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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    segunda-feira, abril 15, 2024

    Jogo do Contente (Tulipa Ruiz/Gustavo Ruiz)



    Todo o motivo te leva a quererTodo o querer te faz ter vontadeToda a vontade te faz ter impulsoTodo o impulso sempre me estimula

    '3 Body Problem' ending: What does Dr Ye Wenjie's 'joke' about God really mean?

     An older woman sits in a room.

     

    "One of the biggest cliffhangers David Benioff, D.B. Weiss, and Alexander Woo's sci-fi epic leaves us on is actually a two-parter: What was the real meaning behind the "joke" told by Dr Ye Wenjie (Rosalind Chao) to Saul Durand (Jovan Adepo) on the park bench in Episode 7? And in what way could it help with Saul being made a "wallfacer" in the finale, on"e of three people tasked with plotting their own secret, internal scheme to best the approaching aliens?

    '3 Body Problem' ending: What does Dr Ye Wenjie's 'joke' about God really mean? | Mashable

    Clube Recreativo Classe Média



    GALVÃO

     

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    domingo, abril 14, 2024

    Fake ads, real politics: the art of Foka Wolf, the ‘Birmingham Banksy’

     A roadworks sign with an image featuring a stick man burying a child, and the words 'GENOCIDE IN PROGRESS. Sorry for any inconvenience'

     Anonymous street artist Foka Wolf uses the language of advertising to highlight political and social issues, from the PPE crisis to food banks. “I grew up in a low income, single-parent household,” he says, “so I take it very fucking personally when people in power try and demonise those who are broke and voiceless.”

     see the gallery >

    Fake ads, real politics: the art of Foka Wolf, the ‘Birmingham Banksy’ – in pictures | Art and design | 

     A fake HM Government poster on a bus shelter, reading 'Eat. Your. Children. Save up to £30 per year on roast dinners. Visit GOV.UK/SaveCash. It all adds up'

    Ladeira do Vicente


     

    Reforço na Desintrusao


     

    Nina Simone - He Needs Me (1958)



    Cause my one ambition isTo wake him and make him discoverThat he needs meIve got to follow where he leads meOr else hell never know that I need himJust as he needs me

    Um 3X4 do Ziraldo

     

    SERGO AUGUSTO

    Quando conheci Ziraldo, ele, Vilma e Daniela (uma menina de 4 anos!) ainda moravam na Praça do Lido, em Copacabana. Acabamos vizinhos na Lagoa Rodrigo de Freitas, por mais de duas décadas. Da minha janela avistava a de seu ateliê, quase sempre acesa até altas horas.

    Além do bairro, da rua, compartilhamos projetos, três ou quatro redações, folguedos (réveillon al mare na Baía de Angra, torneios de piscibol) e até um sobrenome, Pinto, embora isento de parentesco. Segundo Ziraldo, ao contrário do que sempre supus, não éramos cristãos novos; o nosso Pinto seria, como o Pinter do Harold, uma corruptela de Painter, pintor em inglês.

    Nosso primeiro aperto de mão aconteceu em março de 1963. Ziraldo acabara de trocar a função de relações-públicas de O Cruzeiro pela direção de arte da revista, a convite de Odylo Costa, filho, a quem fora confiada uma reforma em regra no então decadente semanário.

    Ziraldo, de cara, mudou o logotipo e transformou o miolo da revista num misto de Look e Paris-Match. Sem o mofo antigo e com uma redação renovada pela inclusão de Carlos Heitor Cony, Wilson Figueiredo e Carlos Leonam, entre outros, o novo e arejado O Cruzeiro foi uma experiência estimulante, até soçobrar, sete, oito meses depois, quando o então potentado do império Chateaubriand, Leão Gondim, enciumado, maquinou a saída de Odylo.

    Um dia contarei como nasceram as Fotopotocas (as memes impressas daquele tempo), que Ziraldo e eu lançamos em duas páginas da revista e, mais tarde, em brochura. Com a saída de Odylo, Ziraldo assumiu a chefia da redação. Conseguiu editar apenas um número.

    Bateu de frente com Accioly Neto, capataz vitalício da empresa, por causa do veto a uma reportagem. “Já reparou que o senhor sobrevive a todas as crises d’O Cruzeiro?”, jogou-lhe nas fuças Ziraldo. “Meu filho”, reagiu Accioly, “jornalismo é uma indústria de papel pintado. Deixe de tolos idealismos. Faça alguma coisa pra ganhar dinheiro; o resto é besteira.”

    Ziraldo saiu da sala aos prantos. E, sem abrir mão de seu idealismo, foi acumular fama, glória e um bom dinheiro com suas besteiras.

    ESTADÃO

     

    Picasso's Last Words


     

    Cigarro & Cerveja



     

    Passo o Ponto - Jorge Helder

    Netanyahu ignora as pressoes e prepara ataque final a Gaza

     

     

     "Tal como no Reino Unido, a tensão nos
    Estados Unidos em torno da questão do
    direito internacional tem aumentado. Na
    última semana de março, um funcioná-
    rio de direitos humanos do Departamen-
    to de Estado demitiu-se e afirmou que o
    governo desrespeita a legislação nacional
    que proíbe a assistência a quaisquer uni-
    dades militares estrangeiras envolvidas
    em atrocidades, ou a qualquer país que
    impeça “o transporte ou a entrega de as-
    sistência humanitária dos Estados Uni-
    dos”. De acordo com a autoridade, Annelle
    Sheline, o Departamento de Estado tem

     provas de violações, mas que estão sen-
    do suprimidas. “Acho que alguns desses
    processos internos não serão divulgados
    até que a Casa Branca se disponha a isso.”"

       PO R J U L I A N B O R G E R , D E WA S H I N GTO N , TO B Y H E L M , LO R E N ZO TO N D O E Q U I Q U E K I E RSZ E N B AU M , D E J E R U S A L É M

    É tudo parte da cadeia

    AROEIRA
     
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    Caos, lama, reconhecimento - a estreia de Chico Science e Nação Zumbi faz 30 anos

     

     

    "Eu estava lá quando o álbum foi lançado. Sua chegada foi antecipada e incensada pelos veículos culturais em ação naquele tempo. Fosse no Rio Fanzine – seção de cultura pop underground do jornal “O Globo”, fosse nas páginas da revista “Showbizz”, a expectativa era imensa pela chegada do registro sonoro oficial do tal movimento. As informações davam conta de uma reinvenção musical, com incorporação de vários ritmos gringos, de hip hop e funk a techno e variações, passando pelo exotismo de manifestações ritmicas caribenhas e africanas, tudo servindo como instrumento de reavaliação dos estilos nativos de Pernambuco. De maracatu ao forró, do côco à embolada, tudo agora, sob o signo da globalização, era fruto das mesmas origens e manifestações. Ou seja, Recife poderia ser parte da periferia de Lagos, Londres ou Long Beach. Cabia tudo em toda parte. E todo mundo achava o máximo este senso de “estar no mundo”. Lembro de um professor, exultante em meio a uma aula sobre o assunto na Faculdade de Comunicação da Uerj, dizendo: “agora nós podemos viver como se estivéssemos em qualquer parte do mundo”.

    Tamanha euforia era fruto desse aspecto de “press kit” que a globalização trazia. As distâncias se encurtavam via celular, via Internet, que logo teria sua versão em banda larga. Ou seja, parecia que as coisas mudariam de fato. E o som de Chico, pelo menos, aqui no Brasil, foi a trilha sonora disso"

    mais na análise de CARLOS EDUARDO LIMA

    Caos, lama, reconhecimento - a estreia de Chico Science e Nação Zumbi faz 30 anos | Célula POP

    Regulação das redes sociais



    AMORIM

     

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    Agora Ziraldo tornou-se imortal

     

     "O Pererê é uma espécie de fase “ci-
    nema novo” de Ziraldo. Ali ele inven-
    tou seu modo de narrar quadrinhos,
    com sequências cinematográficas, cor-
    tes abruptos, diálogos em ricochete, ao
    mesmo tempo que moldava uma sínte-
    se visual que amadureceria plenamente
    duas décadas depois. Foi um desenho que
    bebeu nas fontes do humor gráfico euro-
    peu do pós-Guerra – calcado em Sempè,
    André François e Saul Steinberg – e se
    consolidou com influências de Portinari,
    Di Cavalcanti e Aldemir Martins.

     
    Para além da estética, o Pererê ex-
    pressava o ocaso do Brasil rural e a emer-
    gência de uma sociedade que aspirava a
    modernidade urbana. O País realizava,
    naquele momento, a transição demográ-
    fica e, nas páginas do gibi, os problemas
    sociais eram mostrados sem cacoetes aca-
    dêmicos, por meio de infindáveis peripé-
    cias num incerto ponto do “Brasil central”,
    defendendo seu modo de ser, sua flores-
    ta e recebendo novidades como a televi-
    são, a luz elétrica e modismos litorâneos."

     leia artigo de GILBERTO MARINGONI 



     

     

     

    Father John Misty - When the God of Love Returns There'll Be Hell to Pay



    When the god of love returns there'll be hell to pay
    Though the world may be out of excuses
    I know just what I would say:

    Let the seven trumpets sound as a locust sky grows dark
    But first let's take you on a quick tour of your creation's handiwork
    Barely got through the prisons and stores
    And the pale horse looks a little sick
    Says, "Jesus, you didn't leave a whole lot for me
    If this isn't hell already then tell me, what the hell is?"

    ZIRALDO

     
     

     
     
    CLAUDIO DUARTE

     

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    sábado, abril 13, 2024

    A afronta de Elom Musk é parte da estratégia global da extrema direita

     

     "Nos últimos dias, Musk colocou sua rede social a serviço de Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal e, particularmente, o juiz Alexandre de Moraes, relator de vários inquéritos policiais que alcançam o ex-presidente. De certa forma, seguiu um apelo público feito em fevereiro pelo deputado Eduardo Bolsonaro durante um encontro reacionário periódico nos EUA, a Conferência de Ação Política Conservadora. “Relatem o que está acontecendo no Brasil. Amanhã, teremos um milhão de pessoas nas ruas de São Paulo em apoio ao presidente Bolsonaro. Façam com que essas imagens circulem pelo mundo. Congressistas americanos (sic), pedimos uma audiência em seu Congresso. Vocês são os líderes do mundo livre. Ajudem-nos a expor esta tirania.”"

     LEIA REPORTAGEM DE ANDRÉ BARROCAL 

    Praia da Moreninha

     


    So This is Christmas



    MARIO  BAGG

     

    Yusuf / Cat Stevens - Where Do The Children Play?



    Well, I think it's fineBuilding jumbo planesOr taking a ride on a cosmic trainSwitch on summer from a slot machineYes, get what you want to if you want'Cause you can get anything
     
    I know we've come a long wayWe're changing day to dayBut tell me, where do the children play?

    Liberdade de X pressão

    THIAGO LUCAS
     
     

     
     
     

     
    GALVÃO
     



     

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    Review: ‘3 Body Problem’ Is A Galaxy-Brained Spectacle

      A woman walks through a fiery landscape.

    "The aliens who menace humankind in Netflix’s “3 Body Problem” believe in doing a lot with a little. Specifically, they can unfold a single proton into multiple higher dimensions, enabling them to print computer circuits with the surface area of a planet onto a particle smaller than a pinprick.

    “3 Body Problem,” the audacious adaptation of a hard-sci-fi trilogy by Liu Cixin, is a comparable feat of engineering and compression. Its first season, arriving Thursday, wrestles Liu’s inventions and physics explainers onto the screen with visual grandeur, thrills and wow moments. If one thing holds it back from greatness, it’s the characters, who could have used some alien technology to lend them an extra dimension or two. But the series’s scale and mind-bending turns may leave you too starry-eyed to notice."


    read review by James Poniewozik

    Review: ‘3 Body Problem’ Is A Galaxy-Brained Spectacle - Talentsofworld Articles

    Mulher busca satisfação do desejo em livro inédito e póstumo de García Márquez

     Gabriel García Márquez trabalhou quase dois anos no livro, entre 2003 e 2004 — Foto: Eduardo Verdugo/AP

     

     

    MARCUS LOPES

    Em março de 1999, o escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014) surpreendeu o público em um evento na Casa da América, em Madri, ao substituir um discurso tradicional pela leitura de um conto que havia escrito recentemente. Ao lado do também Nobel de Literatura José Saramago, Márquez apresentou aquele que se tornou, 25 anos depois, o primeiro capítulo do seu romance inédito e póstumo “Em agosto nos vemos”, cujo lançamento mundial é nesta semana.

    O livro não tem o mesmo refinamento dos grandes títulos do autor, como “Cem anos de solidão” (1967) e “Amor nos tempos do cólera” (1985), por alguns motivos práticos.

    O principal deles é que, apesar de ter trabalhado com afinco durante quase dois anos, entre 2003 e 2004, Márquez já sofria e lutava contra o declínio das suas faculdades mentais. Isso resultou em uma batalha interna entre o rigor dos seus escritos e a realidade imposta pelas limitações da saúde.

    A lenta e constante evolução da doença degenerativa era uma situação frustrante e desesperadora. “A memória é, ao mesmo tempo, minha matéria-prima e minha ferramenta. Sem ela, não existe nada”, disse Márquez em determinada ocasião em seus últimos anos de vida produtiva.

    Todos os elementos do estilo do autor estão ali: a capacidade de imaginação que o tornou um dos expoentes do realismo mágico; a linguagem poética e o mergulho nos sentimentos humanos mais profundos, sempre embalados em uma narrativa direta e cativante.

    O enredo narra a história de Ana Magdalena Bach, de 46 anos, uma bela mulher, integrante de uma família com tradição musical. Ainda muito jovem, abandonou a faculdade de artes e letras para casar-se com um músico que, anos depois, se torna diretor de um conservatório, substituindo o pai de Ana.

    O casal tem dois filhos. O menino seguiu a carreira do pai e tornou-se o primeiro violoncelo da Orquestra Sinfônica Nacional, aos 22 anos. A filha administra o confronto interno entre a rebeldia e os exageros juvenis com uma suposta vocação para ingressar na Ordem Religiosa das Carmelitas Descalças.

    Todos os anos, Ana Magdalena viaja por quatro horas em um barco de linha até uma ilha do Caribe, única referência geográfica em todo o texto. O objetivo é visitar o túmulo da mãe, enterrada no pobre cemitério do vilarejo da ilha que, aos poucos, teve a sua simplicidade e autenticidade tragada pela ascensão do turismo na região.

    A viagem, sempre em agosto, segue um ritual: bate-volta de uma noite, embarque no mesmo táxi velho que a transporta até o hotel onde se hospeda todos os anos; um ramo de gladíolos comprados na florista do mercado local e a limpeza metódica do túmulo. Até o cardápio do jantar se repete — sanduíche de presunto e queijo no pão torrado e uma xícara de café com leite.

    A rotina só é quebrada em determinada noite, quando se dá a liberdade de tomar um drinque de gim no restaurante do hotel enquanto aguarda o lanche. “O mundo mudou depois do primeiro gole”, escreve o autor, ao contar o flerte entre Ana e um homem desconhecido, naquilo que rapidamente e sem muitas perguntas se transforma em um romance fugaz de uma noite. “Subiu para o quarto com o terror delicioso que não sentia desde sua noite de núpcias.”

    O encanto é desfeito quando encontra uma nota de US$ 20 que o amante deixa pela manhã no meio de um livro que ela estava lendo. A simbologia daquela cédula deixada sem qualquer explicação é uma tortura mental que a persegue ao longo de toda a narrativa.

    A frustração com aquilo que poderia ser interpretado como um pagamento pela noite de prazer não impede Ana de adquirir um novo ritual nas viagens à ilha: a procura por um homem que a satisfaça por apenas uma noite. Algo que, já na desconfortável viagem de barco, faz aflorar um sentimento que se assemelha a uma revoada de borboletas alegres em seu peito. Até a relação com o marido melhora.

    A partir daí, em agosto as borboletas começam a voar na mente dela, que aguarda a viagem com a mesma ansiedade de uma criança que espera a tarde de domingo para ser levada ao circo. Uma ansiedade que faz Ana perguntar a um tocador de saxofone e mago ambulante que encontra por acaso onde estaria o homem da sua vida. “Nem tão perto quanto você gostaria, nem tão longe quanto você crê”, responde o mago, que remete o leitor ao cigano Melquíades, de “Cem anos de solidão”.

    Passados quase dez anos da morte do autor, “Em agosto nos vemos” é um belo retorno de García Márquez às prateleiras das novidades literárias. Trata-se de um afago aos órfãos do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982.

    A edição brasileira do livro inclui quatro páginas fac-símiles de originais com anotações do autor. Há também um texto em que o editor Cristóbal Pera detalha o processo de criação, edição e revisão do livro, além das dificuldades. Mesmo tendo concluído a obra, García Márquez já era traído pelas imprecisões da memória que se esvaía aos poucos.

    O editor também teve de trabalhar com fragmentos de informações e cenas distribuídas em duas versões originais, uma impressa com anotações à mão feitas pelo escritor e outra digital, que foi guardada por Mónica Alonso, secretária de Márquez. “Minha tarefa nesta edição foi a de um restaurador diante da tela de um grande mestre”, escreve Pera.


    VALOR

     

    Curb Your Enthusiasm finale review – an absolutely perfect ending

     

     
    "Clearly, it wasn’t going to end well. For quarter of a decade now, David has been one of the most gleefully cantankerous figures on television. Every single episode of Curb features him transgressing some unspoken rule of social etiquette. Maybe he kept his shoes on in a shoes-off house. Maybe he pointed out the aesthetic appeal of a swastika to his girlfriend’s flamboyant, sewing-obsessed son. Maybe, out of spite, he opened a coffee shop next to the one owned by his mortal enemy, Mocha Joe, just to run him out of business. In the finale, many of these transgressions come home to roost.

    Remember when he stole flowers from a roadside memorial? Remember when he forced a woman to leap off a ski lift, shattering her knees? Remember when he urinated on a picture of Jesus? Within context, these seemed like the actions of a rational man. In a court of law, however, they paint a picture of a monster. Of course he was going to be found guilty. Of course he was going to end up in jail, just like Jerry Seinfeld and his friends all those years ago. For a moment, that’s where it looks like this episode will end, with Larry mournfully poking at his pants tent behind bars."
     
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     Curb Your Enthusiasm finale review – an absolutely perfect ending | Curb Your Enthusiasm | The Guardian

    sexta-feira, abril 12, 2024


     

    case/lang/veirs - Supermoon



    SupermoonWhere all the diamond deals are madeWe never used to live this longWe're pioneers, my dear, press on, move along

    Elon Musk, X Fought Surveillance While Profiting Off Surveillance

     

     

    Elon Musk’s Twitter/X was selling user data for government surveillance at the very same time it was allegedly fighting government surveillance in court.

    "While national security letters allow the government to make targeted demands for non-public data on an individual basis, companies like Dataminr continuously monitor public activity on social media and other internet platforms. Dataminr provides its customers with customized real-time “alerts” on desired topics, giving clients like police departments a form of social media omniscience. The alerts allow police to, for instance, automatically track a protest as it moves from its planning stages into the streets, without requiring police officials to do any time-intensive searches.
    Although Dataminr defends First Alert, its governmental surveillance platform, as a public safety tool that helps first responders react quickly to sudden crises, the tool has been repeatedly shown to be used by police to monitor First Amendment-protected online political speech and real-world protests."
     
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    Elon Musk, X Fought Surveillance While Profiting Off Surveillance

    Roaming Charges

     

    Jeffrey St. Clair

    + This week ocean temperatures in the tropical Atlantic reached levels not normally found until June 3.

    + Hundreds of gray whales have starved to death off the Pacific Coast, owing to a sharp decline in food availability in their Arctic and sub-Arctic feeding grounds attributable to warming oceans…

    + Around 10 percent of the preterm births in the US during 2018, may have been caused by a class of chemicals commonly used in plastic food containers and cosmetic products. The social costs of the harm done by these chemicals may top $8 billion.
     

    Manter a memória viva



    HELO D'ANGELO

     

    Ditadura Nunca Mais

     

    ARTEVILLAR
     
     
     
    PAULO BATISTA 
     

     
    MIGUEL PAIVA 
     

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    Quelé & Momo

     


    The von Trapps & Pink Martini-Fernando



    Lange, lange leve karleken
    Var basta van, Fernando.
    Fyll ditt glas och hoj en skal for den,
    For karleken, Fernando!

    Nick Drake - Pink Moon



    I saw it written and I saw it say
    Pink moon is on its way
    And none of you stand so tall
    Pink moon gonna get you all
    It's a pink moon
    It's a pink, pink, pink, pink, pink moon


     

    quinta-feira, abril 11, 2024

    Aliança entre Musk e crime organizado fracassa

     

     

    Elon Musk não pode tudo. A manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) pelo plenário da Câmara dos Deputados demonstrou que há limites para que uma tese intragável, como a soltura de um dos acusados de ter mandado matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes ganhe adeptos nas redes.

    Os aliados do crime organizado na Câmara não conseguiram pautar a tese de que era o poder ilimitado do ministro Alexandre de Moraes que estava em jogo e não o mérito de uma acusação feita, a duras penas, depois de seis anos de investigações. Marielle permaneceu como um dos assuntos mais buscados ao longo do dia, mas não pela tese pautada pela rede de influenciadores bolsonaristas, entre os quais o filho 03 do ex-presidente.

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não estava no Brasil mas gravou um vídeo pedindo a soltura de Brazão. Sua postagem foi uma das mais compartilhadas da comunidade bolsonarista. Seu partido fechou questão, mas perdeu a batalha.

    Não foi a estratégia governista que saiu vitoriosa, mas a tese miliciana que não ganhou guarida na opinião pública. A prisão dos três acusados do assassinato é um dos maiores sucessos deste governo no combate ao crime organizado, ao lado da captura dos fugitivos do presídio de Mossoró (RN), mas isso não foi suficiente para pautar uma estratégia eficiente para defendê-la.

    Os governistas começaram a sessão na CCJ com o resultado aberto e temendo a derrota. Os aliados de Brazão adiaram a votação na tentativa de se esfriar o tema. Quando Musk pousou no Brasil abriu-se um clarão. Aliado aos golpistas na Bolívia e aos fascistas na Alemanha, o dono do X pinçou seus parceiros no Brasil entre os sócios do crime organizado na Câmara.

    A aliança com os novos donos da voz ficou clara quando o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), jogou no lixo o trabalho de quatro anos do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) no projeto que regulamenta as redes sociais depois que o dono do X abriu fogo contra Moraes.

    A aliança do crime organizado com Musk prosseguiu na Comissão de Segurança Pública da Câmara que, numa sessão com presença maciça de parlamentares da bancada da bala e a resistência quase solitária do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), foi aprovada uma “moção de louvor” a Musk.

    Musk e Brazão engrossaram o caldo contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro como ficou claro na ofensiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no “Roda Viva” pedindo para o país “voltar à normalidade”.

    Os aliados de Brazão prepararam uma vacina contra uma eventual repercussão negativa, que foi a representação pela cassação do mandato de Brazão no Conselho de Ética, mas não foi suficiente para virar a votação na CCJ. A alternativa seria um “recado” ao STF de que a prerrogativa de privar o parlamentar de seu mandato é da Casa, mas não convenceu.

    O rito desta cassação permitiria que Brazão tivesse seis meses para não apenas continuar a obstruir a investigação do crime como até mesmo evadir-se do país. O relatório da Polícia Federal que resultou na prisão não deixa dúvidas de que não lhe faltaria apoio para tanto.

    O resultado na CCJ demonstrou a prevalência da tese de que, ao longo dos seis anos em que permaneceu sem solução, o crime foi continuado e, portanto, encaixada no flagrante admitido pela Constituição para a prisão preventiva de parlamentares. As câmeras sumiram, o carro foi desmontado, delegados foram trocados, e cinco pessoas relacionadas ao crime foram mortas, entre as quais uma das pessoas que desmanchou o carro, ou seja, há fartos indícios de obstrução de Justiça.

    A tese acabou também por prevalecer em plenário, onde eram necessários 257 votos para manter Brazão detido. A decisão do STF foi referendada com uma sobra de 20 votos, a oposição de 129 parlamentares e a abstenção de 28. O comportamento de algumas bancadas, como o PP de Lira, surpreendeu e demonstrou que pode faltar bala ao presidente da Câmara para sua sucessão. Quem acabou por pautar a bancada foi o deputado Fausto Pinatto (SP), que definiu o voto em favor de Brazão como “suicídio” da Câmara face à resistência da opinião pública.

    Musk mostrou-se uma carona pouco eficiente para os parlamentares, mas não deixará tão cedo a paisagem nacional. O Supremo não caiu na pegadinha perseguida pelo bilionário de banimento do X do país. A abertura do acesso por VPN, mesmo que sob alto custo, desmoralizaria a decisão. O Executivo escapou por pouco, a despeito dos esforços nesse sentido do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.

    A aliança de Musk com o crime organizado não prosperou, mas ele foi bem sucedido em enterrar o PL das Redes Sociais. É esta a principal frente de batalha. Porque o que está em jogo não são negócios de Musk, mas a democracia brasileira. Se a Câmara se recusar a legislar, o tema cairá no colo do STF. E, desta vez, não haverá como protestar contra usurpação de prerrogativas.

    Os defensores da soltura de Brazão foram os mesmos que, três semanas atrás, lideraram a votação que derrotou as “saidinhas”. Não foram capazes de convencer a opinião pública de que bandido bom é bandido solto. Os aliados de Musk no crime organizado resolveram apostar que do outro lado da polarização estava um eleitor manobrável. A reação que pautou a votação demonstrou que o eleitor é de direita, mas não é trouxa.

    VALOR 

     

    O placar de Brazão

     

    MALU GASPAR

    ‘Não é sobre Marielle Franco’, foi o que mais se ouviu nos últimos dias da turma do Movimento Brazão Livre, que trabalhou firme para fazer a Câmara tirar da prisão o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora carioca.

    “Também não é sobre Brazão”, seguia o argumento. “É uma resposta ao Supremo”, martelavam ad nauseam lideranças e deputados de vários partidos, incluindo petistas que não repetiriam isso em público de jeito nenhum.

    Tudo bem, ninguém duvida de que uma ala significativa do Parlamento estava sedenta para se vingar do ministro Alexandre de Moraes e do STF. Nesse caso, porém, há mais coisas entre o céu e a terra da capital federal do que a repulsa a Xandão.

    A operação contra Brazão não foi a primeira medida de força imposta pelo STF e Moraes ao Congresso. Ficaram marcados nos caderninhos dos congressistas, em especial nos da direita, a prisão do bolsonarista Daniel Silveira por agressões a ministros do Supremo, em 2021, e as ações de busca e apreensão nos gabinetes de Carla Zambelli (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ).

    Em nenhum desses casos, porém, houve tanta mobilização a favor de um parlamentar, e não dá para dizer que antes não havia revolta em Brasília. Apesar de ter perdido no plenário, Brazão foi mantido na prisão por um placar apertado — 277 votos, só 20 acima do mínimo necessário.

    No caso de Silveira, a prisão foi mantida por 364 votos. O placar dos que votaram pela soltura foi praticamente o mesmo para os dois: 130 e 129 votos.

    A mudança é que, agora, 105 deputados ou faltaram ou se abstiveram, porque não queriam ver seus nomes no placar pró-libertação, mas tampouco tinham a ganhar constando na coluna pró-prisão. Quem lá atrás não se incomodou em deixar Silveira mofando na cadeia para não se indispor com Xandão desta vez achou melhor não se aventurar contrariando Brazão.

    Considerando que falamos de um integrante do baixo clero que nunca fez nenhuma diferença para além do seu quintal, fica difícil explicar o que ocorreu na Câmara dos Deputados nos últimos dias sem olhar com atenção para este Triângulo das Bermudas político chamado Rio de Janeiro.

    Tanto Silveira como Brazão foram eleitos pelo Rio. Mas, diferentemente do primeiro, o clã de Chiquinho não apenas povoa a política local há décadas, como também espalhou ramificações por amplos setores do estado e da prefeitura.

    Do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) à Habitação ou à Polícia Civil de Cláudio Castro, passando pela Assembleia Legislativa, pela Câmara Municipal e pela prefeitura de Eduardo Paes, para onde quer que se olhe se poderá ver um aliado dos irmãos Brazão ocupando um cargo-chave.

    O próprio Chiquinho Brazão foi secretário de Ação Comunitária de Paes até fevereiro passado. Só deixou o cargo quando começou a circular nos bastidores a informação de que o matador de Marielle, Ronnie Lessa, apontara o dedo para ele e para o irmão, Domingos.

    Sua presença no secretariado era parte de um acordo em troca do apoio à reeleição do prefeito em outubro, num bonde de que fazem parte Waguinho (Republicanos), prefeito de Belford Roxo cuja mulher chegou a integrar o ministério de Lula, e o ex-deputado Eduardo Cunha, aliado e uma espécie de guru político que por décadas fez dobradinhas eleitorais com o clã.

    Em 2022 Chiquinho ainda subiu no palanque da campanha de Jair Bolsonaro. Além disso, o eleitorado dos irmãos Brazão sempre foi concentrado em áreas dominadas por milícias, com as quais, segundo a Polícia Federal, eles têm “intrínsecas relações”.

    É esse contexto de promiscuidade explícita da política com o crime e com a impunidade que ajuda a explicar por que Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro atuaram em favor de Brazão — Eduardo, o filho Zero Três, chegou a gravar um vídeo pela soltura —, enquanto Paes procurou de todas as formas ficar longe do assunto publicamente, para não afetar suas alianças na campanha de logo mais à reeleição.

    Nada disso quer dizer que a tensão entre o Congresso e o Supremo não tenha interferido no resultado de ontem. Mas não dá para entender tanto esforço sem considerar que, quando se trata da política fluminense, periga a força do clã Brazão ser bem maior que a ojeriza a Xandão.

    GLOBO
     

    Nem só de panela na cabeça são feitos os descendentes de Ziraldo.

     

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    São Paulo

    Nem só de panela na cabeça são feitos os descendentes de Ziraldo. Claro que o Menino Maluquinho, nascido em outubro de 1980, tem seu lugar garantido como o personagem mais famoso do cartunista mineiro, morto aos 91 anos neste sábado, no Rio de Janeiro.

    Tanto que foi ele, o moleque travesso usando uma caçarola como chapéu, o escolhido para, na forma dum boneco gigante inflável, convidar o público para a exposição "Mundo Zira", em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil carioca até maio.

    Mas não há de ser pecado dizer que a fama não garante por si só também o posto de criação mais amada a este Maluquinho –o próprio Ziraldo o considerava "cult", algo reservado, quem sabe, aos adultos espertos fãs das crianças prodígio dos quadrinhos, como Mafalda e Lucy Van Pelt. Até mesmo o criador sabia que daquela mesma prancheta surgiram figuras mais queridas das infâncias.

    Pegue "A Turma do Pererê", por exemplo, criada em 1958 e publicada pela primeira vez na revista O Cruzeiro, em 1959, com o nome de "Pererê". Uma galera formada pelo Saci, sua namorada Boneca de Pixe, seus amigos indígenas Tininim e Tuiuiú e a patota animal com uma onça branca, um jabuti, um macaco e um tatu.

    Entre idas e vindas de editoras —em 1964, por exemplo, o regime militar esvaziou de publicações as bancas de jornal– e variações de tiragem ao longo dos quase 20 anos em que foram impressos, os quadrinhos da "Turma do Pererê" foram tão populares que se tornaram inclusive especial da TV Globo em 1983, um sinal importante de sucesso entre produções criativas dos anos 1970 e 1980.

    A história mostrava o indígena Tininim exausto do mato e do ar puro, e decidido a trocar a vida na floresta pela sedutora existência numa metrópole. Galileu, a onça, convoca então os amigos da Mata do Fundão para uma reunião de emergência, na qual se decide que o Saci irá atrás do amigo na cidade grande.

    Ziraldo imaginou, décadas antes da consciência ambiental que habita o coração da infância de hoje, o caos e a cobiça que uma onça-pintada despertaria ao circular num centro urbano. Ilustrou a dimensão da fauna e da flora nacionais, e a opôs à gravidade do desprezo por sua preservação, questão que à época era circunscrita apenas à aflição de minguados ecologistas.

    O especial de TV virou disco pela Som Livre, ainda em 1983, com letras escritas por gente graúda como Guilherme Arantes, Fagner e Ivan Lins, e músicas gravadas por Gal Costa, Zezé Motta, Luiz Melodia, entre outros. Vendeu milhares de cópias e se tornou frisson nas vitrolas, unindo em casa adultos e crianças como poucos sabem fazer 40 anos depois.

    O debute literário "Flicts" –que também ganhou trilha sonora nos mesmos anos 1980, assinada pelo próprio Ziraldo junto de Sérgio Ricardo–, por sua vez, talvez tenha feito mais pelas crianças deslocadas do que qualquer outro livro infantojuvenil até hoje conseguiu.

    A história, escrita em 1969, estreia de Ziraldo neste segmento literário, mostra a cor meio bege e muito triste que ninguém queria por perto por ser "feia" e "sem graça", já que não é tão forte quanto o vermelho, nem tão imenso quanto o amarelo ou pacífico quanto o azul.

    Numa crítica no jornal, o escritor Carlos Drummond de Andrade se derramou diante da poesia de "Flicts". "O conto contado por Ziraldo só merece um adjetivo, infelizmente desmoralizado: 'maravilhoso'. Não há outro, e sinto a pobreza do meu cartuchame verbal, para definir 'Flicts'. Mas exatamente nisso está uma das maravilhas de 'Flicts': não carece de definição. É."

    Em 1986, nasceu de Ziraldo o Menino Marrom, numa delicadeza de traço que trazia na capa do livro um garoto lindo, com olhos gigantes e dum realismo apaixonante. As perguntas levantadas pela curiosidade do menino giravam em torno da diversidade de cores da pele e histórias de vida na infância.

    Para tanto, Ziraldo contrapõe a existência do protagonista à do Menino Cor-de-Rosa, num movimento arriscado que anos depois levantaria críticas a uma suposta postura racista do autor. Ana Maria Gonçalves, por exemplo, autora do incensado "Um Defeito de Cor", de 2006, publicou em 2011 uma carta aberta a Ziraldo em que apontava os problemas que vê em "O Menino Marrom".

    "O seu texto nos ensina que é assim, sem ódio, que se doma e se educa para que cada um saiba o seu lugar, com docilidade e resignação: 'Meu querido amigo: Eu andava muito triste ultimamente, pois estava sentindo muito sua falta. Agora estou mais contente porque acabo de descobrir uma coisa importante: preto é, apenas, a ausência do branco'", escreveu Gonçalves, no documento.

    "A gente se acostuma, Ziraldo. Como o seu menino marrom se acostumou com as sandálias de dedo. O menino marrom, embora seja a figura simpática e esperta e bonita que você descreve, estava acostumado e fadado a ser pé-de-chinelo, em comparação ao seu amigo menino cor-de-rosa. O menino marrom, ao crescer, talvez virasse marginal, fado de muito negro", segue a escritora, na carta aberta.

    Em tempos de revisionismo e cancelamento da literatura, incluindo a infantojuvenil, é interessante pensar que a partida do premiado autor possa encorajar a leitura contextualizada de Ziraldo, a exemplo do que se pode —e deve?— fazer com tantos autores. Responsáveis e educadores têm, agora, a oportunidade de apresentar às crianças a obra de Ziraldo e conduzir, com elas, o debate sobre pontos como os levantados por Ana Maria Gonçalves e outros críticos.

    Assim, não se corre o risco de relegar ao esquecimento a irreverência e o encanto de Maluquinhos, Pererês e Flicts, ou de trechos de rara sensibilidade sobre a infância como os de "O Menino Marrom". "Menino é mais criativo do que adulto, sabe por quê? Porque adulto já viveu muito e já aprendeu dos outros. Menino tem que inventar enquanto não aprende. Só criança é capaz de observar as coisas com os olhos de primeira vez."

    FOLHA

     

     

     

     

    Lula sentiu uma encrenca


     

    Evangelização dos indios



    YKENGA

     

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    ZIAD IN GAZA

     

    Ahmad comes into the room to check on us. He was surprised I got out of the room today. We talk about music. He speaks about his favourite singers and songs. He loves an Egyptian song called My Beautiful Country. He thinks that a current singer is the owner of the song, but I tell him that it is a cover. He surprises me when he tells me he does not know the original singer.

    “Dalida? Who is Dalida?”

    “Dalida is a world-famous singer and actor born in Egypt, but who rose to fame in Europe in the 70s. Then she went back to Egypt and started singing in Arabic.”

    I search in my mobile and find the original song. It is a nostalgic one about the home country, the first love there and hoping that one day she will return. It was the first time I listened to the song in the last five months, and this time, it felt completely different.

    I think of my apartment, which is less than an hour away from me by car, as a far place that I wish to go back to one day. I scroll through my photos to see pictures of a life I used to have that no longer exists. It breaks my heart.

    After Ahmad left, I started looking for other songs by Dalida on my mobile. I played my favourite one – a French song called Je Suis Malade – which she covered after Serge Lama. Such songs made me believe in the importance of the written word; how the writer was able to describe the extreme sadness they were going through after losing their loved one. In the song, she says that being away from her loved one is similar to when her mother left her in the evenings, alone with her despair; that being away from him is like being an orphan in a dormitory.

    In a weird way, I related to the lyrics more than ever. I do feel left alone, like a little boy, scared of what the future is holding for me; missing a home and a complete life full of friends and beautiful details, in a blink of an eye.

    But unlike the song, which starts by saying, “I do not dream any more”, I do still have dreams. I dream of taking a hot shower, of eating strawberry ice-cream and being safe.

    It is that seed of hope. That stubborn little, strong seed of hope.

     

     

     

    Bright Eyes - Just Once in the World



    Found the throughlineFor all humankindIf given the timeThey'll blow up or walk on the moonIt's just what they do


     

    Eternamente Ziraldo



    CAU GOMEZ

     

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    Uma luz misteriosa cruzando o céu



    ALVES

     

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    Clarence 'Frogman' Henry, I ain't got no home (IN MEMORIAM)



    Ain't got no homeA-no place to roamAin't got no homeA-no place to roamI'm a lonely boyI ain't got a home

    Muskadas de Aroeira

    AROEIRA 

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    Footage reveals destruction in Khan Younis after Israeli withdrawal

     

    Trina Robbins, Creator and Historian of Comic Books, Dies at 84 – DNyuz

     

     Trina Robbins, Creator and Historian of Comic Books, Dies at 84

    "In 1970, Ms. Robbins was one of the creators of It Ain’t Me Babe Comix, the first comic book made exclusively by women. In 1985, she was the first woman to draw a Wonder Woman comic after four decades of male hegemony. In 1994, she was a founder of Friends of Lulu, an advocacy group for female comic-book creators and readers.

    In the 1960s, before she devoted her life to comics and to the women who make them, Ms. Robbins was an accomplished clothes designer and seamstress who outfitted rock stars like Donovan and David Crosby. She became a notable figure in the hippie communities of New York City and San Francisco, and in Los Angeles caught the eye of Joni Mitchell.

    The first verse of Ms. Mitchell’s song “Ladies of the Canyon,” featured on her 1970 album of the same name, is a portrait of Ms. Robbins"


    read obit by Gavin Edwards

    Trina Robbins, Creator and Historian of Comic Books, Dies at 84 – DNyuz


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