexto diferente."


    LEIA ARTIGO DE JORGE CHALOUB 



    Nunca mais!


     

    Seleção de 2023 (4)


     

    PELÉ



    MIGUEL PAIVA 

     

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    Alcione - O Homem dos Três Corações (Altay Veloso)



    Os deuses ao verem Arantes improvisar
    Assim como fazem artistas de jazz
    Que rompem as regras
    Que nem Holiday no piano bar

    Perguntaram quem é esse homem
    De Três Corações a dançar
    Barishnikov com duas chuteiras nos pés

    A arquibancada gritou é um astro tupiniquim
    Da constelação de Zizinho, Nyemeyer e Jobim
    Estrela que nem Luiz Gonzaga
    Que nem Pixinguinha
    E que nem Portinari, que nem Radamés

    A despedida inglória do capitão fracassado

     

     


      Dorrit Harazim

    Uma fascinante obra-prima renascentista pintada há mais de 500 anos pelo holandês Hieronymus Bosch mora no segundo andar da ala Richelieu do Museu do Louvre, em Paris. Batizado de “Nau dos insensatos”, o quadro a óleo sobre madeira é parte original de um tríptico que acabou separado ao longo dos séculos. Dizem os estudiosos que a “Nau” de Bosch foi inspirada na pena satírica de um humanista alemão do mesmo período, Sebastian Brant, que escrevera em verso uma paródia da Arca de Noé. Na alegoria de Brant, o mundo era a nau, e seus habitantes/viajantes não se importavam para onde eram levados. Agiam desprovidos de razão, inclusive o capitão — se é que havia um a bordo.

    Na tela de Bosch há dez passageiros amontoados numa embarcação à deriva, além de dois outros já náufragos. Ninguém parece fazer coisa com coisa: uma freira toca alaúde, um beberrão vomita, outro rema com uma concha de cozinha, uma mulher golpeia um quase afogado com uma jarra. Pendurada na vela mestra, vê-se uma suculenta ave assada, e o mastro em forma de árvore abriga uma coruja, símbolo de maus augúrios na Idade Média. O desenho de uma lua crescente na bandeira da embarcação parece remeter à raiz latina da palavra lunático. Como um todo, a tela exprime o comentário social de Bosch sobre o viver de sua época. Ao retratar um grupo de loucos de esgar atormentado, perdidos no mar da vida, sem freios morais nem rumo, o quadro também poderia ilustrar os bolsões de brasileiros agarrados a pneus e mitos. Como não comparar a “Nau dos insensatos” aos últimos suspiros do governo Jair Bolsonaro?

    A última live do presidente, poucas horas antes de sua fuga oficial rumo a Orlando em avião da Força Aérea Brasileira, foi patética. Mas bem ensaiada. Em 52 minutos, ele mentiu quanto quis e omitiu o que pôde. Voltou a questionar o sistema eleitoral e falou em “derrota parcial”. Acovardado pelo cerco judicial que se estreita contra ele e sua família, procurou desvencilhar-se de atos terroristas praticados em seu nome. Justificou o sumiço e a falta de apoio público à nau disposta a abraçar qualquer sinal de golpe militar; e qualificou os apoiadores radicalizados de “pacíficos” e “ordeiros”.

    O procurador-geral da República, Augusto Aras, talvez definisse o teor da derradeira live do presidente em fuga como “momento de cognição incompleta”. Os seguidores mais extremistas do “mito” o tacharam de frouxo, enquanto outros tantos simplesmente inventaram nova teoria conspiratória: na ausência do capitão, o cavernoso general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, assumiria o golpe. Numa outra nau de insanidade bolsonarista, o hasteamento a meio pau da bandeira nacional, decretado como parte do luto nacional pela morte de Pelé, chegou a ser festejado como sinal de que o ansiado golpe militar estava finalmente em marcha. Tristes trópicos.

    Para quem, em 1974, assistiu à humilhante partida da Casa Branca do presidente americano, Richard Nixon, obrigado a renunciar para evitar o impeachment, a saída à francesa de Bolsonaro entrará para a História como mais degradante ainda, por comezinha. Nixon teve a hombridade de encarar presencialmente a imprensa que o derrubou e permitiu que a História registrasse seu amargo embarque rumo ao exílio do poder. Bolsonaro, sendo quem é, manda dizer a seus 58 milhões de eleitores que vai dar um tempo — gozará um período sabático no estado trumpista da Flórida. “Sabático” é termo de uso frequente no mundo acadêmico para designar uma pausa no trabalho. É comum aproveitar essa suspensão da rotina para ampliar o conhecimento, engatar novos projetos ou simplesmente pensar melhor. Difícil imaginar que algo de produtivo ao bem comum brote na mente de Jair, agora cidadão comum, durante esse “sabático”. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, em 1.460 dias de mandato presidencial, Bolsonaro trabalhou 73 apenas meio período, participou de 63 motociatas e deu-se o direito de 15 períodos de férias ou feriadões fora de Brasília. Sem falar no abandono das funções por dois meses a partir da derrota eleitoral mal digerida.

    É provável que, pelos cânones da necropolítica aplicada por Bolsonaro no Brasil democrático, a perda de poder seja por ele sentida quase como uma condenação à morte. Isso porque o presidente em fuga jamais compreendeu que a política não é uma profissão — ela deveria ser, no mundo ideal, a dedicação temporária de alguém a sua comunidade. Em missas fúnebres celebradas por igrejas cristãs, réquiem é sempre a primeira palavra do ritual dedicado ao repouso da alma de quem partiu. Não houve e não deverá haver réquiem na despedida inglória desse capitão fracassado. Ele deverá, primeiro, acertar suas dívidas com a nação que desmantelou para que o Brasil readquira, a partir deste domingo 1º de janeiro de 2023, o direito de trazer para o presente o futuro a que tem direito. 

    GLOBO

     

     

    Chega de desenhar...


     

    Marcadores: ,

    disco do dia

     

    disco do dia

    CASSIA ELLER & VICTOR BIGLIONE
    IN BLUES 

     


     

    CPF cancelado


     

    Marcadores: ,

    Brave Sir Bolsonaro


     

    Marcadores: ,

    Mess Esque "Jupiter (Mix)" (Offici

    quarta-feira, janeiro 04, 2023

    Seleção de 2023 (3)


     

    Labirinto - A TRUPE POLIGODELICA

    PELÉ



    JBOSCO

     

    Marcadores: ,

    'Lulapalooza' deveria acontecer todo o ano.





    "Quando Valesca Popozuda, mais uma mulher preta, emancipada, dessas tão empoderadas que não liga para o que homens pensam, cantou ́Beijinho no ombro´, já no final do festival, o verso ´tiro, porrada e bomba', já havia sido subvertido. Os tiros, porradas, e bombas prometidos pelos simpatizantes dos atos antidemocráticos e do terrorismo de extrema direita, já estavam, como a bandeira verde e amarela, recuperados por um povo que não quer odiar. Até os muitos policiais, muitos deles pretos, balançavam as batatas das pernas, querendo dançar. Eram quatro da manhã.

    O Brasil, o país, quer amar. Brasília quer mandar beijinho no ombro para quem quer castrar suas potencialidades. No dia seguinte, o discurso de posse de Margareth Menezes, mulher preta, nova ministra da cultura, foi um beijinho no ombro para os que se desfazem da cultura brasileira. Mais tarde, o novo Ministro da Justiça, Flavio Dino, mandou beijinho no ombro para os que tentaram até hoje sabotar as investigações à respeito sobre os mandantes da morte da irmã da nova Ministra da Igualdade Racial. Marielle, irmã da Ministra Anielle. Beijinho no ombro e justiça, finalmente."

    LEIA ARTIGO DE DODO AZEVEDO 

    'Lulapalooza' deveria acontecer todo o ano. - 04/01/2023 - Quadro-negro • Grajaú News

    Seleção de 2022 (2)


     

    Jorge Ben - O nome do Rei é Pelé



    Viva, Viva o atleta do século
    Salve a mágica
    A mágica da mágica camisa 10 de Pelé
    O nome do Rei é Pelé, o nome do Rei é Pelé
    Pelé de todos os tempos
    Incomparável Pelé, Pelé
    Pelé da arte e da magia
    Com a bola nos pés, Pelé

    disco do dia


    David Bowie

    MOONAGE DAYDREAM 

    Original Soundtrack 



     

    A cultura está de volta ao poder



     

    Leo Aversa

    Hoje é o terceiro dia de 2023. Temos um novo governo, um novo presidente. Não faltou emoção e a faixa foi — finalmente — entregue pelo povo. Foi bonita a festa. Acho que vai dar certo. Pode ser que me arrependa desta frase mês que vem, depois do carnaval. Ou daqui a um ano, ao ler o noticiário de economia. Quem sabe? Pode ser que o Lula corresponda aos nossos sonhos, mas também pode ser que não. Só temos a certeza de que, com ele, teremos novas eleições daqui a quatro anos. A democracia sobreviveu à tempestade. Descobrimos o que importa e deixamos para trás um governo nefasto e sombrio. No terceiro dia de 2023, não nos faltam razões para comemorar o que está nas ruas, no ar.

    Não só: a partir de quinta teremos Chico Buarque em cartaz no Rio. Para festejar os novos tempos, os cariocas vão reencontrar no palco um dos símbolos da cultura nacional. Alguém que ajudou a fazer deste lugar uma cidade maravilhosa e do Brasil uma nação maior. Chico, como Caetano, Paulinho, Gil, Milton, Bethânia, Gal, Fernanda, Marieta e os veteranos da música, do teatro, do cinema e da literatura já tinham a experiência de ir contra a barbárie. Resistiram mais uma vez à tempestade. A Cultura está — finalmente — de volta ao Poder. A arte não é mais uma atividade desprezível ou criminosa. Os tempos, graças à luta de alguns, ao voto de muitos e à democracia, mudaram.

    Não foi pouca coisa.

    É hora de celebrar. Vamos nos permitir um pouco de deslumbramento e encanto, esquecer, com a ajuda das melodias que trazemos tatuadas, o ranço da truculência que nos foi imposta. Vamos lembrar dos estribilhos que tanto cantamos, para enterrar de vez a intolerância de quem odeia a diferença. Vamos usar as canções de métrica perfeita para superar o trauma dos cercadinhos de mentecaptos, dos gabinetes de ódio, da celebração suicida do preconceito e do rancor. Vamos reconstruir com os versos que vivem na nossa memória a alma nacional, essa mesma que nos dá conexão e identidade. Vamos, com a perfeição das rimas raras, retornar — finalmente — ao que um dia tivemos de melhor, ao Brasil genuíno e original. Um país é a sua cultura.

    Por quatro anos fomos submetidos à ignorância, à exaltação da estupidez e ao mau gosto. Suportamos a grosseria tosca do presidente, os delírios dos seus fanáticos e o exibicionismo vulgar de influencers farofeiros. Bolsonaro encorajou a violência e a intolerância, suas aliadas de primeira hora, e quis dizimar a arte, seu pior pesadelo. Tentou reduzir a Cultura a um bando de descerebrados reacionários, rebaixou o ministério a uma repartição e entregou o seu comando a vermes oportunistas. Quis fazer da miséria intelectual uma política de Estado e assim deixar a gente bonita, elegante e sincera falando de lado e olhando pro chão. Foi um fracasso. Não conseguiu acabar com a criatividade, muito menos com a inteligência. Jamais conseguiria. Aqui é Brasil.

    O horror — finalmente — acabou. É hora de voltar a ouvir Chico Buarque ao vivo, para assoviar com ele o amor, a liberdade e o respeito, para nos comover com a esperança, a alegria e a ilusão que estão nas ruas, no ar. Para nós, para todos.

    GLOBO 



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