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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quarta-feira, março 31, 2021

    310 000



    MONTANARO

     

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    Nova Cepa



    MARTINEZ

     

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    PASQUIM HÁ 50 ANOS

     

    Ao sair da prisão, PAULO FRANCIS publicou um artigo no Pasquim descendo a porrada no Roberto Marinho.


    O motivo imediato para tamanha ira foi o episódio da lista com as pessoas que seriam trocadas por um embaixador sequestrado e que seriam então enviadas para o exílio no exterior. 

    Quando estavam presos a Turma do Pasquim recebeu a notícia de que seus nomes estavam nessa lista. Sairiam da cadeia direto para um avião que os levaria para algum país no exterior. Sem nem poderem se despedir da família. 


    Caiu como uma bomba e o desânimo foi profundo. Se por um lado era um alento, não seriam executados, ou jogados ao mar, por outro teriam que deixar o país, as pessoas, suas vidas, para vaganças incertas. 
    E seria o fim do PASQUIM. 

    O Globo, por intermediário desavisado da notícia ou por participante do terror psicológico, foi quem publicou a lista. Que era falsa. Para assustar, de sacanagem. 

    O título do artigo é UM HOMEM CHAMADO PORCARIA. 












    Laura Lavieri - Estrada do Sol (Sessions)



    Já tenho coragem, já estou em vantagem O medo me afasta de ti O amor foi quem me fez assim Buscava uma estrada, estrada da vida Em vez de encontrar o amor, me achava perdida E agora que sinto que essa busca se acaba

    O assunto está superado



    LAERTE
     

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    Elizete Cardoso - Na cadência do samba (Ataulfo Alves - Paulo Gesta)

    Quero morrer numa batucada de bamba
    Na cadência bonita de um samba

    Ibirapuera



     

    Bom dia realidade



    NANI

     

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    New Book Details the Lives of Vincent van Gogh's Sisters Through Their Letters

     

     L to R: Anna, the eldest van Gogh sister; Elisabeth, or Lies; and Willemien, the youngest, who was better known as Wil

    "“The youngest van Gogh sister spent the remaining four decades of her life in a psychiatric facility, where she was fed artificially and “barely spoke for decades,” according to the museum. She died in 1941 at the age of 79"
     
    At that time, it meant that you had to be sent to an asylum,” the scholar says. “She stayed there half her life. That’s the sad thing.”
     
    He adds, “But the beautiful thing is she had 17 paintings that Vincent made for her and her mother and the sale was used to pay for her.”
     
    The fact that Vincent’s paintings commanded relatively high prices so soon after his death is a “startling revelation,” as the painter himself had died penniless, writes Caroline Goldstein for Artnet News."
     
    Read more::

     New Book Details the Lives of Vincent van Gogh's Sisters Through Their Letters | Smart News | Smithsonian Magazine

    Ministério das Queimações Exteriores


     

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    Imprensa dá voz à farsa de que generais se descolam de Bolsonaro

     

    "Que loucura extrema é essa que Bolsonaro queria fazer e que nossos valerosos militares impediram? Ninguém sabe. Mas o tom laudatório foi recebido com festa pelos militares que desejam ver esta versão, e somente esta, tatuada na opinião pública. Eles conseguiram vender integralmente (em off, claro) a imagem que gostariam que a imprensa levasse ao público. O problema é que essa versão não sobrevive à realidade."
     
    Leia artigo de Rafael Moro Martins e Leandro Demori 

    Amazon Twitter Army Handpicked for “Sense of Humor”

     


     

    "Anticipating criticisms of worker conditions at their fulfillment centers in particular, Amazon designed Veritas to train fulfillment center workers chosen for their “great sense of humor” to confront critics — including policymakers — on Twitter in a “blunt” manner. The document, produced as part of the pilot program in 2018 and marked “Amazon.com Confidential,” also includes examples of how its ambassadors can snarkily respond to criticisms of the company and its CEO. Several examples involve Sen. Bernie Sanders, a longtime critic of the $1 trillion firm who has been targeted by it in recent days. It also provides examples of how to defend Bezos."


     

    read more>> 

    Document: Amazon Twitter Army Handpicked for “Sense of Humor”

    NILE RODGERS and CHIC - I Dance My Dance (from It's About Time) [2018]



    Livin my life like it's now or never

    terça-feira, março 30, 2021

    Djonga - Esquimo (Clipe Oficial)



    Tome cuidado, minha mente é um campo minado
    Andam dizendo que eu preciso ser estudado
    E eu pensando, eles precisam ser assassinado
    Aquele cheque precisa ser assinado
    Quem tá com a moral em cheque, precisa ser perdoado
    Aquele jab precisa ser desviado
    O policial precisa ser confrontado
    Sujeito homem fala, não manda recado
    Lei do cuidado, onde conversa fiado
    Onde tem quem acha graça zoar viado
    Eu acho engraçado um racista baleado
    Eu sou macumba, o rival amaldiçoado
    Largando linhas, pra nem morto ser calado
    Largando linhas, pra nem morto ser calado

    A crise...


    AROEIRA

     

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    PASQUIM HÁ 50 ANOS

    Após sair da prisão, JAGUAR retomou suas tiras do CHOPNICS,
    que tinham como personagem principal o Sig, mascote do PASQUiM.
    Na sua ausencia, as tiras vinham sendo feitas por Henfil e
    Miguel Paiva
    .
    Aqui está a sequencia com MIGUEL devolvendo a página para Jaguar reassumir no final.


     

    ADEUS, JORGE SOM !


     

    Bolsonaro adoraria o Exército nas ruas, mas ficará satisfeito com tuítes

     Bolsonaro em ato a favor de intervenção militar em 2020 - Evaristo Sa/AFP

    LEONARDO SAKAMOTO

    Jair Bolsonaro quer o Exército participando daquilo que, na sua opinião, é a guerra mais importante da história do país. Evitar milhares de mortes por covid-19? Não, mais importante: a autopreservação de sua família. Para isso, deseja subordinados que não tenham medo de postar comentários não-republicanos nas redes sociais, como adiantei aqui ontem. E de celebrar, sem pudores, o aniversário do golpe militar de 1964, produzindo imagens para circular em aplicativos de mensagens.
    Por mais que ele sonhe com uma tentativa de autogolpe de Estado (o que não pode ser descartada em uma situação de perda de eleição no ano que vem, buscando sucesso onde Donald Trump falhou), sabe que não há conjuntura favorável neste momento.
    Com isso, o bolsonarismo deve ter um reforço no seu principal ambiente de disputa, a internet, com a demissão de Fernando Azevedo e Silva, do Ministério da Defesa, ocorrida nesta segunda (29), e a troca de Edson Pujol, do comando do Exército.
    Quando o presidente reclama que falta "demonstração de apreço do Exército", ele está se referindo, principalmente, a engajamento digital.
    Bolsonaro sempre exigiu um tributo de seus subordinados, que é a defesa dele na mídia e nas redes sociais. Ressente-se que o Exército não faça isso com a frequência de ministros militares, como o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.
    Um tuíte de um comandante do Exército que se meta indevidamente em uma discussão civil tem mais poder do que horas de robôs contratados para flodar com fake news o debate público. Até por que, por trás desse tuíte, há divisões de infantaria e um país com uma cicatriz semiaberta por 21 anos de ditadura militar.
    Basta lembrar a interferência do então comandante do Exército, general Villas Bôas. Em abril de 2018, ele pressionou o Supremo Tribunal Federal, pelo Twitter, a negar um habeas corpus para Lula - o que veio a acontecer. O ex-presidente acabou preso, o que influenciou nas eleições daquele ano. Em entrevista publicada em forma de livro neste ano, Villas Bôas conta que o tuíte foi previamente discutido no comando da força.
    Ou seja, quem despreza a força da propagação do medo pelas redes sociais não entendeu ainda que elas não apenas são uma camada do cotidiano, mas atuam como amplificadores e catalisadores de processos que seriam atenuados se acontecessem offline. E tudo isso alimenta os seguidores fiéis do presidente e ajuda a desestabilizar, a seu favor, a disputa de narrativa da sociedade.
    Ao mesmo tempo, Bolsonaro quer alguém que se disponha ao papelão de celebrar o aniversário do golpe de 1964, o que serve tanto como demonstração de força quanto para a formação de recrutas e novos oficiais que não viveram aquela época. E é no chão dos quartéis, militares e policiais, que está um dos bastiões de apoio a esse governo. E onde um autogolpe de Estado teria mais apoio.
    Vale lembrar, como já comentei aqui, que o Congresso Nacional precisaria chancelar a decretação de um Estado de Defesa (restrição de direitos e aumento dos poderes do presidente em casos de calamidade) por parte de Bolsonaro. Ou seja, pode interrompe-lo em seu nascedouro.
    E deputados e senadores devem autorizar previamente o Estado de Sítio (suspensão de direitos e garantias constitucionais), podendo impedir que ele venha a entrar em vigor. Essas tentativas de Bolsonaro de interferir nas liberdades teriam que contar com o aval do Congresso, sem contar o do Supremo Tribunal Federal - uma vez que a decisão seria rapidamente judicializada. Na atual conjuntura, não estão no horizonte de eventos.
    Mas Bolsonaro quer garantir que a ameaça disso paire sobre a cabeça de governadores e prefeitos para dissuadi-los de adorarem medidas de isolamento social, O que, na avaliação dele, retardaria a retomada da economia e colocaria em risco sua própria reeleição. Os milhares de mortos decorrentes desse processo? Como ele mesmo disse, "todo mundo morre um dia".
    Acuado em março de 2020 com a covid, o presidente apoiou quem apoiava o autogolpe. Um ano depois, usa novamente o golpe sobre o autogolpe para afastar tentativas de removê-lo do poder. É sinal de fraqueza, mas também de estratégia.
    Desde que assumiu, o presidente vem comendo instituições. Receita Federal, Coaf, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, de acordo com a necessidade de autopreservação e de seu clã. Agora, é mais um passo nesse sentido, com pessoas mais próximas a ele nas Forças Armadas atuando na construção simbólica desse medo.
    Afinal de contas, ele é o presidente, mas não um líder. Governa na base do grito, não pelo respeito. Esgarça limites ao invés de respeitar a Constituição. E não conta com os fatos reais como aliados, mas com cortinas de fumaça - que usa, sistematicamente, para que o resto do país esqueça seus 315 mil mortos e as denúncias de desvios de recursos públicos envolvendo seu clã.


    Encalhado



    MOR

     

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    Deixa os adultos trabalharem



    IOTTI

     

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    Santana - She's Not There



    Well, no one told me about her, the way she lied
    Well, no one told me about her, how many people cried
    But it's too late to say you're sorry
    How would I know, why should I care?
    Please don't bother tryin' to find her
    She's not there

    segunda-feira, março 29, 2021

    The Ink Spots - Don't Get Around Much Anymore (Duke Ellington / Bob Russell)



    Missed the Saturday dance
    Heard they crowded the floor
    Couldn't bear it without you
    Don't get around much anymore
    Though I'd visit the club
    Got as far as the door
    They'd have asked me about you
    Don't get around much anymore


     

    Arriscar a vida



    PIETRO

     

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    Sympathy for the Devil (Neptunes Remix) - The Rolling Stones

    Dorrit Harazim: Altos e baixos

     

    Dorrit Harazin - assinatura

     

    "Em comum entre a aplicação do coquetel da morte nos EUA e o recurso para salvar vidas de brasileiros necessitados de entubação, apenas os dois ingredientes cruciais que aliviam a agonia: sedativos e o bloqueador neuromuscular. Na ausência de uns ou outro, o suplício físico de quem vai morrer ou de quem espera viver é semelhante. A diferença maior está no estender dos braços para a injeção. A maioria dos condenados à morte teve tempo para amadurecer seu medo, pois passou em média mais de 10 anos em cela solitária. O infectado em estado grave pela Covid-19 não teve nenhum preparo para se conciliar com o medo de não mais acordar."

     

    mais na coluna de DORRIT HARAZIM

    Lockdown de 10 dias no Rio de Janeiro



    AMORIM

     

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    Signatários de carta terão de ver em Lula o mais capaz de bater Bolsonaro

     Janio de Freitas

     

    "O noticiário exibiu e falou de um Bolsonaro apressado para dizer-se, na TV, sempre adepto e praticante das providências mencionadas na carta. Mentiu como nos melhores momentos do seu cinismo.

    Bolsonaro tinha mais do que pressa, aliás. Tinha pânico desde que soube da carta. Ao Congresso chegaram informações sobre seu estado, e isso se refletiu no passo vindouro: a reunião para constituir-se um pretenso comitê dos Três Poderes contra a pandemia. Não adiantou que só se selecionassem simpatias para o encontro: não deu para disfarçar o fracasso. Mas deu para comprovar o grau de desorientação vigente."

     LEIA COLUNA DE JANIO DE FREITAS

    Signatários de carta terão de ver em Lula o mais capaz de bater Bolsonaro. Por Janio de Freitas | Combate Racismo Ambiental

    PASQUIM HÁ 50 ANOS

     

    Ao sair da prisão, FORTUNA também retomou o seu espaço no Pasquim, danto continuidade aos seus personagens Madame e seu Bicho Muito Louco. 


    Aliás, com uma das melhores sequencias dessa série em quadrinhos. 



    Quatro capas

     

    Quatro capas com flor de lis.




    OCTAVIO ARAGÃO


    Ibirapuera


     

    300 000


        VITOR TEIXEIRA

     

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    Bill Evans "Peace Piece"

    Em Brasília, quando governo não quer resolver problema, cria-se comissão

     

    KENNEDY ALENCAR

    Em Brasília, quando o Executivo não quer resolver um problema, cria-se uma comissão lotada de gente para tratar do assunto. O comitê de autoridades anunciado por Bolsonaro após reunião no Palácio da Alvorada é um exemplo típico dessa tradição candanga.

    Parece piada o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), falar em "supervisão do presidente da República" para combater a pandemia de coronavírus.

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    Tales Faria

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    Thaís Oyama

    Doria frustra o grande sonho de Bolsonaro: anunciar a "vacina brasileira"

    A supervisão de Jair Bolsonaro é a responsável pelo agravamento da tragédia no país. Mais gente adoeceu e morreu devido à política sanitária negligentemente assassina do atual governo. O genocida apostou o tempo todo numa imunidade de rebanho terraplanista, dizendo que todo mundo pegaria o coronavírus e que não podia fazer nada, não era coveiro etc.

    O Brasil não tem governo. Tem a turma mais despreparada da nossa História em posições de comando.

    Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), encenaram hoje a farsa do pacto de união nacional com Bolsonaro, aquele que joga na divisão e no obscurantismo o tempo todo. Pacheco, com trejeito de quem faz sustentação oral em tribunal, mencionou o pacto. Lira e Pacheco, que se acumpliciaram com Bolsonaro, pregaram a despolitização da pandemia. Os estadistas disseram ser a hora de desarmar os espíritos.

    Sério?

    Políticos falando em despolitizar a maior tragédia sanitária do país num momento em que o número de mortes é recorde?

    Desarmar os espíritos?

    É hora de armar os espíritos e cobrar de Bolsonaro a devida responsabilidade por ter conduzido o país a um desastre sanitário que assusta o planeta.

    Deliberadamente, Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. Todo criminoso precisa responder por seus atos perante a lei. É o que precisa acontecer com Bolsonaro.

    Lira está segurando uma pilha de pedidos de abertura de processo de impeachment. Pacheco se recusa a criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar os crimes de responsabilidade de Bolsonaro e seus auxiliares. Ambos se omitem e devem ser responsabilizados pela covardia institucional com que agem.

    É preciso muito óleo de peroba para falar em coordenação com governadores excluindo quase todos eles do encontro.

    Não se ouviu uma palavra sobre quando o país terá mais vacinas o mais rapidamente possível? Quando haverá medida para ajudar pequenos empreendedores? Que medicamentos estão sendo encomendados para o abastecimento hospitalar? O auxílio emergencial será estendido e elevado? Nada foi dito a respeito desses temas.

    Mas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), deu a grande notícia do dia. Todos ali concordaram que a prioridade é salvar vidas. Não se sabe se chegaram a um consenso sobre a água encanada ou se ainda há muita polêmica a respeito desse ponto.

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, se uniu à dupla de violinistas de Titanic do Congresso e falou em "esperança".

    Primeiro a discursar, Bolsonaro voltou a mencionar o tratamento precoce. E ainda tem gente achando que talvez o presidente possa mudar sua atitude.

    Do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, melhor não dizer nada. Ele é o próprio nada.

    Brasília viveu hoje uma cena típica de enrolação política. Houve uma reunião com um presidente genocida, um ministério de negacionistas, meia dúzia de governadores amigos e presidentes de Poder que não têm lealdade às instituições que comandam. Esse teatro do diálogo e união é uma ofensa a quem está adoecendo e morrendo por culpa de Bolsonaro e seus cúmplices. E hora de atos, não de palavras. É preciso pressão e cobrança, não união e harmonia.


    Bolsonaro é o escorpião que picará o Congresso-tartaruga que o carrega

     de Olga Curado


    Bolsonaro é o escorpião que picará o Congresso-tartaruga que o carrega

    O capitão junta autoridades em volta da mesa para escutar o que não quer ouvir e falar o que nega ter dito. O que é falado pelas autoridades: é preciso coordenar, com competência, planejamento e distribuição de insumos, de medicação, de vacinas; é preciso respeito à ciência, com máscaras, distanciamento e restrição de circulação. O que o capitão escuta: estamos bem!

    Escorpião é escorpião. E pica a tartaruga depois que atravessa o rio montado nas costas dela. Não foge à própria natureza.

    Bolsonaro faz de conta que muda para ficar tudo igual e tenta enrolar todo mundo no discurso negacionista, agora com o tom de quem aceita a vacina. Cria uma retórica meio envergonhada, mas que trai a si mesma quando fala ainda - e continua falando - em "tratamento precoce" e defende - pasme! - a vacinação.

    Mas a cerimônia do dia, de mais uma comissão instalada para organizar saídas para a tragédia, é uma sinalização de que nada está acontecendo. Senão vejamos: quem, sentado naquela mesa palaciana, tem poder para mudar a realidade da falta de vacinas? O capitão e o Araújo, o pseudo-diplomata que é o chefe do Itamaraty, e o novo-meio ministro Queiroga. Todos cumpridores de ordens do capitão.

    E o que prevalece é o que acredita o capitão reformado. Ele anuncia, sem ruborizar, sua convicção na importância da vacina.
    Mas diz que a situação hoje se deve a uma "nova doença".
    Vergonha alheia ao escutar o presidente do Senado, o Pacheco, endossando que há sim "uma nova doença", como disse o capitão, para justificar a rapidez de contágio e da pilha de mortos e a sobrecarga dos hospitais.

    Não contaram para o Pacheco e talvez não tenham contado para o presidente da Câmara, o Lira, que a disseminação desgovernada do vírus se dá exatamente porque o vírus ficou solto pela inépcia da gestão da pandemia. O vírus se transforma para se adaptar ao organismo que ataca, na medida em que se multiplica, e daí surgem as variantes. Daí o Brasil ter a pecha internacional de celeiro da covid-19.

    O capitão está muito assustado. Mas isso não quer dizer que lhe caiu a ficha sobre a catástrofe que provocou. Ainda está tentando colorir a realidade com as tintas da ignorância. De nada vale a Associação Médica Brasileira divulgar carta aberta - mais uma - condenando o uso de medicação prescrita pelo capitão-cientista. A natureza negacionista é mais forte, está no DNA do capitão. Ele quer, sim, o direito dos médicos de prescreverem o remédio, mesmo sem que haja comprovação científica do seu benefício.

    Agora temos diante de nós, os perplexos brasileiros, o destemor do capitão. Manda convite seletivo para o convescote, para anunciar um pacto nacional de enfrentamento da pandemia. Criou-se uma comissão. E todos sabemos qual o destino das comissões quando há uma crise. A função é acalmar os ânimos e enrolar as pessoas que estão cobrando providências imediatas.

    Não ficou claro, depois do convescote, a trilha das soluções. É mais uma torcida para que o capitão tenha mudado. É uma súplica feita em coro para que se mude o rumo. Não ficou claro, depois da reunião da comissão, que há providências que respondam à tragédia brasileira. Mais um exercício de propaganda para que a responsabilidade pelo caos seja socializada.

    Às cobranças simples faltam respostas.

    Na prática, o que o país está cobrando é: cronograma realista de vacinação com mais vacinas. O que o país está cobrando é coragem política para assumir decisões que contrariam o senso negacionista do capitão.

    O capitão não quer renunciar ao protagonismo, quer o palco, e sobre si todas as luzes. Embora, é preciso lembrar, tenha confessado publicamente estar castrado. Que seja isso um fato, assim a comissão-comitê fará sentido.

    Se o capitão-escorpião quiser se manter no lugar de prescrever tratamento precoce "off label" e ainda continuar de mãos dadas com o chanceler que bombardeia as pontes diplomáticas essenciais para que o Brasil obtenha vacinas, a tal comissão é perfumaria. E não cheira bem.

    E não é possível esquecer que, depois de atravessar o rio nas costas da tartaruga, o escorpião mata o bicho que o salvou.

    Vigilancia Sanitária



    LEZIO

     

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    The Doors - Love Street

    ^

     
    She lives on Love Street
    Lingers long on Love Street
    She has a house and garden
    I would like to see what happens
    She has robes and she has monkeys
    Lazy diamond studded flunkies

    domingo, março 28, 2021

    Folia de Reis


     

    Clifford Brown & Max Roach Quintet - George's Dilemma

    Carta aberta ao Ilmo. Sr. presidente Jair BolSSonaro

     




    ExcelentíSSimo!

    Volto a lhe escrever para comentar sobre a perseguição da imprensa, que continua a criticar suas declarações a respeito dos remédios que, do baixo de seu conhecimento, VoSSa Redundância continua a sugerir. Fazem parte desse kit covid a hidroxicloroquina, a cloroquina, a ivermectina, a azitromicina e a doxiciclina.

    A ciência continua a negar a eficácia desses medicamentos contra a Covid-19.

    A ciência? Ora, a ciência… Que valor tem ela diante da sua imperial ignorância?

    Quero lembrar, também, que os jornalistas se esquecem de reconhecer a eficácia desses remédios em relação a outras doenças.

    Aqui vai uma pequena lista de algumas moléstias que são curadas por esses medicamentos:

    ESPINHELA CAÍDA
    MAL DE SETE DIAS
    ANDAÇO
    COBREIRO
    DOR DE RESPONDE AQUI
    QUEBRANTO
    BUCHO VIRADO
    ZIPELA
    DOR DE VIADO
    GASTURA
    MAL DE SIMIOTO
    PÉ DESMENTIDO
    UMBIGO CAÍDO
    CHANHA
    MOLEIRA
    PANARIÇO

    E centenas de outras aflições. Não falo sem provas. Todas essas curas podem ser comprovadas no site da Titia Sobrinha. Titia Sobrinha pede pra avisar que, durante a pandemia, está benzendo via internet: tiasob.com.


    de Jô Soares.

    Malhaçao de Judas é antecipado



    FERNANDES

     

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    PASQUIM HÁ 50 ANOS

     

    Na semana em que saiu da prisão, junto com os colegas do Pasquim,
    Ziraldo criou um de seus desenhos mais memoraveis, um poster para as páginas centrais do jornal. 
    (E depois foi a capa do seu livro, Ziraldo n'O Pasquim)



    Autorretrato no Ibirapuera | Self-portait at Ibirapuera


     

    Dj Cassidy, Sister Sledge, Nile Rodgers & Earth Wind and Fire: WE ARE FAMILY

    Primeira vacina brasileira



    LATUFF

     

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    'Ninguém sonha em ser coveiro', diz engenheiro que virou sepultador

    Os coveiros Gabriel Dalmaso e Bruno de Lima, no Cemitério da Saudade - Anahi Martinho/UOL















    ""A gente tenta não ficar impressionado, mas tem uns casos que marcam. Teve um que me marcou muito no ano passado, era um menino de cinco anos que tinha morrido espancado pelo pai. O rosto dele estava todo machucado, cheio de hematoma. Aquele dia eu fiquei lembrando do rosto dele", conta."

    leia reportagem de ANAHI MURTINHO:

    'Ninguém sonha em ser coveiro', diz engenheiro que virou sepultador - 25/03/2021 - UOL Notícias

    sábado, março 27, 2021

    Quem deixou o chiqueirinho aberto?



    IOTTI

     

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    Ibirapuera


     


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