This site will look much better in a browser that supports web standards, but it is accessible to any browser or Internet device.



blog0news


  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

    Powered by Blogger

    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quarta-feira, abril 08, 2026

    Redes pariram esse mundo apocalíptico

     Sérgio Rodrigues

    A ascensão da extrema direita no mundo é filha das redes sociais —eis uma verdade que, se ainda não foi provada cientificamente, acredito que logo será.

    Quando explodiu de vez, perto da virada do século, a internet vinha embalada em fumos humanistas de biblioteca universal e plataforma democrática de informação e voz para todos. Quem se lembra?

    Era um progressismo vago que não negava a origem pós-hippie do Vale do Silício. Seu teor de ingenuidade era elevado. A internet permitia fazer coisas antes impensáveis, mas aquele otimismo inicial padecia de um grave viés do bem.

    Cena do filme 'Hair' (1979), de Milos Forman
    Cena do filme 'Hair' (1979), de Milos Forman, que aborda o movimento hippie e a Guerra do Vietnã - Reprodução

    O sonho era que, tendo subitamente acesso imediato a toda a informação disponível na Terra, cada pessoa teria a chance de desenvolver ao máximo seu potencial humano e comunitário.

    Os seres humanos se tornariam mais sábios e, devido ao debate permanente de suas sabedorias na ágora imaterial —sempre com a vitória do melhor argumento—, infinitamente ponderados na média.

    Corta para o presidente dos EUA anunciando em rede social: "Uma civilização inteira morrerá esta noite". Opa, parece que alguma coisa deu errado, não? Convém voltar algumas casas.

    Sim, é óbvio que a internet nunca foi um empreendimento humanitário —aquela era só uma das histórias que ela contava sobre si mesma. Nova fronteira de negócios basicamente privados, logo começava a bombar.

    Ao lado da biblioteca e da sala de aula que os idealistas trataram de transferir para o mundo digital, transferiram-se também partes menos nobres e mais rentáveis do empreendimento humano.

    0 Comentários:

    Postar um comentário

    Assinar Postar comentários [Atom]

    << Home


    e o blog0news continua…
    visite a lista de arquivos na coluna da esquerda
    para passear pelos posts passados


    Mas uso mesmo é o

    ESTATÍSTICAS SITEMETER