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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sexta-feira, agosto 21, 2026

    Green Man


     

    A disputa num campo campo onde a racionalidade pesa menos que a identidade

    NELSON RICARDO DA COSTA E SILVA

    Sangue frio, pessoal: os próximos números de pesquisas mostrarão apertos, empate e até vantagem para Flávio. Respire. E aguarde duas ou três semanas para vermos se o arsenal contra Flávio vai colar. 
     
    Não adianta falar para iniciados. Indecisos e direita não bolsonarista são as chaves mais aparentes.
    Por quê?
     
    A possibilidade de vitória da extrema direita nas eleições não é apenas uma possibilidade distante — é uma tendência documentada por dados, e o "aperto" nas pesquisas que se avizinha reflete muito além da velha tentativa com "Lulinha": transformações profundas na sociedade brasileira.
     
    O movimento de ascensão da extrema direita não é um fenômeno isolado brasileiro. Como apontam as pesquisas comparativas, há padrões transnacionais que caracterizam o ativismo jovem de direita radical atualmente. O que vemos no Brasil é parte de uma onda que se espalha pelo Ocidente, com particular força na América Latina, onde a combinação de crise econômica, desencanto com a política tradicional e digitalização das relações sociais cria terreno fértil para discursos radicais.
     
    O dado mais contundente que eu conheço vem da pesquisa "Juventudes: Tarefa Pendente" (2025), da Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung: 38% dos jovens brasileiros se posicionam à direita, sendo 17% na extrema-direita — o maior percentual em toda a América Latina. 
     
    Para efeito de comparação, no início dos anos 2000, a extrema-direita entre jovens era de apenas 6%; hoje, praticamente triplicou sua presença, enquanto a esquerda encolheu de 27% para 18%.  
    Pesquisa mais recente do Centro de Estudos SoU_Ciência (Unifesp), publicada em janeiro de 2026, corrobora: 23% dos jovens de 18 a 27 anos se declaram bolsonaristas ou próximos ao bolsonarismo, contra 28% petistas. O empate técnico no eleitorado jovem é um fato consumado.
     
    A pesquisadora Beatriz Besen, que dedicou sua tese de doutorado ao estudo da militância jovem na direita radical brasileira e alemã, alerta que não estamos falando de algo homogêneo ou coeso: as portas de entrada na direita radical são muito diversas. Essa diversidade é fundamental para entender o fenômeno, que se desdobra em pelo menos três grandes frentes.
     
    A primeira é o cansaço com o governo Lula e com a política tradicional como um todo. Os jovens, de modo geral, veem a política como algo distante, sujo e ineficaz. Esse desencantamento, combinado com a crise econômica e a percepção de que houve melhorias pontuais, mas insuficientes diante das expectativas, abre espaço para discursos que prometem ruptura. 
     
    Entre os jovens, a corrupção é apontada como o principal problema do país — um discurso capturado com eficácia pela extrema direita.
     
    A isso se soma a força evangélica e a virada religiosa em curso.
    O avanço do neopentecostalismo nas periferias urbanas é um dos fatores mais subestimados. Como mostrou pesquisa de campo em Cidade Tiradentes (SP), a Igreja Universal do Reino de Deus promove cultos como o "Nação dos 318", direcionados a empresários e empreendedores, criando uma subjetividade neoliberal em que a prosperidade individual se confunde com a bênção divina. A Teologia da Prosperidade substituiu, em muitos espaços, a Teologia da Libertação, reforçando a perspectiva da salvação individual e da realização meramente pessoal na existência terrena.
    Mas talvez o vetor mais silencioso e poderoso seja o avanço do empreendedorismo e da meritocracia como valores populares. 
     
    Esse discurso deixou de ser privilégio das elites e se enraizou nas classes populares. A pesquisa da Fundação Perseu Abramo com antigos eleitores do PT na periferia de São Paulo constatou que valores supostamente liberais, como empreendedorismo, meritocracia e esforço individual, estão fortemente presentes nesse universo. 
     
    Por que isso acontece? A resposta está na precarização do trabalho. A geração mais escolarizada da história se depara com um mercado de trabalho instável e fragmentado: 40,9% têm CLT, 13,3% são autônomos PJ/MEI, 11,8% autônomos informais ocasionais, e 10,1% estão desempregados. Diante disso, o empreendedorismo aparece como alternativa de sobrevivência — e o discurso meritocrático, como justificativa para uma realidade brutal: se você não consegue, é porque não se esforçou o bastante. A pesquisadora destaca que, diante da precariedade, empreender não é só uma necessidade imposta pela condição, mas também autoimposta e interiorizada.
     
    A juventude não é mais um reduto progressista — a identificação com a direita cresceu de forma consistente na última década.
     
    O apoio à democracia é superficial: jovens afirmam valorizar a democracia, mas, quando confrontados com cenários de crise, aceitam soluções autoritárias se acreditarem que isso vai "colocar as coisas no lugar" — como restrições a liberdades civis em nome da ordem, ou a defesa de intervenções militares se apresentadas como "garantia de estabilidade". 
     
    A comunicação afetiva (redes sociais) vence a racional: enquanto a política tradicional continua marcada por discursos técnicos, siglas e burocracias, a extrema-direita fala em patriotismo, coragem, liberdade e verdade, de forma direta, performática e emocional, sobretudo por meio de memes, humor e narrativas heroicas. 
     
    Pega na veia de toda uma geração formada em ambientes digitais: rua e chão de fábrica não significam NADA para eles.
     
    Portanto, é mesmo preciso sangue frio e respiração.
     
    O arsenal contra a extrema direita ainda existe — os dados sobre os riscos autoritários, os escândalos de corrupção, a desigualdade que o discurso meritocrático mascara. 
     
    Mas o diagnóstico precisa ser honesto: a virada à direita entre os brasileiros não é conjuntural; é um movimento de fundo, alimentado por precarização estrutural, transformação religiosa e uma comunicação política que entendeu que se ganha no afeto e na identidade, não no debate racional.
     
    E é nesse cenário que indecisos e a direita não bolsonarista se tornam peças-chave — não porque sejam ingênuos, mas porque estão sendo disputados em um campo onde a racionalidade pesa menos que a identidade. 
     
    Chegar até eles exige mais que dados; exige narrativa. 
     
    A disputa não será ganha ou perdida nas próximas semanas. Ela já está em curso há anos, e os números que virão — apertados, de empate ou com vantagem para Flávio — serão apenas o reflexo de uma batalha cultural mais profunda, que exige respostas à altura da complexidade do momento. 
     
    Teremos?
      

     

     

    Odysseus Wasn’t Real. But He Had Real Worshipers in Ancient Ithaca.

     

     

     "Was the crafty monarch who dreamed up the Trojan Horse a flesh-and-blood ruler or just a figment of Homer’s imagination? Modern scholars generally view the epic poem as folklore. But in recent years, archaeologists working in Ithaca have found evidence that the ancients viewed the story quite differently. High on a rocky ridge, they have uncovered what might be antiquity’s most devoted fan club: the ruins of a sprawling, 2,400-year-old sanctuary with details suggesting that King Odysseus was a figure of local worship."

    READ ARTICLE BY FRANZ LIDZ 

     

    ZE RENATO & RENATO BRAZ - Adios Felicidad

     

    Adiós felicidad
    Casi no te conocí Pasaste indiferente Sin pensar en mi sufrir

    Former WH staffer uncloaks the kryptonite that will take Trump down

     

     Former WH staffer uncloaks the kryptonite that will take Trump down

    "The Achilles’ heel of autocrats is mockery, said Taylor. And Trump and his feather-thin skin is particularly sensitive to it.

    “Strongmen can handle all the hatred because, weirdly (and this is Trump’s long-standing view), the hatred confirms their power,” said Taylor. “What they actually have such a hard time with is laughter. When people point and laugh, they cower and quiver. The tactic is as old as time.”

     

    Former WH staffer uncloaks the kryptonite that will take Trump down - Alternet.org

    100 Best TV Shows Of All Time To Binge Watch



    "Television used to be considered one of the lowest forms of entertainment. It was derided as ‘the idiot box’ and ‘the boob tube’. Edward R Murrow referred to it as ‘the opiate of the masses’, and the phrase ‘I don’t even own a TV’ was considered a major bragging right. 

    A lot has changed. Television is now the dominant medium in basically all of entertainment. The shift in perception is widely credited to the arrival of The Sopranos, which completely reinvented the notion of what a TV show could do. But that doesn’t mean everything that came before is primordial slurry. While this list of the greatest TV shows ever is dominated by 21st century programs, from The Wire to Succession to Adolescence, there are many shows that deserve credit for laying the groundwork for this current golden age.

    100 Best TV Shows Of All Time To Binge Watch

    quinta-feira, agosto 20, 2026

    VAZANTE


     

    Broderagem: TriSal Master

    AROEIRA






    FRAGA



    QUINHO




    CAU GOMEZ


     

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    Tears For Fears - Advice For The Young At Heart

     

    Advice for the young at heart Soon we will be older When we gonna make it work?



    terça-feira, agosto 18, 2026

    VAZANTE


     

    Cuba é troféu para os EUA,

     

    Dorrit Harazim

    Dias atrás, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, mostrou-se satisfeito por ser inquirido sobre Cuba. Era, finalmente, uma ocasião de ostentar musculatura fácil, mudar o foco da desconcertante humilhação que vem sofrendo há seis meses com a exasperante guerra sem heróis contra o Irã.

    — Todas as opções estão na mesa, o que inclui opções militares, e seria sensato por parte de Cuba prestar atenção às declarações do presidente Trump sobre as prerrogativas estratégicas dos americanos — respondeu. — Com certeza [Cuba] não é páreo para os Estados Unidos... Estou animado com as muitas opções que temos.

    Vestia uma camiseta verde-oliva que deixava à mostra o “We the People” da Constituição tatuado em letras garrafais no antebraço direito.

    Imagem, para Hegseth, é crucial. Apesar de estar no comando do Pentágono e rebatizá-lo de Departamento de Guerra, ele conta com pouco mais do que sua estampa para sobreviver no cargo até o fim do mandato de Trump, em 2028. A audácia do rapto e substituição de Nicolás Maduro na calada da noite, na Venezuela, lhe rendeu bons louros graças à indiferença do mundo diante de violação tão gritante da ordem internacional. Mas, de resto, nada mais parece funcionar para Hegseth — nem no Irã, nem no Oriente Médio, nem com seus éditos sobre o baixo nível de testosterona nas casernas. Até o presidente Trump vem dando mostra de exasperação com seu protegido.

    É nesse panorama que Cuba se apresenta de forma tentadora também para Hegseth. O “também”, no caso, importa, pois tem gente mais graúda de olho nesse troféu. Antes de tudo, Cuba é a tentação fundamental para todo ocupante da Casa Branca desde que os barbudos de Fidel Castro tomaram o poder na ilha em 1959. Já são 13 os presidentes americanos consecutivos, de Dwight Eisenhower a Donald Trump (seis democratas e sete republicanos), que tentaram remover, isolar ou mudar estruturalmente o regime cubano. Alternaram-se apenas as abordagens táticas — de tentativas de assassinato e operações clandestinas a décadas de asfixiamento econômico e alguma diplomacia na era Barack Obama. Trump, que já prometeu acabar com duas guerras em 24 horas e está atolado em três, deposita no almejado retorno de Cuba à esfera de influência dos Estados Unidos a chance de conseguir o que a História certamente lhe negará — ser chamado de estadista.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, tem interesses mais terrenos: se conseguir colocar as mãos em Cuba em tempo hábil, suas chances como presidenciável republicano em 2028 dão um salto de catapulta. A ponto de empalidecer seu concorrente mais imediato, o atual vice-presidente J.D. Vance, cuja esfera de poder passa ao largo do Hemisfério Ocidental idealizado por Trump.

    Com esse pano de fundo, merece atenção um relatório divulgado duas semanas atrás pelo Departamento de Estado de Rubio. “Cuba, a Capital Comunista do Século XXI”, diz o título. O preâmbulo não é menos alarmado:

    — O ataque de Cuba aos Estados Unidos nunca foi, em sua essência, uma disputa sobre política econômica, soberania ou mesmo posse de um determinado território. Foi uma revolução contra a própria civilização ocidental — travada, em parte, pelo método inédito e insidioso de persuadir os filhos do Ocidente a se voltar contra sua própria herança. Essa é a campanha que Castro lançou em 1959, e é a campanha que seus herdeiros estão travando.

    Ao longo de 99 páginas, o relatório afirma que “mesmo com sua economia à beira do colapso, o objetivo fundamental do regime cubano permanece sendo a revolução marxista hemisférica capaz de apagar os Estados Unidos da face da Terra”. Não fica muito claro como ela se daria. Isso porque, “um dos maiores, mais sofisticados e perigosos vetores de influência estrangeira hostil na História moderna americana” são, segundo o documento, as ONGs, organizações ativistas, redes ideológicas e grupos de fachada cubanos. Dos tumultos antirracistas decorrentes do assassinato a frio de George Floyd à explosão do ativismo pró-Palestina nos campi universitários, tudo tem ligação “de alguma forma, à influência cubana” e sua “revolução existencial contra os Estados Unidos”. Caramba!

    Philip Agee foi agente da CIA por nove anos na década de 1960. Nascido na Flórida de Rubio (cujos pais cubanos emigraram antes da revolução), morreu na Havana de Fidel Castro em 2008, execrado pela agência por ter publicado um catatau autobiográfico de quase 700 páginas narrando sua vida de espião. “Dentro da ‘Companhia’: Diário da CIA”, publicado no Brasil pelo Círculo do Livro em 1974, tornou-se um clássico. A avaliação de Agee dos motivos que levam os Estados Unidos a precisar estrangular Cuba foi feita em entrevista ao programa de TV “Alternative View” e data dos anos 1970:

    — Se Cuba, um país pobre, conseguisse demonstrar que é capaz de oferecer cuidados de saúde melhores e outros avanços sociais, isso representaria uma ameaça à narrativa dos Estados Unidos sobre a superioridade de seu modelo. Muitos americanos poderiam olhar para Cuba e pensar: “Se eles conseguem fazer isso com uma renda per capita de US$ 2.000/US$ 2.500, enquanto a nossa é de US$ 22.500, que problemas existem em nosso próprio sistema?

    Continua valendo.

    GLOBO

     ilustração: MARCELO

    Glória Menezes, atriz que mudou a interpretação televisiva

     


    "Figura fundadora da teledramaturgia brasileira e nome determinante na modernização da interpretação audiovisual no país, não foi apenas com mocinhas e vilãs de 40 títulos televisivos que a artista montou a extensa galeria de personagens que fez dela um dos rostos mais conhecidos do país.

    Marcada pela introdução do naturalismo psicológico na TV aberta, ao lado do marido, o ator Tarcísio Meira, fez uma aliança artística e afetiva que virou patrimônio nacional.

    A televisão foi um porto mais frquente. Mas houve também, em sua trajetória, dedicações pontuais ao teatro e pelo menos um grande papel no cinema, a sofrida Rosa, do filme "O Pagador de Promessas", de 1962, de Anselmo Duarte."

    leia obit por Andre Marcondes e Gustavo Fioratti



    FIDEL 100

     

    CAU GOMEZ




    AROEIRA


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    Mesmo se Flávio perder, direita Master deve ganhar todo o resto,


    "Infelizmente, a democracia brasileira não tem sistema imunológico para lidar com esses fatos. Direitistas específicos podem ser denunciados e presos, mas ninguém com poder, inclusive na mídia, está disposto a denunciar a direita quando isso de fato ameaça a hegemonia conservadora no sistema político brasileiro.
    E se a imprensa não fizer, quem fará? O Congresso, que é dominado pela direita porque fizemos nossa transição democrática com a classe política herdada da ditadura? O Judiciário, que tem gente grande envolvida com o Master e sabe que sua melhor chance de sobreviver é ajudar a direita a matar a investigação? Desde o impeachment de Dilma Rousseff sabemos que a direita tem mais poder para abafar escândalos do que a esquerda.
    A direita não vai pagar preço nenhum por ter causado a maior fraude do sistema financeiro brasileiro. Os direitistas que perderem seus cargos por seu envolvimento com o Master devem ser substituídos por outros candidatos dos partidos que bancaram o Master.

    LEIA COLUNA DE CELSO ROCHA DE BARROS >
    Democracia Política e novo Reformismo: Mesmo se Flávio perder, direita Master deve ganhar todo o resto, por Celso Rocha de Barros

    A eleição será decidida pelos endividados


    "O raciocínio é simples: mesmo com uma taxa de ocupação elevada - tanto entre os formais e os MEIs, quanto nos sem carteira que complementam com bicos os benefícios governamentais - e com a contenção da pressão altista dos preços nos supermercados, as pessoas estão estranguladas com os boletos em atraso e os pagamentos de juros, que vêm sendo reduzidos em doses homeopáticas pelo Copom."

    leia coluna de BRUNO CARAZZA
    Democracia Política e novo Reformismo: A eleição será decidida pelos endividados, por Bruno Carazza

    Divino Maravilhoso_Gal Costa (1969)

     

    Atenção
    Tudo é perigoso Tudo é divino, maravilhoso Atenção para o refrão, uau!
    É preciso estar atento e forte Não temos tempo de temer a morte

    (Caetano Veloso)

    4 IMAGENS





     

    Smells Like Lemon, Tastes Like Wine - Alan Price

     

    Come out, come out, whereever you are!
    The game is up, you wanna be a star
    Now you've gotta learn to take your time
    When it smells like lemon and it tastes like wine


    Abbe Lane & Xavier Cugat Orchestra "Desfinado"

     


    IN MEMORIAM ABBE LANE

    segunda-feira, agosto 17, 2026


     

    Foi dada a largada!

    SPACCA





    CAIO GOMEZ



    GALVAO


     

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    Folhas no Ar - Elizeth Cardoso ( Elton Medeiros / Hermínio Bello de Carvalho )

     

    vou buscar aquilo que foi meu
    e que no mundo se perdeu
    qual folhas que o vento soltou no ar




     

    Art Spiegelman: ‘The US needs a counter-revolution’









    "Spiegelman’s mood is sombre as he discusses how Trump has “very effectively dismantled” the country’s democratic ideals: “Whatever the ideals were, we never lived up to them, but at least we had them. Now it’s all so cynical and sordid and stupid.” The president “is cutting off civil liberties and using his powers to squelch dissent and enrich himself in such thoroughly illegal ways, it’s kind of mindblowing”, Spiegelman says, and he finds himself watching in alarm as the “plutocrat in chief” and his “few dozen toadies” get ever richer while ordinary Americans struggle and suffer a “new indignity every day”. He has no hesitation in describing the Trump administration as fascist. “It’s fascism,” he says. “It’s not nazism, per se, but it has a template that it’s following. And it does have to do with othering, which is the basis of what Maus is about, it’s: ‘OK, you guys are mice, we’re cats.’” Maus is among the many books to be banned by various Republican school boards in recent years, but Spiegelman says he has a “predilection” for producing the kind of art people will seek to ban. Sales of Maus spiked in response to the bans.

    “I tend to be pessimistic, but this is worse than most things I know,” he says of American politics. “I just don’t see how we get out of this.” "

    read interview with Art Spiegelman
    conducted by Sophie McBain

    Art Spiegelman: ‘The US needs a counter-revolution’ | Art Spiegelman | The Guardian

    Encabeçando




    AROEIRA

     

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    O pêndulo de demolição

     

    Em março, o homem que denuncia Alfredo Gaspar apresentou à piauí a mulher que ele diz ter sido estuprada pelo deputado. Depois, pediu dinheiro à revista e voltou atrás em tudo o que disse - Crédito: Isa Barros/Reprodução

    Como um desconhecido espalhou uma acusação de estupro contra Alfredo Gaspar, hoje o vice de Flávio Bolsonaro, depois recuou no que disse, e agora mudou de ideia de novo


    leia reportagem de Alessandra Medina e João Batista Jr.  

      pêndulo de demolição - revista piauí

    " Na hora combinada, Lopes apareceu ao lado de um casal, que apresentou como sendo Jailma, a vítima do estupro, e seu namorado, Lucas. Jailma é uma mulher magra, com cabelos lisos e escuros que chegam quase à altura da cintura. Lucas, um rapaz alto, que vestia bermuda e chinelo. Pediram que a conversa se desse em off, de forma preliminar, sem gravação. Sentada na praça de alimentação do shopping, Jailma contou então sua história. Disse que tinha 8 anos quando sua mãe começou a trabalhar como empregada doméstica na casa de Alfredo Gaspar, em Maceió. Contou que ajudava a mãe nas tarefas – e, às vezes, recebia presentes do dono da casa, como bonecas e um celular. Jailma afirmou que, quando tinha 13 anos de idade, teve relação sexual com Gaspar mais de uma vez. Na conversa com a piauí, não tratou os episódios como estupro, mas como “agrados”. Disse que foram relações consensuais. Ainda assim, seu relato é grave porque a lei brasileira entende que não existe consentimento num ato sexual com uma criança de até 14 anos. É, necessariamente, um crime."

    Andy and The Bey Sisters - Willow Weep For Me

     

    IN MEMORIAM GERALDINE DE HAAS

    Bend your branches down along the ground and cover me
    When the shadows fall, bend over willow and weep for me



    domingo, agosto 16, 2026

    CHURRAO


     

    GAZA garfado

    AMORIM




    DALCIO MACHADO



    LAZ MUNIZ




    GILMAR

    [

     

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    Silhouettes Get A Job 1958

     

    Well every morning about this time
    She gets me out of bed, a-crying get a job After breakfast everyday she throws the want ads right my way And never fails to say - get a job


    sábado, agosto 15, 2026


     

    Manuel Barrenco - ASTURAS (Ibanez)

     

    Manurl

    sexta-feira, agosto 14, 2026

    ‘The Odyssey’ Should Have Done Better by This Character

     

    A woman sits with her hands clasped as men in armor stand behind her.

    Oil, Hunters and Dr. Phil: How a Long-Shot Project Is Shaking Up Greenland

     

     Colorful houses stand on rocky land next to a body of water.

     

    A U.S. oil company says it could be on the verge of a major discovery in Greenland. The proposal comes at a tricky time for the Arctic island, and locals are lining up against it.

    Jeffrey Gettleman and

    In one of the most remote towns on earth, on the frozen crust of Greenland’s east coast, the American oilman made his pitch.

    Near to the very room where they were all sitting, he told a crowd of Greenlanders, could be as much as 13 billion barrels of oil. His company planned to drill two exploratory wells, and if it struck oil, it could be a major worldwide discovery bringing much-needed jobs, loads of tax money and relief to world energy markets.

    The people who attended the meeting, which was held in June in an isolated town called Ittoqqortoormiit, had some questions.

    Why would Greenland get only 15 percent of the profit?

    What kind of chemicals would be used?

    And what about the musk ox?

    (Musk ox hunting is a big deal up there.)

    Image
    A store with items made with animal skins and furs on display. One person walks through it while browsing.
    A store selling items made with sealskin and musk ox furs in Nuuk, Greenland’s capital. The area believed to have vast oil reserves, known as Jameson Land, is a protected environmental zone home to musk ox, foxes and migrating birds.Credit...Ivor Prickett for The New York Times

    The meeting wrapped up with a lot of unhappy people filing out, according to a video of it that was shared with The New York Times, and a showdown over oil exploration has now joined the cloud of issues swirling over Greenland.

    The wildcat oil project is being pumped up by Dr. Phil McGraw, the TV personality known as Dr. Phil, and Gov. Jeff Landry of Louisiana, both powerful allies of President Trump. It’s the latest push by the MAGA camp to close in on this gigantic Arctic island that Mr. Trump threatened to annex and remains a fixation of his.

    If the discovery is anything close to what the company says, and if it makes economic sense for major production — and those are two enormous ifs — this project could thrust Greenland into a radically different future, possibly as an Arctic petrostate.

    But it’s off to a bumpy start. After a wave of negative publicity, protests by Greenlanders and a slip-up by the project’s organizers who have a drilling license, Greenland’s authorities tapped the brakes. This week the government pushed back the timeline for granting final approvals, saying that it’s unlikely any drilling would be authorized before 2028.

    The Texas-based firm leading the project, Greenland Energy Company, now says it will focus on drilling only one well, not two. And the delays are expected to cost millions. As a result, Greenland Energy’s share price has plummeted, trading at little more than a dollar, half its value from just days ago.

    Want to stay updated on what’s happening in Greenland? , and we’ll send our latest coverage to your inbox.

    A few years ago, Greenland declared it was suspending oil exploration. The Arctic is among the fastest-warming regions in the world, and the Greenlandic government felt it was wrong to contribute more fossil fuel pollution.

    Image
    An aerial photo of mountainous land covered by snow.
    The landscape near Ittoqqortoormiit in 2024. Warming temperatures mean less ice on Greenland’s coast, making any oil discovered cheaper to export than it would have been decades ago, an executive said.Credit...Olivier Morin/Agence France-Presse — Getty Images

    But the oil prospectors in this case are operating with a valid license granted before the policy changed, according to documents reviewed by The New York Times. So Greenlandic officials, who have been trying to navigate the intense pressure Mr. Trump has put on them, find themselves in a tight spot.

    They are more than aware that if they reflexively block Americans from drilling, especially at a time when world events have squeezed the global oil supply, that could give Mr. Trump the pretext he needs to return to his threats to “get” Greenland, “one way or the other.” At the same time, there’s obvious resistance from ordinary Greenlanders and government officials to the project.

    “In a world where Donald Trump has pursued such a confrontational policy toward Greenland, you can’t help but be a little concerned,” said Mikkel Runge Olesen, a senior researcher at the Danish Institute for International Studies. If you suddenly throw a major oil discovery into the mix, who knows what might happen.”

    For months, the United States, Greenland and Denmark — the island’s former colonial master that still controls many of its affairs — have been locked in sticky negotiations over the island’s future. One key issue has been American access to Greenland’s natural resources.

    Ever since Mr. Trump set his sights on the island, Greenland has become a magnet for investors and allies chasing Arctic resource dreams. But oil has never been easy.

    Chevron and Shell prospected decades ago with no success. It’s incredibly expensive to build an oil industry from scratch in one of the most remote and inhospitable places on the planet. Most of Greenland is covered in ice. One major U.S. company, ARCO, decades ago sank today’s equivalent of $250 million — far more than the $80 million the current players have raised — into seismic studies in the same area, only to abandon the project in 1990.

    “There are so many red flags here,” said Naaja Nathanielsen, Greenland’s former minister of natural resources and now a representative in Denmark’s Parliament. She says she hasn’t seen any hard data supporting the project’s tantalizing claims, adding, “I think they are selling hot air.”

    Not so, say the backers of the project, a joint venture between Greenland Energy, the small, publicly traded U.S. company that raised the money, and 80 Mile Plc, a British outfit that acquired the drilling licenses several years ago.

    Roderick McIllree, 80 Mile’s executive director and a board member of Greenland Energy, said this stretch of Greenland had the same geology as the North Sea oil fields, where European countries have extracted billions of barrels. And climate change is working in their favor, he said.

    Warming temperatures mean less ice clogging Greenland’s coast, making any oil discovered cheaper to export than it would have been decades ago, he said.

    One investor is the Citadel hedge fund, run by the investment titan Ken Griffin, and the Trump administration fully supports the project.

    “Greenland could be exporting two million barrels of oil a day,” said Governor Landry, Mr. Trump’s special envoy to Greenland, in a Fox News interview in May. He added, “Think about what kind of pressure that would relieve in the Straits of Hormuz.”

    Image
    Gov. Jeff Landry, wearing a blue suit and red tie, sits behind a microphone and looks to his side.
    Gov. Jeff Landry of Louisiana was appointed by Mr. Trump to be the special envoy to Greenland.Credit...Kenny Holston/The New York Times

    Before the project is allowed to start, its plans, including a detailed environmental assessment, must be approved. But the organizers have been moving ahead anyway and recently carried out two disputed equipment transfers.

    First, they brought in a barge of equipment from another part of Greenland on what authorities said was an expired permit. Jorgen Hammeken-Holm, the head of Greenland’s mineral resources department, called the move “naughty, naughty.”

    Then, a few days later, they unloaded another piece of heavy equipment without proper notification, the authorities said.

    “We have the police and the military,” Mr. Hammeken-Holm warned. “They can assist in dealing with unlawful activities if necessary.”

    Mr. McIllree, the 80 Mile executive, admitted, “We kind of fell down.” He said the company apologized to Greenlandic officials.

    The potentially oil-rich area, known as Jameson Land, is a highly protected environmental zone, an Arctic swampland of sorts, home to tenacious shrubs and musk ox, foxes and migrating birds like the pink-footed goose. The musk ox is prized for its meat and its fur, which is turned into a luxurious yarn.

    All this has attracted Dr. Phil, who did a recent 44-minute podcast on the project. He titled the episode “Frozen Gold,” and according to documents on Greenland Energy’s website, the company has established “a wide-ranging partnership” with him to make a six-episode series on “this modern-day treasure hunt.”

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    Dr. Phil McGraw, wearing a beige suit, and President Trump, wearing a dark suit and red tie, clasp hands behind a lectern with the U.S. presidential seal.
    Dr. Phil McGraw, the television personality known as Dr. Phil and an ally of President Trump, dedicated a recent episode of his podcast to talking up the oil project in Greenland. It was titled “Frozen Gold.” Credit...Phelan M. Ebenhack/Associated Press

    His company did not respond to requests for comment about his involvement in the project. But on his podcast, Dr. Phil said he would soon head to the Arctic.

    “I’m going to have to mug a kitten and get some mittens because I’m going to go up there and see this firsthand,” he said.

    Ittoqqortoormiit (It-tok-kor-TOR-meet), population 329, is trying to make sense of what’s happening. This spring, members of the local council seemed ready to negotiate and drafted a list of things they wanted from the oil company: a heated community pool, new hunting cabins and funding for residents to fly over Jameson Land in helicopters one last time before their hunting grounds were turned into an industrial site.

    But the public meeting in June changed the mood.

    Mr. McIllree conceded that the team that led the meeting didn’t show enough respect.

    “They forgot whose house they were in,” he said.

    Still, some residents support the project.

    Aage Uugi Pike Barselajsen, a construction worker, said in a telephone interview that Ittoqqortoormiit desperately needed jobs.

    “You have to think about the future and the money,” he explained. “Maybe Greenland could become like Dubai. That’s my dream.”

      NEW YORK TIMES

     


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