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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, setembro 26, 2026

    Não estamos perdendo o controle da IA; estamos abrindo mão dele

     

     

     

    "Os modelos estão cada vez mais inteligentes. Eles sabem quando estamos observando e mudam seu comportamento. Portanto, o que fazem quando os testamos, quando os auditamos, talvez não nos diga o que farão no mundo real. 

    Circe diz, desesperada: "As Moiras riam de mim, de Atena, de todos nós. Era a piada amarga favorita delas: aqueles que lutam contra a profecia apenas a apertam ainda mais em torno do próprio pescoço".

     A frase aparece no fim do livro, depois que uma profecia trágica se cumpre apesar de todos os esforços para evitá-la.

    Essa é a tragédia de seu trabalho. Ao lutar contra a profecia, as empresas a apertaram ainda mais em torno do próprio pescoço —e do nosso."

    LEIA ENSAIO DE EZRA KLEIN  


    Eclipse Eduardo Armani y su Orquesta (Margarita Lecuona )

     


    Eclipse de Luna en el cielo 
    Ausencia de luz en el mar 
    Sufriendo de amargo desvelo 
    Mirando la Luna me puse a llorar
     
     

    sexta-feira, setembro 25, 2026

    Portelinha


     

    Quem manda na ONU



    AMORIM

     

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    The headlines comemorating the death of Gloria Steinem left out one very salient episode of her career

     

     graphic for roaming charges column by Jeffrey St. Clair

    JEFFREY ST. CLAIR 

    + Many of the headlines commemorating the death of Gloria Steinem at 92 read like this: “Feminist icon, trailblazer, journalist.” They leave out one very salient episode of her career: her years as a paid CIA operative running the anti-communist Independent Research Service in the late 50s and 60s. There was, of course, nothing “Independent” about the “service.” It was an agency front group, fully funded by the CIA. The “research” it did was on left-leaning student activists, often conducted by sending undercover operatives to spy on their activities on campuses and at youth festivals. Though Steinem eventually cut ties with the Agency, her brand of feminism downplayed class-based politics.

    + After Gloria Steinem (RIP) was photographed at numerous social outings with Henry Kissinger in the late 1960s and early 1970s, she got so much flak from members of her own nascent feminist movement that she felt compelled to distance herself from speculation that she’d been “dating” the blood-stained diplomat, who once claimed that “power is the ultimate aphrodisiac.” When asked about Steinem’s denial that she was his “girlfriend,” Kissinger replied that he still felt hopeful she’d eventually submit to his, uh, charms: “After all, she did not say that if nominated she would not accept, or if elected she would not serve.”

    + Steinem defended Bill Clinton against every allegation of sexual misconduct, including rape, claiming that all of his “advances” had been “welcome.” She later defended her support for Hillary Clinton in the 2016 primaries over Sanders, who many younger women were enthusiastically backing, by saying condescendingly, “When you’re young, you’re thinking, ‘Where are the boys?” The boys were with Bernie.

     

        COUNTERPUNCH 

     

    'Mestre Zuenir Ventura em cinco atos'

     



    Ancelmo Gois

    O jornalista e colunista do GLOBO Ancelmo Gois presta homenagem ao amigo Zuenir Ventura e relembra cinco capítulos importantes da trajetória jornalística, política e cultural do escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras. Mestre Zu, como era tratado por amigos, faleceu nesta terça-feira, aos 95 anos, em razão de uma pneumonia. O corpo será velado nesta quarta (23) na ABL, no Centro do Rio, e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista.

    Confira o texto de Ancelmo Gois abaixo.

    1) Zuenir Ventura foi um baita jornalista cultural

    Acompanhou as grandes ebulições na segunda metade do século XX nesta área, como o surgimento da Bossa Nova e do Cinema Novo. Agora mesmo, quando se comemoram 60 anos do Teatro Casa Grande, o nome dele e da mulher, a também jornalista Mary Ventura, foram lembrados como grandes responsáveis pela projeção na sociedade daquele espaço como centro de resistência cultural à Ditadura. 

    2) Zuenir foi um jornalista de ecologia

    Foi dos primeiros coleguinhas a denunciar a devastação da floresta da Amazônia com a série de reportagens no "Jornal do Brasil" sobre o assassinato do seringueiro Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988.

    3)  Zuenir era um jornalista político

    Foi quem melhor descreveu o clima de grande ebulição política de 1968 no Rio e no Brasil, traduzido no livro "1968: o ano que não terminou".  O ano termina com as trevas do AI-5, que levou muita gente para a cadeia, inclusive o próprio Zuenir que ficou preso durante três meses.

    4) Zuenir foi um jornalista de causas sociais

    Seu livro "Cidade Partida", a partir da chacina que vitimou 21 moradores na madrugada de 29 de agosto de 1993, é um retrato pungente da desigualdade de classes de pessoas vivendo no mesmo solo.

    5) Zuenir chefiou várias redações

    Zuenir ajudou na formação profissional de vários jornalistas como Alfredo Ribeiro, Artur Xexéo, Joaquim Ferreira dos Santos, Jose Castello, Miriam Leitão e o autor destas tristes linhas - que teve a graça de ser apadrinhado, logo no início da profissão, pelo saber e afeto do marido de Mary e pai de Mauro e Elisa - a quem abraço fraternalmente.


    GLOBO



      Low Cut Connie - "PRIVATE LIVES"

       

      TT’s a nanny but she moves a little weed on the side Jimmy paints houses, who the hell knows what goes on when they dry On Friday nights, we get together And we talk about this crazy life, are you scandalized? 'Cause you know that once in a while we get undignified

      In our private lives


      Irmaozão, estarei contigo sempre

      MIGUEL PAIVA 



      CRIS VECTOR 




      PAULO BATISTA




      QUINHO



      AROEIRA


       

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      Robert Foster - Life has turned a page

       

      They left Noosa in '72
      To see the world the way some people do See the mountains and the ice Get to Byron Bay now wouldn't that be so nice But she got pregnant and he could earn a wage They'd just left Noosa, life had turned a page


      quinta-feira, setembro 24, 2026

      ZUENIR

      JBOSCO 
       
       

       

      Marcadores: ,

      Portelinha


       

      Maurice Williams & the Zodiacs - Stay

       

      Oh, won't you stay
      Just a little bit longer?
      Please let me dance
      And say you will


      BONIFRATE - Corisco (parte 2)

       

       



      E acendam-se os fogos no sopé
      Do além-corisco, que é o que é
      Que estronda na pedra e abre um signo
      Liberta a palavra
      E vibra no chão
      Ecoa no vale
      E o vale ecoa
      E vela a noite
      E sobe uma estrela 
       
      Que brilha sobre todos os mortais
      O espectro que ronda


      quarta-feira, setembro 23, 2026

      Francisco Mallmann


       

      terça-feira, setembro 22, 2026

      ZUENIR VENTURA

       



      NELSON VASCONCELOS 

      Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, Zuenir Carlos Ventura nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio. Sem descuidar dos estudos, até porque essa era uma exigência da mãe, Zuenir ajudava o pai no ofício, chegando a trabalhar também como office-boy.


      O escritor e imortal da ABL Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

      Já adolescente, ele ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário (hoje, ensino fundamental). Foi nessa época que começou a alimentar o sonho de ser professor. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).

      Na faculdade, Zuenir teve aula com nomes importantes da literatura do país, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli. Outro personagem importante, Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo da UFRJ, convidou-o para dar aulas de português, e o mestre Hélcio Martins conseguiu indicá-lo para uma vaga como arquivista da Tribuna da Imprensa. Não demoraria para se tornar repórter.

      “Tudo na minha vida aconteceu por acaso. Fui ser professor por acaso e descobri a minha vocação defendendo o meu dinheirinho. Eu estava trabalhando no arquivo (da Tribuna da Imprensa) alguns anos, e o Hélcio (Martins) sempre insistia para eu descer para a redação. Carlos Lacerda era o diretor do jornal e um dia estava procurando alguém na redação para escrever um artigo sobre (o escritor e filósofo franco-argelino) Albert Camus, que tinha morrido em um desastre. Eu estava passando e me candidatei, porque o Camus era uma das minhas paixões jornalísticas”, contou Zuenir em depoimento ao site Memória Globo em 2011.


      Os amigos Ziraldo, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

      Garimpagem

      Desde o texto sobre Camus, no ano de 1960, Zuenir nunca mais deixou as redações de jornais do país — conciliando seu tempo com as salas de aula. Durante décadas, foi professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial, ganhando o apelido de Mestre Zu. Amável no trato com os alunos e rigoroso em relação aos trabalhos apresentados, ele sempre manteve o espírito crítico sobre seu ofício.

      Mundo acadêmico à parte, Zuenir também fez história na imprensa, ocupando vários cargos de comando. A partir da década de 1960, e depois de uma temporada na França como bolsista no Centro de Formação de Jornalistas, de Paris, Zuenir foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Em 1967, foi um dos criadores do jornal alternativo O Sol.

      Mesmo com a difícil tarefa de gerenciar equipes de jornalistas, Zuenir nunca deixou de lado a verdadeira vocação: apurar e escrever histórias reais. De preferência, deixando a redação e indo para as ruas atrás de boas fontes.

      “Nada substitui o olho no olho. Muitas vezes, o silêncio em uma entrevista fala mais do que as palavras”, afirmou ele em entrevista à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em 2008.

      “A gente fornece matéria de primeira mão, aquilo que a gente vê primeiro, para o historiador trabalhar depois. É um trabalho de garimpagem, de campo, vendo o que aconteceu, registrando. É um trabalho humilde, modesto, de preparar matéria-prima para o historiador aprofundar”, disse ele ao Memória Globo.

      O olhar atento à agitação política e social da década de 1960, no Brasil e no mundo, fez de Zuenir um “especialista” da época, como mostraria seu livro “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que continua sendo reeditado. Sucesso de crítica e de público, a reportagem dissecava, duas décadas depois de os fatos terem ocorrido, o país que entrava na fase mais violenta da ditadura militar iniciada em 1964. Traçando o cenário cultural e político daquele ano, a obra serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo e que foi ao ar em 1992.

      — A sensação é de que 1968 não foi um ano, mas sim um personagem. Tanto que, 50 anos depois, continuamos falando, comentando, explicando o que aconteceu. E é um personagem que não sai de cena, tamanha a fixação — disse Zuenir ao GLOBO em 2018.

      A intensa vivência do jornalista com os acontecimentos que retratou em seu livro também o fez ser preso pelo governo militar justamente em dezembro de 1968, logo após a decretação do AI-5, o ato inconstitucional que suspendeu direitos políticos dos cidadãos. Zuenir ficou na cadeia durante três meses, dividindo a cela com o psicanalista Hélio Pellegrino, entre outros cidadãos considerados subversivos, sem maiores explicações, segundo ele. “Não fui torturado, embora ficasse sempre com medo”, disse ele ao Memória Globo.

      Vida que segue. Em 1971, Zuenir trabalhava novamente na revista Visão, permanecendo como chefe da sucursal carioca até 1977, quando foi para a revista Veja. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ. Já em 1985, foi para o tradicional Jornal do Brasil.


      Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins/ Foto de arquivo

      Livros que marcaram as discussões sociais no país

      Com o passar dos anos, Zuenir Ventura deixou de lado suas aulas nas universidades. Em contrapartida, sua atividade jornalística começou a gerar novos livros, tratando principalmente de graves questões sociais do país.

      Ainda em 1989, após um mês de apuração, o jornalista produziu uma série de reportagens sobre o assassinato do seringueiro e líder ambientalista acreano Chico Mendes (1944-1988) para o Jornal do Brasil. O material venceu os prestigiosos Prêmio Esso e o Vladmir Herzog de jornalismo daquele ano e seria publicado em livro, devidamente atualizado pelo autor, em 2003 (“Chico Mendes – Crime e castigo”).

      Como de costume em sua carreira, Zuenir decidiu mudar de casa em 1999, quando estreou como colunista do GLOBO. Mas deixou claro que seria sua última mudança. No seu texto de estreia, em 30 de janeiro daquele ano, comentou: “Enquanto a mudança é transformadora, a inércia, por natureza, não leva a lugar nenhum, ou leva ao desastre. O Brasil, por exemplo, acaba de ir para o beleléu por não saber ou não ter tido a coragem de mudar na hora certa — de política, de economia ou de presidente”.


      A professora Cleonice Berardinelli com o amigo e ex-aluno Zuenir Ventura, em evento pelos 80 anos do jornalista — Foto: Marcos Ramos

      Vigário Geral

      Lidando apenas com as colunas semanais no GLOBO, Zuenir teve mais tempo para correr atrás de suas investigações jornalísticas.

      Outra reportagem de fôlego dele que repercutiu em todo o país foi “Cidade partida”, publicada como livro em 1994 e que receberia naquele ano o Prêmio Jabuti, o mais importante do mercado editorial brasileiro.

      Na obra, o jornalista apresenta um Rio de Janeiro dividido por fortes barreiras socioeconômicas. Para escrevê-la, visitou várias vezes a comunidade de Vigário Geral, localizada a 24 km do Centro do Rio, onde policiais haviam promovido uma chacina que vitimou 21 pessoas inocentes no ano anterior. Zuenir dá voz aos moradores da comunidade, mostrando também o crescente movimento de organizações da sociedade civil contra a violência.

      “Cidade partida” também mereceu reedições seguidas, além de tornar-se tema de seminários e debates sobre violência no Rio.

      Em 2008, o jornalista publicou “1968: O que fizemos de nós”. A extensa reportagem, bem ao estilo Zuenir, revisita os ideais que balançaram os anos rebeldes retratados por ele 20 anos antes, e faz um contraponto ao comportamento dos jovens deste início do século XXI, abordando novos costumes e temas como o corpo, as drogas e a política.

      “Eu fui a algumas festas raves e, para mim, foi um choque cultural. Eu, velhinho, no meio de 20 mil pessoas e com uma amiga que podia ser minha neta. Abordei as heranças importantes que 1968 deixou: o movimento feminista, o de negros, o movimento gay e o ecológico. E uma herança maldita, que são as drogas”, disse o jornalista ao site Memória Globo.


      Zuenir Ventura discursa no Faz Diferença, ao lado do editor executivo André Miranda e do colunista Bernardo Melo Franco — Foto: Guito Moreto

      Rumo à ABL

      A longa trajetória jornalística de Zuenir, priorizando questões sociais e ambientais, rendeu ao jornalista inúmeras distinções.

      Em 2008, a ONU concedeu a ele um prêmio especial por ser um dos cinco jornalistas que mais haviam contribuído para a defesa dos direitos humanos no país em 30 anos. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

      Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira deixada pelo dramaturgo e intelectual paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). No dia da posse, foi recebido por Cleonice Berardinelli, que havia sido sua professora na faculdade e, a partir de então, colega imortal. No seu discurso de posse, ele contou que, num evento literário, fora escalado para falar depois do escritor paraibano e ficou desconfortável:

      — Eu ia ser o anticlímax da noite em que ele apresentaria uma de suas aulas-espetáculo, nas quais exercitava sua vocação de professor e sua alma de palhaço, mostrando como podia ser sério e divertido, popular e clássico, regional e urbano, trágico e cômico, um sertanejo universal.

      Em 2022, aos 91 anos, o jornalista receberia o prêmio Faz Diferença, na categoria livros, concedido pelo jornal O GLOBO. Ele havia lançado, no ano anterior, uma versão ampliada de seu “Minhas histórias dos outros”, em que relembrava alguns personagens com quem cruzou ao longo da carreira. Na lista, estão personalidades como Glauber Rocha, Nelson Rodrigues, Betinho e Carlos Drummond de Andrade, entre muitos outros.

      — É o melhor presente que poderiam me dar — disse ele. — É uma honra ser premiado por uma iniciativa que valoriza a democracia.


      GLOBO 


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