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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, julho 23, 2026

    BACH: Oboe Concerto in D Minor, S.Z799: II. Adagio - Alessando Marcello

     

    Guildhall


     

    EUA apostam em testosterona para vencer

     

     

    Dorrit Harazim

     

    O operador de teleprompter Gabriel Pérez trabalhou para Donald Trump por dez anos. Conseguia engordar o salário de US$ 170 mil anuais fazendo apostas na Kalshi (maior concorrente da Polymarket) sobre a duração, os temas e determinadas palavras que o chefe usaria em discursos. A barbada tinha lucro garantido, pois são notórias a esqualidez, vulgaridade superlativa e previsibilidade do vocabulário de Trump.

    A jogatina do funcionário foi descoberta poucas horas antes da fala presidencial da semana passada, levando à sua demissão. De todo modo, Pérez teria perdido a aposta. O discurso anunciado por Trump como de importância capital e com revelações tonitruantes durou menos de meia hora em horário nobre —uma merreca para a verborragia habitual. Sequer foi transmitido na íntegra por Fox News, ABC e CNN. É possível que o próprio Trump não aguentasse ouvir por mais tempo sua ladainha de que houve fraude na eleição de 2020, em benefício do democrata Joe Biden. Em fala arrastada, listou um cipoal de “evidências novas” de interferência da China, com respingos até contra a infeliz Venezuela, e deu o recado central: diante da falência do sistema eleitoral americano, será preciso antecipar-se às inevitáveis fraudes no pleito de novembro próximo. Tradução: vale tudo para impedir que os democratas reconquistem maioria na Câmara e/ou no Senado, como apontam as pesquisas de opinião mais recentes.

    O secretário da Defesa, Pete Hegseth, sempre pronto a superar o mestre em falatório muscular, apresentou a sua receita para reverter a incapacidade de Trump de ganhar as guerras que inicia ou de conquistar a paz pela força: testosterona.

    Em livro publicado dois anos atrás, Hegseth já havia alertado para o perigo de as Forças Armadas se tornarem “afeminadas, apologéticas demais” em relação a seu papel no mundo. Uma vez instalado no Pentágono, ele passou a bloquear a promoção de mulheres oficiais, demitiu a primeira mulher a comandar a Marinha e ordenou uma revisão do papel feminino em frentes de combate. Na semana passada, em vídeo de dois minutos que ressaltava o rosto angular cuidadosamente enquadrado, ele se dirigiu “olho no olho” aos 2,8 milhões de fardados do país:

    — Você faz parte da maior elite de guerreiros da face da Terra. Todo santo dia você está sendo exigido no limite absoluto de sua capacidade física e mental. Investimos muito em sistemas e armamento bélico, mas nosso instrumento mais decisivo é e sempre será o guerreiro individual (...) Por isso autorizo a partir de hoje o levantamento do nível de testosterona das nossas Forças Armadas. (...) Sob supervisão de profissionais de saúde de nível mundial, guerreiros de mais de 30 anos passarão a ser testados anualmente. (...) Não se trata de um aprimoramento artificial e sim de otimizar a sua capacidade natural, proteger sua longevidade, e garantir que você tenha os fundamentos biológicos para prosseguir a luta.

    Não se sabe se Hegseth, de 46 anos, toma o esteroide cuja presença no corpo humano decresce naturalmente na meia-idade. Mas é mais do que sabido que a terapia de reposição de testosterona suprime a produção natural do hormônio e desacelera a produção de esperma. Aplicá-lo em larga escala para militares que ainda teriam anos de fertilidade possível, em troca de ganho de musculatura, estâmina e fôlego, é o retrato de um governo doente, obcecado com masculinidade.

    O estapafúrdio anúncio de Hegseth, que fez carreira na televisão, talvez tenha sido inspirado na Segunda Guerra Mundial, quando as divisões de panzer nazistas, pilotos e soldados da Wehrmacht operaram à base de anfetaminas para suportar a marcha de Hitler. Apesar da retórica estritamente contrária ao uso de drogas do regime nazista, o Terceiro Reich foi movido a dependência química — em especial o estimulante metanfetamina, patenteado à época com o nome de Pervitin. Somente entre abril e julho de 1940, os militares nazistas consumiram mais de 35 milhões de comprimidos da droga. A Blitzkrieg exigiu que a infantaria acompanhasse o assalto a Holanda, Bélgica e França em 11 dias praticamente sem comer, beber ou dormir. Tomavam quatro doses diárias da droga, relata o historiador Norman Ohler, autor de “Drugs in the Third Reich”. O próprio Hitler, como se sabe, foi se desintegrando em narcóticos — começou com injeções de vitaminas e culminou num coquetel de opioides à base de oxicodona, além da cocaína.

    — Não precisamos de fracos, queremos apenas os fortes — decretou Hitler.

    Hegseth está apenas brincando de guerra com testosterona. Enquanto isso, Trump vai ficando cada vez mais irracional contra o Irã. O importante, agora, é não perder também a eleição.  

    Que tempos! 

    GLOBO 

    O operador de teleprompter Gabriel Pérez trabalhou para Donald Trump por dez anos. Conseguia engordar o salário de US$ 170 mil anuais fazendo apostas na Kalshi (maior concorrente da Polymarket) sobre a duração, os temas e determinadas palavras que o chefe usaria em discursos. A barbada tinha lucro garantido, pois são notórias a esqualidez, vulgaridade superlativa e previsibilidade do vocabulário de Trump.

    A jogatina do funcionário foi descoberta poucas horas antes da fala presidencial da semana passada, levando à sua demissão. De todo modo, Pérez teria perdido a aposta. O discurso anunciado por Trump como de importância capital e com revelações tonitruantes durou menos de meia hora em horário nobre —uma merreca para a verborragia habitual. Sequer foi transmitido na íntegra por Fox News, ABC e CNN. É possível que o próprio Trump não aguentasse ouvir por mais tempo sua ladainha de que houve fraude na eleição de 2020, em benefício do democrata Joe Biden. Em fala arrastada, listou um cipoal de “evidências novas” de interferência da China, com respingos até contra a infeliz Venezuela, e deu o recado central: diante da falência do sistema eleitoral americano, será preciso antecipar-se às inevitáveis fraudes no pleito de novembro próximo. Tradução: vale tudo para impedir que os democratas reconquistem maioria na Câmara e/ou no Senado, como apontam as pesquisas de opinião mais recentes.

    O secretário da Defesa, Pete Hegseth, sempre pronto a superar o mestre em falatório muscular, apresentou a sua receita para reverter a incapacidade de Trump de ganhar as guerras que inicia ou de conquistar a paz pela força: testosterona.

    Em livro publicado dois anos atrás, Hegseth já havia alertado para o perigo de as Forças Armadas se tornarem “afeminadas, apologéticas demais” em relação a seu papel no mundo. Uma vez instalado no Pentágono, ele passou a bloquear a promoção de mulheres oficiais, demitiu a primeira mulher a comandar a Marinha e ordenou uma revisão do papel feminino em frentes de combate. Na semana passada, em vídeo de dois minutos que ressaltava o rosto angular cuidadosamente enquadrado, ele se dirigiu “olho no olho” aos 2,8 milhões de fardados do país:

    — Você faz parte da maior elite de guerreiros da face da Terra. Todo santo dia você está sendo exigido no limite absoluto de sua capacidade física e mental. Investimos muito em sistemas e armamento bélico, mas nosso instrumento mais decisivo é e sempre será o guerreiro individual (...) Por isso autorizo a partir de hoje o levantamento do nível de testosterona das nossas Forças Armadas. (...) Sob supervisão de profissionais de saúde de nível mundial, guerreiros de mais de 30 anos passarão a ser testados anualmente. (...) Não se trata de um aprimoramento artificial e sim de otimizar a sua capacidade natural, proteger sua longevidade, e garantir que você tenha os fundamentos biológicos para prosseguir a luta.

    Não se sabe se Hegseth, de 46 anos, toma o esteroide cuja presença no corpo humano decresce naturalmente na meia-idade. Mas é mais do que sabido que a terapia de reposição de testosterona suprime a produção natural do hormônio e desacelera a produção de esperma. Aplicá-lo em larga escala para militares que ainda teriam anos de fertilidade possível, em troca de ganho de musculatura, estâmina e fôlego, é o retrato de um governo doente, obcecado com masculinidade.

    O estapafúrdio anúncio de Hegseth, que fez carreira na televisão, talvez tenha sido inspirado na Segunda Guerra Mundial, quando as divisões de panzer nazistas, pilotos e soldados da Wehrmacht operaram à base de anfetaminas para suportar a marcha de Hitler. Apesar da retórica estritamente contrária ao uso de drogas do regime nazista, o Terceiro Reich foi movido a dependência química — em especial o estimulante metanfetamina, patenteado à época com o nome de Pervitin. Somente entre abril e julho de 1940, os militares nazistas consumiram mais de 35 milhões de comprimidos da droga. A Blitzkrieg exigiu que a infantaria acompanhasse o assalto a Holanda, Bélgica e França em 11 dias praticamente sem comer, beber ou dormir. Tomavam quatro doses diárias da droga, relata o historiador Norman Ohler, autor de “Drugs in the Third Reich”. O próprio Hitler, como se sabe, foi se desintegrando em narcóticos — começou com injeções de vitaminas e culminou num coquetel de opioides à base de oxicodona, além da cocaína.

    — Não precisamos de fracos, queremos apenas os fortes — decretou Hitler.

    Hegseth está apenas brincando de guerra com testosterona. Enquanto isso, Trump vai ficando cada vez mais irracional contra o Irã. O importante, agora, é não perder também a eleição.

    Que tempos!

    GLOBO

    ilustração Marcelo  



    globo

     

    Descaso & Omissão


     

     

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    Flávio toca o berrante do golpe para reunir o rebanho de Jair

     

     

    Flávio Bolsonaro toca berrante na Expogrande (MS) em abril deste ano 

    LEONARDO SAKAMOTO 

    A mentira reciclada, requentada e contada pelo senador Flávio Bolsonaro a embaixadores (de que as urnas eletrônicas brasileiras são passíveis de fraude) funcionou como um aviso. Ao usar o mesmíssimo roteiro que tornou seu pai inelegível, o primogênito mandou um recado cristalino ao bolsonarismo-raiz: é ele, e apenas ele, o herdeiro legítimo e a continuidade natural de Jair Messias.

    O aceno antidemocrático vem em um momento difícil para a sua pré-candidatura. Pesam contra ele os R$ 61 milhões que pediu e recebeu do "irmão" Daniel Vorcaro, a sua digital no mais recente tarifaço imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros, e, claro, os estilhaços incalculáveis do vídeo-bomba protagonizado por sua madrasta, Michelle Bolsonaro.

    Acuado por escândalos e pela própria incompetência diante deles (as respostas que deu não convencem), Flávio precisava frisar que ele é digno dos votos do pai. Preguiçosamente, usou o mais velho dos truques da extrema direita. Ao tocar o berrante da fraude eleitoral imaginária, o senador busca mostrar ao rebanho quem é o capataz da fazenda do Seu Jair.

    A mensagem subjacente ao teatro para embaixadores é óbvia. Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos ou a própria Michelle podem até tentar vestir o figurino conservador, mas só ele, o 01, tem a disposição e a falta de pudor para levar adiante as ideias, as ações e os crimes que marcam a dinastia.

    A matemática eleitoral explica a tática. Há um piso de cerca de 20% do eleitorado que compõe a ala mais fiel do bolsonarismo, o que inclui do pessoal que vota convicto em Jair por conta de sua visão de mundo até os semoventes que rezam para pneu. Sem herdar esse espólio cativo, nenhum nome da direita tem tração suficiente para fazer cócegas em Lula nas urnas. Flávio sabe que quem não radicaliza, perde o lugar na fila do pão da extrema direita.

    Como já disse aqui anteontem, a declaração golpista não serve apenas para aglutinar o gado em torno de si. Ela já pavimenta a estrada do caos para o futuro. Ao plantar a semente da desconfiança sobre o sistema eleitoral, o senador prepara o terreno para que, caso o petista vença, a extrema direita tupiniquim e o governo Donald Trump tenham a narrativa pronta para não reconhecer o resultado da eleição brasileira. Daí, à intervenção estrangeira é um little jump.

    A reunião de Flávio com os embaixadores mostrou aos seus que, se a urna não lhe der o poder, ele está mais do que disposto a tentar tomá-lo no grito, na fraude e na força. E isso provoca orgasmos em parte dos seus seguidores.

    Claro que, consequentemente, afasta o voto dos independentes, para quem era destinada a campanha natimorta de que é um "Bolsonaro moderado". Mas, neste momento, ele está mais preocupado em mostrar que ele e Jair são a mesma pessoa para se manter no jogo. Até porque, em última instância, o plano B é ganhar o Palácio do Planalto. O plano A, contudo, sempre foi manter as rédeas sobre a direita brasileira.

    UOL 

    CRAQUES DA COPA

     

    AMARILDO


    AMORIM



    FERNANDES



    FERNANDES



    ULISSES ARAUJO



    FABIANE LANGONA



    DALCIO MACHADO


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    Na Gloria - Zeca do Trombone

     

    The Rolling Stones - Divine Intervention



    Walking down the street in New York City A sandwich board read the end of the world is nigh I looked up and saw the billionaires all scuttling Scrambling to their bolt holes in the sky Watch them fly!


    quarta-feira, julho 22, 2026

    LONDON


     

    Give me slaves or give me death!

     

     James Madison, oil painting by Asher B. Durand, 1833. The New-York Historical Society.

     

    JEFFREY SAINT CLAIR>

    + Dr. Samuel Johnson, a fierce abolitionist, on the hypocrisy of the American revolutionaries: “How is it that we hear the loudest yelps for liberty among the drivers of negroes?” (1775, Taxation No Tyranny)

    + Consider the father of the country, who owned 100 enslaved people and kept buying them into his dotage to work at his new distillery. When George Washington inspected enslaved Africans to purchase–often right off the docks to avoid bidding wars at auction–he looked for females who were “fat and lusty.”

    + James Madison Sr., the father of the diminutive Jimmy (he maxxed out at 5’4”), was a Virginia planter and judge who once sentenced to death an enslaved boy who had swiped 25 cents’ worth of goods from a warehouse. Judge Madison sent his precious son off to college with his own personal slave, Sawney. Jimmy, the man who would become the principal architect of the US Constitution and author of the Bill of Rights, didn’t attend either of the preeminent southern universities of the time, UVa or William and Mary, but Princeton, the favored Ivy League school of the southern gentry. The southern boys felt at home up there in Yankee New Jersey, in large measure because the president of the college during the Revolutionary period was John Witherspoon, himself a slave-owner.

    + I’ve always been a little dubious about Patrick Henry’s made-for-meme cry of “Give me liberty or give me death!” After all, when Henry read the Constitution, he said that he “smelled a rat” because the document failed to include, in the historian Sean Wilentz’s words, “any categorical guarantee to the slaveholders of their rights to property in man.” Still, as cagily drafted as it was, the Constitution had enough “subcategorical guarantees” to keep the peculiar institution thriving for the next 70 years, as the enslaved population in the Deep South swelled. In 1790, the enslaved population of the US was around 695,000. By 1860, the population had exploded to more than 4 million, most in the cotton states of South Carolina, Georgia, Mississippi, Alabama and Louisiana.

    COUNTERPUNCH 

     

     

    chez Luke & Fernanda


     

    That's All Folks !

    FRAGA 


    MONTANARO



    DUKE



    MIGUEL PAIVA 


     

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    plas johnson - pink panther (henry mancini) IN MEMORIAM

     

    Espanha 1 x 0 Argentina

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    Tempo rei - Gilberto Gil

     

    Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo reiTransformai as velhas formas do viverEnsinai-me, ó, pai, o que eu ainda não seiMãe Senhora do Perpétuo, socorrei


    terça-feira, julho 21, 2026

    LONDON


     

    Murros, pontapés, quebra do protocolo: o pós-final argentino que nao se viu na TV

     

     

    "Se através da TV aquilo que se vê é sobretudo o bonito, estes vídeos conseguem mostrar uma outra realidade. E foi também com o auxílio dessas recordações tiradas com o telefone, que entram depois nas redes sociais, que se percebeu de outra forma até onde chegou o mau perder dos argentinos após o apito final, no epílogo de 120 minutos onde a Albiceleste fez apenas uma tentativa de remate"  

    Murros, pontapés, quebra do protocolo: o pós-final argentino – Observador

    GrandMagneto - Let's Dance (Bowie)

     

    If you say run, I'll run with you
    If you say hide, we'll hide
    Because my love for you
    Would break my heart in two
    If you should fall
    Into my arms
    And tremble like a flower



    Chez Luke & Fernanda


     

    “Tu finish” entrará para a história como a sentença mais acertada de todos os tempos

     



    "É fácil e tentador falar mal de Neymar. Ele faz por merecer as muitas críticas à maneira pela qual conduziu, e já podemos falar no passado, uma carreira que poderia ser realmente brilhante e edificante. Em vez disso, teve lampejos em campo e uma atividade extra-curricular bem mais rumorosa fora dele. Não é preciso, de novo, fazer listas. Corre-se o risco, sempre, de cair num moralismo barato ao relacionar seu ocaso a festas, mulheres, mansões, carrões, iates, penteados e relógios.

    Tenho lá minhas restrições, sobretudo estéticas, a determinadas mansões e carrões. Suas escolhas para gastar a fortuna que arrecada, porém, são pessoais e não cabe a ninguém contaminar análises esportivas com gostos pessoais. Seu comportamento, porém, é público e amplamente exposto pelo próprio em suas redes sociais, o que o submete ao escrutínio permanente de torcedores, fãs, inimigos, jornalistas, todo mundo. E eu, se é que minha opinião importa, sempre achei o rapaz um bobalhão."


    leia texto de FLAVIO GOMES 

    Só Copa (11) - Flavio Gomes - Gira Mondo

    World Cup 46 graus

     

     

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    How Argentina turned the World Cup final dirty with shoves, skulduggery and squealing

     

     

     But just how dirty was the 2026 World Cup final? We’ve picked out the most niggly moments.

    How Argentina turned the World Cup final dirty with shoves, skulduggery and squealing - The Athletic

    Trump, Infantino and an awkward dash: Everything that happened in the World Cup trophy presentation

     

     

    Trump, Infantino and an awkward dash: Everything that happened in the World Cup trophy presentation - The Athletic

    Espanha campeã do mundo: E o Brasil, para onde vai?

     

     

    Carlos Eduardo Mansur

     

    Conta a história do futebol que campeões ditam tendências. Mais ainda quando esses campeões se consagram numa final tão dominante, e até certo ponto frustrante, porque durante muitos dias se projetou um duelo e, no fim das contas, o que aconteceu em Nova Jersey foi um monólogo futebolístico. Então, sob o ponto de vista brasileiro, cabe tentar entender para onde vamos após o título da Espanha.

    Quando os mesmos espanhóis ganharam o mundo em 2010, em meio à brutal dominação do Barcelona de Guardiola, era como se o chamado Jogo de Posição fosse uma referência da “forma certa” de se jogar futebol. Em todos os continentes, surgiram cópias, boa parte delas rascunhos mal desenhados. Mas muitos conceitos daquele time terminaram incorporados ao jogo contemporâneo. Hoje, a lei da ação e reação do futebol já fizera emergirem maneiras eficientes de enfrentar o modelo posicional, até que a Espanha se firma como a melhor seleção do planeta praticando uma releitura desta exata forma de se praticar futebol. Que lição o Brasil tira disso?

    O risco é exatamente ter a leitura equivocada do que aconteceu. Nova Jersey não assistiu à comprovação da superioridade do jogo posicional sobre o modelo de aproximações e associações curtas dos argentinos. O que houve foi uma imensa imposição desta Espanha sobre esta Argentina. O futebol não cria modelos infalíveis ou fórmulas prontas, tampouco aposenta modelos. Então, o Brasil não precisa, necessariamente, viver outra febre, outra epidemia de cópias do modelo espanhol. Há mil maneiras de se jogar e ganhar.

    O que existiu na construção desta Espanha campeã do mundo, isto sim, foi o que mais falta ao Brasil quando o assunto é seleção: um norte. Há um projeto de futebol em torno da equipe que representou a Espanha no Mundial, após ciclos de Copas mal jogadas em 2014 e 2018, mas que não desfizeram a crença no tipo de futebol que o país abraçou. E, como em todo projeto de futebol bem-sucedido, há os planos e os felizes encontros. O surgimento de Lamine Yamal e Nico Williams, símbolos de um mundo sem fronteiras, de uma Europa multiétnica, multicultural, deu ao jogo de posse e passes o acréscimo do drible, da agressividade perto do gol rival. E, nos últimos três anos e meio, Luis de la Fuente trabalhou com esta equipe de forma estável.

    O Brasil não precisa ser a Espanha, jogar como ela. Precisa preencher as lacunas de sua formação, em setores como o meio-campo e as laterais, mas fundamentalmente ter um projeto de futebol estável na CBF, voltado para a seleção, para os grandes torneios.

    Quanto à final, ao jogo, a Espanha superou a Argentina em todas as fases e faces da partida. Se os argentinos ameaçavam pressionar, Rodri se colocava como homem livre para distribuir o jogo. Se os meias MacAllister ou Enzo Fernández eram atraídos, Olmo e Oyarzabal esbanjavam leitura de espaços para encontrar a bola. Faltava à Espanha um finalizador, talvez a grande lacuna de sua escola.

    Mas a ampla posse, o amplo domínio coletivo, foi levando a Argentina à exaustão. E a expulsão de Enzo Fernández foi o golpe fatal sobre um time que só conseguia resistir, nunca ameaçar. Na prorrogação, 16 anos após Iniesta, Ferran Torres fez o gol que voltou a consagrar o jeito espanhol de jogar futebol.

    GLOBO

    Yamal, soccer star and son of African migrants, personifies a changing Spain

     

     "Yamal’s response was interpreted as a criticism of the implication that players of immigrant background do not completely belong to the countries that they play for. In countries like France and Spain, where the children of nonwhite immigrants sometimes struggle to penetrate the establishment, soccer provides a rare opportunity to become national icons.

    Yamal, born and raised in Spain, has also felt the sting of anti-Muslim slurs in soccer stadiums. Spanish fans, who almost certainly knew that their star player was Muslim, tried to motivate the crowd to jump up and down in a game against Egypt this year by chanting “You’re a Muslim if you don’t jump.” That prompted Yamal to lament “ignorant, racist” fans who were “disrespectful” to Muslims. He has also faced criticism from Moroccans who felt betrayed by Yamal’s playing for Spain and not Morocco, where his father was born."


    read report by Jason Horowitz

    Yamal, soccer star and son of African migrants, personifies a changing Spain

    Alex Maas - Been Struggling

     

    When we woke
    To the pearl grey dawn of winter
    Then we spoke
    All the silence had turned to laughter

    domingo, julho 19, 2026

    Spain vs Argentina World Cup final predictions: Winners plus Golden Ball and Golden Boot picks

     

    Spain vs Argentina World Cup final predictions: Winners plus Golden Ball and Golden Boot picks - The Athletic

    Por que Espanha x Argentina é uma final ainda melhor do que parece?

     

     

    Carlos Eduardo Mansur

    Porque há muitas histórias dentro de uma só partida: da possibilidade de ampliar ainda mais o legado de Messi — sim, ainda é possível — ao choque entre os campeões de América do Sul e Europa. Mas, principalmente, o cada vez mais raro encontro entre seleções que conservam traços característicos de suas escolas de futebol.

    Houve certa surpresa quando a Espanha dominou a França na semifinal, porque estava criado um consenso de que os franceses eram uma presença certa no último jogo da Copa. É compreensível porque havia no time uma exuberância traduzida em individualidades que pareciam sempre prestes a ganhar jogos. Era sedutor. E a derrota francesa levou à falsa impressão de que a final perderia brilho.

     

    Porque ficou um tanto esquecido o fato de que, na semifinal, a Espanha apenas recuperou um futebol que sempre a caracterizou. Os espanhóis foram a melhor seleção deste ciclo. E terão, no domingo, um rival sob medida para que se crie o cenário mais fascinante para a decisão. Vivemos um futebol globalizado que tendeu a estandardizar as formas de jogar, apagar escolas, traços de identidade locais que o futebol, como manifestação cultural, era capaz de exprimir. Mas justamente Argentina e Espanha, as duas seleções que mais claramente fogem a esta regra, farão a final.

    Lionel Scaloni, técnico argentino, costuma contar que assumiu o cargo, em 2018, convencido por várias das ideias consagradas no futebol globalizado atual: velocidade, pressão, transições rápidas. Até entender que “os melhores jogadores argentinos jogam outro tipo de jogo”. E construiu um time muito identificado com o imaginário coletivo do futebol do país: aproximações, trocas de passes curtas, combinações.

    A Espanha é um fenômeno mais recente, uma interpretação própria do chamado “jogo de posição” consagrado pelo Barcelona de Guardiola, com profunda influência na seleção campeã de 2010. É também um modelo baseado em posse e controle, mas que ganhou nos últimos anos pontas como Lamine Yamal e Nico Williams, responsáveis pelo drible e pela aceleração perto do gol rival, que acrescentavam agressividade, algo em parte perdido porque Williams raramente esteve disponível nesta Copa.

    Domingo, vão entrar em campo dois times reconhecíveis, duas escolas cujas seleções preservam um imaginário ligado ao futebol desses países. As duas gostam da bola, mas interpretam a posse e o controle de formas claramente distintas. Para os espanhóis, as referências são os espaços no campo. É através da posição, da zona ocupada por cada jogador, que se pretende criar vantagens, atraindo rivais, tirando de posição ou gerando superioridades em áreas do campo. Para os argentinos, a referência é a bola. Em torno dela jogadores se juntam para tocar e avançar, progredir. E, claro, deixar Messi confortável para decidir quando o time precisar.

    Antes do jogo, é difícil fugir da sensação de que há um certo favoritismo espanhol. Serão dois times lutando para ter o controle da bola, e a diferença parece estar no que aconteceria com cada um dos times caso seja o rival quem consiga ditar o ritmo. E, neste ponto, a Espanha parece ter mais segurança defensiva e armas para ganhar sem controlar. Mas mesmo essa impressão soa frágil porque não faltaram situações em que a Argentina foi posta contra a parede neste Mundial. E sempre apareceu Messi para encontrar uma saída.

    Por falar no maior jogador do mundo, salvo um evento impactante na final, seja um pênalti perdido ou algo fora do roteiro, a Copa já tem o seu craque.

     

    GLOBO  

      

    Why the World Cup final is a battle between individualism (Lionel Messi) and teamwork (Spain)

     

     

    By Michael Cox

    There are team sports. There are individual sports. And there are sports where the tension between the team and the individual is the most fascinating thing.

    Certain games are so unarguably team sports that there’s no incentive for any player to go solo. You won’t ever read newspaper player ratings for rowing or synchronised swimming. Equally, there are certain sports — golf, say — where players technically have team-mates in certain competitions, but where it’s ultimately all about individual performance. There’s no genuine combination play.

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    Football is in the zone of conflict. The fundamental quality required when building a World Cup-winning side is a group of top-level footballers. No one has ever won this competition without several world-class players in their starting XI. Equally, there are numerous examples of teams who have failed despite all the talent they could hope for, and teams who punch above their weight through cohesion and mutual understanding.

    All this is fairly obvious, but never before in World Cup history has there been a final between two teams at obviously opposite ends of the spectrum. Other World Cup finals have been billed as Johan Cruyff vs Franz Beckenbauer (1974), Roberto Baggio vs Romario (1994) or Lionel Messi vs Kylian Mbappe (2022). But this is more of a hybrid: it’s Spain vs Messi.


    Spain are not reliant on one individual. Their obvious superstar, Lamine Yamal, has had a relatively quiet tournament; flashes of magic, certainly, but one goal and no assists. Their other two regular forwards, Alex Baena and Mikel Oyarzabal, are not obviously world class. Their midfielders have all had some prominent games, and some quieter games.

    But Spain function because they’re all about the system. Everyone knows their role. No one does their own thing. It doesn’t matter whether it’s the first team, the reserve team, the women’s team or one of various youth teams. Spain are about a collective, about sacrificing your individual desires to work for the whole.

    The defining feature of their impressive 2-0 victory over France, the favourites for this tournament going into the semi-finals, was how Spain used their full-backs on the overlap. Whereas France’s forwards acted as if the full-backs were there to play a supporting role, making workmanlike decoy runs to allow players time and space, Spain’s forwards saw those players as equals: a fundamental part of the side, worth playing clever passes to. Spain’s win was sealed when right-back Pedro Porro played a give-and-go with No 10 Dani Olmo to get in behind and score. It feels like, in the France side, the No 10 would have tried to produce a moment of individual magic.


    Spain have various leaders in key statistical categories, spread across their front three. Oyarzabal has had the most shots on target (11), Yamal has attempted the most dribbles (49), Baena has created the most chances (10). And then there’s Argentina, whose leader in those three categories is Messi (18), Messi (41) and Messi (25).

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    The funny thing, of course, is that Spain have played in roughly this way for the best part of two decades, and the previous time they won the World Cup, back in 2010, there was an interesting contrast between their style and the approach of Barcelona the following season, precisely due to Messi. The two sides featured five of the same six in midfield and attack: Sergio Busquets, Xavi Hernandez, Andres Iniesta, David Villa and Pedro Rodriguez. The difference was that Spain had deep midfielder Xabi Alonso, while Barca had Messi. And by virtue of being the world’s best player, Messi was given licence to do his own thing.

    Even upon his arrival at La Masia from the age of 13, Messi was different. When asked his favoured position, Messi said ‘enganche’, the Argentine word for No 10. No one had a clue what he was talking about. Barcelona’s philosophy was all about passing. Messi’s style was to be a dribbler. At first Barcelona tried to turn Messi into something more typical of their academy, before realising this wasn’t a typical Barcelona player at all. Not only did Messi’s dribbling become the first world-class element of his game, he eventually rose to such prominence that he was brought inside off the right flank and into a false nine position. Given the positioning of Pedro and Villa, wide forwards who ran in behind rather than hugging the touchline, Messi was in effect playing as an enganche.

    The crucial thing about the Messi of that period, though, was that it wasn’t about making allowances for him. He changed Barcelona’s system, certainly, and other players — particularly Zlatan Ibrahimovic — suffered as a consequence. But in terms of his defensive contribution, Messi mucked in. In terms of shape, Barcelona were always well balanced. When he and Cristiano Ronaldo were both at their best, it was clear Real Madrid had to make allowances for Ronaldo’s lack of defensive contribution. The holding midfielders had to slide across, the winger on the other side needed to play deeper, the No 10 had to do more defensive work, the striker was there to serve Ronaldo. He, of course, justified his freedom from the system, much as Mbappe generally has for France. But Messi felt like he was part of the system.


    At 39, Messi doesn’t have the legs of old. Even at World Cup 2022, everyone understood that Messi needed to channel his energy, and switch off without possession. Therefore, the striker alongside Messi, usually Julian Alvarez, actually spends much of the time deeper than him, dropping into midfield to pick up the opposition holding midfielder. Messi has licence to wander back, spending much of his time in offside positions.

    Equally, in attack, Argentina try to work the ball into him whenever possible, at times when attackers would be better off taking a shot on themselves. “We will do everything to make sure Messi wins the World Cup again,” said his striker partner Alvarez after his brilliant goal won a tight quarter-final against Switzerland. “Every game is a battle for him.”

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    And this is how Argentine football works. Throughout this World Cup, their fans have paraded banners, flags and drums that depict Mario Kempes, Diego Maradona and Messi. This essentially means: 1978, 1986, 2022. The individuals are interchangeable with the successes.

    The curious thing is that football has steadily become less about individualism and more about collectivism over the decades, while media coverage focuses increasingly on players rather than teams. This World Cup has been notable for the star players all turning up, yes, but some of the analysis of teams has been somewhat reductive. Cape Verde weren’t a solid side solely because of goalkeeper Vozinha; they were well organised and technically impressive. Portugal weren’t underwhelming purely because of Ronaldo; no area of the side seemed to function properly.

    The beauty, of course, is that both methods remains viable. Spain are European champions. Argentina are South American champions. Teamwork often seems a more successful and sustainable approach in the modern era of football. But when the opposition’s star individual is the greatest footballer ever, anything could happen.

    THE NEW YORK TIMES 

       


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