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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, janeiro 31, 2019

    The Ting Tings - Soul Killing

    It's soul killing
    That's what you need now

    Impedindo que lama chegue



    ALECRIM 

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    Os 500 dias de Raquel Dodge e o enterro da Lava Jato


     Raquel Dodge e Jair Bolsonaro Foto: Fotomontagem baseada em foto de Isac Nóbrega / Presidência


     " Quando o atual Congresso se despedir na semana que vem, a turma dos enrolados na Lava Jato poderia puxar uma salva de palmas para Raquel Dodge. Aliás, Michel Temer certamente homenageá-la-ia se lá estivesse. Os gestos seriam pouco para o que, em seus 500 dias à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge representou para a Lava Jato.

    A curva descendente em que a operação mergulhou da segunda metade de 2017 para cá não foi só culpa dela, claro: a habilidade de Temer e o Supremo Tribunal Federal (STF) ajudaram. Mas Dodge foi fundamental. As delações desapareceram, as prisões minguaram, a cooperação internacional implodiu e o relógio de alguns prazos passou a bater no ritmo do interesse de alguns tucanos e de um certo emedebista com assento no Planalto. "


    mais no artigo de Guilherme Amado​

    Os 500 dias de Raquel Dodge e o enterro da Lava Jato - Época

    quarta-feira, janeiro 30, 2019

    Vai sobrar alguma coisa?



    BRUM

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    Remembering The Beatles' Rooftop Gig, 50 Years Later, With Someone Who Was There :





    "It was a tense time for The Beatles, having just completed a 30-song double album (the self-titled "White Album") and then jumping into making a film with hardly a break. But as Ken Mansfield says in our conversation, the performance made everyone forget everything, if only for a while. "John [Lennon] looked over at Paul [McCartney] and Paul looked over at John — and I saw this look on their face it was like, 'This is us. It doesn't matter what's going down and all the problems and everything that's happening, this is who we are. We're mates. We've been together for so many years, we've been through things no body else has experienced. We are a good rock and roll band and that's what we are and that's what we're doing right now.' And you look at that performance, and man, they started having a good time, like a live show. John's throwing out these one-liners and they're just rocking out.""

    listen to the program>>

    Remembering The Beatles' Rooftop Gig, 50 Years Later, With Someone Who Was There : All Songs Considered : NPR

    A Maldade Não Tem Fim - Velha Guarda da Portela



    Tenho visto com esses olhos

    que a terra há de comer
    Coisas que a minha carne chega a tremer

    terça-feira, janeiro 29, 2019

    Operação bem sucedida


    CACINHO

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    Behold Moebius’ Many Psychedelic Illustrations of Jimi Hendrix










    "Moebius had illustrated album covers since the early seventies, mostly those of European artists. But his creations as a magazine and comics illustrator (and film scenarist) have the most enduring appeal for much the same reason as Hendrix’s music. They are both unparalleled masters and natural storytellers whose imagined worlds are so richly detailed and consistently surprising they have birthed entire genres. The two may have crossed paths too late to actually work together, but I like to think Moebius carried on the spirit of Hendrix in a visual form."


    see the gallery>>



    Behold Moebius' Many Psychedelic Illustrations of Jimi Hendrix | Open Culture








    Ministro de Meio Ambiente fala em 'excesso de demarcações' e é rebatido por indígena

    Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

    "“É uma política na qual as comunidades indígenas constroem um processo de gestão do território e a partir disso decidem seus projetos de futuro, defendem o que querem. É fazer a escuta dos povos e o estado ter a sensibilidade, a sensatez, de fazer essa escuta. É discutir essas politicas ambientais junto aos povos indígenas. Isso não passa por ideologia. É parte de construção de uma política séria para o país. O país é reconhecido pelo seu potencial ambiental. É preciso valorizar esses princípios.”"


    MAIS NA REPORTAGEM DE RUBENS VALENTE 

    Joana Dark | Videoclipe oficial | Ava Rocha | "Trança" (2018).

    Sou eu queimando na fogueira do pecado

    Problema nosso



    AROEIRA

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    Nova era para o baixo clero








     "É triste, mas a Lava Jato, até agora, não levou ao poder os honestos. Levou ao poder os malandros que eram insignificantes demais para serem pegos primeiro."

    leia coluna de CELSO ROCHA DE BARROS 

    EBC ordenou silêncio sobre ameaças a Jean Wyllys

    Deputado do PSOL abriu mão do mandato e vai deixar o país Foto: Reprodução / Youtube


    Funcionários afirmam que receberam comando para ignorar o caso

    leia mais>> 

    EBC ordenou silêncio sobre ameaças a Jean Wyllys - Época

    A vida?



    MIGUEL PAIVA

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    domingo, janeiro 27, 2019

    Ustracismo



    tacho

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    sábado, janeiro 26, 2019

    Brumadinho



    RIBS

    Ivana Bentes: Jean Wyllys não está desistindo, está sendo expulso do país por criminosos






    "Jean adora música e fala por música. Só lembrei de Raul Seixas, nesse momento: “Mamãe, não quero ser prefeito/ Pode ser que eu seja eleito/ E alguém pode querer me assassinar/Eu não preciso ler jornais/ Mentir sozinho eu sou capaz/ Não quero ir de encontro ao azar/ Papai não quero provar nada/ Eu já servi à Pátria amada/ E todo mundo cobra minha luz/ Oh, coitado, foi tão cedo/ Deus me livre, eu tenho medo/ Morrer dependurado numa cruz”"

    leia o artigo de Ivana Bentes:

    Ivana Bentes: Jean Wyllys não está desistindo, está sendo expulso do país por criminosos: Não tenho dúvida que serão as Marielles e os Jeans que vão derrotar os governos mafiosos. Com suas ideias!

    Exílio de Jean Wyllys mostra que democracia se tornou perigosa no Brasil






    ""Líderes políticos, sociais ou religiosos afirmam que não incitam a violência através de suas palavras. Porém, se não são suas mãos que seguram o revólver, é a sobreposição de seus argumentos e a escolha que fazem das palavras ao longo do tempo que distorce a visão de mundo de seus seguidores e torna o ato de atirar banal. Ou, melhor dizendo, "necessário". Suas ações e regras redefinem o que é aceitável, visão que depois será consumida e praticada por terceiros. Estes acreditarão estarem fazendo o certo, praticamente em uma missão divina.

    Os envolvidos nesses casos colocam em prática o que leem todos os dias na rede e absorvem em outras mídias: que seus adversários político e ideológico são a corja da sociedade e agem para corromper os valores, tornar a vida dos outros um inferno e a cidade, um lixo. Seres descartáveis, que nos ameaçam com sua existência, que não se encaixa nos padrões estabelecidos do "bem"."


    maIS na coluna de Leonardo Sakamoto​

    Dicionário Ilustrado: Mineiro



    MARIO TARCITANO

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    O governo sabe onde você está


    " A onda da semana nas redes é o desafio dos dez anos: publicar, simultaneamente, uma foto da pessoa hoje e em 2009. Houve o tempo em que nos seria permitido brincar com todos os memes e testes das redes sociais ingenuamente. Mas não depois de a Cambridge Analytica usar testes inocentes para mapear o perfil psicológico de eleitores e usar esses resultados para manipular eleições. Desde então, para cada jogo da internet é sempre obrigatório que nos perguntemos: a quem beneficiaria? 
    Reconhecimento facial funciona a partir de uma forma de inteligência artificial chamada aprendizado de máquina. Jogue muitos dados relacionados para um algoritmo, e o software aprende. Se alguém quisesse, por exemplo, desenvolver um programa para, recebendo retratos de uma pessoa jovem, reconhecê-la mais velha, precisaria justamente de uma grande coleção de fotos de pessoas jovens e, digamos, dez anos depois. Consultora da indústria digital, é esta a bola que Kate O’Neill levantou, terça-feira, na Wired. "

    MAIS NA COLUNA DA PEDRO DORIA

    minas não ha mais josé


    ALVES

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    O homem das casernas quer o seu contemporâneo de volta à autodefesa


    "É nas ruas, nas lojas, nos espaços e eventos públicos que a criminalidade assola o cidadão. Se deve praticar a autodefesa armada, a vítima precisaria fazê-lo, a bala, no lugar público onde é atacada. Como são incontáveis os ataques diários, havendo inúmeros casos sem registro policial, o que o governo militarizado espera é um tiroteio assombroso produzido pelas autodefesas. Seriam tiros o dia todo, todos os dias, em toda a cidade, qualquer que seja."

    LEIA COLUNA DE JANIO DE FREITAS

    Carmen Miranda - NA BATUCADA DA VIDA - Ary Barroso e Luiz Peixoto...



    Cresci olhando a vida sem malícia
    Quando um cabo de polícia despertou meu coração
    E como eu fui pra ele muito boa
    Me soltou na rua à toa, desprezada como um cão
    E hoje que eu sou mesmo da virada
    Que topo qualquer parada
    Que por Deus fui esquecida
    Irei cada vez mais me esmolambado
    Seguirei sempre cantando
    Na Batucada da vida

    Brazil’s new president fizzles in his overseas debut



    "Rafael Locks, a 30-year-old Brazilian technician living in the Swiss town of Lausanne, stood next to one gated area with his mother, who was wrapped in a Brazilian flag. He said he supported the “wave of change” that Bolsonaro would bring and cheered his pledges to be tough on gang violence and corruption.
    But even this die-hard supporter offered a note of caution. One of Bolsonaro’s sons, Flavio, a senator-elect, is now the subject of a series of damaging allegations over suspicious payments made to his driver as well as links to a deadly Rio de Janeiro hit squad. It’s a damning bit of news for a president who styled himself as an incorruptible crime-fighter.
    “If Bolsonaro doesn’t make his son pay, make him leave politics, he may lose credibility," Locks said. Elsewhere in Davos, that’s a commodity the Brazilian president still has yet to earn."

    sexta-feira, janeiro 25, 2019

    Odetta - Masters Of War (Dylan)



    Come you masters of war

    You that build all the guns
    You that build the death planes
    You that build all the bombs
    You that hide behind walls
    You that hide behind desks
    We just want you to know we can see through your masks

    Brumadinho



    GILMAR

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    O burro de Davos


    "Falando em um tom monocórdico de aluno recém alfabetizado, o burrito Jair repetia os nomes dos ministros Guedes, Moro e “Ernesto” como se aos olhos do mundo eles fossem fiadores da capacidade que Bolsonaro não tem. O entrevistador envergonhado termina o suplício da fala de Bolsonaro, e quem assistiu fica com saudade do Zé Carioca. O papagaio da Disney nos vendia por um preço melhor, com maior conhecimento e eloquência do que o burrito Jair. E ainda ouvíamos Aquarela do Brasil sem bater continência para bandeira norte-americana ..."

    mais no texto de FERNANDO HORTA


    Jean Wyllys



    AROEIRA

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    Charles Mingus - Goodbye Pork Pie Hat

    quinta-feira, janeiro 24, 2019

    Com medo de ameaças, Jean Wyllys, do PSOL, desiste de mandato e deixa o Brasil







    "A violência contra mim foi banalizada de tal maneira que Marilia Castro Neves, desembargadora do Rio de Janeiro, sugeriu a minha execução num grupo de magistrados no Facebook. Ela disse que era a favor de uma execução profilática, mas que eu não valeria a bala que me mataria e o pano que limparia a lambança.
    Na sequência, um dos magistrados falou que eu gostaria de ser executado de costas. E ela respondeu: "Não, porque a bala é fina".
    Veja a violência com homofobia dita por uma desembargadora do Rio de Janeiro. Como é que posso imaginar que vou estar seguro neste estado que eu represento, pelo qual me elegi?"

    Desmorona



    LAERTE

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    Ladysmith Black Mambazo : Angimboni Ofana Naye (Feat. The S.A.B.C. Choir)

    Índios denunciam invasão de terras indígenas no Maranhão

     


    "Quanto à terra Awá, a gente quer unir forças. Tanto com os Awá, que são recente contato, quer unir força com a etnia Ka’apor, e quer unir força com os outros parentes também para que a gente possa ajudar eles, os Awá, a fazer suas aldeias lá dentro da terra. Eles não fazem ainda por conta de ameaças, por conta de vários desmatamentos que estão sendo muito fortes dentro da terra Awá. A gente foi lá, passou quase um mês lá, e a gente não vê outra coisa a não ser pasto, criação de gado está muito forte. E eles estão jogando agora é veneno por cima da floresta para matar os matos e criar os capins. Fazer com que a pastagens aumente. Isso é bastante preocupante para nós.

    O que nos resta é unir as forças. Daqui para frente nós vamos fazer isso, unir as forças. Vamos unir força para que a gente possa ajudar a salvar os parentes Awá que não estão ainda contactados. Estão na mata. Estamos preocupados com o futuro das nossas vidas e das deles também"


    leia o depoimento do cacique Antonio Guajajara
    e ouça o depoimento do líder indígena Itakaiô 

    Índios denunciam invasão de terras indígenas no Maranhão

    foto sebatião salgado

    Guerra cultural faz censores buscarem meandros legais para impor cartilha


    Como protesto, atriz realiza performance censurada pelo governo Wilson Witzel na calçada da Casa França-Brasil, no Rio, na última segunda (14)



    "Em vez de um veto oficial a obras de arte, com uma estrutura estatal e funcionários dedicados a isso, a ferramenta é apelar à lei ou a qualquer tipo de norma para impedir obras de serem encenadas, expostas ou exibidas de qualquer modo ao público.

    A ideia da “lawfare”, que costuma ser mais empregada na política internacional, é usar as leis contra um inimigo. Para calá-lo, por exemplo. Essa prática não estaria interessada na realização da justiça, mas em fazer um uso abusivo do sistema legal para levar uma agenda adiante.

    No campo da liberdade de expressão, deveria preocupar a sociedade o fato de a guerra cultural dar sinais de que pode instrumentalizar o próprio direito —sem dúvida, esta é uma das tendências para se acompanhar com atenção neste ano."

    LEIA O ARTIGO D MAURICIO MEIRELES 

    quarta-feira, janeiro 23, 2019

    The Bombers - Exodus

    A burro davos não se olha os dentes


    ORLANDO

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    terça-feira, janeiro 22, 2019

    35 Funniest Memes That Mock The ‘10 Year Challenge’


    Funny-10-Year-Challenge-Memes


    "It appears that the #10YearChallenge didn't just inspire people to share hilarious throwbacks of themselves but inspired some equally, if not funnier, memes. Sure our faces might have changed but maybe your wallet didn't experience the same glow-up. Bored Panda has gathered some of the best #10YearChallenge memes and even if you didn't participate in the 2009 v.s 2019 fun, you can still appreciate these internet gems."

    35 Funniest Memes That Mock The ‘10 Year Challenge’ | Bored Panda

    This Engineer Is An Actual Wall Expert And She Just Destroyed Trump’s Wall Proposal In One Post |





    "In a detailed Facebook post gone viral, Patrick laid out from an engineering perspective why the wall is “a disaster of numerous types waiting to happen.” No matter what side of the aisle you fall on, you can’t help but realize that if anyone knows what they are talking about on this issue she’s that person. Scroll down below to read each one of Patrick’s concerns from architectural to ecological, as well as people’s responses."

    read more.> 

    This Engineer Is An Actual Wall Expert And She Just Destroyed Trump’s Wall Proposal In One Post | Bored Panda

    Coletiva em davos



    BRUNO AZIZ

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    Rufus Wainwright & Kate McGarrigle / Lowlands Away

    She made no sound, no word she said.
    Lowlands, lowlands away me John.
    And then i knew my love was dead.
    Lowlands away.
     
    Then i awoke to hear the cry.
    Lowlands, Lowlands away me John.
    Oh watch on deck.
    Oh watch, ahoy.
    Lowlands away.

    Deputado quer legalizar milícias no Rio


    março de 2007:

    "Filho do ultraconservador deputado federal Jair Bolsonaro (PP), que já foi visto passeando com uma camisa com os dizeres "Direitos Humanos, a excrescência da vagabundagem", o parlamentar tem sido uma voz dissonante na comissão da Alerj.
    Na defesa de suas idéias, termina quase sempre como voto vencido. No primeiro mês de seu segundo mandato na Assembléia - foi reeleito com 43.099 votos - Bolsonaro já votou contra a instalação da CPI das milícias e, inclusive, planeja apresentar um projeto regulamentando a atividades das "polícias mineiras"."

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    Deputado quer legalizar milícias no Rio

    O desafio de um ano


    DUKE

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    “Despetização” de Onyx tem só 1% de petistas





    "Em uma semana, governo Bolsonaro exonera 293 de cargos de confiança para eliminar quem "tem marca ideológica clara”, mas só 35 são filiados a partidos, dos quais três, ao PT

    Passados mais de dois anos desde que Dilma deixou o poder, a “ideologia” predominante entre os exonerados é, com larga vantagem, a dos funcionários sem partido, seguida pelos emedebistas ligados a Temer. "

    leia reportagem de Allan de Abreu​ e Marcela Soares

    “Despetização” de Onyx tem só 1% de petistas

    Jair e Eduardo Bolsonaro processam Revista Fórum


     

    "“Na verdade essa é a forma que a família Bolsonaro encontrou para nos ameaçar e tentar nos intimidar, mas já aviso que isso não nos fará mudar em nada nossa linha editorial. Bolsonaro e seus filhos têm que explicar o esquema Queiroz e o enriquecimento com compra e venda de imóveis. A Fórum não tem nada que explicar. Temos é que continuar fazendo jornalismo. E é o que faremos”, afirma Renato Rovai, editor da Fórum"

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    Jair e Eduardo Bolsonaro processam Revista Fórum

    O DIA EM QUE FELLINI CHEGOU


    nelson hoineff


    Lembro-me que foi numa segunda-feira de 1963. Naquela época, os filmes entravam em cartaz às segundas-feiras e meus pais me levaram naquela noite para o primeiro dia de exibição de um filme chamado Oito e Meio. Foi no cinema Riviera, em Copacabana, que mais tarde se transformaria em Cinema II, e anos depois morreria como a boate gay Le Boy.
    Eu tinha recém-concluído os estudos para o Bar Mitzva, e ainda no lobby do cinema encontrei o rabino Henrique Lemle, da ARI. O Dr. Lemle, além de me educar para a passagem à vida adulta, era um dos maiores sábios de seu tempo. Eu ia apenas ver um filme cujo título era um numero, mas aquele encontro era um pressago muito bom.
    Não vou cansá-los detalhando o que se passou na sequencia, mas eis o que aconteceu: eu entrei no cinema como um garoto de 14 anos, e saí duas horas e meia depois como um garoto completamente diferente. Passei a noite em claro, tudo o que tinha visto revirando ante meus olhos. Não sabia muito bem do que se tratava, mas era muito claro que aquelas imagens todas estavam falando comigo. Muito mais do que qualquer outra imagem havia feito até então. Estavamos os dois, aquelas imagens e eu, dialogando sozinhos, longe daquele insensato mundo, com tanta intensidade, tanta verdade que, seja lá o que estivesse acontecendo, eu acabara de descobrir o meu lugar.
    No dia seguinte, peguei um dinheirinho com minha mãe e voltei ao Riviera para a primeira sessão da terça-feira. Foi o início de um longo processo de descobertas. Lá atrás, entendi que o diálogo com um filme não se resume em desvendar o início, meio e fim que ele contem; nem em decorar sua ficha técnica. Entendi que o diálogo com um filme pode ser (e normalmente é) mil vezes mais intenso, enriquecedor e honesto que com qualquer ser humano. E que a natureza dinâmica deste processo não tem fim. Até agora, devo ter revisto aquele filme com nome de número umas 70 ou 80 vezes. E nunca ví o mesmo filme. Nem por uma única vez. A cada vez ví um filme diferente. Não porque ele se remontasse dentro das latas ou dos computadores – mas porque, pacientemente, esperava que eu me remontasse, ampliando meu proprio repertório para ser capaz de recebe-lo.
    Sou indigno de servir de referencia para quem quer que seja, mas gostaria de deixar claro para os tres ou quatro que possam ter algum interesse nisso, que Oito e Meio construiu, frame a frame, a natureza do que me transformei – se há algo de minimamente digno no que me transformei. Se sou a criatura, Oito e Meio é o criador, e receio que nem mesmo Fellini e Rota, que o criaram, tenham mais alguma ingerência sobre isso. certamente para o desconsolo de ambos..
    Não sei a ordem em que acompanhei Fellini, embora eu me lembre de, bem mais tarde, estar contando as horas para o lançamento de Julieta dos Espíritos em outro cinema extinto da cidade, o Ricamar, hoje Sala Baden Powell. O fato é que quase todos acrescentaram – e continuam acrescentando – vetores essenciais na minha formação. O que eu quero, insisto, não é falar sobre mim, que não mereço ou sequer almejo um minuto da atenção de quem me lê, mas atestar (e atestar eu posso, ah isso eu posso, ora se posso!) que o cinema pode às vezes burlar as expectativas sobre a logica da formação dos seres humanos.
    Em reconhecimento ao que sei ser a contribuição de Fellini ao Nelson em que me transformei, passei a festejar seu aniversário junto a muitos amigos queridos. Faço isso há 45 anos e, como se vê, não interrompi nem com sua morte, 25 nos atrás.
    - Padre, eu não sou feliz
    - E quem te disse que você veio ao mundo para ser feliz?
    Todas as respostas estão alí. Puxe bem pela memória, amigo querido. Com quantas pessoas você é capaz de conversar sobre a vida? Tenho tempo para esperar.
    Às vezes penso no que teria acontecido se naquela segunda-feira de 1963 meus pais me tivessem levado para outro filme, ou não tivessem me levado para cinema algum. Quem seriamos nós se nossos pais nunca tivessem se encontrado?
    Essa noite, Fellini faria 99 anos; e o que me parece incompreensível é o quanto ele ainda tem a me ensinar. Nunca poderei ser grato o suficiente pelo que este cineasta já fez por mim, nem entender adequadamente o Frankenstein que ele criou. Este momento, enquanto arrumo os vinhos e queijos para meus convidados, ouço Katyna Ranieri cantando Rota e é como se tudo desfilasse em um minuto. Toda a minha vida alí está, como na roda final de Oito e Meio. Sei que os jovens, ungidos pela imortalidade, não suspeitam, mas tudo sim está na roda. Estão todos alí. A vida tem começo, meio e fim, ora se tem.
    Estão todos alí. Mudamos as posições e la nave va.

    Controversy - luluc

    They lived according to some constantly changing creed of noisy controversy

    Chororô


    JBOSCO

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    segunda-feira, janeiro 21, 2019

    Spoiler



    BRUM

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    Xadrez do fim do governo Bolsonaro



    "A certeza, é que o governo Bolsonaro acabou. Dificilmente escapará de um processo de impeachment. A incógnita é o que virá, após ele.
    Nossa hipótese parte das seguintes peças.
    Peça 1 – a dinâmica dos escândalos políticos
    Peça 2 – a Operação Quarto Elemento
    Peça 3 – o histórico dos Bolsonaro com as milícias"


    leia a análise de Luis Nassif​

    Xadrez do fim do governo Bolsonaro, por Luis Nassif | GGN

    Johann Sebastian Bach: Cantata BWV 199 - Magdalena Kožená, John Eliot Ga...

    Não deu nem pra largada



    CUSTODIO

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    Festival de patacoadas começa a incomodar – Marcelo Auler


     

    "A atriz global Regina Duarte não é a primeira – e, tampouco será a última – reacionária a pular fora da canoa furada do governo que aí está. O festival de incompetências, boçalidades e trapaças que tem assustado o País, nestas três primeiras semanas do ano, começou a corroer o prestígio do folclórico Jair Bolsonaro.

    Na FIESP – a catedral da elite brasileira – alguns de seus membros notórios, a portas fechadas, reclamam das “maluquices do capitão”. O mesmo acontece na FIRJAN – a sucursal carioca da federação dos sindicatos empresariais que apostaram pesado no empoderamento da extrema direita na condução do Brasil.

    Ao contrário da “ex-namoradinha do Brasil”, esses “impolutos cidadãos” preferem fazer suas críticas ao governo longe dos holofotes e dos microfones. Por ora, estão se articulando nos bastidores. Assim têm conseguido reverter algumas decisões que, se fossem implementadas como desejava o novo governo, teriam produzido desastres irreparáveis na vida das empresas.

    O vai-e-vem da saída do Brasil do “Acordo de Paris” é uma dessas calamidades interrompidas a tempo de causarem prejuízos monumentais. Voluntarioso ao extremo, Bolsonaro e sua turma não têm paciência para fazer contas ou mesmo para se aprofundar no estudo das questões cruciais para a Nação."


    mais no artigo de Arnaldo Cesar

    Festival de patacoadas começa a incomodar – Marcelo Auler: O que está acontecendo na Inglaterra e nos Estados Unidos tem servido de sinal de alerta para aqueles que batiam palmas e brindavam com champanhe a chegada do candidato da extrema direita ao Palácio do Planalto

    Terra e Povo Uru-Eu-Wau-Wau sob ataque. Indígenas, ameaçados, mostram áreas desmatadas e uma grande picada na floresta




    “Espero que os órgãos possam ajudar nessa hora. Eu preciso da ajuda da PF, da Funai, do Ibama, do ICMBio. Tem de ser o mais rápido possível, é muita gente demais.”

    leia mais

    domingo, janeiro 20, 2019

    Tio Fux



    AROEIRA

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    Dorrit Harazim: Não estava tudo dominado


     


    "Fosse o episódio de menor relevância, seria o caso de perguntar o que andam fumando os advogados de Flávio Bolsonaro — junto ou em separado do cliente. O pedido de suspensão pelo STF da investigação sobre movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, o encrencado ex-assessor do então deputado estadual e hoje senador, mais parece fruto de uma bad trip do que uma estratégia de defesa de causídicos para o filho 01 do presidente da República. Ficou escancarado que tem uma nau à deriva.

    Chama atenção no jabuti entregue a Fux, além do súbito apreço pela figura do foro privilegiado, que ainda em 2017 o hoje presidente Jair Bolsonaro tachava de “privilégio porcaria”, o pedido de “ilegalidade das provas e de todas as diligências de investigação determinadas a partir dela”. Como assim? Zerar tudo? Mas tudo o quê? A perplexidade faz voar alto a imaginação."


    mais no artigo de Dorrit Harazim​

    Dorrit Harazim: Não estava tudo dominado - Fundação Astrojildo Pereira

    Tem laranja no liquidificador


     " A revelação joga no liquidificador tudo o que os Bolsonaro já disseram sobre o escândalo. Na ausência de um mordomo, o presidente tentou jogar a culpa no motorista. Agora ficou difícil separar os saques do funcionário dos depósitos na conta de Flávio. O Planalto alega que o rolo do primeiro-filho não seria problema do governo. O discurso poderia colar se Queiroz não fosse tão próximo do presidente e não tivesse assinado um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro."
    meia a coluna de Bernardo Mello Franco​

    Democracia Política e novo Reformismo: Bernardo Mello Franco: Tem laranja no liquidificador

    Filho de Fux processa chargista por crítica a Bolsonaro e Netanyahu

    Bolsonaro e Netanyahu na charge de Aroeira


    "O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do STF Luiz Fux, pediu nesta terça a abertura de um processo criminal contra o chargista Aroeira. O motivo é uma charge crítica ao presidente Jair Bolsonaro e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu."

    leia mais/

    Filho de Fux processa chargista por crítica a Bolsonaro e Netanyahu | Bernardo Mello Franco - O Globo

    YUKA



    GILMAR

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    Minha Alma ( A Paz Que Eu Não Quero ) - O Rappa (IN MEMORIAM YUKA)

    vÀs vezes eu falo com a vida
    Às vezes é ela quem diz
    Qual a paz que eu não quero conservar
    Pra tentar ser feliz?

    sábado, janeiro 19, 2019

    Patria Armada, Brasil



    J. BOSCO

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    Enfim, a “diferença” dos Bolsonaros a Lula e aos ex-presidentes



     

    "Já se mostrou que, ao tentar interferir em uma investigação criminal, seja lá por qual motivo for, os Bolsonaros conseguiram, em apenas 15 dias de governo, derrubar o discurso de que vieram para combater toda e qualquer corrupção e para por um fim na velha impunidade. Foi por águas abaixo também a promessa de fazer valer a lei para todos. Prejuízo esse já contabilizado.

    Mais grave, entretanto, é que, através do primogênito do clã, deram demonstração prática de uma grande diferença para com os políticos – por eles sempre criticados, ainda que com ênfase diferente – que passaram pela Presidência da República nos últimos anos. Entre eles, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, o próprio Michel Temer e, notadamente, aquele que elegeram como seu maior inimigo, o petista Luiz Inácio Lula da Silva. São, na visão dos bolsomitos, políticos tradicionais que o novo governo enterraria de vez.

    Todos esses quatro ex-presidentes, porém, como citou a Folha de S.Paulo na tarde de sexta feira (18/01) em Relembre as investigações envolvendo filhos de presidentes da República, viram seus filhos acusados de irregularidades sofrerem pesadas investigações. O que a Folha não realçou é que nenhum dos quatro, contudo, pelo menos publicamente, recorreu ao subterfúgio de tentar paralisar o trabalho dos investigadores. Tal como Flávio Bolsonaro fez agora."

    mais no artigo de MARCELO AULER


    Enfim, a “diferença” dos Bolsonaros a Lula e aos ex-presidentes – Marcelo Auler

    Todo Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro - IN MEMORIAM YUKA



    É mole de ver
    Que em qualquer dura
    O tempo passa mais lento pro negão
    Quem segurava com força a chibata
    Agora usa farda
    Engatilha a macaca
    Escolhe sempre o primeiro
    Negro pra passar na revista
    Pra passar na revista
    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

    A triste despedida de Marcelo Yuka da realidade brasileira



     Marcio Nunes/Divulgação


    "É triste a partida de Marcelo Yuka neste momento da história do Brasil. Embora sempre associado ao grupo O Rappa e ao incidente que o deixou preso a uma cadeira de rodas pelo resto da vida, o compositor e baterista, que morreu nesta sexta-feira (18), reconstruiu sua vida para além deste trecho de sua biografia. Foram sete anos com a banda e 18 depois de sua saída. E uma de suas maiores frustrações era ver a ascensão do fascismo à rotina de nosso país, normalizando a violência e tirando o ódio do armário dos brasileiros.

    Yuka era um ativista da arte e sabia da importância da política nos pequenos atos do dia a dia. Pertencia a uma geração disposta a contar a história das ruas em canções que vão para os rádios, como a Nação Zumbi de Chico Science e os Racionais MC's de Mano Brown. Juntos, os três delimitaram um território musical no imaginário musical brasileiro que via o levante cultural de uma nova periferia como o começo de um rascunho de um novo país."


    leia o obit de Alexandre Matias​

    A triste despedida de Marcelo Yuka da realidade brasileira  - 19/01/2019 - UOL Entretenimento

    sexta-feira, janeiro 18, 2019

    Enquanto isso, naquele hospital em São Paulo...



    MOR

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    Enquanto isso, naquele hospital em São Paulo....



    BRUNO AZIZ

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    Books - Paul Weller

    What is this book
    That swells with fables
    On oceans of ages
    Of changing truths?
    What is this book?

    Honestidade relativa


    RICARDO COIMBRA

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    Não foi delírio, foi ensaio


    O que assistimos bestificados, nessa primeira semana de janeiro, como se a virada do ano tivesse nos levado a outro país, não foi ao início de um novo governo, mas à implantação de um novo regime político, de traço teocrático-militar-fundamentalista e nitidamente ultraliberal na economia. É preciso entender sua natureza e não apostar que terá vida curta.

    É ilusão também acreditar que os absurdos da semana inaugural foram apenas expressões de regozijo e júbilo, temperados pelo revanchismo, na chegada ao poder. O presidente Bolsonaro tomou posse e prosseguiu brandindo a retórica de guerra ao “inimigo interno”, especialmente PT, esquerda, jornalistas e veículos de comunicação (exceto as duas TVs amigas). Ao contrário do que alguns esperam, ele não vai descer do palanque nem abrandar o discurso, pois isso é próprio da natureza do regime e faz parte de sua estratégia. 

    Engolimos com naturalidade a proclamação de inverdades, como a de que ele veio libertar o país do socialismo que nunca passou por aqui, ou a de que foi esfaqueado por “inimigos da pátria”, apesar da conclusão da PF, de que foi obra solitária de um desequilibrado. E tome tuitadas contra ONGs, índios e destruidores da família e dos bons costumes, com ministros da tropa ideológica fazendo coro. Quando se aventurou a falar sobre ações de governo, Bolsonaro explicitou seu despreparo, trombando com a própria equipe: confirmou um falso aumento de imposto, falou em idades mínimas de aposentadoria que desacreditam a reforma pretendida e questionou a fusão Embraer-Boeing, que os privatistas de Paulo Guedes aplaudem. 

    A semana inaugural não foi um happening de chegada, foi ensaio do que virá. A cruzada contra a esquerda, a imprensa, a ideologia de gênero, o marxismo cultural, a doutrinação e erotização das crianças, entre outras assombrações, vai continuar, enquanto as alas operacionais do governo (militares, Guedes e Moro) fazem seu trabalho. É preciso fidelizar os 39,2% de eleitores que elegeram Bolsonaro (em votos válidos), e danem-se os outros 60,8% que não votaram nele, votando em branco, nulo ou não comparecendo.

    As abobrinhas ideológicas entretem, deixando em segundo plano o desmonte de tudo o que significou avanços sociais e civilizatórios. E não estou falando de governos petistas, mas do pacto firmado na Constituição de 1988. Rompido para que o PT fosse tirado do governo, levou à eleição de Bolsonaro. Por tudo isso, ele não vai descer do palanque.

    SILVIO CALDAS - Á Deusa da Minha Rua

    Ela é tão rica e eu tão pobre
    Eu sou plebeu
    Ela é nobre
    Não vale a pena sonhar

    quinta-feira, janeiro 17, 2019

    O melhor da Marcha da História 2018


    "Empenhado em registrar os grandes momentos da história humana e também brasileira, o departamento de documentação da REPÚBLICA DOS BANANAS publicou 8.347 fotos em 2018 com 8.257 legendas. No entanto, segundo a margem de erro, podem ter sido 10.345 fotos com 3. 219 legendas. Não importa. O que importa é que selecionamos o melhor da MARCHA DA HISTÓRIA em 2018 para seu prazer e divertimento. Som na caixa, Caçulinha."




    O melhor da Marcha da História 2018 - Republica dos Bananas O melhor da Marcha da História em 2018


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