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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    domingo, maio 31, 2026


     

    Sonny Rollins: 12 Essential Albums

     Sonny Rollins, wearing a black shirt and black sunglasses, plays a saxophone onstage.

     

    The towering saxophonist, who died at 95, was a master of living in the moment. Listen to some of his most compelling work, onstage and in the studio. 

    "Sonny Rollins’s contribution to jazz can be hard to sum up easily. The saxophone great, who died Monday at 95, didn’t spearhead new movements, like Charlie Parker or Miles Davis; establish a unique compositional universe, like Thelonious Monk or Wayne Shorter; or lead an iconic working band, like John Coltrane or Duke Ellington. But what Rollins unquestionably did do, across his roughly 65-year career, is commit himself to the genre’s core imperative: inventing in real time, brilliantly and indefatigably."

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    sábado, maio 30, 2026

    Faria Lima apoiará Flávio Bolsonaro se Trump atacar bancos a pedido dele?

     

    LEONARDO SAKAMOTO

     Existe um tipo específico de ironia que só o Brasil é capaz de produzir com tanta eficiência. A Faria Lima, o endereço sagrado do capitalismo tupiniquim, aquele corredor engravatado onde se decide o destino do país entre um gin e uma planilha de projeções, resolveu apostar suas fichas em Flávio Bolsonaro para 2026. O filho mais velho do capitão, herdeiro político de um governo que tentou rasgar a Constituição como quem descarta um relatório desfavorável, virou o candidato preferido do mercado para conter a reeleição de Lula.

    Faz sentido, numa lógica torta que o mercado financeiro domina: não importa se a democracia range, desde que o spread não aperte. Só que dessa vez, o bumerangue voltou com pontaria cirúrgica.
    Flávio Bolsonaro articulou junto ao governo de Donald Trump a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Um gesto que, nas palavras do promotor Lincoln Gakiya, que atua ha duas décadas contra facções, atrapalha o combate ao crime, mas que, no teatro político brasileiro, pode soa linha dura. O que é palanque garantido no interior paulista e nas periferias indignadas do Rio.

    O problema é que terrorismo, para os Estados Unidos, não é categoria retórica. É gatilho jurídico e financeiro de proporções industriais. Quando Washington classifica uma organização como terrorista, entra em vigor todo um arsenal de sanções que não pergunta onde você mora, em que moeda você opera ou se você sabia ou não do que estava fazendo.


    O sistema norte-americano — especialmente o OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), o braço do Tesouro que implementa sanções econômicas — trabalha com a seguinte lógica: se você tem relação financeira com quem tem relação com terroristas, mesmo que não saiba disso, você tem um problema. E aí entram bloqueio de ativos, exclusão do sistema financeiro internacional e, no limite, processo criminal nos Estados Unidos.


    O PCC e o CV não são organizações que operam em cavernas. Elas movimentam dinheiro. Esse dinheiro passa por algum lugar. Esse algum lugar, em muitos casos, tem CNPJ, tem agência, tem gerente de relacionamento e, quem sabe, tem escritório na Faria Lima ou nas suas adjacências. Bancos. Fintechs. Gestoras. Seguradoras. Fundos de investimento. Corretoras.


    Embora o histórico de lavagem de dinheiro no Brasil sugira que a ingenuidade do setor financeiro tem limites bem convenientes (o Banco Master de Daniel Vorcaro, "irmão" de Flávio Bolsonaro, está aí para não deixar mentir), é leviano afirmar que a maioria das instituições são parceiras do crime organizado de forma deliberada. Contudo, a legislação norte-americana não exige intenção para punir. Por isso, o resultado pode ser catastrófico para quem aposta que a jogada de Flávio era apenas marketing eleitoral barato.


    Quando Jair Bolsonaro tentou dar um golpe de Estado, os gestores olharam para as planilhas e concluíam que, com golpe ou não golpe, o dia continuaria amanhecendo para eles. Essa é a verdade que ninguém da Faria Lima vai colocar no LinkedIn: não é que o mercado financeiro seja contra a democracia. É que ele é, em larga medida, indiferente a ela.


    Democracia é uma variável, não um valor. Se o ambiente para negócios for favorável sob um regime que pisou na Constituição, tudo bem. Se for desfavorável sob um governo democraticamente eleito, é catástrofe institucional. E agora esse mesmo mercado está bancando o filho do golpista que, por sua vez, acabou de plantar uma bomba financeira debaixo das cadeiras giratórias de vidro da gloriosa avenida Brigadeiro Faria Lima.
     O mais desconcertante é que, sem dúvida, parte significativa do mercado vai sorrir para Flávio Bolsonaro mesmo depois disso. Pelo menos a piada agora tem outra dimensão. Não é mais só o Brasil que pode pagar a conta de uma escolha política irresponsável. São as instituições financeiras brasileiras que podem descobrir, da pior forma possível, que pedir a Trump para classificar organizações criminosas como terroristas tem consequências que nenhuma planilha de risco contemplou.


    A Faria Lima queria um candidato que trouxesse segurança jurídica, previsibilidade e afastasse os fantasmas do populismo de esquerda. O que pode ter ganhado é uma auditoria do Tesouro norte-americano e um telefonema do compliance que ninguém quer receber. Boa sorte com a revisão da planilha.

    The war on Cuba has increasingly become a war on Cuban children

     

    JEFFREY ST. CLAIR>

    + Like many of the rest of you, I suppose, I’ve been thinking a lot about Cuba since Trump and Rubio began starving the little island of oil, as their predecessors, back to JFK, had starved it almost all other forms of trade, and are now threatening an invasion. It struck me how much revolutionary Cuba is admired by almost all colonized people on the planet (excepting some rigidly doctrinaire Marxists who continue to profess the Cuban revolution, along with the Nicaraguan and Zapatistan, was “premature”). I was reminded of wandering the streets of Cardiff a couple of years ago and coming across this restaurant…

    The Welsh know what it’s like to be under the boot of an imperial power for centuries and venerate Cuba, as they once did the US, for freeing its people from their colonizer’s yoke and setting an example for the world’s poor and exploited. Let’s hope some of these countries come to Cuba’s aid and defense when it needs it most, as Cuba (and its doctors, nurses, civil engineers and military advisors) has gone to the aid of others.

    + A new YouGov poll shows that Americans oppose a war with Cuba by a margin of 65% to 15% and that two-thirds believe Trump’s war on Iran has harmed the US’s standing in the world.

    + The economic war on Cuba, which has been going on in one form or another for more than six decades, has increasingly become a war waged on Cuban children. Since Trump and Biden reimposed and broadly extended the economic sanctions and embargo on Cuba that Obama had eased, Cuba’s infant mortality rate, which in 2008 was lower than that of the US, has risen by 148 percent. This is infanticide committed through a policy of economic strangulation.

    COUNTERPUNCH

     

    Dolly Parton - Jolene

     

    Jolene, Jolene, Jolene, Jolene
    Oh, I'm begging of you please don't take my man Jolene, Jolene, Jolene, Jolene Please don't take him even though you can

    IN MEMORIAM WAYNE MOSS

    paquetá


     

    A desculpa de hoje



    MARTINEZ

     

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    Tinsel Town Rebellion - Frank Zappa (in memoriam Ike Willis)

     

    They'll sell their ass, their cocks and balls
    They'll take the check 'n walk away
    If they're lucky they'll get famous
    For a week or two perhaps
    They'll buy some ugly clothes to wear
    And hope the business don't collapse
    Before some stupid magazine
    Decides they're really good

    sexta-feira, maio 29, 2026

    Paquetá


     

    Paul McCartney não precisa mais fazer música, ele faz apenas porque gosta: 'Se a liberdade levar a um sucesso, ótimo

    Paul McCartney mostra capa de novo álbum, 'The boys of Dungeon Lane' 

     "McCartney revisitou seus antigos métodos de estúdio durante a produção do novo álbum. Durante uma reorganização corporativa da EMI, a gravadora dos Beatles por muitos anos, seus contadores decidiram vender os equipamentos do estúdio Abbey Road. McCartney comprou muitos dos instrumentos, entre eles o Mellotron que usou em "Strawberry Fields", o piano vertical que tocou em "Because" e um gravador de fita Studer de quatro canais, que pode ter sido usado para gravar "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", embora McCartney não tenha conseguido comprovar se é exatamente o mesmo aparelho."

    leia entrevista feita por JON PARELES

     

     

     

     

    Nem Lula nem Flávio, quem vai ganhar o debate sobre facções terroristas são os marqueteiros

     

    Agentes da PM-RJ em operação policial em área de atuação do CV

     

    Renato Meirelles

     

    No Morro do Alemão, a Dona Edcléia aplaudiu quando viu a operação policial que deixou mais de cem mortos meses atrás. "Tem que ser duro com bandido mesmo". Na semana seguinte ela viu no filho de 16 anos saindo para o curso ser parado pela terceira vez na semana pela PM, enquanto um estudante de medicina do bairro vizinho passava pela mesma esquina sem ser importunado. "Essa polícia só atrapalha a vida dos pobres", reclamou. A mesma boca que aplaudiu xingou. Não é incoerência, é a mesma exigência: Estado, com a mesma medida para o filho dela e para o filho dos ricos

    No Instituto Locomotiva, temos feito uma série de pesquisas sobre como a violência tem se tornado uma grande pauta eleitoral. Com a decisão do governo americano de tornar o CV e o PCC organizações terroristas, fui lembrar um pouco do que aprendemos.

    O eleitor brasileiro carrega essa contradição sem pedir desculpa. Quem lê como inconsistência lê pela lente errada. A contradição não é defeito do eleitor, é a estrutura do voto popular.

    Olha o filme do último ano. Julho de 2025: Eduardo Bolsonaro em Washington pedindo o tarifaço. Seis em cada dez brasileiros chamaram aquilo de injustificado, metade viu ataque à soberania, e a família Bolsonaro sumiu do noticiário por meses. Maio de 2026: Flávio Bolsonaro na mesma Casa Branca, agora pedindo a designação de PCC e Comando Vermelho como terroristas. O instrumento é o mesmo: pressionar o Brasil de fora para mexer no jogo interno. O que mudou foi a moldura. Ontem era salvar o pai, hoje é prender bandido. Quem governa a moldura governa a eleição.

    O brasileiro entende, sem precisar articular, que da União se espera inteligência, cooperação internacional, asfixia financeira, exatamente o que cabe no anúncio americano. Do estado, PM na esquina. Do município, luz no ponto de ônibus. Por isso o ato pode cair bem agora, porque encaixa na expectativa de inteligência. Mas se virar drone em Guarulhos, ou banco congelando conta do primo brasileiro no texas, vira tarifaço com outra roupa.

    E aqui o eleitor para. Quem vai vencer essa história não é Lula, não é Flávio. Quem vai vencer são os marqueteiros. A eleição de 2026 não vai se decidir na pesquisa, vai se decidir no estúdio. Ganha quem montar o videozinho de trinta segundos que entra no Reels da Dona Edcléia entre uma receita e um corte de gospel. Perde quem ficar discutindo Itamaraty na TV Senado.

    A direita já tem a frase pronta: "Enquanto Lula falava em soberania, Flávio resolveu na Casa Branca o que o Planalto não resolveu em 17 anos." Tem inimigo nomeado, ritmo de Reels, e vai rodar.

    A esquerda ainda testa: "A mesma família que pediu ao americano para asfixiar o agro em 2025 pede agora para vigiar o brasileiro em 2026. Quem foi pedir ingerência para salvar o pai não para depois." Também roda, se o marqueteiro fugir da armadilha da soberania abstrata. Discurso de Itamaraty não bate no coração da Edcléia. Estrangeiro mandando no Brasil, sim.

    O brasileiro pragmático faz uma pergunta que ninguém formulou ainda. Se for para entregar o controle do país, ele não quer. Se for para prender bandido, ele quer. E pergunta quem garante qual dos dois vai ser. A campanha que responder essa pergunta primeiro ganha. Não é guerra de fatos, é guerra de quem conta melhor. E nessa guerra, o roteirista vale mais do que o herói.

    O GLOBO

    Marcelo Cabral - Osso e Sol

     

    Sabe
    Fico aqui
    Males
    Hão de vir
    Hão de vir
    Reconheço

    Cabe
    Não partir
    Onde
    Onde ir
    Como ir
    Se o começo não
    Não vem do meu passo no céu
    No asfal...to ar no altar no ar


    Clara Nunes - Ultima Morada (in memoriam Noca da Portela)

     

    Quando eu morrer
    Eu quero uma batucada
    Pra me levar
    À minha última morada

    Quero ouvir acordes
    De um violão
    E o povo pelas ruas
    Cantando as estrofes
    Da minha canção

    Assim no céu
    Terei felicidade
    E das belas coisas da vida
    Eu não sentirei saudade






     

    Sonny Rollins, Giant of the Jazz Saxophone, Is Dead at 95

    A man with a halo of gray hair and a gray beard wears a black shirt and holds a saxophone in front of a painted screen. 

     "Mr. Rollins came of age when a new kind of jazz known as bebop was in ascendance, and from the start his playing was suffused with bebop’s harmonic sophistication and rhythmic daring. To classify him as a bebopper, however, would be an oversimplification.

    Over the years he flirted with the avant-garde, jazz-rock fusion and other styles. But with his ferocious energy, his penchant for playing the unexpected note at the unexpected moment, and his unusual sound — sometimes harsh and mocking, sometimes lush and romantic — he was ultimately unclassifiable."

     READ OBIT BY PETER KEEPNEWS  

     

     

    Cortina de Espuma

    GALVAO]
     
     

     

    LUTE 
     

     
    FRAGA
     

     
    GEUVAR
     

     

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    quinta-feira, maio 28, 2026

    PAQUETAENSES Xuxa


     

    quarta-feira, maio 27, 2026


     

    terça-feira, maio 26, 2026

    Bob Dylan 85



    KLEBER

     

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    Miles Davis John Coltrane - So What (MILES DAVIS 100)

     

    Sonny Rollins - St. Thomas (IN MEMORIAM)

     

    5 barcos | 5 boats





     

    segunda-feira, maio 25, 2026

    O beatle que cresceu devagar

     


    Uma reflexão sobre sensibilidades que levam muito tempo para serem reconhecidas pela indústria cultural.

    leia o ensaio de RAFAEL SENRA 

    O beatle que cresceu devagar - by Rafael Senra Coelho

    domingo, maio 24, 2026

    PAQUETAENSES Wilmex


     

    Podemos convocar o Neymar

     

     
    JBOSCO
     

     

     

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    Tony Allen & Hugh Masekela - Never (Lagos Never Gonna Be The Same)

     Lagos, never gonna be the same

    Never without Fela

    sábado, maio 23, 2026

    3 gatos | 3 cats




     

    3 imagens




     

    O espirito da coisa

    AROEIRA
     

     

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    sexta-feira, maio 22, 2026

    Em troca do fim do 6 x 1, empresários propoem "legalizar" trabalho escravo

      

    LEONARDO SAKAMOTO

    O relator da PEC contra a escala 6x1, deputado Leo Prates, sugeriu liberar jornadas sem limite para quem ganha acima de R$ 16,9 mil. A ideia, defendida por PL e Novo, venderia como “modernização” o que a legislação brasileira reconhece como um dos pilares do trabalho análogo à escravidão: a jornada exaustiva.

    A questão é que trabalhar sem limite de horas leva à jornada exaustiva, um dos elementos que caracteriza o trabalho análogo ao de escravo segundo a legislação brasileira.

    A justificativa apresentada para sustentar a mudança, segundo a Folha de S.Paulo, é de que há muita gente contratada como PJ nessa faixa salarial com um controle frouxo ou inexistente de jornada e escala. Então, se a "jornada infinita" deixasse de ser ilegal e passasse a ser legal, haveria a celetização desses trabalhadores com a garantia de outros direitos. Ou seja, para incentivar as empresas a cumprirem a lei, garantindo o que já está previsto, como férias, remuneração mínima, 13º salário, FGTS, INSS, os congressistas eliminariam o descanso semanal e o limite de jornada.
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    Primeiro, essa lógica torta não seria garantia alguma de celetização, pois os custos continuariam os mesmos. Além disso, remover o limite de tempo à disposição do empregador é ignorar a primeira reivindicação que os trabalhadores fizeram quando resolveram cruzar os braços em nome da dignidade há mais de 200 anos: oito horas de trabalho, oito horas de descanso, oito horas para fazer qualquer outra coisa.

    Não só isso. De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar o trabalhador ao completo esgotamento dado à extensão e intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

    Permitir jornadas sem limite é legalizar a jornada exaustiva. Vale lembrar que, hoje, a Constituição Federal determina um máximo de 44 horas e escala 6x1. A proposta do governo federal quer reduzir para 40 horas e escala 5x2.

    Quando uma operação de fiscalização resgatou 163 operários chineses submetidos a condições análogas à escravidão durante a construção da fábrica da BYD, em Camaçari (BA), em dezembro de 2024, o relatório apontou que contratos previam jornada de dez horas por dia, seis dias por semana, com possibilidade de extensão, levando a jornadas semanais de 60 a 70 horas.

    A jornada exaustiva criava um ambiente propício a acidentes de trabalho — houve pelo menos quatro, inclusive com amputação de membros e perda de movimentos nos dedos. Um dos operários, que perdeu movimentos, afirmou estar sonolento no momento do acidente. Ele estava trabalhando dez horas por dia, durante 25 dias, sem folga, e dormindo mal.

    É isso o que uma situação de jornada sem limite implica. Se a pessoa está empreendendo de fato, ela é dona do próprio negócio e é livre para trabalhar nele quantas horas quiser. Mas, se alguém está subordinado a outra empresa, com chefe, batendo ponto, a história é diferente. Leis, normas e convenções coletivas é que devem balizar a relação entre patrão e empregado para evitar que o mais forte se aproveite do mais fraco.
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    A coisa complica mais um pouco. Porque, estatisticamente falando, quem ganha mais, trabalha bem menos no Brasil. E não aceita se sujeitar a qualquer situação. A questão da proposta do relator, portanto, é mais profunda, não está perdida no tempo e no espaço. Vai ao encontro de um movimento que visa a compensar o fim da 6x1 com a limitação da própria CLT que ele disse defender. Diz respeito à mudança no modelo do trabalho no Brasil, pois a autorização da jornada sem limite é um passo para a legalização da pejotização.

    Um julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal que pode enfraquecer o emprego formal vai ao encontro disso. O Tema 1389 discute de quem é a competência para julgar conflitos contratuais entre CNPJs, mesmo que seus donos reclamem que, na verdade, eram trabalhadores precarizados que batiam cartão. Se o STF apontar que é a Justiça Comum, e não a Justiça do Trabalho, especializada na questão, pode vir a corroborar situações que hoje são consideradas ilegais.

    O julgamento também vai definir quem deve provar que houve fraude na relação: a empresa-patrão ou a empresa-trabalhador. A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou um parecer ao STF dando aval à Justiça Comum. A análise pelo plenário deve acontecer ainda este ano e terá repercussão geral. Alerta de spoiler: há ampla maioria pró-empregador no tribunal.

    A ideia defendida por parte dos ministros do STF é que a legislação trabalhista passe a valer apenas para quem ganhe até o teto ou duas vezes o teto (R$ 16.951,19) do INSS. Acima disso, todo mundo pode virar empresa, sem direitos ou proteções. E, se depender de parte do Congresso Nacional, sem limite de jornada.

    UOL 

    The Guardian elege '100 melhores romances de todos os tempos

      Jornal britânico elege '100 melhores romances de todos os tempos'

    "Nem Machado de Assis, nem José Saramago. Na lista dos “100 melhores romances de todos os tempos” publicada pelo jornal britânico The Guardian não há nenhuma obra brasileira ou escrita em língua portuguesa. O primeiro lugar ficou com um romance tipicamente inglês (e pouco conhecido no Brasil): “Middlemarch: um estudo da vida provinciana”, de George Eliot, que veio à lume em 1872. "

    Rob Base & DJ EZ Rock - It Takes Two (in memoriam)

     

    I wanna rock right nowI'm Rob Base and I came to get downI'm not internationally knownBut I'm known to rock the microphoneBecause I get stoopid, I mean outrageousStay away from me if you're contagious'Cause I'm the winner, no, I'm not the loserTo be an M.C. is what I choose 'a


    Como o Jair de 'Dark Horse', Flávio Bolsonaro está à espera de um milagre

    Homem de pele clara com expressão neutra, iluminado parcialmente da esquerda, fundo totalmente escuro. 

     

    Angela Alonso

    Flávio B. deve estar pedindo misericórdia aos céus. Depois dos chocolates, malogrou no cinema e periclita na política. O perrengue da vez veio de Raleigh, na Carolina do Norte, a terra escravista da qual o roteiro de "Dark Horse" é assinado.

    O título alude àqueles tempos por repetir o de livro sobre o reformista James Garfield. Levado à Presidência graças ao racha no Partido Republicano (que fez a abolição) em 1881, levou bala no primeiro ano de governo. Seu assassinato virou série da Netflix. Já a facada em Bolsonaro deu filme. A semelhança acaba aí. Nos dois casos, há um azarão, mas o segundo faz também jus ao apelido juvenil: Cavalão.


    É um filme descomplicado, mas faz vários serviços. Propagandeia um liberalismo radical. Jair-ator pragueja contra "socialistas, trabalhistas, comunistas": "Vou deixar você em paz —e proteger você— para que o que você construiu não seja roubado". Programa anti-Estado, prática patrimonialista: "Dark Horse" veio do mesmo mundo do qual saíram as festas de Daniel Vorcaro, regadas a prosecco e recursos públicos. Ali, políticos bolsonaristas e empresários fizeram amizades e negócios. Por que não um filme?

    O enredo é nacionalista, mas o "a Amazônia é nossa" vem redigido em inglês e por estrangeiros. A conjuntura nacional se reduz à meia dúzia de eventos na abertura: fim da ditadura, "levantes comunistas/socialistas", eleição e prisão de Lula, derrota na Copa do Mundo por 7 a 1, eleição de Bolsonaro.

    A política é tripartite: há o "Far Left Progressives" ("vermelhos"), o "Ruling Party" (corrupto) e o antissistema. Os "socialistas radicais" aparecem na tramoia para matar Bolsonaro.

    É um filme pró-família, mas família à moda do Jair. Flashbacks constroem sua persona de "alto e bonito", sedutor e desbocado. Sua origem é clã de machos. Desenha-se um capitão que prende traficante (e minimiza-se sua ida para a reserva do Exército). Depois, vem o casamento romântico com a "linda" Michelle e se materializa o pai rigoroso, mas amoroso, de Laura e três zeros (esqueceram o 04!).

    Bolsonaro é um escolhido de Deus. Além das preces do casal e de seguidores, há uma senhora humilde que provê pílulas salvadoras. Assim se explica o "milagre" da sobrevivência pós-atentado. Nas paredes do hospital estão "Pietà" e "A Ressurreição de Lázaro". No hospital, Bolsonaro, como Lázaro, se levanta e anda até os braços do povo, enquanto os planejadores do atentado são mortos.

    É um drama de inadvertidos efeitos cômicos. Há a peruca fora de lugar do protagonista, o "papai" de Carluxo salpicado no enredo e uma mescla de português e espanhol: a milagreira se chama Dolores, o bandido toma "cerveza" e, em vez do "seu Jair" da averiguadora da tornozeleira, temos o "senhor Bolsonaro".

    A narrativa embaralha fatos e ficções. Amaina, sem negar, o politicamente incorreto, como o ataque a Maria do Rosário. O preconceito some na cordialidade —amigo de um negro, simpático com enfermeiro gay.

    A fabulação cresce ao longo do roteiro, desclassificando os inimigos: a imprensa é inescrupulosa e esquerdista, o "Ruling Party" é quem arma complôs para matar o Mito. Tecem-se suspeitas sobre o resultado eleitoral de 2022. Um possível ministro do STF calvo e um empresário-traficante (o mesmo preso pelo capitão) mancomunam-se. É a apoteose da teoria da conspiração.

    A única referência à tentativa de golpe de Estado são manifestações pró-Mito "em todo o Brasil, em sua maioria pacíficas". A sentença do STF condenando Bolsonaro vem no final. Não se espere mais que isso sobre o 8 de Janeiro, nada de oração para pneu nem patriota do caminhão.

    "Dark Horse" é maniqueísta como o bolsonarismo: há bons e maus, fortes e fracos, nós e eles. Bolsonaro é pintado como vítima do "sistema" à espera de um novo milagre. Mas quem agora precisa dele é o 01. A santa Dolores não opera livramentos na vida real, e a "linda" Michelle já encomendou a alma do enteado: "Pergunta para o Flávio".

    FOLHA

     

     

     

    A grandeza de Noca da Portela precisa ser estudada

    Noca da Portela começou a compor com 15 anos

    João Pimentel>

    "Noca carregava o samba com a naturalidade dos escolhidos. Seus versos jamais eram artificiais. Vinham da alma popular brasileira, das ruas, dos terreiros, das madrugadas, das procissões. Das alegrias e também das dores do nosso povo". 

    leia aqui: 

    Correio do Povo Penedo - A grandeza de Noca da Portela em foco

    Uma inspiração do passado para ilustrar o momento de transformação do Genesis

     

    "A história de como um jovem ilustrador, Colin Elgie, recorreu a estilos do século anterior para apresentar ao mundo o primeiro disco do grupo depois da saída de Peter Gabriel "

    leia no FAROL o stack de Jose Emilio Rondeau 

    Uma inspiração do passado para ilustrar o momento de transformação do Genesis

    Un Sueno Don Jose and His Orchestra Jose Morand

     

     


    Frank Zappa - Joe's Garage (in memoriam Ike Willis)

     

    We could jam in Joe's GarageHis mama was screamin' "Turn it down!"We was playing' the same old songIn the afternoon, and sometimes we would play it all night longIt was all we knew, and easy tooSo we wouldn't get it wrongEven if you played it on a saxophone

    quinta-feira, maio 21, 2026

    Clarence Carter - Back Door Santa (1968) - in memoriam

     

    They call me Back Door Santa
    I make my runs about the break of day
    They call me Back Door Santa
    I make my runs about the break of day (oh, ho, ho)
    I make all the little girls happy
    While the boys are out to play

    2 urubus visitam meu quintal | 2 buzzards in my yard


     

    quarta-feira, maio 20, 2026


     

    Flávio Bolsonaro escolhe a pior desculpa possível -- e aposta que vai colar

     

     

    LEONARDO SAKAMOTO

        Flávio Bolsonaro visitou Daniel Vorcaro em casa após a primeira passagem do banqueiro pela prisão devido às falcatruas do Banco Master e à tentativa de fuga para Dubai. Publicada pelo site Metrópoles, a história forçou o senador a se pronunciar. Ele tinha duas alternativas: contar o que conversaram de fato ou chamar o Brasil inteiro, especialmente seus eleitores, de besta. Escolheu a segunda opção.

    "Estive com ele mais uma vez quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico, não podia sair da cidade de São Paulo. Fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de investidor há muito mais tempo", disse em coletiva hoje.

    Já tinha sido forçar a amizade o senador afirmar que não havia nada contra Vorcaro durante o período em que ele lhe prometeu lealdade eterna ("Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente") e pediu R$ 134 milhões. O próprio Flávio Bolsonaro reconheceu o momento pelo qual o banqueiro estava passando era "dificílimo". Mas o homem que já era tóxico após a prisão, ficou ainda mais tóxico. E mesmo assim, ganhou uma visita do senador.

    O que Flávio quer convencer é que ele preferiu fazer à moda antiga e romper pessoalmente. Nada de ghosting, nada de tchau pelo zap. Ahã, Claudia, senta lá.

    É a pior justificativa que alguém poderia dar, mas considerando o beco sem saída em que está o senador, ele resolveu dobrar a aposta. Sabe que vai perder, pelo menos por enquanto, parte do eleitorado independente. Mas também tem consciência de que a maior parte da extrema direita estará com o seu clã mesmo se surgir um vídeo dele torturando filhotes de gato ou espancando um doguinho indefeso. Basta uma desculpa, por mais tosca que seja.

    Uma coisa, contudo, é o comportamento do eleitor médio da extrema direita. Outra é como a classe política vai reagir. Deputados, senadores, lideranças partidárias são espertos, sabem que, a cada nova resposta, o senador se afunda mais. E isso faz diferença na hora de composição de alianças.

    E, neste momento, há muita gente no entorno do clã com medo, não do que já apareceu, mas do que ainda pode surgir. Flávio Bolsonaro prometeu que não brotaria mais nada de bombástico, e brotou — o que prova que não dá para confiar nele.

    A candidatura continua de pé e, a meu ver, competitiva. Vai depender, a partir de agora, de quantas vezes o primogênito de Jair tiver que abrir a boca para se justificar. Pois a cada vez que ele se enrola, sua madrasta, possível presidenciável, sorri.

    O eleitor da extrema direita é fiel por convicção, não por avaliação. Esse não vai embora. O problema é o eleitor que estava considerando Flávio como alternativa — o que cansou do PT mas ainda não engoliu o bolsonarismo de carteirinha. Esse eleitor tem memória curta, mas não tão curta assim. E dizer que ele visitou um bandidão que tinha acabado de sair do xilindró para "botar um ponto final nessa história" entre ambos não é o tipo de desculpa que some da cabeça com facilidade.  

    UOL 

    Invasão do MST no set e medo da Venezula: os delírios do ator que interpretou Bolsonaro em sua passagem pelo BrasiL

     

     

    "Outro fator que elevou a tensão foi um comunicado de Donald Trump, no dia 3 daquele mês, orientando cidadãos norte-americanos a deixarem a Venezuela "imediatamente". Segundo a equipe, a declaração repercutiu diretamente no entorno de Caviezel e levou o ator a pedir um plano de evacuação para deixar o Brasil, caso considerasse necessário.

    De acordo com um integrante do projeto, Caviezel queria que a produção preparasse alternativas para uma saída “por terra, ar e mar”. O planejamento, segundo o relato, chegou a ser executado pela equipe."


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    Invasão do MST no set e medo da Venezula: os delírios do ator que interpretou Bolsonaro em sua passagem pelo Brasil | Brasil 247

    How Plausible Is ‘Project Hail Mary’? Astrophysicists Have Thoughts

     

     In a scene set on a spaceship, a man is a at work near a scientific instrument.

     "In some ways, this is silly. “Project Hail Mary” is a work of science fiction, emphasis on the fiction. And while it’s possible to get caught up in the wattage of a light saber or the precise speed a warp drive allows, such speculation is extraneous to the stories. But this movie is based on a novel by Andy Weir (“The Martian”), who writes hard science fiction, which blends imagined tales with fact, or at least plausibility. As Weir said recently, scientific accuracy is his “whole shtick.”

    So discussions of the science of “Project Hail Mary” aren’t exactly ancillary. Armchair physicists and even some actual physicists have powered countless online threads with questions around interstellar travel, alien life and why Grace, who has a doctorate in microbiology, can’t seem to balance a centrifuge."

    read review by  ALEXIS SOLOSKI 

     

    Maria Beraldo - Sussussussu

     

    Sussussussu
    Vavavava
    Cocococo
    Cacacaca
    Bebebebe
    Lulululu
    Dodododo


    PAQUETAENSES Cristiano


     

    Dark Horse: a cena da facada

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