This site will look much better in a browser that supports web standards, but it is accessible to any browser or Internet device.



blog0news


  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

    Assinar
    Postagens [Atom]

    Powered by Blogger

    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    terça-feira, maio 05, 2026


     

    Contagem regressiva #22

      

    "As derrotas da semana passada confirmam que o lulismo se esgotou como estratégia política. É necessário mudar de rumo – e, talvez, de candidato."

    leia stack de Luis Felipe Miguel 

    Contagem regressiva #22 - by Luis Felipe Miguel

    BEVERLEY MARTYN, JIMMY PAGE & JOHN PAUL JONES HAPPY NEW YEAR (RANDY NEWMAN)

     

    The world’s a little older
    As distant sounds moans
    The night’s a little colder
    And I’m alone, Happy New Year

    IN MEMORIAM BEVERLEY MARTYN


    New York Times' elege os 30 melhores compositores americanos vivos;

     

    Da esquerda para a direita, Lana Del Rey, Taylor Swift, Bob Dylan, Jay-Z e Mariah Carey: artistas estão em lista com os 30 melhores compositores americanos elaborada pelo 'NYT'

    "O compilado reúne nomes de diferentes gerações — do mais novo, o rapper Bad Bunny, de 32 anos, nascido em Porto Rico (considerado território dos EUA), ao veteraníssimo ícone do country Willie Nelson, de 93. A seguir, confira os compositores escolhidos na lista em que “todos são considerados número 1”, como explica o editor Nitsuh Abebe."

     leia materia de GUSTAVO CUNHA 




    Esquerda reage à derrota ignorando a realidade eleitoral

      Ariel Severino/

     Ilustração em bico de pena preto e branco sobre um fundo amarelo intenso e texturizado. A cena apresenta um homem em posição quadrúpede. O personagem veste roupas formais — camisa, gravata e calça —, mas sua postura é forçada. Sua cabeça está parcialmente envolta por uma tapadeira de cavalo, que limita sua visão. O topo da cabeça está aberto, cortado por uma serra, de dentro do craneo parte uma vara de pecar longa que se projeta à frente e sustenta no anzol, suspenso no ar, um cérebro. O homem avança com expressão apática, olhando para frente sem interagir diretamente com o cérebro. A gravata que pende, está sendo engolida, como se fosse um voto, por uma urna de eleição, o que evidencia o sujeito preso à resultados imprevisíveis. A composição sugere uma dinâmica de manipulação desconexa entre o corpo e a mente, entre o pensamento anestesiado e a realidade.

    Wilson Gomes

    Depois do trauma ante a reprovação do indicado de Lula ao STF e de sofrer mais uma contrariedade no dia seguinte, com a derrubada dos vetos do governo ao PL da Dosimetria, a esquerda entrou em um processo que os terapeutas chamariam de elaboração. Afinal, foram duas derrotas de enormes proporções, aparentemente imprevistas, a cinco meses das eleições presidenciais —uma delas no Senado, a única casa legislativa federal onde o governo ainda tinha espaço para diálogo e negociação.

    No cenário eleitoral, as projeções não são alvissareiras. Lula tem pouco espaço para crescer, por conta da rejeição, e seu principal adversário mantém-se consistentemente a curta distância nas intenções de voto. E é o campo da direita que se apresenta entulhado de candidatos —o que indica que é naquele lado do espectro ideológico que os votos são muitos e decisivos.

    Que Lula, o governo e a esquerda estejam refletindo sobre o significado e o alcance das derrotas sofridas me parece necessário. Afinal, na selva como na política, hienas não enfrentam leões a não ser que os considerem feridos ou fracos. Alcolumbre, que não parece ter vocação para suicida político, deve ter feito seus cálculos e apostado que o governo não terá mais força para retaliar agora nem terá o próximo mandato para descontar a humilhação sofrida.

    Ocorre que, na elaboração de suas perdas, a esquerda parece ter se afastado ainda mais da realidade e buscado refúgio em doces ilusões.

    A primeira delas diz que Lula agora deve dobrar a aposta e investir numa indicação identitária, uma "jurista negra". Sim, é uma indicação identitária e será lida assim, não importa a racionalização que intelectuais de esquerda queiram dar ao ato. A justificativa chega a ser cândida, ao supor que uma tal candidatura geraria um consenso popular tão significativo a ponto de impor um enorme custo eleitoral a uma eventual rejeição do Senado.

    Essa conta não fecha. Se pauta identitária progressista desse voto, seria o PSOL na Presidência, não o PT. Mas o gigante das causas identitárias tem apenas 12 deputados (e nenhum senador). Se a pauta não elege nem deputado, como vai constranger um Congresso de maioria conservadora? E, sobretudo, como vai eleger Lula?

    A segunda ilusão diz que Lula, fraco diante do Legislativo, agora deve recorrer ao apoio das ruas. Quem pensa assim deve estar fantasiando com a esquerda dos anos 1980 e 1990, no saudoso século passado, quando o sindicalismo e os movimentos sociais eram forças políticas importantes. Na verdade, faz tempo que só a direita move as massas neste país. As "ruas" da esquerda não apareceram nem para defender o mandato de sua presidente durante o impeachment; por que iriam dar as caras agora que Lula está sendo surrado pelo Congresso?

    Por fim, há quem brade que Lula precisa voltar-se para sua base para ser por ela carregado até o novo mandato presidencial. É uma ideia ainda mais delirante. Numericamente, essa base hoje não chega nem à metade do que Lula precisaria para ter alguma chance de ganhar a eleição. Nem em 2018, quando o antibolsonarismo foi um fator eleitoral decisivo, a base de Lula, do PT ou da esquerda foi suficiente para elegê-lo; que razão teríamos para imaginar que ela seria bastante agora?

    As verdades, amargas, apontam em sentido oposto aos delírios com que a esquerda se consola. Lula tem grande chance de perder esta eleição, e tanto ele quanto o Congresso sabem disso. O tempo em que ruas e movimentos sociais eram decisivos e se inclinavam à esquerda ficou para trás. Hoje, quem se mobiliza pela ideologia identitária forma, do ponto de vista demográfico, uma elite cultural metropolitana, vocal e influente, mas eleitoralmente minúscula. Como a esquerda, sozinha, está longe de ter número para elegê-lo, Lula precisará de novo, como em 2022, recorrer aos votos dos que nem mesmo gostam dele. Tudo ao contrário do espírito dos que, justamente agora, diante da derrota política, aparecem gritando "radicaliza, Lula!".

    Bem, estes são os fatos; o restante é autocomplacência e autoengano.

    O problema é que Lula e a esquerda, que em 2022 ganharam um relutante crédito de confiança e uma eleição apertada, em vez de aproveitar os quatro anos de mandato para criar pontes, reconciliar um país partido ao meio, formar uma nova coalizão e granjear credibilidade junto aos que ainda acreditam na democracia e em um projeto comum de nação, passaram a governar e a comportar-se como se fossem uma supermaioria.

    A conta, infelizmente, está chegando. Não foi por falta de aviso.

    FOLHA  

     

     

     

     

    Billy Murray - He's A Devil In His Own Hometown 1914 (Irving Berlin )

     


    Down at the fair with all the other heckers He received first prize for playing checkers And he cheated Can you beat it? He's a devil in his own home town


    A volta do Messias

        GEUVAR





    SPACCA






    THIAGO LUCAS




    SERI


     

    Marcadores: , , , ,

    segunda-feira, maio 04, 2026

    Roy Orbison - Oh, Pretty Woman - IN MEMORIAM DWAYNE MOSS

     

    Pretty woman walkin' down the street Pretty woman, the kind I'd like to meet



    sábado, maio 02, 2026


     

    You Can’t Always Get What You Want, Unless It’s a New Rolling Stones Biography

     

     A color photograph of five young men with longish hair, all of them original members of the Rolling Stones.

     

     

    Last December, two days before Keith Richards’s 82nd birthday, it was reported that the Rolling Stones would be calling off a 2026 stadium tour they hadn’t yet officially confirmed. Richards, a source said, was suffering from arthritis that affected his playing too much to commit to the laborious grind of four or five months on the road.

    Well, yes, a sane reader of this anecdote might be muttering to themselves. What is the reward of fame and old age if not the right to do absolutely nothing other than enjoy your grandchildren, your innumerable seaside villas, the burnishing of your legend?

    The Rolling Stones
     
     

    Instead, half a century after a 31-year-old Mick Jagger famously said, “I’d rather be dead than sing ‘Satisfaction’ when I’m 45,” the band is set to release their 25th studio album sometime this year (for which they’ve already dropped a vinyl-only single). A previous tour, 20 dates across North America to support their last album, “Hackney Diamonds,” wrapped in the summer of 2024.

    What is left to say about an act that’s made gathering no moss their signature move since 1962? The group’s improbable, near-mythical endurance in the face of addictions, defections, arrests and even death has become a dusty punchline: Ladies and gentlemen, the unkillable, are-they-still-thrillable Rolling Stones.

    There’s a certain definite-article swagger, then, in Bob Spitz’s subtitling his new chronicle of the band “The Biography.” Short of Jagger’s apocryphal memoir — written and later abandoned in the early 1980s, per publishing-world legend — the Stones’ messy, extravagant peaks and valleys have been intimately if not exhaustively documented by journalists and music historians as well as the group’s own members (both longtime and provisional), assorted paramours, muses, sidemen and hangers-on for more than six decades.

    As a biographer of record, though, Spitz has earned his bona fides. His past subjects constitute a sort of cultural Mount Rushmore — the Beatles, Bob Dylan, Ronald Reagan, Julia Child — documented in authoritative tomes the size of small ottomans. (He’s also been in the rock ’n’ roll trenches, having managed both Elton John and Bruce Springsteen in some capacity.)

    His approach here is fond, voluble and diligent to a fault, a long and boisterous march whose outcomes — Can that indelible riff find its final form in the studio? Will this overdose be the one that ends it all? — are rarely in doubt, though many small revelations and corrections emerge along the way.

    A set-piece prologue opens in 1961 at the suburban London train station where Jagger and Richards, acquaintances from grade school, first reconnected as teenagers over a near-obsessive love for Chuck Berry and Muddy Waters. (“Like two alcoholics, they gush, besotted, over a mutual craving: not simply music, but the blues.”)


    The cover of “The Rolling Stones: The Biography” by Bob Spitz

    It’s a short walk from schoolboy days to the fetid bed-sits and scruffy pubs where the pair joined forces with the impish and mercurial Brian Jones. A blond savant who proved both a relentlessly canny promoter and a restless multi-instrumentalist, Jones helped solidify the ineffable chemistry that transformed a shambolic R&B cover band into hitmakers, and then almost overnight into the young lords of Cool Britannia.

    A faithful chronology of that creative evolution — Spitz is both forensic and poetic in his extensive recounting of the band’s musical output — follows, along with a running tally of personnel changes, romantic entanglements and chemical dependencies that would become as much a band hallmark as Jagger’s libidinous chicken-winged strut or Richards’s freewheeling five-string hooks.

    Drug busts scatter like flower petals (from opium poppies, perhaps) across the page, along with intra-band fistfights, shameless cuckolding of one another with wives and girlfriends, and myriad court battles stemming from possession charges, paternity suits and shady management. Law enforcement, high-horsing politicians and other members of the morality police were frequently in hot pursuit.

    The amount of pearl clutching incited by the supposed social menace the group once posed might seem a little overblown and comical now: Stand back, Satan, from those velvet pants! But the era-defining disaster at Altamont, the ill-starred 1969 California concert at which heavily inebriated Hells Angels, acting as freelance “security,” attacked concertgoers indiscriminately and fatally beat and stabbed a young Black man, hasn’t much softened with the passage of time.

    Nor has the lonely, grubby death of Brian Jones at age 27 in a swimming pool (Spitz acknowledges but doesn’t overly linger on the possibility that it was murder and not misadventure). His unresolved exit wouldn’t be the band’s last, though it may have been the most reverberating.

    Other incidents in the book are merely surreal: the appearance of Bob Dylan in a blue mohair suit at Jones’s hotel door in the middle of a Northeast blackout in 1965, bearing guitars and “excellent weed”; a passing mention of future Secretary of Health and Human Services Robert F. Kennedy Jr. as one of the drug buddies who “revived Keith’s appetite for coke and heroin” in the late 1970s; a young Harvey Weinstein, then a regional concert promoter, passing out Afro wigs to the band and crew during a raucous tour closer in Buffalo.

    Jagger and Richards’s partnership provides the book’s central platonic love story and its enduring source of tension. Keith, the addled punk-rock pirate with an extensive weapons collection and an apparent substance-fueled death wish, grew increasingly alienated for a time from Mick, whose taste for disco beats and champagne socialites he found both dishonorable and deeply uncool.

    The rest of the band mostly emerges via snapshot appraisals and anecdotes. Charlie Watts, the group’s elegant jazzbo drummer, quietly excused himself from the debauchery of a group sleepover at the Playboy Mansion (his kicks leaned more toward Savile Row suits and Arabian stallions), while the bassist Bill Wyman’s too-Nabokovian romance at age 48 with a 13-year-old schoolgirl spun the tabloids into a rightful frenzy. (Reader, he married her.)

    Mick Taylor, Brian Jones’s gifted if unlucky successor, never quite gelled as a full-fledged member, though Ronnie Wood, “a cheeky, chappy, irreverent character,” seemed to possess the right mix of talent and affability to keep Richards on track, even at his most erratic. All of them wrangled with addiction at some point.

    “The Rolling Stones” duly acknowledges if also sometimes soft-pedals the band’s uglier dips into misogyny (the 1978 album “Some Girls” was a particular nadir) and the uneasy interplay between race, culture and creative license. After spending some 600 pages on the early 1960s to the late 1980s, the author suddenly leapfrogs over several decades in the final chapter, as if he just realized that his car is double-parked.

    Rock music, like American politics, has become something of a gerontocracy; a once-vital form now sclerotic with emeritus acts and blowzy boomer nostalgia, largely reserved for those wealthy enough to afford its prohibitive entry fees. But the book’s emotional epilogue, set at a 2024 tour stop in Los Angeles, feels appropriately celebratory and bittersweet, like an Irish wake without the body. For two hours onstage, the Stones keep rolling; the crowd is ecstatic and on their feet. You could call that satisfaction.

    THE NEW YORK TIMES

     

     

     

    This Is Not a Man in Control of Himself

     Several overlapping images of President Trump speaking on screen.

     

     To have spent any amount of time observing President Trump over the last month is to conclude that he is in far over his head.

    The president is struggling with the consequences of his actions, raging in protest of the fact that for all its firepower, the United States cannot bomb Iran into submission. When Trump launched his “short-term excursion,” he assumed that it would be — in the words of a Pentagon official in the last Republican administration to launch a Middle East war — a “cakewalk.”

    That, as Trump’s own intelligence agencies told him, was a mistake. Now, he is stuck. And he lacks the skill and patience to find a way out of his self-inflicted catastrophe. Unable to will a better outcome into existence — there are limits to the power of positive thinking — and frustrated by his own impotence, his response, familiar to anyone who must manage the emotions of a young child, is to throw a tantrum.

    Over the last few days, Trump has denounced “the Fake News Media” as “CRAZY, or just plain CORRUPT!” for its reporting on the war. He attacked Pope Leo XIV in a bizarre rant, calling him “WEAK on Crime” and “terrible for Foreign Policy.” And he posted an A.I. image of himself as Jesus, surrounded by devotees, healing an unnamed man.

    This is not a man in control of himself, or a president in control of the situation around him.

    I’ve written before about the irony of a strongman president so uninterested in governing that he has handed his power over to a handful of deputies. Trump’s behavior as he faces failure in Iran underscores another such irony.

    Months before Trump won his second term, and well before he took office, the Supreme Court handed him the reins of the unitary executive — the promise of an active, energetic administration free of what the court deemed unnecessary constraints. The president has used this power to run wild, trampling over constitutional government. But he has also, at the same time, shown himself to be the weakest and most ineffectual president of recent memory, less a man of commanding authority than, well, a buffoon.

    This is not to say that Trump has been an inconsequential president, that he hasn’t presided over the wholesale destruction of large parts of the federal government, or that he hasn’t turned the sharp edge of the state against the most vulnerable people in the country.

    First under the Department of Government Efficiency and then under the direction of Russell Vought, director of the Office of Management and Budget, the administration summarily liquidated several key agencies. Among them: the Consumer Financial Protection Bureau, the U.S. Agency for International Development, the United States Institute of Peace, the National Endowment for the Humanities and the Corporation for Public Broadcasting. Trump’s White House has also slashed hundreds of millions of dollars in taxpayer funding for new medicines and technologies in a crushing blow to scientific research in the United States.

    Under the direction of Stephen Miller, a White House deputy chief of staff and the architect of the president’s deportation program, the administration has used its court-sanctioned authority to build a roving secret police of armed immigration agents, used both to terrorize the president’s political enemies and to remove as many immigrants from the country as possible, regardless of legal status.

    But these grim facts of Trump’s tenure should not blind us to the way his unilateral action betrays the weakness of his regime. Trump works almost exclusively through executive orders — presidential directives used to shape the priorities of the federal bureaucracy. This allows him to move quickly. But there are also limits to his reach. In areas where Trump cannot compel political actors to obey his demands — where there is no legal basis for his authority — he struggles to do anything of consequence.

    Consider his effort to impose a new citizenship requirement for voting, as well as a national voter ID. He has issued two executive orders that purport to change federal elections to suit his demands. But neither has much in the way of legal force. Presidential power does not extend to election administration. There is the SAVE Act — a bill that would write these restrictions into law — but other than writing posts on his social media website, Trump has done little to nothing to push that bill through Congress.

    He’s done little to nothing with Congress, period. He’s taken few, if any, steps to work with the supine Republican majority to consolidate his transformation of the executive branch through legislation. Some of this is no doubt strategy, with destruction as a fait accompli. But most of it reflects his inability to engage the legislative process. The weakness we see abroad is the weakness we see at home, and vice versa.

    Politically, the president’s unilateralism has been a disaster. His universal tariffs — a vanity project as much as an economic program — are a drag on both the economy and his approval rating.

    The same goes for his immigration policies, which also started with a broad assertion of executive authority. They then produced an enormous backlash from Americans under siege by ICE and Customs and Border Protection. The resistance in Minnesota, in particular, underscored the extent to which the president cannot withstand significant pushback. And it ultimately forced him to fire his secretary of homeland security, Kristi Noem, sideline the face of his efforts, Greg Bovino, and execute a strategic retreat.

    Nothing underscores Trump’s weakness as an executive more than the war with Iran. This is not to downplay the president’s decision to circumvent Congress and start a war without so much as a nod to democratic decision-making. It is the imperial project of a would-be authoritarian. But, like many such projects throughout history, it is a showcase for the pathologies and dysfunctions of the regime in question. Initial operational success has given way to what is essentially a stalemate, with Trump screaming at the world, unwilling to do much else.

    For as much as Trump is uniquely unsuited for the tremendous power of his office, it is also true that the idea of the unitary executive rests on a fundamental misunderstanding of the American political system. It imagines that government can be managed by a single figure, directing each part of the executive branch as an extension of his person. But the American system rests on consensus and collaboration. It depends on an active relationship between the three branches, each working to steer the affairs of a state and each entitled to its influence.

    As weak as Trump is, it’s not clear that any president could unilaterally govern the country with any success. Even our strongest and most aggressive presidents — Franklin Roosevelt comes to mind — worked in conjunction and cooperation with congressional majorities and allies within and outside the federal government. They understood that American governance was a partnership and that collaboration is necessary if one wants a durable and lasting legacy.

    This raises what is already the most important question of the Trump years thus far: Will his legacy be durable and lasting? Does it represent a new template for American government going forward? Or is it more like an unfortunate detour into a dark alley?

    There is a decent chance that Trump is the beginning of something, and not the end. But if we can escape these years intact and respond accordingly, we may find that Trump stands less as an example and more as a cautionary tale of what happens when we embrace unaccountable, unilateral authority.

    In the end, it just doesn’t work.

    THE NEW YORK TIMES 

     

     

    Iran and U.S. Sink Into Awkward Limbo of ‘No War, No Peace

     

     

    "Each side is betting they can last longer than the other, analysts say. But there are risks in a stalemate without a deal."

    read report by ERIKA SOLOMON 

    Iran and U.S. Sink Into Awkward Limbo of ‘No War, No Peace

    Historinha de hoje: João e Maria

    AMORIM
     
     

     

    Marcadores: ,

    Borrachinha - Forró do Benedito

     

    Paulo Vitale cria charges e cartoons de artistas como Laerte, Mauricio de Sousa e Ziraldo

     

     Cartunistas-fotografadas-por-Paulo-Vitale

    Carol Ito e Helô D’Angelo, nos retratos de Paulo Vitale para a mostra 'Cartunistas': inversão de papéis (Paulo Vitale/Divulgação)

    Exposição 'Cartunistas' de Paulo Vitale, no Centro Cultural Fiesp, apresenta 143 retratos

     Por Vanessa Barone... 
     
    Paulo Vitale, 60, é fotógrafo e um grande diretor de cena. Isso fica claro em seus retratos, que captam a essência dos personagens fotografados com a intenção de criar uma narrativa poética que fuja do lugar-comum.

    Tudo com olhar atento e direção muito particular. Foi assim com as séries transformadas em livros Feito no Brasil (Editora Ipsis, 120 págs., R$ 140,00) — com expoentes da sociedade e da cultura brasileiras, como o músico Tom Zé, a paratleta Aline Rocha e o bailarino Ismael Ivo — e Chefs (Editora Brasileira, 204 págs., R$ 99,90), que reúne imagens de Erick Jacquin, Alex Atala, Helena Rizzo e Danielle Dahoui, entre outras feras da cozinha, em situações inusitadas remetendo ao ofício 
     
    Com Cartunistas, trabalho iniciado em 2019 e que ficará exposto a partir da próxima terça (28), no Centro Cultural Fiesp, Vitale foi em busca das figuras humanas que, com seu humor gráfico, divertem, emocionam e ironizam a realidade brasileira. 
     
    Eu quis, de forma criativa, inverter o processo: criar charges dos chargistas, cartoons dos cartunistas”, diz o fotógrafo, que cursou história na Universidade de São Paulo (USP) antes de estudar no International Center of Photography, em Nova York, e foi editor de fotografia do jornal O Estado de S.Paulo e das revistas Veja e Época. Com Cartunistas, Vitale trouxe para a frente da câmera quem normalmente se mostra pelo traço.

    A exposição vai ocupar a galeria do espaço cultural na Avenida Paulista até setembro. Reúne 143 retratos de nomes como Ziraldo (1932- 2024), Jaguar (1932-2025), Paulo Caruso (1949-2023), Laerte, Eduardo Baptistão e Mauricio de Sousa, entre outras figuras célebres.

    A ala mais jovem também está representada por artistas como Helô D’Angelo, Pedro Vinicio (capa de Vejinha na edição de 26 de julho de 2024), Carol Ito e Lukas Werneck — este último, desenhista da Marvel Comics.
     
    A-cartunista-Laerte
    A-cartunista-Laerte 
     
    Alguns deles foram mais difíceis de fotografar, pela timidez”, afirma Vitale. “E, em alguns casos, como o da cartunista Laerte, demoramos mais para definir o contexto da foto. Com Ziraldo, não consegui um retrato tecnicamente perfeito. Mas acabei fazendo um tributo, pois realizei uma das últimas fotos dele”, diz o fotógrafo sobre o artista e escritor, morto em 2024 — e que foi uma das figuras mais importantes do humor gráfico aliado à crítica sociopolítica do país.

    Ao lado de Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral e Luiz Carlos Maciel, Ziraldo foi um dos fundadores do eterno jornal O Pasquim, semanário lançado no Rio de Janeiro em 1969 e que, por meio do humor político, funcionou como resistência à ditadura militar. Pela equipe do jornal passaram nomes como Paulo Francis, Henfil e Millôr Fernandes.
     
    JAGUAR 
    Jaguar
     
    No retrato criado por Vitale para esta série, Ziraldo aparece segurando uma autocaricatura que havia desenhado quando tinha 50 anos. “O meu barato é transformar encontros em imagens”, diz o colecionador de instantes, que, desde 2018, publicou sete livros de retratos e planeja, para breve, mais um, desta vez com colegas de profissão.

    Para Helô D’Angelo, ilustradora, quadrinista e jornalista, a participação na série foi pura diversão. “Fiquei muito feliz. Paulo é um querido”, diz a moça. “Ele estudou o meu trabalho e sugeriu usar uma imagem impressa da minha personagem para as fotos”, afirma Helô, que posou junto com seu alter ego dos quadrinhos, também chamada Helô.

    Para fazer a menina parecer flutuar, Vitale usou um miniguindaste. “Tudo feito de maneira artesanal, nada foi inserido digitalmente”, explica a artista, que, mesmo acostumada a se mostrar nas redes, ficou um pouco tímida ao ficar frente à câmera de um profissional. “Foi diferente. Mas, aos poucos, fui me soltando. O resultado pareceu um live-action dos meus quadrinhos.”
     
    Eduardo-Baptistão 
    Eduardo Baptistão
     
    “Paulo Vitale foi muito feliz na escolha do tema. Os cartunistas divertem muita gente e, principalmente, provocam reflexão, mas são muito pouco lembrados como categoria”, diz Eduardo Baptistão, do programa Roda Viva, da TV Cultura.

    “Com maestria, Paulo joga luz nesse ofício e nos seus operários, que, no fundo, é o que nós somos. E o bacana é que ele assumiu a verve dos cartunistas pra nos fotografar. Para mim, foi um privilégio”, acrescenta.

    Privilégio que o autor de Cartunistas também parece ter desfrutado. “Adoro criar inquietude, trabalhar com a estranheza, buscar um segundo olhar e novas camadas de leitura de uma imagem”, diz Vitale, dono de um talento afiado para misturar criadores e suas criaturas em um mesmo retrato.

    Centro Cultural Fiesp (Galeria). Avenida Paulista, 1313, Tel.: 3322-0050. Ter. a dom., 10h/20h. Grátis. Até 20/9.
     
    VEJA SÃO PAULO 



    no meu quintal | in my garden


     

    sexta-feira, maio 01, 2026

    BAD CITIZEN

     

     

    Jeffrey St. Clair >

     + Cole Allen seemed like a regular guy. Cole Allen is a sturdy American name, right out of a Louie L’Amore novel. But in America, even regular guys snap.

    In the Republic of the Gun, almost all of the regular guys have one or two. When they snap, they tend to grab one.

    Cole Allen grabbed two. He also grabbed some knives. Then he took a train, rode the iron rails through the long night into the American outback, nursing his grievances across the Sierra Nevada and the Great Basin, over the Rockies and the Great Plains. He looked out on the lights of houses, towns and cities, filled with other regular guys late on their car payments, stuck in dead-end jobs sucking up to dead-end bosses, worried about their kids’ rotten teeth and no dental coverage, going thick in the waist, watching their teams lose night after night. Regular guys with gripes and grudges and real intractable problems eating away at their souls.

    Men like him sitting alone in a room at night, or worse in a room full of people and feeling alone, caught in the tense grip of some affliction, with no one to talk to about it, because regular guys don’t do that. They get talked at instead: hectored, belittled, talked down. Regular guys, normal guys, posting rants on some dark corner of the Net, bathed in the cool blue light of the screen, about how the software they once programmed, now programs them, making their jobs, if not their very self, expendable.. Guys who feel afflicted by the world around them and their only security is found in the reassuring grip of that most American of objects, a gun.

    They want to settle scores. But how and with whom?

    Cole Allen had been sold too many promises that didn’t pan out. The promise of hope and change. The promise of restoring the “soul of America,” whatever that really means. The promises of tech, trickledown, and wokeness. The promise of nostalgia restored, a reified America from the land of hope and dreams. But it’s the little annoyances that can loom large: the rising insurance payments, crappy cell service and internet too slow to stream, the damn heat, the traffic that doesn’t move, the commercialization of everything, even church, the bad TV, and the worse movies, music that grates and irritates, rather than consoles and inspires.

    Cole Allen rode the rails twenty-seven hundred miles to do what, exactly? Did he even know? Does he know now? Did he feel betrayed by both political parties, exasperated by years of empty rhetoric, worn down by a ravenous economic system that works only for the super-rich and pits average guy against average guy? Or was he just bored with it all, that deadliest of American sins?

    Did he want to shoot or get shot? Was he acting on nihilistic impulse, an American Raskolnikov lashing out against the cultural nothingness leaching the life from him, even if, like most regular American guys, he’d never heard of Rodion Raskolnikov?

    And that’s fine. That’s as it should be. Reading Dostoevsky is not good for the mind of the regular guy. His cold, dark stories of normal people driven mad can release to the surface all kinds of buried anxieties and neuroses he didn’t know he had and he had enough anxieties already. He had so many they’ve brought him here on this night train, bound for glory or infamy. Either will do.

    Or did he see himself as an avenger? If so, what was he avenging? What was he going to save? Something tangible or abstract? On whose behalf?

    Do we really want to know these things? Do we want answers? Or will the answers, if there are any, strike too close to the bone? Have the myths of the country begun to eat itself, to cannibalize the collective psyche of the nation, like the furies in “The Bacchae” of Euripides?

    In a country with 500 million guns, everyone has the chance to be an avenging angel, to enter the spotlight and create a spectacle, disrupt the programmed flow of time, if only for a few seconds, and be forever memorialized on security cameras, running down a hallway with a shotgun toward some kind of blazing destiny, you write for yourself, just like those archetypal American guys, Butch and Sundance.

    In 1988, George Will attacked novelist Don DeLillo for humanizing Lee Harvey Oswald in his novel Libra and blaming “America” for shaping Oswald’s character. The pious Will denounced DeLillo as “a bad citizen.” DeLillo, who rarely says anything publicly, took Will’s attempted slander as a badge of honor, saying: ”I don’t take it seriously, but being called a ‘bad citizen’ is a compliment to a novelist, at least to my mind. That’s exactly what we ought to do. We ought to be bad citizens. We ought to, in the sense that we’re writing against what power represents, and often what government represents, and what the corporation dictates, and what consumer consciousness has come to mean. In that sense, if we’re bad citizens, we’re doing our job.”

    Am I “humanizing” Cole Allen? He is human, isn’t he? And, for the country that reared him’s sake, he had better be understood that way.

    COUNTERPUNCH  

     

     

     

    HOLE IN MY SHOE (1967) by Traffic

     

    I looked in the sky where an elephant's eyeWas looking at me from a bubblegum treeAnd all that I knew was the hole in my shoeWhich was letting in water (letting in water)


    IN MEMORIAM DAVE MASON



    Erasto Vasconcelos - Baile da Betinha

     

    sapato bico fino, paletó de linho
    o grande baile vou dançar
    betinha vem ca vem ca vem ca larara


    quinta-feira, abril 30, 2026

    Paquetá


     

    TEJO


     

     

     

     


    Kotscho: Na rejeição a Messias pelo Senado, Lula derrotou Lula



    "Já vi Lula cair e se levantar de novo inúmeras vezes como um nirvana, mas acho que nunca enfrentou uma situação tão desfavorável e delicada como agora, com a popularidade em baixa e a rejeição em alta, hostilizado pelo Congresso, a mídia e o mercado, como se estivesse com o prazo de validade vencido, a menos de seis meses da eleição. Se nada mudar, Lula pode perder a eleição para ele mesmo, qualquer que seja o adversário, como aconteceu ontem."
    leia coluna de Ricardo Kotscho

    Kotscho: Na rejeição a Messias pelo Senado, Lula derrotou Lula

    O estreito de Ormuz




    AMORIM
     


     
    THIAGO LUCAS
     

     
     
    AMORIM
     
     
     
    CELLUS
     
     
     

     

    Marcadores: , , ,

    quarta-feira, abril 29, 2026

    Aracy de Almeida | Sáia do caminho (Custodio Mesquita - Evaldo Ruy) 1946

     

    Fracassei novamente Pois sonhei, e sonhei em vão E você francamente, decididamente Não tem coração

    um homem caminha sozinho pela cidade abandonada (lisboa) | a man walks alone through the abandoned city (lisbon)


     

    Onde está o foco?

     Onde está o foco?

     "O portal Infoteatro – criado para divulgar e democratizar as artes cênicas – e que debuta na produção com ­Sete ­Minutos, divulgou na semana passada uma pesquisa realizada com usuários das redes sociais com a pergunta: “O que mais te incomoda quando você vai ao teatro?”

    As respostas foram, obviamente, as mais variadas: “A pessoa roendo amendoim”; “Gente que pega o celular para mandar mensagem no Instagram quando a peça está rolando”; “Gente cochichando ao lado, amassando embalagem de bala”; ou “Outro dia tive que pedir para uma pessoa desligar o jogo de futebol que estava mais alto que o ator no palco”.

    O problema também existe nos cinemas. A jornalista Marinete Veloso se surpreendeu durante uma sessão no Espaço Petrobras de Cinema, em São Paulo, quando um espectador tirou da mochila uma marmita com carne e mandioca. “As pessoas estão perdendo a noção da diferença entre um lugar público e a sala de sua casa”, afirma ela"

    leia reportagem de EDUARDO MAGOSSI 

     

    Mulheres pagam para ser reféns da misoginia

     

     

    Nina Lemos 

    Nas suas redes sociais, onde é um sucesso de audiência, o policial rodoviário federal Breno Faria, conhecido pelo perfil “Café com teu pai”, se identifica como um homem que tem uma missão: “ajudar as mulheres a entender os homens e entrar em um relacionamento feliz”. Para isso, ele faz vídeos curtos com conteúdos extremamente machistas e vende cursos que ensinam a “deixar um homem obcecado”, fazer um “homem te assumir” e por aí vai.

    Breno, que tem milhares de seguidores nas redes (seus vídeos no TikTok, por exemplo, somam quase 30 milhões de likes), foi denunciado ao Ministério Público Federal e à Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal pela deputada estadual Ediane Moura, do PSOL, e pela advogada Natália Boulos. Elas apontam irregularidades entre seu trabalho como influenciador e seu cargo no serviço público. Além disso, pedem que o MPF investigue o conteúdo de suas postagens, que, segundo a deputada, “desqualificam as mulheres”. Ela tem razão. E, para atestar isso, é só visitar seus perfis, que continuam ativos.

    Ali, você vai encontrar vídeos com títulos como “por que uma mulher que come muita gente é vagabunda e um homem não”, “por que uma mulher não deve controlar uma relação”, “não tenha iniciativa na cama para o cara não achar que você tem um passado obscuro”, “homem bem sucedido só gosta de mulher magra” e outras pérolas do preconceito. É impossível ver sem tremer de raiva.

    Ideologia redpill

    Mas bobo ele não é. Breno faz a linha “simpaticão” e amigo das mulheres. Ele se coloca como um “brother”, que está ajudando e entregando segredos sobre “como os homens funcionam.”

    Só que, no mundo do Breno, mulher não fala alto, não discute, não usa roupa “sensual”, não se impõe. Ou seja, mulheres são submissas e obedientes. Como sabemos, esse tipo de “ideologia redpill” (rótulo que ele, espertamente, nega), além de arruinar a vida das mulheres, pode fazer com que elas corram risco de vida.

    Em março passado, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite da Rosa Neto foi preso sob acusação de matar a esposa, Gisele Alves Santana. Em seu celular, a polícia encontrou mensagens que diziam coisas como: “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa, com amor, carinho e autoridade de macho alfa provedor, e fêmea beta obediente submissa”(sic). É isso o que os coaches de relacionamentos misóginos pregam. Ou seja, o risco é real.

    A imagem mostra uma mulher sorrindo, vestindo uniforme policial e tirando uma selfie em ambiente urbano iluminado ao fundo. No contexto da reportagem, o retrato humaniza a vítima de feminicídio e reforça o impacto real das narrativas misóginas que naturalizam relações de poder e violência contra mulheres. Gisele Alves Santana
    Gisele foi assassinada pelo marido, tenente-coronel da PM Geraldo Leite Neto (Foto: Reprodução)

    Breno não é o primeiro nem vai ser o último a lucrar dando dicas de auto-ódio para mulheres. As redes estão cheias deles. Outro famoso e de sucesso é Ítalo Santos, que, com mais de 1.7 milhão de seguidores no Instagram, fala coisas como: “a mulher que se cala seduz mais”.

    O sonho que esses homens vendem é legítimo: ter um parceiro e uma família. Não há nada de errado nisso. Problemático é o preço que muitas mulheres estão dispostas a pagar para se encaixar nesse sonho. E, claro, os homens que lucram ensinando mulheres a se odiarem precisam, sim, ser responsabilizados, assim como as plataformas que distribuem e lucram com esse tipo de conteúdo.

    Lavagem cerebral

    Entender as mulheres que caem nessa não é uma tarefa fácil. Mas a gente tem que lembrar que são anos de lavagem cerebral. Por um lado, elas se sentem diferentes das outras mulheres e, por isso, mais especiais.

    Alguns comentários femininos que encontrei na página “Café com teu pai”: “Tenho o mesmo ponto de vista que o dele, por que um homem vai assumir uma mulher se ela já faz tudo dentro do namoro?”. “Mulher feminina nunca será rejeitada porque ela não chega em homem nenhum. Ela sabe que esse não é o papel dela.” “Do lado do meu namorado, nem abrir lata de geleia eu sei”. “Muita mulher não se dá valor. A culpa é dos dois lados. Por isso que estamos nesse caos”. Claro, a maioria dos comentários em suas páginas são de mulheres revoltadas. Ainda bem.

    Mas não podemos negar o fato de que as discípulas existem e fazem cursos caros com esses misóginos. Um deles, ministrado por Breno, se chama Mulher Única e é vendido por ele no Instagram por mais de R$ 200.

    A fórmula de lucro encontrada por esses coaches  misóginos para ganhar é absurda e radical, mas não é nenhuma novidade.

    A premissa de ensinar “fórmulas” de como conquistar um homem é antiga e popular. Quem tem mais de 40 anos lembra de ver em revistas femininas dicas de “como conquistar um homem”, “como agradar um homem na cama” e intermináveis listas do que esses reizinhos curtiam ou não. Fomos ensinadas a agradar e a achar que, sem namorado ou marido, havia algo errado com a gente.

    Repito: são muitos anos de lavagem cerebral. Não é fácil sair dessa. Mas, sim, as instituições têm que agir (e, por isso, a lei que criminaliza a misoginia é tão importante) para que esses homens parem de lucrar com misoginia. E para que as mulheres brasileiras saiam dessa vivas.

    (*) No sábado (18/4), o perfil “Café com teu pai” ficou indisponível no Instagram, mas permaneceu ativo em outras redes sociais.


    LIBERTA

      

    AMORIM e a direita europeia


     

        AMORIM
     
     

     

    Marcadores: ,

    Não assumimos a nova consciência planetária: Artemis II

     

     

     Leonardo Boff 

    As muitas viagens espaciais – seis tripuladas para a Lua e outras que saíram até de nosso sistema solar e percorreram o espaço ilimitado do universo – não criaram, no geral da humanidade e muito menos nos dirigentes dos povos, a nova consciência planetária que daí se deriva. Vivemos ainda no regime dos estados-nações, cada um com seus limites, definidos pelo Tratado de Westfália, de 1648. A covid-19 não respeitou os limites das nações: afetou a todos. Disso ainda não se tiraram as devidas consequências. O modo de vida predador e consumista voltou com ainda mais furor. Não se ouviu as lições que a Mãe Terra nos deu.

    Acresce ainda o fato de, em nossos dias, termos ainda guerras por territórios (Ucrânia, Faixa de Gaza, Groelândia e outros). Vista da perspectiva dos astronautas, como um dos quatro da nave espacial Artemis II bem observou: ”Daqui de cima, somos um só povo”. Essa afirmação torna estas disputas ridículas. São sustentadas pelos cruéis e genocidas, como Netanyahu e Trump, que ainda não descobriram que somos uma só espécie humana e a Terra, nossa única Casa Comum, na qual cabem judeus e palestinos e outros.

    Testemunho de astronautas

    Inesquecíveis são as palavras de Neil Amstrong, o primeiro a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969: “É um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade”. E continuava: ”De repente, notei que aquela pequena e bela ervilha azul era a Terra… Com meu dedão cobri totalmente a Terra”.

    Demos mais alguns testemunhos de astronautas, reunidos no livro de Frank White, The Overview Effect (Boston, 1987, tenho um exemplar autografado por ele). Do astronauta Russel  Schweickart: “A Terra, vista a partir de fora, você percebe que tudo o que lhe é significativo, toda a história, a arte, o nascimento, a morte, o amor, a alegria e as lágrimas, tudo isso está naquele pequeno ponto azul e branco que você pode cobrir com seu polegar. E, a partir daquela perspectiva, se entende que tudo em nós mudou, que começa a existir algo novo, que a relação não é mais a mesma como fora antes”(The Overview Effect,38).

    Do astronauta Gene Cernan: “Eu fui o último homem a pisar na Lua, em dezembro de l972. Da superfície lunar olhava com temor reverencial para a Terra num transfundo de azul muito escuro. O que eu via era demasiadamente belo para ser compreendido, demasiadamente lógico, cheio de propósito para ser fruto de um mero acidente cósmico. A gente se sentia, interiormente, obrigado a louvar a Deus. Deus deve existir por ter criado aquilo que eu tinha o privilégio de contemplar” (Op.cit,39).

    Sigmund Jähn: “Já são ultrapassadas as fronteiras políticas. Ultrapassadas também as fronteiras das nações. Somos um único povo e cada um é responsável pela manutenção do frágil equilíbrio da Terra. Somos seus guardiões e devemos cuidar do futuro comum”(Op.cit,43).

    Essas visões, que parecem evidentes, nunca foram tomadas a sério pela geopolítica e pelos chefes de Estado. Mesmo sem ter visto a Terra de fora da Terra (nunca saiu de sua cidade, Königsberg), Immanuel Kant (1724-1804), em sua última obra, A Paz Perpétua (1795), enfatizou que a Terra pertence à inteira Humanidade e constitui um bem comum de todos. Então, não há por que lutarmos por terras, se tudo é nosso. Podemos viver numa paz perpétua.

    Mas quem, no nosso tempo, se deu conta da mudança de consciência a partir do fato de vermos a Terra de fora da Terra foi o prolífico escritor russo, autor de centenas de livros de teor científico, mas populares, Isaac Asimov. Por ocasião dos 25 anos da primeira viagem espacial pelo Sputnik, realizada em 4 de outubro de 1957, inaugurando a Era Espacial, ele foi convidado pela revista New York Times para escrever um artigo sobre o legado deste um quarto de século. Escreveu um pequeno artigo com o título “Sputnik’s Legacy: Globalism” ou O Legado do Sputnik: Globalismo.

    Sigo alguns tópicos, pois são atuais, embora desconsiderados.

    “A primeira palavra a dizer é globalismo. Mesmo contra a vontade, há de se considerar a Terra e a Humanidade como uma única entidade (single Entity)”. (…) “Os satélites mostram esse ser único (unit), quer o aceitemos ou não. Pela primeira vez na história, podemos identificar os furacões, os distúrbios climáticos, do começo ao fim”. Os meios de comunicação nos ligam globalmente uns aos outros, comprovando o globalismo (nós diríamos, globalização). Esse é o lado material.

    Mas há o lado psicológico: ”A visão da Terra como um todo, a esfera planetária, nos obriga a senti-la como pequena e frágil. É arbitrária a divisão de sua superfície em porções (nações), consideradas sagradas, preservá-las a todo custo mesmo que implique a destruição do planeta”. Importa ver o todo, o Planeta.

    A imagem mostra o escritor Isaac Asimov em preto e branco, levantando a mão em um ambiente urbano, com pessoas e carros ao fundo. No contexto da discussão sobre globalismo e era espacial, a presença de Asimov reforça a reflexão sobre como a exploração espacial ampliou a percepção da humanidade como uma única entidade global.
    O escritor Isaac Asimov, um dos maiores nomes da ficção científica (Foto: Divulgação)

    Cooperação global

    Por fim, há o lado das potencialidades. A Era Espacial abriu o espaço para novas viagens e a descoberta de como são compostos os planetas e como funcionam. “Tudo isso será impossível sem uma cooperação global. O desenvolvimento do espaço é o projeto da humanidade como um todo e nisso se mostrará o valor do globalismo”.

    No entanto,  devemos fazer uma escolha entre o local e o global. “O localismo (as nações tomadas em si) pode acelerar nossa deriva para uma eventual destruição, inclusive, da humanidade. O globalismo nos oferece a esperança de uma civilização maior, mais vasta e melhor, com mais versatilidade e flexibilidade, libertando-nos do aprisionamento do local”. Se considerarmos as alternativas – localismo como morte versus globalismo como vida –, seguramente, vamos escolher a vida. Esse é o legado da Era do Espaço”.

    Hoje, estamos vivendo o contrário de tudo o que se expressou acima. Predomina a afirmação da nação (nacionalismo) opondo-se a outra nação, com a ideologia do fascismo, geralmente, acompanhando esse movimento, em nível nacional e mundial. Ao invés de aprofundarmos a globalização (para além de sua redução ao econômico) como um nova fase da Terra e da Humanidade (todos estamos voltando da grande dispersão) e encontrando-nos num mesmo lugar, no planeta Terra, regredimos a um passado de divisões, oposições e guerras no afã de conquistar territórios.

    Mas creio que o que é verdadeiro tem força e acaba se impondo. Ele superará a regressão nacionalista/fascista e reforçará o novo rumo da Terra e da Humanidade como uma única e grande complexa realidade, nossa Casa Comum.

    LIBERTA 

      


    e o blog0news continua…
    visite a lista de arquivos na coluna da esquerda
    para passear pelos posts passados


    Mas uso mesmo é o

    ESTATÍSTICAS SITEMETER