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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, maio 07, 2026

    Why Does Music in Science Fiction Sound Like That?

     An abstract black and white and yellow illustration

     "As entertaining as they might be, most of these pieces of music “conjure up an image of what audiences of the day thought the future should sound like.”"

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    Why Does Music in Science Fiction Sound Like That? - JSTOR Daily

    Dave Mason - Shouldn't Have Took More Than You Gave (in memoriam)

     

    Shouldn't have took more than you gaveThen we wouldn't be in this mess todayI know we've all gone different waysBut the dues we've gonna pay still the same



    quarta-feira, maio 06, 2026


     

    Vertical

     
    RAFAEL CORREA 

     

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    Chance de fim da 6x1 tirou do armário quem despreza trabalhador pobre

     

     

    Leonardo Sakamoto 

    Há momentos em que uma discussão política funciona como luz acesa num quarto escuro, revelando onde alguns bichos estavam o tempo todo. O debate em torno do fim da escala 6x1 (apoiado por 71% da população brasileira, segundo o Datafolha) vem sendo exatamente isso. Uma lanterna apontada para o chão de uma sociedade que nunca resolveu sua relação com o trabalhador pobre, mas que, por anos, manteve esse desprezo em tom mais discreto, quase civilizado.

    Quando o projeto começou a ganhar tração, o contra-ataque não veio só com argumentos econômicos ou jurídicos, mas também com veneno destilado, com a soberba de quem nunca precisou acordar às quatro da manhã para pegar três conduções até o trabalho, com a crueldade de quem confunde descanso com vadiagem e direito com privilégio. O que emergiu desse debate não foi uma novidade: foi a superfície de um preconceito de classe enraizado e antigo que, diante da ameaça de perder mão de obra barata e exausta, perdeu o pudor de se mostrar.

    Engana-se quem acha que esses sentimentos surgiram do nada por conta do atual governo. Diante disso, há quem diga que o Brasil de hoje está criando "ódio entre classes", quando ele sempre esteve ali, no comentário do jantar de família, na reclamação do patrão que "não acha ninguém que queira trabalhar" pela mixaria que ele quer pagar, na cara feia para o empregado que ousou tirar férias.

    O que mudou é que o contra-ataque de parte do setor empresarial e da extrema-direita ao projeto do fim da 6x1 deu a esses preconceitos uma plataforma, uma legitimidade e uma temperatura. Saíram do armário vestidos de argumento econômico, de preocupação com a nação, de moralidade religiosa. Mas continuaram sendo o que sempre foram: desprezo pela situação do trabalhador pobre.

    Exemplos dos últimos meses, desde que o debate ganhou as ruas, são didáticos.

    O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu, no Dia do Trabalhador, flexibilizar as leis para permitir que crianças trabalhem. E prometeu: nós vamos mudar isso aí, indo na contramão de um dos maiores esforços globais, capitaneado pelas Nações Unidas: a eliminação desse tipo de exploração. Hoje, são 138 milhões em trabalho infantil.

    Zema copia, como estratégia eleitoral, declarações do então presidente Jair Bolsonaro, que defendia ver os filhos suando no batente. Dos outros, no caso. Até por que não se teve notícia de que sua filha caçula trabalhasse durante sua gestão para ajudar a sustentar o Palácio do Alvorada.

    Muitos dizem que trabalharam quando criança e usam a experiência como exemplo. Vale, contudo, lembrar que exploração não precisa ser hereditária. Além disso, enquanto crianças mais ricas acompanham os pais nos negócios da família, as mais pobres vão ao semáforo, à casa de farinha, à faxina na casa dos outros. Discursos que apontam o trabalho desde cedo como forma de moldar caráter e tirar do crime são comuns no país, com o trabalho infantil sendo ministrado como remédio à pobreza. Por isso, recebem aplausos do andar de cima.

    Um vídeo que circula nas redes mostrou uma trabalhadora doméstica sendo chamada de preguiçosa e vagabunda por seu patrão ao pedir folga no Dia dos Trabalhadores. Pelo vídeo, ela acabou pedindo demissão. O patrão, ao que tudo indica, nem rico era, mas reproduzia os argumentos que deve ter lido a vida inteira na Universidade do WhatsApp.

    Ressalte-se o óbvio: o Primeiro de Maio não é o dia em que trabalhadores comemoram o trabalho, mas em que a história registra uma luta (frequentemente regada com seu sangue e sua morte) por direitos que muitos hoje consideram garantidos e naturais. Pedir folga nesse dia não é ironia, é coerência histórica.

    Em uma rodovia entre Holambra e Jaguariúna, no interior de São Paulo, um outdoor resumiu em poucas palavras uma das mais persistentes mentiras que circulam sobre os trabalhadores pobres no Brasil: "Deixe de ser escravo (da sua bolsa família). Procure uma atividade remunerada."

    A mensagem é econômica na forma e devastadora no conteúdo. Parte de uma premissa falsa (a de que beneficiários do Bolsa Família são pessoas que escolheram a ociosidade) para construir um argumento que culpa a vítima e absolve o sistema. A esmagadora maioria dos beneficiários do programa trabalha, sim. Trabalha informalmente, trabalha com remuneração insuficiente, trabalha em condições que não garantem saída da miséria sem um complemento.

    O que o outdoor não diz é que mais de 2.069.776 famílias haviam deixado o benefício de janeiro a outubro do ano passado porque conseguiram renda própria. Melhores condições de emprego e remuneração digna é que atraem trabalhadores. Não o aumento da vulnerabilidade causado pelo desmanche de programas sociais. Mas essa é uma conversa que o dono do outdoor claramente não quer ter, bem como aqueles que acham que pobre não gosta de trabalhar.

    O deputado federal Marcos Pereira, presidente do partido Republicanos, deu uma entrevista à Folha de S. Paulo que, se não fosse real, pareceria sátira. Preocupado com o que chamou de competitividade do setor produtivo, o parlamentar desfiou uma série de afirmações sobre trabalhadores que revelam com precisão cirúrgica como parte da elite política pensa sobre quem vive do salário mínimo.

    "Ócio demais faz mal", disse. Gente que parou de trabalhar "morreu rápido, ficou doente". Com o dia extra de descanso, o trabalhador "vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar". E então sintetizou: "Qual o lazer de um pobre numa comunidade?" Ou ainda: "Num sertão lá do Nordeste?"

    Leia novamente. Um deputado federal, eleito para representar o povo brasileiro, questionando publicamente para que serviria o tempo livre de um trabalhador pobre do Nordeste — com o subtexto de que, sem trabalho, ele inevitavelmente vai se degradar. Não é preocupação. É paternalismo com roupagem de argumento econômico. É a crença, explicitada sem pudor, de que o trabalhador pobre não tem direito ao descanso porque não sabe o que fazer com ele.

    Se o caso do deputado revela o preconceito da elite política, o caso da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, revela algo ainda mais perturbador: o uso distorcido da linguagem da luta pelos direitos para proteger os privilégios de alguns.

    A magistrada afirmou que o fim dos chamados "penduricalhos" (os adicionais que compõem os supersalários de servidores públicos e que vêm sendo enfrentados em um esforço puxado pelo ministro Flávio Dino, do STF) levaria juízes a um "regime de escravidão". Segundo o jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, ela recebeu R$ 91 mil líquidos em um único mês.

    Noventa e um mil reais líquidos. Em um mês.

    A palavra escravidão, usada por alguém nessa condição financeira, não é apenas inapropriada, mas uma agressão. O Pará, estado onde ela serve, é o que tem o maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no acumulado desde 1995, quando o governo federal criou o sistema de fiscalização e combate ao trabalho escravo. Participei presencialmente de um rosário de operações de resgates, acompanhando o poder público, nas últimas duas décadas por lá e o que vi eram pessoas que trabalhavam na jornada 7x0, sem comida decente, em alojamentos podres, apanhando e sendo ameaçadas de morte se parassem de roçar juquira, fazer cerca e produzir carvão.

    Usar a palavra escravidão para descrever a possibilidade de redução salarial para valores que ainda estariam entre os maiores do país não é um erro de linguagem, mas uma demonstração de quão distante certos grupos estão da realidade dos que trabalham de verdade. E de quão naturalmente esse distanciamento se traduz em desprezo.

    E, com tudo isso, há o front digital. Nas redes sociais (especialmente no TikTok e no Instagram) proliferaram vídeos de influenciadores com uma mensagem em comum: quem quer descansar dois dias por semana é vagabundo, CLT é coisa de fracassado e direitos trabalhistas corroem a dignidade do trabalhador. Outros foram mais longe, cavalgando distorções teológicas para afirmar que o fim da 6x1 é coisa do diabo e que apenas através do trabalho ininterrupto Deus demonstra que aprecia o fiel.

    É a sacralização da exploração. A transformação do esgotamento em virtude, do descanso em pecado e da luta por direitos em subversão moral. Quando esse pacote é convocado para justificar que o trabalhador deve se contentar com seis dias de trabalho para um de descanso (a mesma proporção do Antigo Testamento, mas sem o amor ao próximo do Novo Testamento), estamos diante de um projeto de domesticação social.

    O Datafolha aponta que 71% apoiam o fim da escala 6x1 sem redução de salário. Não são todos sindicalistas, não são todos de esquerda, não são todos pobres. Mas são pessoas que trabalham, que conhecem o cansaço, que entendem o que significa não ter tempo para a família, para a saúde, para si mesmas. A maioria silenciosa que, quando ouvida, diz que quer mais vida fora do trabalho e menos burnout.

    O debate em torno desse desejo legítimo trouxe à superfície algo que o Brasil prefere não encarar diretamente: que há uma parcela da sociedade (empresários, políticos, influenciadores, magistrados, isso sem contar os Guerreiros do Capital Alheio) que vê o trabalhador pobre como um recurso a ser administrado, não como um ser humano com direitos a serem respeitados.

    Que o descanso deles é ameaça, mas o supersalário do funcionalismo e os lucros trazidos pelo rentismo são sagrados. Que o beneficiário de programa social é preguiçoso por definição, mas o empresário que se beneficiou da herança, essa maravilhosa meritocracia passada de pai para filho, é empreendedor por natureza.

    Esses sentimentos sempre existiram. A Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do trabalho escravo formal no Brasil, mas não veio com ações reais de integração daquela massa liberta à cidadania, nem de mudança simbólica do sentido do trabalho. Mais de três séculos de escravidão forjaram a forma como o país trata quem pouco têm. O que temos visto nos últimos tempos é exemplo disso.

    O que o debate sobre o fim da 6x1 fez foi dar a tudo isso uma ocasião para sair do armário e mostrar, mais uma vez, que a luta por direitos trabalhistas no Brasil nunca foi apenas uma disputa jurídica ou econômica. É, antes de tudo, uma disputa sobre quem merece ser tratado como gente.

    UOL


    Miss Brown To You - Teddy Wilson & His Orchestra (w Billie Holiday) (1935)

     

    Who do you think is comin' to town
    You'll never guess who
    Lovable, hugable Emily Brown
    Miss Brown to you


    Roy Eldridge, t / Benny Goodman, cl / Ben Webster, ts / Teddy Wilson, p / John Trueheart, g / John Kirby, sb / Cozy Cole, d / Billie Holiday v. New York, July 2, 1935.

    terça-feira, maio 05, 2026


     

    Contagem regressiva #22

      

    "As derrotas da semana passada confirmam que o lulismo se esgotou como estratégia política. É necessário mudar de rumo – e, talvez, de candidato."

    leia stack de Luis Felipe Miguel 

    Contagem regressiva #22 - by Luis Felipe Miguel

    BEVERLEY MARTYN, JIMMY PAGE & JOHN PAUL JONES HAPPY NEW YEAR (RANDY NEWMAN)

     

    The world’s a little older
    As distant sounds moans
    The night’s a little colder
    And I’m alone, Happy New Year

    IN MEMORIAM BEVERLEY MARTYN


    New York Times' elege os 30 melhores compositores americanos vivos;

     

    Da esquerda para a direita, Lana Del Rey, Taylor Swift, Bob Dylan, Jay-Z e Mariah Carey: artistas estão em lista com os 30 melhores compositores americanos elaborada pelo 'NYT'

    "O compilado reúne nomes de diferentes gerações — do mais novo, o rapper Bad Bunny, de 32 anos, nascido em Porto Rico (considerado território dos EUA), ao veteraníssimo ícone do country Willie Nelson, de 93. A seguir, confira os compositores escolhidos na lista em que “todos são considerados número 1”, como explica o editor Nitsuh Abebe."

     leia materia de GUSTAVO CUNHA 




    Esquerda reage à derrota ignorando a realidade eleitoral

      Ariel Severino/

     Ilustração em bico de pena preto e branco sobre um fundo amarelo intenso e texturizado. A cena apresenta um homem em posição quadrúpede. O personagem veste roupas formais — camisa, gravata e calça —, mas sua postura é forçada. Sua cabeça está parcialmente envolta por uma tapadeira de cavalo, que limita sua visão. O topo da cabeça está aberto, cortado por uma serra, de dentro do craneo parte uma vara de pecar longa que se projeta à frente e sustenta no anzol, suspenso no ar, um cérebro. O homem avança com expressão apática, olhando para frente sem interagir diretamente com o cérebro. A gravata que pende, está sendo engolida, como se fosse um voto, por uma urna de eleição, o que evidencia o sujeito preso à resultados imprevisíveis. A composição sugere uma dinâmica de manipulação desconexa entre o corpo e a mente, entre o pensamento anestesiado e a realidade.

    Wilson Gomes

    Depois do trauma ante a reprovação do indicado de Lula ao STF e de sofrer mais uma contrariedade no dia seguinte, com a derrubada dos vetos do governo ao PL da Dosimetria, a esquerda entrou em um processo que os terapeutas chamariam de elaboração. Afinal, foram duas derrotas de enormes proporções, aparentemente imprevistas, a cinco meses das eleições presidenciais —uma delas no Senado, a única casa legislativa federal onde o governo ainda tinha espaço para diálogo e negociação.

    No cenário eleitoral, as projeções não são alvissareiras. Lula tem pouco espaço para crescer, por conta da rejeição, e seu principal adversário mantém-se consistentemente a curta distância nas intenções de voto. E é o campo da direita que se apresenta entulhado de candidatos —o que indica que é naquele lado do espectro ideológico que os votos são muitos e decisivos.

    Que Lula, o governo e a esquerda estejam refletindo sobre o significado e o alcance das derrotas sofridas me parece necessário. Afinal, na selva como na política, hienas não enfrentam leões a não ser que os considerem feridos ou fracos. Alcolumbre, que não parece ter vocação para suicida político, deve ter feito seus cálculos e apostado que o governo não terá mais força para retaliar agora nem terá o próximo mandato para descontar a humilhação sofrida.

    Ocorre que, na elaboração de suas perdas, a esquerda parece ter se afastado ainda mais da realidade e buscado refúgio em doces ilusões.

    A primeira delas diz que Lula agora deve dobrar a aposta e investir numa indicação identitária, uma "jurista negra". Sim, é uma indicação identitária e será lida assim, não importa a racionalização que intelectuais de esquerda queiram dar ao ato. A justificativa chega a ser cândida, ao supor que uma tal candidatura geraria um consenso popular tão significativo a ponto de impor um enorme custo eleitoral a uma eventual rejeição do Senado.

    Essa conta não fecha. Se pauta identitária progressista desse voto, seria o PSOL na Presidência, não o PT. Mas o gigante das causas identitárias tem apenas 12 deputados (e nenhum senador). Se a pauta não elege nem deputado, como vai constranger um Congresso de maioria conservadora? E, sobretudo, como vai eleger Lula?

    A segunda ilusão diz que Lula, fraco diante do Legislativo, agora deve recorrer ao apoio das ruas. Quem pensa assim deve estar fantasiando com a esquerda dos anos 1980 e 1990, no saudoso século passado, quando o sindicalismo e os movimentos sociais eram forças políticas importantes. Na verdade, faz tempo que só a direita move as massas neste país. As "ruas" da esquerda não apareceram nem para defender o mandato de sua presidente durante o impeachment; por que iriam dar as caras agora que Lula está sendo surrado pelo Congresso?

    Por fim, há quem brade que Lula precisa voltar-se para sua base para ser por ela carregado até o novo mandato presidencial. É uma ideia ainda mais delirante. Numericamente, essa base hoje não chega nem à metade do que Lula precisaria para ter alguma chance de ganhar a eleição. Nem em 2018, quando o antibolsonarismo foi um fator eleitoral decisivo, a base de Lula, do PT ou da esquerda foi suficiente para elegê-lo; que razão teríamos para imaginar que ela seria bastante agora?

    As verdades, amargas, apontam em sentido oposto aos delírios com que a esquerda se consola. Lula tem grande chance de perder esta eleição, e tanto ele quanto o Congresso sabem disso. O tempo em que ruas e movimentos sociais eram decisivos e se inclinavam à esquerda ficou para trás. Hoje, quem se mobiliza pela ideologia identitária forma, do ponto de vista demográfico, uma elite cultural metropolitana, vocal e influente, mas eleitoralmente minúscula. Como a esquerda, sozinha, está longe de ter número para elegê-lo, Lula precisará de novo, como em 2022, recorrer aos votos dos que nem mesmo gostam dele. Tudo ao contrário do espírito dos que, justamente agora, diante da derrota política, aparecem gritando "radicaliza, Lula!".

    Bem, estes são os fatos; o restante é autocomplacência e autoengano.

    O problema é que Lula e a esquerda, que em 2022 ganharam um relutante crédito de confiança e uma eleição apertada, em vez de aproveitar os quatro anos de mandato para criar pontes, reconciliar um país partido ao meio, formar uma nova coalizão e granjear credibilidade junto aos que ainda acreditam na democracia e em um projeto comum de nação, passaram a governar e a comportar-se como se fossem uma supermaioria.

    A conta, infelizmente, está chegando. Não foi por falta de aviso.

    FOLHA  

     

     

     

     

    Billy Murray - He's A Devil In His Own Hometown 1914 (Irving Berlin )

     


    Down at the fair with all the other heckers He received first prize for playing checkers And he cheated Can you beat it? He's a devil in his own home town


    A volta do Messias

        GEUVAR





    SPACCA






    THIAGO LUCAS




    SERI


     

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    segunda-feira, maio 04, 2026

    Roy Orbison - Oh, Pretty Woman - IN MEMORIAM DWAYNE MOSS

     

    Pretty woman walkin' down the street Pretty woman, the kind I'd like to meet



    sábado, maio 02, 2026


     

    You Can’t Always Get What You Want, Unless It’s a New Rolling Stones Biography

     

     A color photograph of five young men with longish hair, all of them original members of the Rolling Stones.

     

     

    Last December, two days before Keith Richards’s 82nd birthday, it was reported that the Rolling Stones would be calling off a 2026 stadium tour they hadn’t yet officially confirmed. Richards, a source said, was suffering from arthritis that affected his playing too much to commit to the laborious grind of four or five months on the road.

    Well, yes, a sane reader of this anecdote might be muttering to themselves. What is the reward of fame and old age if not the right to do absolutely nothing other than enjoy your grandchildren, your innumerable seaside villas, the burnishing of your legend?

    The Rolling Stones
     
     

    Instead, half a century after a 31-year-old Mick Jagger famously said, “I’d rather be dead than sing ‘Satisfaction’ when I’m 45,” the band is set to release their 25th studio album sometime this year (for which they’ve already dropped a vinyl-only single). A previous tour, 20 dates across North America to support their last album, “Hackney Diamonds,” wrapped in the summer of 2024.

    What is left to say about an act that’s made gathering no moss their signature move since 1962? The group’s improbable, near-mythical endurance in the face of addictions, defections, arrests and even death has become a dusty punchline: Ladies and gentlemen, the unkillable, are-they-still-thrillable Rolling Stones.

    There’s a certain definite-article swagger, then, in Bob Spitz’s subtitling his new chronicle of the band “The Biography.” Short of Jagger’s apocryphal memoir — written and later abandoned in the early 1980s, per publishing-world legend — the Stones’ messy, extravagant peaks and valleys have been intimately if not exhaustively documented by journalists and music historians as well as the group’s own members (both longtime and provisional), assorted paramours, muses, sidemen and hangers-on for more than six decades.

    As a biographer of record, though, Spitz has earned his bona fides. His past subjects constitute a sort of cultural Mount Rushmore — the Beatles, Bob Dylan, Ronald Reagan, Julia Child — documented in authoritative tomes the size of small ottomans. (He’s also been in the rock ’n’ roll trenches, having managed both Elton John and Bruce Springsteen in some capacity.)

    His approach here is fond, voluble and diligent to a fault, a long and boisterous march whose outcomes — Can that indelible riff find its final form in the studio? Will this overdose be the one that ends it all? — are rarely in doubt, though many small revelations and corrections emerge along the way.

    A set-piece prologue opens in 1961 at the suburban London train station where Jagger and Richards, acquaintances from grade school, first reconnected as teenagers over a near-obsessive love for Chuck Berry and Muddy Waters. (“Like two alcoholics, they gush, besotted, over a mutual craving: not simply music, but the blues.”)


    The cover of “The Rolling Stones: The Biography” by Bob Spitz

    It’s a short walk from schoolboy days to the fetid bed-sits and scruffy pubs where the pair joined forces with the impish and mercurial Brian Jones. A blond savant who proved both a relentlessly canny promoter and a restless multi-instrumentalist, Jones helped solidify the ineffable chemistry that transformed a shambolic R&B cover band into hitmakers, and then almost overnight into the young lords of Cool Britannia.

    A faithful chronology of that creative evolution — Spitz is both forensic and poetic in his extensive recounting of the band’s musical output — follows, along with a running tally of personnel changes, romantic entanglements and chemical dependencies that would become as much a band hallmark as Jagger’s libidinous chicken-winged strut or Richards’s freewheeling five-string hooks.

    Drug busts scatter like flower petals (from opium poppies, perhaps) across the page, along with intra-band fistfights, shameless cuckolding of one another with wives and girlfriends, and myriad court battles stemming from possession charges, paternity suits and shady management. Law enforcement, high-horsing politicians and other members of the morality police were frequently in hot pursuit.

    The amount of pearl clutching incited by the supposed social menace the group once posed might seem a little overblown and comical now: Stand back, Satan, from those velvet pants! But the era-defining disaster at Altamont, the ill-starred 1969 California concert at which heavily inebriated Hells Angels, acting as freelance “security,” attacked concertgoers indiscriminately and fatally beat and stabbed a young Black man, hasn’t much softened with the passage of time.

    Nor has the lonely, grubby death of Brian Jones at age 27 in a swimming pool (Spitz acknowledges but doesn’t overly linger on the possibility that it was murder and not misadventure). His unresolved exit wouldn’t be the band’s last, though it may have been the most reverberating.

    Other incidents in the book are merely surreal: the appearance of Bob Dylan in a blue mohair suit at Jones’s hotel door in the middle of a Northeast blackout in 1965, bearing guitars and “excellent weed”; a passing mention of future Secretary of Health and Human Services Robert F. Kennedy Jr. as one of the drug buddies who “revived Keith’s appetite for coke and heroin” in the late 1970s; a young Harvey Weinstein, then a regional concert promoter, passing out Afro wigs to the band and crew during a raucous tour closer in Buffalo.

    Jagger and Richards’s partnership provides the book’s central platonic love story and its enduring source of tension. Keith, the addled punk-rock pirate with an extensive weapons collection and an apparent substance-fueled death wish, grew increasingly alienated for a time from Mick, whose taste for disco beats and champagne socialites he found both dishonorable and deeply uncool.

    The rest of the band mostly emerges via snapshot appraisals and anecdotes. Charlie Watts, the group’s elegant jazzbo drummer, quietly excused himself from the debauchery of a group sleepover at the Playboy Mansion (his kicks leaned more toward Savile Row suits and Arabian stallions), while the bassist Bill Wyman’s too-Nabokovian romance at age 48 with a 13-year-old schoolgirl spun the tabloids into a rightful frenzy. (Reader, he married her.)

    Mick Taylor, Brian Jones’s gifted if unlucky successor, never quite gelled as a full-fledged member, though Ronnie Wood, “a cheeky, chappy, irreverent character,” seemed to possess the right mix of talent and affability to keep Richards on track, even at his most erratic. All of them wrangled with addiction at some point.

    “The Rolling Stones” duly acknowledges if also sometimes soft-pedals the band’s uglier dips into misogyny (the 1978 album “Some Girls” was a particular nadir) and the uneasy interplay between race, culture and creative license. After spending some 600 pages on the early 1960s to the late 1980s, the author suddenly leapfrogs over several decades in the final chapter, as if he just realized that his car is double-parked.

    Rock music, like American politics, has become something of a gerontocracy; a once-vital form now sclerotic with emeritus acts and blowzy boomer nostalgia, largely reserved for those wealthy enough to afford its prohibitive entry fees. But the book’s emotional epilogue, set at a 2024 tour stop in Los Angeles, feels appropriately celebratory and bittersweet, like an Irish wake without the body. For two hours onstage, the Stones keep rolling; the crowd is ecstatic and on their feet. You could call that satisfaction.

    THE NEW YORK TIMES

     

     

     

    This Is Not a Man in Control of Himself

     Several overlapping images of President Trump speaking on screen.

     

     To have spent any amount of time observing President Trump over the last month is to conclude that he is in far over his head.

    The president is struggling with the consequences of his actions, raging in protest of the fact that for all its firepower, the United States cannot bomb Iran into submission. When Trump launched his “short-term excursion,” he assumed that it would be — in the words of a Pentagon official in the last Republican administration to launch a Middle East war — a “cakewalk.”

    That, as Trump’s own intelligence agencies told him, was a mistake. Now, he is stuck. And he lacks the skill and patience to find a way out of his self-inflicted catastrophe. Unable to will a better outcome into existence — there are limits to the power of positive thinking — and frustrated by his own impotence, his response, familiar to anyone who must manage the emotions of a young child, is to throw a tantrum.

    Over the last few days, Trump has denounced “the Fake News Media” as “CRAZY, or just plain CORRUPT!” for its reporting on the war. He attacked Pope Leo XIV in a bizarre rant, calling him “WEAK on Crime” and “terrible for Foreign Policy.” And he posted an A.I. image of himself as Jesus, surrounded by devotees, healing an unnamed man.

    This is not a man in control of himself, or a president in control of the situation around him.

    I’ve written before about the irony of a strongman president so uninterested in governing that he has handed his power over to a handful of deputies. Trump’s behavior as he faces failure in Iran underscores another such irony.

    Months before Trump won his second term, and well before he took office, the Supreme Court handed him the reins of the unitary executive — the promise of an active, energetic administration free of what the court deemed unnecessary constraints. The president has used this power to run wild, trampling over constitutional government. But he has also, at the same time, shown himself to be the weakest and most ineffectual president of recent memory, less a man of commanding authority than, well, a buffoon.

    This is not to say that Trump has been an inconsequential president, that he hasn’t presided over the wholesale destruction of large parts of the federal government, or that he hasn’t turned the sharp edge of the state against the most vulnerable people in the country.

    First under the Department of Government Efficiency and then under the direction of Russell Vought, director of the Office of Management and Budget, the administration summarily liquidated several key agencies. Among them: the Consumer Financial Protection Bureau, the U.S. Agency for International Development, the United States Institute of Peace, the National Endowment for the Humanities and the Corporation for Public Broadcasting. Trump’s White House has also slashed hundreds of millions of dollars in taxpayer funding for new medicines and technologies in a crushing blow to scientific research in the United States.

    Under the direction of Stephen Miller, a White House deputy chief of staff and the architect of the president’s deportation program, the administration has used its court-sanctioned authority to build a roving secret police of armed immigration agents, used both to terrorize the president’s political enemies and to remove as many immigrants from the country as possible, regardless of legal status.

    But these grim facts of Trump’s tenure should not blind us to the way his unilateral action betrays the weakness of his regime. Trump works almost exclusively through executive orders — presidential directives used to shape the priorities of the federal bureaucracy. This allows him to move quickly. But there are also limits to his reach. In areas where Trump cannot compel political actors to obey his demands — where there is no legal basis for his authority — he struggles to do anything of consequence.

    Consider his effort to impose a new citizenship requirement for voting, as well as a national voter ID. He has issued two executive orders that purport to change federal elections to suit his demands. But neither has much in the way of legal force. Presidential power does not extend to election administration. There is the SAVE Act — a bill that would write these restrictions into law — but other than writing posts on his social media website, Trump has done little to nothing to push that bill through Congress.

    He’s done little to nothing with Congress, period. He’s taken few, if any, steps to work with the supine Republican majority to consolidate his transformation of the executive branch through legislation. Some of this is no doubt strategy, with destruction as a fait accompli. But most of it reflects his inability to engage the legislative process. The weakness we see abroad is the weakness we see at home, and vice versa.

    Politically, the president’s unilateralism has been a disaster. His universal tariffs — a vanity project as much as an economic program — are a drag on both the economy and his approval rating.

    The same goes for his immigration policies, which also started with a broad assertion of executive authority. They then produced an enormous backlash from Americans under siege by ICE and Customs and Border Protection. The resistance in Minnesota, in particular, underscored the extent to which the president cannot withstand significant pushback. And it ultimately forced him to fire his secretary of homeland security, Kristi Noem, sideline the face of his efforts, Greg Bovino, and execute a strategic retreat.

    Nothing underscores Trump’s weakness as an executive more than the war with Iran. This is not to downplay the president’s decision to circumvent Congress and start a war without so much as a nod to democratic decision-making. It is the imperial project of a would-be authoritarian. But, like many such projects throughout history, it is a showcase for the pathologies and dysfunctions of the regime in question. Initial operational success has given way to what is essentially a stalemate, with Trump screaming at the world, unwilling to do much else.

    For as much as Trump is uniquely unsuited for the tremendous power of his office, it is also true that the idea of the unitary executive rests on a fundamental misunderstanding of the American political system. It imagines that government can be managed by a single figure, directing each part of the executive branch as an extension of his person. But the American system rests on consensus and collaboration. It depends on an active relationship between the three branches, each working to steer the affairs of a state and each entitled to its influence.

    As weak as Trump is, it’s not clear that any president could unilaterally govern the country with any success. Even our strongest and most aggressive presidents — Franklin Roosevelt comes to mind — worked in conjunction and cooperation with congressional majorities and allies within and outside the federal government. They understood that American governance was a partnership and that collaboration is necessary if one wants a durable and lasting legacy.

    This raises what is already the most important question of the Trump years thus far: Will his legacy be durable and lasting? Does it represent a new template for American government going forward? Or is it more like an unfortunate detour into a dark alley?

    There is a decent chance that Trump is the beginning of something, and not the end. But if we can escape these years intact and respond accordingly, we may find that Trump stands less as an example and more as a cautionary tale of what happens when we embrace unaccountable, unilateral authority.

    In the end, it just doesn’t work.

    THE NEW YORK TIMES 

     

     

    Iran and U.S. Sink Into Awkward Limbo of ‘No War, No Peace

     

     

    "Each side is betting they can last longer than the other, analysts say. But there are risks in a stalemate without a deal."

    read report by ERIKA SOLOMON 

    Iran and U.S. Sink Into Awkward Limbo of ‘No War, No Peace

    Historinha de hoje: João e Maria

    AMORIM
     
     

     

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    Borrachinha - Forró do Benedito

     

    Paulo Vitale cria charges e cartoons de artistas como Laerte, Mauricio de Sousa e Ziraldo

     

     Cartunistas-fotografadas-por-Paulo-Vitale

    Carol Ito e Helô D’Angelo, nos retratos de Paulo Vitale para a mostra 'Cartunistas': inversão de papéis (Paulo Vitale/Divulgação)

    Exposição 'Cartunistas' de Paulo Vitale, no Centro Cultural Fiesp, apresenta 143 retratos

     Por Vanessa Barone... 
     
    Paulo Vitale, 60, é fotógrafo e um grande diretor de cena. Isso fica claro em seus retratos, que captam a essência dos personagens fotografados com a intenção de criar uma narrativa poética que fuja do lugar-comum.

    Tudo com olhar atento e direção muito particular. Foi assim com as séries transformadas em livros Feito no Brasil (Editora Ipsis, 120 págs., R$ 140,00) — com expoentes da sociedade e da cultura brasileiras, como o músico Tom Zé, a paratleta Aline Rocha e o bailarino Ismael Ivo — e Chefs (Editora Brasileira, 204 págs., R$ 99,90), que reúne imagens de Erick Jacquin, Alex Atala, Helena Rizzo e Danielle Dahoui, entre outras feras da cozinha, em situações inusitadas remetendo ao ofício 
     
    Com Cartunistas, trabalho iniciado em 2019 e que ficará exposto a partir da próxima terça (28), no Centro Cultural Fiesp, Vitale foi em busca das figuras humanas que, com seu humor gráfico, divertem, emocionam e ironizam a realidade brasileira. 
     
    Eu quis, de forma criativa, inverter o processo: criar charges dos chargistas, cartoons dos cartunistas”, diz o fotógrafo, que cursou história na Universidade de São Paulo (USP) antes de estudar no International Center of Photography, em Nova York, e foi editor de fotografia do jornal O Estado de S.Paulo e das revistas Veja e Época. Com Cartunistas, Vitale trouxe para a frente da câmera quem normalmente se mostra pelo traço.

    A exposição vai ocupar a galeria do espaço cultural na Avenida Paulista até setembro. Reúne 143 retratos de nomes como Ziraldo (1932- 2024), Jaguar (1932-2025), Paulo Caruso (1949-2023), Laerte, Eduardo Baptistão e Mauricio de Sousa, entre outras figuras célebres.

    A ala mais jovem também está representada por artistas como Helô D’Angelo, Pedro Vinicio (capa de Vejinha na edição de 26 de julho de 2024), Carol Ito e Lukas Werneck — este último, desenhista da Marvel Comics.
     
    A-cartunista-Laerte
    A-cartunista-Laerte 
     
    Alguns deles foram mais difíceis de fotografar, pela timidez”, afirma Vitale. “E, em alguns casos, como o da cartunista Laerte, demoramos mais para definir o contexto da foto. Com Ziraldo, não consegui um retrato tecnicamente perfeito. Mas acabei fazendo um tributo, pois realizei uma das últimas fotos dele”, diz o fotógrafo sobre o artista e escritor, morto em 2024 — e que foi uma das figuras mais importantes do humor gráfico aliado à crítica sociopolítica do país.

    Ao lado de Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral e Luiz Carlos Maciel, Ziraldo foi um dos fundadores do eterno jornal O Pasquim, semanário lançado no Rio de Janeiro em 1969 e que, por meio do humor político, funcionou como resistência à ditadura militar. Pela equipe do jornal passaram nomes como Paulo Francis, Henfil e Millôr Fernandes.
     
    JAGUAR 
    Jaguar
     
    No retrato criado por Vitale para esta série, Ziraldo aparece segurando uma autocaricatura que havia desenhado quando tinha 50 anos. “O meu barato é transformar encontros em imagens”, diz o colecionador de instantes, que, desde 2018, publicou sete livros de retratos e planeja, para breve, mais um, desta vez com colegas de profissão.

    Para Helô D’Angelo, ilustradora, quadrinista e jornalista, a participação na série foi pura diversão. “Fiquei muito feliz. Paulo é um querido”, diz a moça. “Ele estudou o meu trabalho e sugeriu usar uma imagem impressa da minha personagem para as fotos”, afirma Helô, que posou junto com seu alter ego dos quadrinhos, também chamada Helô.

    Para fazer a menina parecer flutuar, Vitale usou um miniguindaste. “Tudo feito de maneira artesanal, nada foi inserido digitalmente”, explica a artista, que, mesmo acostumada a se mostrar nas redes, ficou um pouco tímida ao ficar frente à câmera de um profissional. “Foi diferente. Mas, aos poucos, fui me soltando. O resultado pareceu um live-action dos meus quadrinhos.”
     
    Eduardo-Baptistão 
    Eduardo Baptistão
     
    “Paulo Vitale foi muito feliz na escolha do tema. Os cartunistas divertem muita gente e, principalmente, provocam reflexão, mas são muito pouco lembrados como categoria”, diz Eduardo Baptistão, do programa Roda Viva, da TV Cultura.

    “Com maestria, Paulo joga luz nesse ofício e nos seus operários, que, no fundo, é o que nós somos. E o bacana é que ele assumiu a verve dos cartunistas pra nos fotografar. Para mim, foi um privilégio”, acrescenta.

    Privilégio que o autor de Cartunistas também parece ter desfrutado. “Adoro criar inquietude, trabalhar com a estranheza, buscar um segundo olhar e novas camadas de leitura de uma imagem”, diz Vitale, dono de um talento afiado para misturar criadores e suas criaturas em um mesmo retrato.

    Centro Cultural Fiesp (Galeria). Avenida Paulista, 1313, Tel.: 3322-0050. Ter. a dom., 10h/20h. Grátis. Até 20/9.
     
    VEJA SÃO PAULO 



    no meu quintal | in my garden


     

    sexta-feira, maio 01, 2026

    BAD CITIZEN

     

     

    Jeffrey St. Clair >

     + Cole Allen seemed like a regular guy. Cole Allen is a sturdy American name, right out of a Louie L’Amore novel. But in America, even regular guys snap.

    In the Republic of the Gun, almost all of the regular guys have one or two. When they snap, they tend to grab one.

    Cole Allen grabbed two. He also grabbed some knives. Then he took a train, rode the iron rails through the long night into the American outback, nursing his grievances across the Sierra Nevada and the Great Basin, over the Rockies and the Great Plains. He looked out on the lights of houses, towns and cities, filled with other regular guys late on their car payments, stuck in dead-end jobs sucking up to dead-end bosses, worried about their kids’ rotten teeth and no dental coverage, going thick in the waist, watching their teams lose night after night. Regular guys with gripes and grudges and real intractable problems eating away at their souls.

    Men like him sitting alone in a room at night, or worse in a room full of people and feeling alone, caught in the tense grip of some affliction, with no one to talk to about it, because regular guys don’t do that. They get talked at instead: hectored, belittled, talked down. Regular guys, normal guys, posting rants on some dark corner of the Net, bathed in the cool blue light of the screen, about how the software they once programmed, now programs them, making their jobs, if not their very self, expendable.. Guys who feel afflicted by the world around them and their only security is found in the reassuring grip of that most American of objects, a gun.

    They want to settle scores. But how and with whom?

    Cole Allen had been sold too many promises that didn’t pan out. The promise of hope and change. The promise of restoring the “soul of America,” whatever that really means. The promises of tech, trickledown, and wokeness. The promise of nostalgia restored, a reified America from the land of hope and dreams. But it’s the little annoyances that can loom large: the rising insurance payments, crappy cell service and internet too slow to stream, the damn heat, the traffic that doesn’t move, the commercialization of everything, even church, the bad TV, and the worse movies, music that grates and irritates, rather than consoles and inspires.

    Cole Allen rode the rails twenty-seven hundred miles to do what, exactly? Did he even know? Does he know now? Did he feel betrayed by both political parties, exasperated by years of empty rhetoric, worn down by a ravenous economic system that works only for the super-rich and pits average guy against average guy? Or was he just bored with it all, that deadliest of American sins?

    Did he want to shoot or get shot? Was he acting on nihilistic impulse, an American Raskolnikov lashing out against the cultural nothingness leaching the life from him, even if, like most regular American guys, he’d never heard of Rodion Raskolnikov?

    And that’s fine. That’s as it should be. Reading Dostoevsky is not good for the mind of the regular guy. His cold, dark stories of normal people driven mad can release to the surface all kinds of buried anxieties and neuroses he didn’t know he had and he had enough anxieties already. He had so many they’ve brought him here on this night train, bound for glory or infamy. Either will do.

    Or did he see himself as an avenger? If so, what was he avenging? What was he going to save? Something tangible or abstract? On whose behalf?

    Do we really want to know these things? Do we want answers? Or will the answers, if there are any, strike too close to the bone? Have the myths of the country begun to eat itself, to cannibalize the collective psyche of the nation, like the furies in “The Bacchae” of Euripides?

    In a country with 500 million guns, everyone has the chance to be an avenging angel, to enter the spotlight and create a spectacle, disrupt the programmed flow of time, if only for a few seconds, and be forever memorialized on security cameras, running down a hallway with a shotgun toward some kind of blazing destiny, you write for yourself, just like those archetypal American guys, Butch and Sundance.

    In 1988, George Will attacked novelist Don DeLillo for humanizing Lee Harvey Oswald in his novel Libra and blaming “America” for shaping Oswald’s character. The pious Will denounced DeLillo as “a bad citizen.” DeLillo, who rarely says anything publicly, took Will’s attempted slander as a badge of honor, saying: ”I don’t take it seriously, but being called a ‘bad citizen’ is a compliment to a novelist, at least to my mind. That’s exactly what we ought to do. We ought to be bad citizens. We ought to, in the sense that we’re writing against what power represents, and often what government represents, and what the corporation dictates, and what consumer consciousness has come to mean. In that sense, if we’re bad citizens, we’re doing our job.”

    Am I “humanizing” Cole Allen? He is human, isn’t he? And, for the country that reared him’s sake, he had better be understood that way.

    COUNTERPUNCH  

     

     

     

    HOLE IN MY SHOE (1967) by Traffic

     

    I looked in the sky where an elephant's eyeWas looking at me from a bubblegum treeAnd all that I knew was the hole in my shoeWhich was letting in water (letting in water)


    IN MEMORIAM DAVE MASON



    Erasto Vasconcelos - Baile da Betinha

     

    sapato bico fino, paletó de linho
    o grande baile vou dançar
    betinha vem ca vem ca vem ca larara


    quinta-feira, abril 30, 2026

    Paquetá


     

    TEJO


     

     

     

     


    Kotscho: Na rejeição a Messias pelo Senado, Lula derrotou Lula



    "Já vi Lula cair e se levantar de novo inúmeras vezes como um nirvana, mas acho que nunca enfrentou uma situação tão desfavorável e delicada como agora, com a popularidade em baixa e a rejeição em alta, hostilizado pelo Congresso, a mídia e o mercado, como se estivesse com o prazo de validade vencido, a menos de seis meses da eleição. Se nada mudar, Lula pode perder a eleição para ele mesmo, qualquer que seja o adversário, como aconteceu ontem."
    leia coluna de Ricardo Kotscho

    Kotscho: Na rejeição a Messias pelo Senado, Lula derrotou Lula

    O estreito de Ormuz




    AMORIM
     


     
    THIAGO LUCAS
     

     
     
    AMORIM
     
     
     
    CELLUS
     
     
     

     

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    quarta-feira, abril 29, 2026

    Aracy de Almeida | Sáia do caminho (Custodio Mesquita - Evaldo Ruy) 1946

     

    Fracassei novamente Pois sonhei, e sonhei em vão E você francamente, decididamente Não tem coração


    e o blog0news continua…
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    Mas uso mesmo é o

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