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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    segunda-feira, abril 06, 2026

    Pascoa da pós verdade


    FRAGA
     

    CAZO

    JBOSCO
     



     

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    domingo, abril 05, 2026

    The Smashing Pumpkins "Space Oddity" (David Bowie)

     

    This is Major Tom to Ground Control
    I'm stepping through the door
    And I'm floating in a most peculiar way
    And the stars look very different today






     

    Erbarme dich, mein Gott

    Um meiner Zähren willen!
    Schaue hier, Herz und Auge
    Weint vor dir bitterlich
    Erbarme dich, mein Gott

    VISITAS



     

    A realidade que mina a esperança da Páscoa

     

    DORRIT HARAZIM

    A ideia era fazer uma pausa neste domingo de Páscoa — arquivar por um mísero dia qualquer noticiário de guerra e deixar falar a poesia. A intenção brotou do acaso, em meio à inescapável leitura sobre a insanidade do confronto no Irã. Um dos analistas da atualidade citava um poeta persa do século XII, Attar de Nishapur, e sua obra mais célebre, “A conferência dos pássaros”. Nela, o poeta narra a história de todos os pássaros do mundo que, por não terem rei, partem em revoada à procura de um soberano. Cada alado representa uma das falhas humanas que impedem o mundo de encontrar sua luz. Em conjunto, escolhem por guia uma poupa de grande sabedoria, que lhes informa qual será o teste de determinação: atravessar sete vales místicos. São eles os vales da Busca, do Amor, do Conhecimento, do Desapego, da União, do Maravilhamento, da Pobreza e Aniquilação.

    Muitos pássaros se recusam até a levantar voo, outros desistem a meio caminho, e tantos mais morrem ao longo do percurso. Restam apenas 30 para vislumbrar o monte sagrado que procuravam. Ao chegarem a seu destino, contudo, descobrem não um rei a sua espera, e sim um espelho. Moral da história: o que os pássaros buscavam jamais esteve distante deles. Procuravam encontrar a si mesmos, juntos. No poema de Attar, a certeza de quem somos no coletivo define nossa humanidade. Sozinhos, nos agarramos a algo que torna a jornada impossível, seja por amor, apego, medo, aniquilação, ódio. Ou cinismo.

    Enquanto o mundo só se revela por meio do nosso engajamento com ele (é nessa adesão que repousa a experiência humana plena), o cinismo age como sua mais perfeita negação. Talvez seja o sentimento mais corrosivo em um ser humano — de aparência passiva, o cinismo esconde uma capacidade perversa de alimentar as vilezas do viver em sociedade. Dentre os poetas mais refinados da música, o australiano Nick Cave dedica parte de seu tempo refletindo sobre a coragem de ter esperança como anteparo a essa praga. Continuou a fazer música enquanto convivia com a perda de um filho adolescente — o garoto de 15 anos havia ingerido LSD e caíra de um precipício em Brighton, na Inglaterra — e, sete anos mais tarde, com a morte de outro, mais velho, que acabara de sair de uma prisão em Melbourne.

    — De certa forma, meu trabalho se tornou uma rejeição explícita ao cinismo e à negatividade — diz o músico em seus escritos. — Não tenho tempo para isso, nem para censura ou condenação implacável. Não tenho estômago para todo o ciclo de culpa perpétua. A vida é curta demais para não nos maravilharmos. Permaneço cautelosamente otimista.

    Cave ainda acredita numa “espécie de corrente subterrânea de preocupação e conectividade, movimento radical e coletivo em direção a uma existência mais empática e aprimorada”. Em homenagem à Páscoa e a ele, a coluna estava inclinada a prosseguir explorando diferentes noções de otimismo e esperança — esse anseio sincero por melhoria do mundo — que cada um de nós nomeia de acordo com referenciais próprios. Não mais.

    Um homem corpulento em júbilo, quipá na cabeça, garrafa de champanhe nas mãos e pin dourado em forma de forca na lapela celebrava uma conquista que perseguia havia anos. Era Itamar Ben-Gvir, ministro de Segurança Nacional de Israel, feroz defensor do extremismo de direita, comemorando a aprovação da pena de morte para palestinos condenados por atos terroristas letais contra israelenses. Julgada por tribunais militares, a execução se dará por enforcamento.

    — Em breve vamos contá-los um por um — garante o ministro em vídeo que circula nas redes sociais.

    O inverso não foi sequer cogitado: pena semelhante não se aplica a israelenses responsáveis pela morte de palestinos. Dessa forma, para além da eliminação de mais de 70 mil civis em Gaza e a caçada às terras e vidas palestinas ainda remanescentes na Cisjordânia ocupada, Israel agora se aproxima da barbárie fundamentalista do arqui-inimigo Irã.

    O editorial do diário Haaretz que tratou do assunto fala em ascensão do terrorismo judaico e precipício dos fundamentos democráticos e morais do Estado. Mas o texto não foi escrito no convencional estilo do jornal. Intitulado “A canção do carrasco”, está em verso de seis estrofes e rimas internas. A linguagem é bíblica, sombria, lírica. Começa assim: Céus — tende piedade de mim/Não há Deus em vós, nem decreto guia/Escolheram-me, gélido e cru/No escuro sangrento do serviço prisional.

    Talvez só mesmo a poesia nos salve, enquanto os homens-pássaros em revoada não encontrarem seu caminho interior.

    GLOBO

    ilustração Marcelo 

     

      

    Killer rabbits, bunny boilers and the holy hand grenade of Antioch: Easter bunny movies – ranked!

     

     From Watership Down and Fatal Attraction to Bambi and Python’s Holy Grail, rabbits are an unlikely constant in film – and often with sinister intentions. Here are the 20 best leporine movie moments 

    Killer rabbits, bunny boilers and the holy hand grenade of Antioch: Easter bunny movies – ranked! | Film | The Guardian

    Jorge Ben 87

    KLEBER

     

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    Democracia Política e novo Reformismo: Homens que odeiam mulheres, por Muniz Sodré

     

    Homens que odeiam mulheres 

     "A sexualidade virilista limita-se à genitalidade, sem erotismo nem amor. Junto com a herança colonial vem a violência que esvazia o outro (a) de seu conteúdo humano, inscrevendo na forma oca uma imagem de dócil submissão. Isso as crianças aprendem em família e nas redes sociais. Interioriza-se o pronome possessivo, traduzido na fórmula "minha mulher", designação de propriedade de um objeto. E como objeto não tem vida própria, a fúria feminicida irrompe nos surtos narcísicos masculinos.

    O fantasma colonial é também o do paroxismo, em que misoginia implica não só aversão, mas também ódio continuado à diferença. O estuprador, mais do que sexo, deseja bater. O feminicida mata por medo de que a diferença autônoma lhe exproprie a identidade masculina. Neste caso, o ódio é visionário: quer silenciar uma voz."


    mais na coluna de MUNIZ SODRÉ

     Democracia Política e novo Reformismo: Homens que odeiam mulheres, por Muniz Sodré

    Flávio Bolsonaro quer comprar golpe com terras raras

     

    "Além das terras raras como suborno, Flávio também ofereceu a Trump um discurso para uma eventual intervenção. Com cara de pau que faria Daniel Vorcaro corar, Flávio ressuscitou o discurso bolsonarista sobre urnas eletrônicas."


    leia coluna de CELSO ROCHA DE BARROS  


    Black Pumas - Fast Car (Tracy Chapman)


    So I remember when we were driving, driving in your carSpeed so fast it felt like I was drunkCity lights lay out before usAnd your arm felt nice wrapped 'round my shoulderAnd I-I had a feeling that I belonged
    I-I had a feeling I could be someone, be someone, be someone 


    e o blog0news continua…
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