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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, setembro 24, 2026

    Portelinha


     

    Maurice Williams & the Zodiacs - Stay

     

    Oh, won't you stay
    Just a little bit longer?
    Please let me dance
    And say you will


    BONIFRATE - Corisco (parte 2)

     

     



    E acendam-se os fogos no sopé
    Do além-corisco, que é o que é
    Que estronda na pedra e abre um signo
    Liberta a palavra
    E vibra no chão
    Ecoa no vale
    E o vale ecoa
    E vela a noite
    E sobe uma estrela 
     
    Que brilha sobre todos os mortais
    O espectro que ronda


    quarta-feira, setembro 23, 2026

    Francisco Mallmann


     

    terça-feira, setembro 22, 2026

    ZUENIR VENTURA

     



    NELSON VASCONCELOS 

    Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, Zuenir Carlos Ventura nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio. Sem descuidar dos estudos, até porque essa era uma exigência da mãe, Zuenir ajudava o pai no ofício, chegando a trabalhar também como office-boy.


    O escritor e imortal da ABL Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

    Já adolescente, ele ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário (hoje, ensino fundamental). Foi nessa época que começou a alimentar o sonho de ser professor. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).

    Na faculdade, Zuenir teve aula com nomes importantes da literatura do país, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli. Outro personagem importante, Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo da UFRJ, convidou-o para dar aulas de português, e o mestre Hélcio Martins conseguiu indicá-lo para uma vaga como arquivista da Tribuna da Imprensa. Não demoraria para se tornar repórter.

    “Tudo na minha vida aconteceu por acaso. Fui ser professor por acaso e descobri a minha vocação defendendo o meu dinheirinho. Eu estava trabalhando no arquivo (da Tribuna da Imprensa) alguns anos, e o Hélcio (Martins) sempre insistia para eu descer para a redação. Carlos Lacerda era o diretor do jornal e um dia estava procurando alguém na redação para escrever um artigo sobre (o escritor e filósofo franco-argelino) Albert Camus, que tinha morrido em um desastre. Eu estava passando e me candidatei, porque o Camus era uma das minhas paixões jornalísticas”, contou Zuenir em depoimento ao site Memória Globo em 2011.


    Os amigos Ziraldo, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

    Garimpagem

    Desde o texto sobre Camus, no ano de 1960, Zuenir nunca mais deixou as redações de jornais do país — conciliando seu tempo com as salas de aula. Durante décadas, foi professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial, ganhando o apelido de Mestre Zu. Amável no trato com os alunos e rigoroso em relação aos trabalhos apresentados, ele sempre manteve o espírito crítico sobre seu ofício.

    Mundo acadêmico à parte, Zuenir também fez história na imprensa, ocupando vários cargos de comando. A partir da década de 1960, e depois de uma temporada na França como bolsista no Centro de Formação de Jornalistas, de Paris, Zuenir foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Em 1967, foi um dos criadores do jornal alternativo O Sol.

    Mesmo com a difícil tarefa de gerenciar equipes de jornalistas, Zuenir nunca deixou de lado a verdadeira vocação: apurar e escrever histórias reais. De preferência, deixando a redação e indo para as ruas atrás de boas fontes.

    “Nada substitui o olho no olho. Muitas vezes, o silêncio em uma entrevista fala mais do que as palavras”, afirmou ele em entrevista à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em 2008.

    “A gente fornece matéria de primeira mão, aquilo que a gente vê primeiro, para o historiador trabalhar depois. É um trabalho de garimpagem, de campo, vendo o que aconteceu, registrando. É um trabalho humilde, modesto, de preparar matéria-prima para o historiador aprofundar”, disse ele ao Memória Globo.

    O olhar atento à agitação política e social da década de 1960, no Brasil e no mundo, fez de Zuenir um “especialista” da época, como mostraria seu livro “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que continua sendo reeditado. Sucesso de crítica e de público, a reportagem dissecava, duas décadas depois de os fatos terem ocorrido, o país que entrava na fase mais violenta da ditadura militar iniciada em 1964. Traçando o cenário cultural e político daquele ano, a obra serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo e que foi ao ar em 1992.

    — A sensação é de que 1968 não foi um ano, mas sim um personagem. Tanto que, 50 anos depois, continuamos falando, comentando, explicando o que aconteceu. E é um personagem que não sai de cena, tamanha a fixação — disse Zuenir ao GLOBO em 2018.

    A intensa vivência do jornalista com os acontecimentos que retratou em seu livro também o fez ser preso pelo governo militar justamente em dezembro de 1968, logo após a decretação do AI-5, o ato inconstitucional que suspendeu direitos políticos dos cidadãos. Zuenir ficou na cadeia durante três meses, dividindo a cela com o psicanalista Hélio Pellegrino, entre outros cidadãos considerados subversivos, sem maiores explicações, segundo ele. “Não fui torturado, embora ficasse sempre com medo”, disse ele ao Memória Globo.

    Vida que segue. Em 1971, Zuenir trabalhava novamente na revista Visão, permanecendo como chefe da sucursal carioca até 1977, quando foi para a revista Veja. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ. Já em 1985, foi para o tradicional Jornal do Brasil.


    Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins/ Foto de arquivo

    Livros que marcaram as discussões sociais no país

    Com o passar dos anos, Zuenir Ventura deixou de lado suas aulas nas universidades. Em contrapartida, sua atividade jornalística começou a gerar novos livros, tratando principalmente de graves questões sociais do país.

    Ainda em 1989, após um mês de apuração, o jornalista produziu uma série de reportagens sobre o assassinato do seringueiro e líder ambientalista acreano Chico Mendes (1944-1988) para o Jornal do Brasil. O material venceu os prestigiosos Prêmio Esso e o Vladmir Herzog de jornalismo daquele ano e seria publicado em livro, devidamente atualizado pelo autor, em 2003 (“Chico Mendes – Crime e castigo”).

    Como de costume em sua carreira, Zuenir decidiu mudar de casa em 1999, quando estreou como colunista do GLOBO. Mas deixou claro que seria sua última mudança. No seu texto de estreia, em 30 de janeiro daquele ano, comentou: “Enquanto a mudança é transformadora, a inércia, por natureza, não leva a lugar nenhum, ou leva ao desastre. O Brasil, por exemplo, acaba de ir para o beleléu por não saber ou não ter tido a coragem de mudar na hora certa — de política, de economia ou de presidente”.


    A professora Cleonice Berardinelli com o amigo e ex-aluno Zuenir Ventura, em evento pelos 80 anos do jornalista — Foto: Marcos Ramos

    Vigário Geral

    Lidando apenas com as colunas semanais no GLOBO, Zuenir teve mais tempo para correr atrás de suas investigações jornalísticas.

    Outra reportagem de fôlego dele que repercutiu em todo o país foi “Cidade partida”, publicada como livro em 1994 e que receberia naquele ano o Prêmio Jabuti, o mais importante do mercado editorial brasileiro.

    Na obra, o jornalista apresenta um Rio de Janeiro dividido por fortes barreiras socioeconômicas. Para escrevê-la, visitou várias vezes a comunidade de Vigário Geral, localizada a 24 km do Centro do Rio, onde policiais haviam promovido uma chacina que vitimou 21 pessoas inocentes no ano anterior. Zuenir dá voz aos moradores da comunidade, mostrando também o crescente movimento de organizações da sociedade civil contra a violência.

    “Cidade partida” também mereceu reedições seguidas, além de tornar-se tema de seminários e debates sobre violência no Rio.

    Em 2008, o jornalista publicou “1968: O que fizemos de nós”. A extensa reportagem, bem ao estilo Zuenir, revisita os ideais que balançaram os anos rebeldes retratados por ele 20 anos antes, e faz um contraponto ao comportamento dos jovens deste início do século XXI, abordando novos costumes e temas como o corpo, as drogas e a política.

    “Eu fui a algumas festas raves e, para mim, foi um choque cultural. Eu, velhinho, no meio de 20 mil pessoas e com uma amiga que podia ser minha neta. Abordei as heranças importantes que 1968 deixou: o movimento feminista, o de negros, o movimento gay e o ecológico. E uma herança maldita, que são as drogas”, disse o jornalista ao site Memória Globo.


    Zuenir Ventura discursa no Faz Diferença, ao lado do editor executivo André Miranda e do colunista Bernardo Melo Franco — Foto: Guito Moreto

    Rumo à ABL

    A longa trajetória jornalística de Zuenir, priorizando questões sociais e ambientais, rendeu ao jornalista inúmeras distinções.

    Em 2008, a ONU concedeu a ele um prêmio especial por ser um dos cinco jornalistas que mais haviam contribuído para a defesa dos direitos humanos no país em 30 anos. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

    Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira deixada pelo dramaturgo e intelectual paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). No dia da posse, foi recebido por Cleonice Berardinelli, que havia sido sua professora na faculdade e, a partir de então, colega imortal. No seu discurso de posse, ele contou que, num evento literário, fora escalado para falar depois do escritor paraibano e ficou desconfortável:

    — Eu ia ser o anticlímax da noite em que ele apresentaria uma de suas aulas-espetáculo, nas quais exercitava sua vocação de professor e sua alma de palhaço, mostrando como podia ser sério e divertido, popular e clássico, regional e urbano, trágico e cômico, um sertanejo universal.

    Em 2022, aos 91 anos, o jornalista receberia o prêmio Faz Diferença, na categoria livros, concedido pelo jornal O GLOBO. Ele havia lançado, no ano anterior, uma versão ampliada de seu “Minhas histórias dos outros”, em que relembrava alguns personagens com quem cruzou ao longo da carreira. Na lista, estão personalidades como Glauber Rocha, Nelson Rodrigues, Betinho e Carlos Drummond de Andrade, entre muitos outros.

    — É o melhor presente que poderiam me dar — disse ele. — É uma honra ser premiado por uma iniciativa que valoriza a democracia.


    GLOBO 

    Charles Mingus - Goodbye Pork Pie Hat

     

    John Handy - tenor sax Booker Ervin - tenor sax Shafi Hadi - alto sax Jimmy Knepper - trombone 
Horace Parlan - piano 
Charles Mingus - bass 
Dannie Richmond - drums


    segunda-feira, setembro 21, 2026

    Fefe Talavera


     

    FRACCHIN

     

     

     
     

     
     

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    Grateful Dead - "Me & Bobby McGee (Kris Kristofferson)

     

    Busted flat in Baton Rouge, waitin' for a train
    When I was feelin' near as faded as my jeans Bobby thumbed a diesel down, just before it rained That rode us all the way in to New Orleans

    Fefe Talavera


     

    The office of Remigration: “America First” and its overseas negotiations

     

     

    "Iranians in Panama, Laotians in Eswatini, Venezuelans in Liberia. Since President Donald Trump took office in 2025, his administration has signed bilateral agreements with 35 countries to deport to them people who aren’t originally from there. Some 25,000 people have since been removed to countries they have no ties to. But the mechanics of third country removals are couched in layers of administrative, diplomatic, and financial secrecy."  

    The office of Remigration: “America First” and its overseas negotiations - Forbidden Stories

    Icones da Cultura Cearense

    GUABIRAS
     

     

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    Paul, John … and Yvonne? The French novelist asking: what if a woman had written the Beatles’ greatest hits?

     

     The Beatles play toy instruments together on a rooftop terrace, circa 1964

    "According to his story, a certain Yvonne McKenzie (a relation to “Father McKenzie” in Eleanor Rigby is implied) meets John and Paul near St Peter’s church on 6 July 1957, the same fateful day the pair first run into each other. Yvonne, a customs inspector born in Normandy to a French mother and an English paratrooper and raised on Liverpool’s Penny Lane, develops a crush on them both. Hurt by their indifference, she one day starts humming a song while sat in front of the young McCartney on the bus: Love Me Do."

    read review by Bertand Bouard  

    Paul, John … and Yvonne? The French novelist asking: what if a woman had written the Beatles’ greatest hits? | Fiction | The Guardian

    Vorcaro deu o golpe perfeito e transformou a eleição em um cheque em branco

      

     

     Se o ET Bilú visitasse o Brasil em busca de conhecimento neste momento, teria a impressão de que os candidatos à Presidência da República são Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e André Mendonça, uma vez que ambos dominam a agenda pública a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições.

    O chumbo trocado entre os reais candidatos Flávio Bolsonaro e Lula hoje é um exemplo disso. O filho de Jair quer fazer crer que a culpa da crise no STF é do petista e que ele é aliado de Moraes. Já o presidente lembrou que Flávio pediu R$ 130 milhões ao banqueiro para finalidades escusas e o acusou de se aproveitar das bebidas e mulheres oferecidas pelo bandido-Master.

    Faz parte do jogo político. Porém, esse imenso Big Brother Supremo em que se transformou a cobertura da crise em nosso tribunal constitucional, onde cada bocejo de ministro é espremido, analisado e espetacularizado, acabou ocupando todo o espaço do debate público. Quem lucra com isso são os candidatos que a) não têm propostas ou b) têm propostas bizarras que afugentam as pessoas.
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        Depois de eleito, o vencedor vai dizer que seu projeto de governo foi validado pelas urnas quando, na verdade, a população nem o conheceu.

    É fundamental o combate à corrupção e à compra de decisões e favores de membros dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo por gente rica. Mas cadê os debates sobre a vida real? Como já disse aqui, parafraseando a saudosa Maria da Conceição Tavares, o povão não come Master, mas alimentos.

    Vamos lá, de novo: O próximo presidente vai continuar aumentando o salário mínimo acima da inflação? As aposentadorias seguirão vinculadas ao salário mínimo ou ele vai tentar desindexá-las? Como vai resolver a crise de endividamento das classes média e baixa? Vai ter ajuste fiscal e qual será o tamanho da lapada? Vai lutar por um piso melhor para a remuneração de trabalhadores de aplicativos? E as bets, vai avançar na restrição às legais e no combate às ilegais? Com quase 80% do povaréu a favor, vai buscar a aprovação do fim da 6x1 ou bloqueá-la de vez?

    Democracia não pode ser um cheque em branco. Quem quer governar o país precisa dizer, antes do voto, o que pretende fazer com o salário de quem trabalha, a aposentadoria de quem envelheceu, a dívida de quem não consegue respirar e o tempo de quem vive para trabalhar.

    Se a campanha discutir apenas quem comprou quem nos salões de Brasília, chegaremos às urnas sabendo tudo sobre os poderosos — e quase nada sobre o que cada candidato pretende fazer com a vida de milhões de brasileiros. E há muitos candidatos que são eleitos com o discurso de que vão mudar tudo simplesmente para garantir que tudo continue do mesmo jeito: um oásis para quem tem dinheiro.

    UOL 

    'Há boa probabilidade que Trump não aceite a vitória de Lula', diz Levitsky

     

     Exclusivo: ‘Há boa probabilidade que Trump não aceite a vitória de Lula’, diz Levitsky

    "O importante o reconhecimento do resultado por outras democracias, mas o mais importante é que atores no Brasil reconheçam o pleito rapidamente. Governadores estaduais, lideres de partidos. Mas se os atores de extrema direita falarem em fraude, o que seria muito irresponsável, isso pode criar problemas"

    leia entrevista com Levitsky
    feita por Jamil Chade  

    Exclusivo: 'Há boa probabilidade que Trump não aceite a vitória de Lula', diz Levitsky - ICL Notícias

    Mendoncinha






     

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