Jon Batiste Performing Blackbird
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Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.
"At one point, Rogan asked Musk what it was like to have purchased Twitter, “and then people call you a Nazi on that same thing you bought?”
Musk seemed to respond with puns. “I did not see it coming,” he said, seemingly pronouncing the word “Nazi” in the middle of the sentence, a joke he has also made in writing. “It’s classic,” he said.
“People will Goebbels anything down,” he said, seeming to pronounce the last name of Joseph Goebbels, the Nazi politician, instead of the word “gobble.”"
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Social security & sex robots: Elon Musk veers off script with Joe Rogan
"Speculation about just how damaging smartphones and screen time are to the developing brain has been common for a while. But it might take this script written by Thorne and Graham, together with such a convincing portrayal of contemporary police officers, teachers, teenagers and parents, to allow the public to truly recognise the dangers threatening to overtake society."
red article by Vanessa Thorpe
"The “Severance” rabbit hole online is deep, with fans sharing theories about the meaning of the notes used for elevator dings, the true nature of the Lumon Industries office (is it actually a hospital?) and other arcana. Would any of them pay off in the Season 2 finale?
Yes, as it turned out.
Other significant lingering questions will require fans’ patience: "
"Let us pause here for a moment to underscore a point. This Signal message shows that the U.S. secretary of defense texted a group that included a phone number unknown to him—Goldberg’s cellphone—at 11:44 a.m. This was 31 minutes before the first U.S. warplanes launched, and two hours and one minute before the beginning of a period in which a primary target, the Houthi “Target Terrorist,” was expected to be killed by these American aircraft. If this text had been received by someone hostile to American interests—or someone merely indiscreet, and with access to social media—the Houthis would have had time to prepare for what was meant to be a surprise attack on their strongholds. The consequences for American pilots could have been catastrophic."
By Jeffrey Goldberg and Shane Harris
Here Are the Attack Plans That Trump’s Advisers Shared on Signal - The Atlantic
Dorrit Harazim
Estreia no Brasil o filme “Sem chão” (“No other land”, em inglês), ganhador do Oscar
de Melhor Documentário, concedido pela Academia de Artes e Ciências
Cinematográficas de Hollywood. Ao contrário do que ocorreu no Brasil com
“Ainda estou aqui” , ou na Letônia com a premiação de “Flow”, não houve
estado de graça nem festança nacional pela conquista da estatueta. Nem
poderia. Obra de um inédito coletivo de quatro diretores (dois
israelenses, Yuval Abraham e Rachel Szor, e dois palestinos, Basel Adra e
Hamdan Ballal), “Sem chão” enfrenta dificuldades de exibição até mesmo
em seus países de origem. Em Israel,
berço dos diretores israelenses, o ministro da Cultura e dos Esportes,
Miki Zohar, instruiu entidades nacionais a não divulgar a obra que, no
seu entender, “calunia Israel no cenário global”. Na Cisjordânia palestina,
onde nasceram e vivem os outros dois diretores, nada há para celebrar. A
Palestina não existe como Estado independente, continua sob ocupação. É
essa ferida aberta que o documentário estatela à nossa frente, com
cenas reais filmadas ao longo de cinco anos, muitas vezes com apenas a
câmera de um celular. Quem assistir não conseguirá desver.
O filme foca no viver e morrer dos moradores de Masafer Yatta, aglomerado de 19 vilarejos da Cisjordânia cuja subsistência depende do pastoreio e da agricultura familiar. Em 1980, do nada, o ministério da Defesa de Israel declarou parte da região “zona de tiro” das Forças Armadas e ali passou a executar uma série de operações de treinamento para afugentar famílias e rebanhos. Foi apenas o início. Desde criança, o hoje ativista e codiretor de “Sem chão” Adra, de 28 anos, formado em Direito, vivencia a crescente tentativa de asfixia do morar palestino na região. Até que um dia pegou sua câmera e começou a registrar o sistemático desmonte de humanidade ao seu redor. “Comecei a filmar quando nossa gente começou a acabar”, diz ele.
Em 2019, conheceu o jornalista investigativo israelense Abraham, do site progressista +972, que costumava cobrir protestos de palestinos na Cisjordânia. Abraham tinha fluência em árabe, era dois anos mais velho que Adra e passou a frequentar quase semanalmente a região, considerada a mais opressiva dos territórios ocupados. Desse encontro entre a diretora de fotografia Szor e o palestino Ballal nasceu o dolorido documentário.
Ele é cru, irregular na forma e no conteúdo, editado aos solavancos e entrecortado por diálogos de poucas palavras que dizem montes. Uma das cenas mais chocantes mostra um ancião palestino que protestava contra o confisco de seu gerador sendo baleado no peito, à queima-roupa, por forças de segurança israelenses. Ficou tetraplégico e sem casa. Terminou seus dias morando com a família numa caverna, mas na sua terra — sair daquele chão, jamais. Por vezes são as crueldades pequenas que congelam a alma: a destruição parcial, e inteiramente gratuita, de uma linha de transmissão erguida a duras penas; o despejo de cimento num poço d’água, igualmente gratuito; o incêndio do único carro existente para o transporte de aldeões; o uso de uma escavadeira para arrasar o playground local; a demolição de uma escola, de um galinheiro; a proibição de acesso às oliveiras em tempos de colheita. É o estrangulamento da vida palestina à luz do dia, executada tanto pelas Forças Armadas como por colonos israelenses cada vez mais militarizados.
Adra considera “Sem chão” uma ferramenta, não um fim em si — ferramenta para mostrar ao mundo o cotidiano na Cisjordânia. “Rejeito o discurso de que se trata de ‘um conflito’, de que há dois lados a considerar. Neste caso, existe apenas um lado responsável por controle, opressão, ocupação e apartheid”, declarou ao jornal israelense Haaretz. Abraham, residente em Jerusalém, também faz ouvir sua voz: “Moramos a pouco mais de meia hora de distância um do outro, mas tenho direitos que ele não tem. Posso circular livremente por onde quiser. Adra, como milhões de palestinos, está trancado na Cisjordânia. Essa desigualdade, essa situação de apartheid entre nós tem de acabar”.
Nos Estados Unidos de Donald Trump, “Sem chão” ainda não encontrou um distribuidor de porte, mesmo depois da conquista do Oscar. Na Alemanha, onde Abraham foi chamado de antissemita por um integrante do governo, também não. Em Israel, uma carta aberta assinada por mais de cem cineastas manifestou apoio à exibição do filme. “Vivemos tempos perigosos que refletem a deterioração da liberdade de criação em Israel”, diz o manifesto. E acrescenta: “Quer você concorde ou não com os artistas, ‘Sem chão’ é uma contribuição vital para o debate público (...). Esperamos que os israelenses assistam e o julguem de forma independente”.
Se, em algum remoto dia, a distância entre Basel Adra e Yuval Abraham se tornar transponível, o documentário terá recebido muito mais que um Oscar e seus outros 38 prêmios internacionais.
GLOBO
ilustração MARCELO
JEFFREY ST. CLAIR>
+ Here’s the declaration of immigration attorney Linette Tobin on the arrest and deportation to El Salvador of her client Jerce Reyes Barrios, a professional soccer player and dissident from Venezuela who was seeking asylum in the US as a political refugee.
1. I am the immigration attorney for Jerce Reyes Barrios, born in [sic] January 16, 1989 in Venezuela.
2. In February and March 2024, Mr Reyes Barrios marched in two demonstrations in Venezuela, protesting the authoritarian rule of Maduro. At the second demonstration, he was detained and taken to a clandestine building where he was tortured (electric shocks and suffocation) along with other demonstrators.
3. Shortly after his release, he fled Venezuela for the United States. He registered with CBP One in Mexico, then presented himself to CBP officials on the day of his appointment. He was taken into custody and detained at Otay Mesa Detention Facility in September 2024.
4. We applied for asylum, withdrawal of removal, and CAT protection in December 2024. His final individual hearing is set for April 17, 2025, before Judge Robinson at the Otay Mesa immigration court.
5. On March 15, 2025, Mr. Reyes Barrios was deported to El Salvador with no notice to counsel or family. It was not until March 18, 2025, that counsel was able to reach an ICE official and learn that he had, in fact, been deported.
6. Mr. Reyes Barrio was/is a professional soccer player in Venezuela. He has never been arrested or charged with a crime. He has a steady employment record as a soccer player, as well as a soccer coach for children and youth.
7. Initially, Mr Barrios was placed in maximum security at Otay Mesa and accused of being a Tren de Aragua gang member. The accusation is based on two things. First, he has a tattoo on his arm of a crown sitting atop a soccer ball with a rosary and the word “Dios.” DHS alleges that this tattoo is proof of gang membership. In reality, he chose the tattoo because it is similar to the logo for his favorite soccer team, Real Madrid. See the logo below.
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8. Second, DHS reviewed his social media posts and found a photo of Mr. Reyes Barrios making a hand gesture that they allege is proof of gang membership. In fact, the gesture is a common one: It means “I Love You” in sign language and is commonly used as a Rock-and-Roll symbol.
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9. After submitting a police clearance from Venezuela indicating no criminal record, multiple employment letters, a declaration from the tattoo artist who rendered the tattoo, and various online images showing similar soccer ball/crown tattoos and explaining the meaning of the hand gestures, Mr Reyes Barrios was transferred out of maximum security.
10. Nevertheless, on March 10th or 11th, he was transferred from Otay Mesa to Texas without notice. Then, on March 15, 2025, he was deported to El Salvador. Counsel and family have lost all contact with him and have no information regarding his whereabouts or condition.
CRISTIANO BOTAFOGO
No dia 8/1/23, estávamos almoçando em Brasília quando começam a pipocar mensagens no celular sobre a invasão aos prédios dos poderes. Gabriela Biló jogou uma água na cara, ... 1
...passou rapidamente em casa para pegar o equipamento e foi para a esplanada. Circulou no meio do quebra-quebra por pouco mais de 50 minutos registrando - de forma discreta, para não chamar a atenção - o que podia. 2
As outras câmeras - tanto de outros fotógrafos quanto de segurança - que não foram quebradas também registraram. Os vândalos também se registraram fartamente. 3
A estátua da Justiça na frente do STF é uma das peças de arte mais famosas e importantes do mobiliário público de Brasília. Pelo tema e localização (na frente do palácio do STF), carrega grande peso simbólico. 4
E foi marcada com os dizeres “Perdeu, Mané” (frase originalmente proferida pelo Ministro Luis Roberto Barroso para um transeunte que o foi acossar) no fatídico dia 8. O fato ficou notório. 5
Revisando o material coletado no dia, Gabriela Biló percebeu que havia registrado o momento e, no dia 24/1/23 sai matéria co-assinada por ela identificando (através de “busca em redes sociais, o que levou a uma pessoa que, sob condição de anonimato... 6
... indicou conhecer a mulher das imagens”) uma “moradora do interior de São Paulo”. Essa é a totalidade das informações sobre a mulher na matéria. A pessoa anônima havia printado os stories que a própria mulher havia publicado. 7
Sem qualquer tipo de colaboração por parte das repórteres, a PF investigou e chegou a quem era - a cabeleireira Débora dos Santos, mãe de dois filhos - e a prendeu em março de 2023. Desde então, segue presa. Vale dizer que nunca a PF entrou em contato com as jornalistas. 8
Débora virou uma espécie de símbolo de uma suposta arbitrariedade do sistema de justiça, que estaria punindo excessivamente muitos que incautamente apenas depredaram patrimônio público, sem intenção, no entanto, de ruptura democrática. 9
Mais recentemente,Débora e outras mulheres passaram a ser citadas como exemplos dos “desmandos” do processo e de Alexandre de Moraes. Na última manifestação de Bolsonaro em Copacabana, a vice-presidente do PL Mulher,Priscila Costa, usou o batom como símbolo do suposto arbítrio.10
Nas redes sociais, a comparação entre um batom e uma bala de fuzil apareceu repetidamente. “Batom é substância inflamável agora”, repetiu-se. 11
A defesa da cabeleireira incluiu carta na qual a ré pede desculpas por ter escrito na estátua, por desconhecer o peso simbólico da obra de arte. 12
Mais recentemente, no dia 21/3/25, Alexandre de Moraes condena Débora a 14 anos de prisão por “abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada”. 13
No mesmo dia, pegaram Gabriela pra Cristo. É impressionante e assustador testemunhar o prazer catártico da turba em colocar nome e cara no que consideram “o mau”. 14
Entre xingamentos e ameaças (que obviamente ultrapassam o limite da legalidade), Biló foi chamada de X9, alma sebosa, feia, esquerdista, feminista e daí pra baixo. 15
Antes fosse só isso. Também veio um sem número de ameaças de coças, surras, "sumiço", pauladas, porrada, espancamentos, empalamentos, decapitação, tiros na cabeça, miroondas, estupros, perseguições na rua, chibatadas, paredão, de divulgação de endereço, e por aí vai... 16
Caros, ameaça na internet é ameaça no mundo real. 17
Milhares e milhares de compartilhamentos da foto dela (incluindo posteriormente uma atualização de "como ela está hoje"). Com que objetivo? Acho que nem precisa ser dito, né? 18
Todo mundo tem direito a ter opiniões sobre a justeza da prisão, do julgamento e da condenação dos participantes do 8 de janeiro e de Débora Rodrigues em específico. Gabriela Biló só fez seu trabalho de reportar. 19
Quem escreveu na Estátua foi Débora. Quem descobriu quem era foi a PF. Quem disse que ela foi partícipe de uma tentativa de golpe de Estado (e não só por vandalismo) está sendo o STF, SEM NEM ENTRAR NO MÉRITO DA DISCUSSÃO! 20
Não sejam irresponsáveis e não incentivem pessoas a cometerem crimes. Não atirem no mensageiro. Aliás, não atirem em ninguém, pô. 21
Obrigadíssimo ao apoio de todos! Vocês sabem quem vocês são! Beijo enorme no coração! <3 22
LEONARDO SAKAMOTO
A Polícia Federal prendeu o empresário Marcelo Fernandes Lima, que furtou uma réplica da Constituição, e está julgando Débora Rodrigues Santos, que pichou a estátua da Justiça. Ambos os casos ocorreram nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Muitos dos que dizem que isso é injusto bateram palmas quando um policial militar matou com 11 tiros pelas costas um jovem que furtou pacotes de sabão líquido em São Paulo.
A impressão é que a extrema direita descobriu a ideia de dosimetria de pena somente após a tentativa de golpe de Estado. Mas quem já furtou comida ou bens de valores insignificantes tem outra impressão: que a decisão sobre a pena depende da cor da pele e da classe social.
Considero a discussão sobre tamanho de penas válida, mesmo quando envolve pessoas acusadas de participar de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito e dano qualificado, como é o caso de Marcelo e Débora (não, a punição não foi só por furtar um livro e sujar uma estátua). Mas para que ela não seja hipócrita, precisamos debater o que acontece com outro lado e que boa parte dos autointitulados homens e mulheres de bem não dá a mínima.
Pois há uma parcela que acha injusto punir alguém por tentativa de golpe de Estado com penas que vão de 14 a 17 anos, mas aceita a pena de morte informal a quem furta Omo líquido. A diferença de tratamento não surpreende em uma sociedade em que a ideia de "bandido bom é bandido morto" tem aderência. Com exceção de quem sonega imposto. Aí, não, pois esse furto é visto como heroísmo.
As redes sociais foram bem transparentes ao afirmarem que Gabriel mereceu ter seu CPF cancelado porque era ladrão, o que negou a ele a empatia de muita gente. Não há pena de morte no Brasil e ninguém estava em risco na unidade do Oxxo assaltada, mesmo assim o PM Vinicius de Lima Britto achou que que podia abraçar a função de promotor, juiz e carrasco e dar 11 tiros nas costas do rapaz. Cheguei a encontrar mensagens que o felicitavam por um "ladrãozinho negro" a menos em uma rede social que mandou a moderação do ódio às favas.
Diante de uma polícia com baixo índice de resolução de crimes, casos como a execução de Gabriel são vistos como uma forma de vingança. Miliciana, violenta e injusta, claro.
Claro que, novamente, escolhe-se o bandido com quem sentir empatia. Pois, fazer parte da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes para ajudar em um plano de golpe de Estado e, portanto, espancar a democracia, é muito mais grave. Mas por aqui quem tenta golpe de Estado, surrupia joias dadas ao Brasil e é leniente à morte de 700 mil durante a pandemia é premiados com gritos de "mito" e promessas de voto nas eleições pelas mesmas pessoas que sapatearam no corpo de Gabriel.
São muitos os casos de pessoas condenadas por roubar carne, xampu, chocolate. Isso quando não rola pena capital. Dois homens foram torturados por cinco seguranças do supermercado UniSuper, em Canoas (RS), diante do gerente e do subgerente da loja, após tentarem furtar duas peças de carne.
Vítima das piores agressões, um homem negro foi colocado em coma induzido no hospital com fraturas no rosto e na cabeça. E um tio e um sobrinho, que furtaram carne de uma unidade do Atakadão Atakarejo, em Salvador, foram encontrados mortos com sinais de tortura e marcas de tiro.
Prender alguém por conta de dois quilos de picanha não vai ajudar em sua reinserção social ou mesmo evitar novos furtos. Mesmo a abertura de um processo é, a meu ver, acintoso, pois força o Estado a gastar tempo, recursos humanos e dinheiro em algo cuja solução não passa pela cadeia. Imagine se ao invés de um pedido de pena privativa de liberdade, desde o começo, fossem propostas horas de prestação de serviços à comunidade ou a obrigatoriedade de frequência em algum curso.
Ninguém está defendendo quem erra ou comete crimes. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao acreditarmos que punições severas para coisas ridículas (mesmo reincidentes) têm função pedagógica enquantodefende-se impunidade para ataques à democracia. Desde quando a República passou a valer mais do que acém com osso?
Dois homens furtaram um macaco velho de carro, dois galões de plástico vazios e menos de um litro de óleo diesel e foram condenados, um a 10 meses e 20 dias, outro a 2 anos e 26 dias de prisão. A 1ª Turma do STF, a mesma que deve julgar os líderes da conspiração golpista, rejeitou, em 2023, a aplicação do princípio da insignificância aos dois em itens avaliados em R$ 100 e manteve as condenações.
Não há registro de protestos da extrema direita contra a decisão.
Em tempo: Muitos dizem o 8 de janeiro de 2023 não teve caráter golpista porque foi organizado por "senhorinhas com uma Bíblia debaixo do braço e senhorzinhos com a bandeira do Brasil nas costas". Vale lembrar o caso de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a Dona Fátima de Tubarão. Exaltada em um vídeo gravado pelos próprios golpistas por estar "quebrando tudo", ela é uma das acusadas. Antes do envolvimento nos atos golpistas, já havia sido condenada por tráfico de crack, usando jovens menores de idade, em 2014. Também tentou fraudar o INSS e usou documentos falsos. Nas redes, defendia o voto impresso e criticava a urna eletrônica, repetindo as palavras do "mito". Era chamada de uma mulher de bem.
UOL
Os serviços de inteligência dos EUA usaram a mala diplomática brasileira para fazer chegar aos agentes que trabalhavam com a dissidência cubana em Havana cartas e informações. Os dados fazem parte dos documentos revelados pelo governo dos EUA nesta terça-feira.
A Casa Branca publicou milhares de documentos relacionados com a morte de John F. Kennedy, uma promessa de campanha de Donald Trump. O presidente chegou a dizer que o fim do sigilo envolveria cerca de 80 mil páginas. Assim que foram publicadas, historiadores e pesquisadores iniciaram uma varredura completa para tentar entender se existia, de fato, algo novo e que revelasse detalhes ainda não conhecidos sobre o assassinato do ex-presidente, ainda nos anos 60.
Parcelas importantes dos arquivos se referem à Guerra Fria e, principalmente, sobre o confronto entre comunistas e o Ocidente. A relação entre os EUA e Cuba também é amplamente examinada.
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Um dos documentos aponta como um agente da CIA na região da Flórida abriu um novo canal de comunicação com opositores do regime de Fidel Castro, usando a inviolabilidade das correspondências entre consulados e embaixadas.
Um desses novos canais era por meio do Consulado do Brasil em Miami.
O documento de 9 de janeiro de 1963 faz um apanhado dos trabalhos dos agentes americanos entre novembro e dezembro de 1962.
De acordo com o informe, os esforços dos funcionários americanos eram para "apoiar" operações em Cuba e "desenvolver" novos canais de comunicação para permitir que informação e dinheiro chegasse a um agente infiltrado na ilha.
Um dos agentes, então, relatou sobre um "potencial canal de comunicação" usando um cidadão brasileiro que morava em Miami, descrito como Gonzalo ABELEM Martin. O informe da CIA revela: o responsável por abrir o canal clandestino era "funcionário do Consulado brasileiro".
Seu irmão, Manuel - também brasileiro - seria o receptor e atuava como funcionário na embaixada do Brasil em Cuba.
"Uma vez por mês a mala diplomática passa entre o Consulado do Brasil em Miami e a embaixada em Havana", diz o informe. Segundo o relato, o agente da CIA usou esse caminho para "mandar cartas" para outro agente em Havana.
Os dois brasileiros eram descritos como "amigos pessoais" do operativo da CIA.
O documento indica que a agência pensava em explorar esse canal para enviar outros materiais, inclusive dinheiro. Isso ocorria sob o sigilo da proteção diplomática, o que impedia que tanto o governo americano como o regime de Fidel Castro pudessem ter acesso ao que estava dentro da mala.
Em Cuba, o agente infiltrado estava em contato com diversas fontes e cidadãos cubanos, interessados em colaborar com os EUA e tramando contra os irmãos Castro.
Dentro da ilha, a agência falava sobre vendas de armas "estimadas em alguns milhares de dólares". Fontes cubanas insistiam ainda sobre a necessidade de que "batidas" fossem realizadas sobre depósitos para camuflar dados sobre o fluxo de armas.
Naqueles anos, o Brasil mantinha uma relação de apoio ao governo de Fidel Castro. Em 1961, por exemplo, Jânio Quadros condecorou Ernesto Che Guevara com a medalha da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Com João Goulart na presidência, a relação entre Havana e Brasília também prosperaram.
UOL
"The internal estimates are that more than a hundred and sixty thousand
people will die from malaria per year, from the abandonment of these
programs, if they’re not restored. We’re talking about twenty million
people dependent on H.I.V. medicines—and you have to calculate how many
you think will get back on, and how many will die in a year. But you’re
talking hundreds of thousands in Year One at a minimum. But then on
immunization side, you’re talking about more than a million estimated
deaths."
"U.S.A.I.D. staff in the Congo had to flee for their lives and watch on
television as their own home was destroyed and their kids’ belongings
attacked. And then when they called for help and backup, they could not
get it. I spoke to staff involved in one woman’s case, a pregnant woman
in her third trimester, in a conflict zone. They have maternity leave
just like everybody else there. But because the contracts had been
turned off, they couldn’t get a flight out, and were not guaranteed safe
passage, and couldn’t get care for her complications, and ended up
having to get cared for locally without the setup to address her needs.
One person said to me, as she’s enduring these things, “My government is
attacking me. We ought to be ashamed. Our entire system of checks and
balances has failed us.”"
READ INTERVIEW WITH ATUL GAWANDE
JEFFREY ST. CLAIR
+ On January 31, Julio Noriega, a US citizen born in Chicago, was walking in Berwyn, Illinois, to get a pizza when ICE descended on him, placed him in handcuffs, and shoved him into a van with other shacked men. His wallet, which held his ID and Social Security card proving his citizenship, was confiscated. He was detained overnight before being released without a record of what occurred.
+ At 5:30 in the morning of January 27, Jhony Godoy Gregerio was driving with his brother Bayron to work in Maywood, Illinois, when he was pulled over. Bayron was wearing an ankle bracelet mandated by ICE. The officer asked if his name was “Brian.” After Jhony answered “no,” the officer opened the car door and pulled Jhony from the car, his hands and feet cuffed. As multiple trucks carrying 15 armed officers surrounded the vehicle, the officer said he was from ICE. The ICE agent didn’t show Jhonny a warrant, and he has no criminal history other than a few traffic citations. He was taken to Indiana, and before he was able to contact his wife and child or a lawyer, he transferred to the same Louisiana prison where ICE sent Mahmoud Khalil. Jhony has been living legally in the US for 15 years.
That same day, Jhony’s brother Marco Godoy Gregerio, who was driving in a second car, was also pulled over and arrested by ICE. The ICE agent also asked Marco if he was “Brian.” Marco said, “No,” and handed the officer his ID from the Guatemalan consul’s office. As armed ICE agents surrounded his car, Marco was told to turn the car off and that he was going to be placed under arrest. He wasn’t told why, and he wasn’t shown a warrant. Marco had no criminal record. Like his brother Jhony, he was taken into custody, held in Indiana, and quickly transferred to Louisiana without being able to contact his family or a lawyer. He was held for 25 days before being able to request bond from an immigration judge.
+ On January 26, ICE agents surrounded an apartment building in Chicago where Sergio Bolanos Romero lived. As he got into his car and started driving to work, he was pulled over by armed ICE agents who told him to exit the vehicle and demanded he show them proof of his immigration status. After Sergio didn’t provide any, he was handcuffed, taken to a parking lot, which served as an ICE processing center, and then transferred to a jail in Wisconsin. It turned out that ICE had mistaken Sergio for the target of a planned raid who lived in the same building, even though Sergio’s car did not match ICE’s intended target. Sergio had not committed a crime and was not shown a warrant for his arrest. He was released two days later.
+ On January 29, ICE pulled over Bernandino Randa Marinas on his way to work in Chicago. After handing his ID to an ICE agent, Bernandino was ordered to keep his hands on the steering wheel of his car and not to move. He was held this way for around 40 minutes before one of the ICE officers told him he was under arrest. When Bernando asked to see a warrant, the officer quickly flashed him his cell phone. But he was not shown a Notice to Appear, and at the time of his arrest, there were no pending proceedings against him. Bernandino has lived in the US for more than 20 years, has two children who are US citizens, and a third is due in May. He has no criminal history.
+ On the morning of February 6, 2025, Jose Ortega Gonzalez was arrested by ICE while driving to work in Kansas. Jose has lived in the US for 20 years and is the father of children who are US citizens. Armed ICE officers surrounded his car and demanded his immigration papers. Jose told them he didn’t have proof of his legal status on him. He was then asked if he’d been arrested for drug trafficking. Jose told the officers he had no criminal history besides a couple of traffic tickets. Jose was then handcuffed, taken to a local police station, and then to an ICE detention center, where he was held for three weeks before seeing a judge who freed him on bond.
+ On January 26, Abel Orozco Ortega was driving back from the grocery store to the same Lyons, Illinois house he’s lived in for 15 years when he was stopped and arrested by ICE. The ICE agents had mistaken him for his son, Abel Jr., who is more than two decades younger. After Abel handed an ICE officer his driver’s license, the immigration cop reached inside Abel’s car window, unlocked and opened the door, then grabbed Abel’s arm and told him he was under arrest. He was hauled out of the car, cuffed, and put into an ICE vehicle. Abel’s son Eduardo came out of the house to see what was going on. As Eduardo, who is a US citizen, tried to speak with his father, the driver of the ICE car drove over his foot. These traumatic events caused Abel to experience a severe health episode, which required his hospitalization. After he was discharged from the hospital, ICE transferred him to a detention center in Indiana, where he remains. Abel Ortega has no criminal record and was never shown a warrant for his arrest.
+ On the morning of January 27, ICE agents showed up at an apartment building in Chicago. They were looking for a man named Carlos. When one of the residents of the apartment told them no one named Carlos lived there, eight ICE officers busted through the door and began searching the apartment. They found 24-year-old Jockneul Hernandez Rojas in his room watching television while in bed. The officer told him to get dressed and that he was under arrest. Jockneul was handcuffed and led out of the building. Jocknuel was not shown a warrant and had no criminal record. He had previously been issued a Notice to Appear by ICE, but the immigration court had dismissed the case against him. Jocknuel was taken to the ICE center in Indiana and then swiftly transferred to Louisiana, where he was later released on the orders of an immigration judge.
+ In the early morning hours of January 28, federal agents broke down the door of Raul Lopez Garcia’s house in Elgin, Illinois. They located Raul in an upstairs bedroom, where they handcuffed him and confiscated his identification documents. He was taken to an ICE facility for processing. Raul was not shown a warrant for his arrest and had no criminal record. ICE later claimed that they encountered Raul while looking for his stepson. Raul was eventually released on bond by a federal judge.
+ ICE agents broke down the door of Senen Becerra Hernandez’s Chicago apartment, looking for his roommate. Senen was placed in handcuffs and ordered to wait outside for more than an hour as they looked for the target of their raid. Instead of releasing him, the ICE officers took Senen to a detention center. ICE later justified his warrantless arrest by falsely claiming that he didn’t live at the address and had no community ties. In reality, Senen lived in the apartment where the raid occurred, had a job, and attended a local church.
+ At 11 AM on February 7, an ICE team entered El Potro’s Mexican Café and Cantina in Liberty, Missouri. The 10-member team was armed and dressed in tactical gear. Several of the agents wore masks over their faces. One of the ICE agents told the cafe owner they were looking for someone and ordered him to make all his employees available for questioning. They didn’t provide a name, show him a photograph, or provide a warrant. Still, the owner felt he had to comply.
As two ICE agents guarded the door, the employees were rounded up and placed in separate booths in the restaurant, where each employee was ordered to provide their ID. One employee was almost immediately placed in handcuffs, while the others were detained in the booths for more than two hours as ICE seized the employment records from the restaurant. At 12:30, 12 employees were placed in handcuffs, marched out of the cafe, and taken into custody. Eleven workers were detained in Kansas, while another was taken to Kentucky and later to Indiana. All but two of the workers were soon released on minimal bonds. One was deported, and the other remains in detention.
(Note: Most of these accounts are taken from a class action suit filed this week by the Illinois Coalition for Immigrant and Refugee Rights and Organized Communities Against Deportation.)
COUNTERPUNCH
A crise climática revela um grave
fenômeno de dupla face. No
primeiro sentido, o aquecimento
global reduz a quantidade de oxigênio
e aumenta a concentração de gás
carbônico na atmosfera. Há uma queda
acelerada da quantidade de oxigênio nos
mares. Essa redução nas águas é consequência
de dois processos. De um lado,
a contaminação dos nutrientes, provocada
pelo arrasto, pelas chuvas, de elementos
como fósforo e nitrogênio e partículas
de plástico para os rios e dos rios
para os mares. De outro, as mudanças
climáticas, que provocam o aumento da
temperatura e do gás carbônico na atmosfera,
aquecendo os mares.
A consequência dos dois processos é a
mesma: o crescimento, em quantidade e
extensão, de zonas mortas nos oceanos,
áreas inapropriadas para a vida marinha.
A morte de espécies, sua decomposição,
também acelera esse processo. Quer dizer:
a tragédia alimenta novas tragédias.
A redução de oxigênio representa a perda
de hábitats e de biodiversidade, ameaçando
vários ecossistemas. Um número
crescente de espécies marinhas tem entrado
no rol de ameaçadas de extinção.
O segundo sentido diz respeito à perda
do oxigênio político. Os setores progressistas
da sociedade, os partidos e movimentos
de esquerda, sofrem rápidas reduções: alguns
simplesmente desapareceram, morreram.
Outros sofrem graves mutações,
capitularam, deixaram de ser antissistema
e mudaram de hábitat. Habitam agora
gabinetes, cargos e aparelhos políticos.
Camuflam seus movimentos, atacando o
neoliberalismo, epifenômeno do capitalismo,
mas deixaram de ser anticapitalistas.
O combate às mudanças climáticas não
pode mais contar com esses segmentos.
No máximo, eles adotam o discurso ESG e
do desenvolvimento sustentável, conceitos
e processos capturados pelo capitalismo
que destrói o meio ambiente. As esquerdas,
com raras exceções, tornaram-
-se a cereja do bolo da hegemonia capitalista,
emprestando a esta um lustre de legitimidade
por, supostamente, permitir
um jogo de alternativas. As ONGs ligadas
às causas ambientais travam lutas necessárias,
porém limitadas, pelo seu atrelamento
a interesses dos financiadores.
Diante desse cenário desolador, marcado
por impactos climáticos cada vez
mais devastadores e catastróficos, surge
a velha questão: O que fazer? É preciso
partir da constatação realista de que,
mesmo com todas as evidências e advertências
acerca das tragédias, os progressistas
e as esquerdas fugiram para o capitulacionismo
cínico da vida passiva. A indiferença
de quem deveria liderar, e que
é pago para liderar, aprisionou as potências
das lutas e das mobilizações para
tentar salvar o planeta e a vida. Não resta
alternativa para quem quer estancar
a marcha para o abismo senão tomar as
ruas e praticar atos radicais de resistência
civil contra a destruição ambiental.
Na medida em que o mundo parece caminhar
cada vez mais para um beco sem
saída, empurrado pelas ações criminosas
dos grandes capitalistas, dos governos
e a passividade dos grupos políticos
e da sociedade em geral, cresce cada vez
mais o radicalismo ambiental na Europa
e nos Estados Unidos. As mulheres são
a maioria, cerca de 60%, dos integrantes
de grupos e movimentos que adotam táticas
radicais. Cresce também o número
de cientistas que apoiam e se engajam
nessas atividades. Na Alemanha, vários
deles organizaram um movimento em
prol da rebelião e da resistência civil contra
as mudanças climáticas.
Não se trata de abandonar a pesquisa
e a ciência, mas elas precisam do apoio
do radicalismo ativista para ser ouvidas.
As táticas do ativismo radical ambiental
são variadas: interrupção de eventos
públicos, marchas lentas, jogar tinta em
obras de arte, furar pneus de carros movidos
a óleo diesel, provocação de tumultos,
exposição pública de políticos negacionistas,
bloqueio de agências bancárias,
protestos de impacto em aeroportos,
prédios governamentais e outros lugares
de grande circulação, interrupção
de eventos esportivos e bloqueio de grandes
vias, entre outros.
Os objetivos do ativismo ambiental radical
são e devem ser politizados. Além
de plataformas com os temas centrais de
defesa do meio ambiente, entram no rol
das mobilizações a pressão sobre os governos
para mais ações e recursos destinados
ao enfrentamento da crise climática
e pelo freio à produção de combustíveis
fósseis, medidas de bloqueio da destruição
de florestas, rios e ecossistemas,
políticas públicas de adaptação, resiliência
e regeneração nas cidades e no campo,
adoção de práticas sustentáveis nas empresas
e na agricultura, proteção aos povos
originários e atenção e apoio aos grupos
sociais mais vulneráveis. No Brasil, o
ativismo ambiental radical precisa pôr-
-se em marcha com urgência.
CARTA CAPITAL
e o blog0news continua…
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