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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, julho 30, 2026

    Laura Marling - Strange Girl

     

    Build yourself a garden and have something to attendCut off all relations 'cause you could not stand your friendsAnnounced yourself a socialist to have something to defendOh, young girl, please, don't bullshit me


    A Odisseia' de Nolan põe Homero na boca do povo e é experiência poderosa

     

     

    Tadeu Jungle 

      O cinema está na rua. Todo mundo está discutindo "A Odisseia", de Christopher Nolan. Massacrado por parte da crítica e amado pelo público que lota as salas. O filme é pior do que o livro? Por que o filme omitiu o final real? Por que não mostrou o Ninguém do Ciclope?

    Quando gostamos muito de um livro, ao vermos sua adaptação para o cinema, é normal ficarmos decepcionados, porque cada um imaginou a história à sua maneira. Toda adaptação de um texto antigo fala tanto sobre a época em que foi produzida quanto sobre a obra original, fazendo do produto um mix da história e do nosso olhar.

    Mas tanto a história em si quanto o cinema viraram assunto de botequim e isso é uma boa conquista, no meio de tantas bobagens que entopem as redes sociais. Neste momento árduo do mundo, precisamos de cinema, histórias e arte. Platão dizia que Homero, o autor, foi o educador de toda a Grécia.

    Um professor genial, porque ensinava contando histórias —e nelas há inúmeros ensinamentos. Parece que o filme passa a mensagem de Homero: "Você cometeu horrores, mas precisa continuar sendo um ser humano."

    Como continuar sendo um ser humano em um mundo bárbaro em que ele mesmo cometeu atos horrorosos? Esse urubu não sai do ombro de Odisseu. Essa pergunta, ou essa busca, chega rapidamente ao presente: como nos manter humanos em um mundo que se consome em inteligência artificial, talvez nosso grande monstro?

    O filme é polêmico. Na minha visão, as escolhas do diretor produzem uma experiência cinematográfica poderosa, mesmo quando se afastam de Homero. Mas os comentários negativos vão do macro ao micro.

    Por que escolheu Lupita Nyong'o para viver Helena de Troia, tópico top na indignação das redes? Alguns, por exemplo, acham os castelos parecidos com hotéis charmosos.

    Sempre haverá "haters". Importa que me sentei numa cadeira e fui transportado para uma narrativa fluida e musculosa, que me deixou pregado ali, no cinema, por quase três horas, "vendouvindo" uma grande história clássica.

    Se fosse uma adaptação de algo recente, como a Copa de 1970 ou a vida de Juscelino Kubitschek, poderíamos ser mais ferozes na acusação de falsidade, pois conhecemos os personagens e a verossimilhança é necessária para a fluidez da história. Aqui, não. Aqui é Grécia Antiga e cada um tem a sua.

    Temos um filme sobre o retorno, e não sobre a conquista. Isso já nos coloca diante de uma narrativa de volta, e não de avanço. Mesmo que imperceptível a princípio, estamos na contramão das narrativas tradicionais. Eu gosto de unir a frase "estamos indo sempre para casa" da obra-prima "Lavoura Arcaica", de Raduan Nassar, a esta história, pois ela é uma longuíssima viagem de volta, e torcemos para que se complete.

    Trata-se da volta para Ítaca e para Penélope. É uma narrativa que fala do medo, do amor, do desejo, do sexo, das drogas, de cenas de ação extraordinárias, do esquecimento, da memória e da relação com nossos pais e nossos filhos.

    A força do filme vem da forma visceral como a lenda foi traduzida para o cinema. O drama de Ulisses (Odisseu) é vivido com profundidade por Matt Damon. Nolan foi para dentro do personagem e nos faz viver suas dúvidas, seu sofrimento e sua coragem. Odisseu chora. Chora pelas vidas perdidas e não enterradas. Chora pelos anos perdidos. Isso é pesado. É uma saudade do que não viveu.

    Anne Hathaway está adorável. Nolan aproxima Penélope do presente: ela não apenas espera, mas governa pela palavra e administra o desejo e a violência de uma multidão de homens. Uma feminista, ouvi de alguns.

    Os monstros encontrados pelo caminho são algo à parte. O Ciclope me lembrou as esculturas monumentais de Ron Mueck. Nolan usou um boneco real de 18 metros e reproduziu os urros do monstro no set, em tempo real, para que os atores reagissem de verdade. Ficou uma porrada realista.

    A cena de Circe transformando os homens em porcos com certeza é muito mais impactante no cinema do que no livro. É aquele momento em que você se pega fechando os olhos.

    E há mais. As sereias, que fugiram do óbvio e cantam sob a bruma de um sonho, também entram nessa galeria. Esses seres e situações, com atores famosos, ajudam a construir um blockbuster, mas Nolan conseguiu fazer com que eles revelassem também as virtudes e os defeitos humanos.

    A trilha sonora de Ludwig Göransson funciona mais como máquina narrativa do que como mero acompanhamento das imagens. Nada de "música antiga". Nada de orquestra tradicional. Nada do que os épicos de Hollywood nos acostumaram a ouvir. Gongos de bronze, lira, vozes e sintetizadores compõem um clima estranho, que nos aflige e, ao mesmo tempo, nos conduz. A trilha ainda vai render teses acadêmicas, assim como o filme.

    Um filme funciona quando saímos alterados do cinema. Saímos mexidos. Mudados. Aqui, saímos discutindo monstros, deuses, armaduras e infidelidades ao poema. O bom cinema constrói uma verdade, e passamos a vivê-la por duas horas. Três, aqui. Ganhamos uma vida num filme.

    O cinema épico, o cinema de escala monumental, as atrizes e os atores de verdade continuarão a existir. São únicos e necessários. Fundamentais para nossa vida, pois nos ajudam a refletir sobre quem somos, o que desejamos e para onde vamos. Mesmo sabendo que sempre estamos indo para casa.

    FOLHA

    As Inevitáveis Perversões: A Odisseia da Noiva de Frankenstein.

     

     


     

    "Insisto que o critério da fidelidade é um erro ou uma farsa: a única obra fiel à Odisseia de Homero é a Odisseia de Homero. Nem em traduções podemos confiar totalmente. O critério de fidelidade é usado conforme o gosto do freguês: ora algo é uma violação imperdoável, ora é uma liberdade criativa compreensível. Eu adoro conversas tangenciais sobre, por exemplo, a probabilidade de uma mulher negra como a Helena de Lupita Nyong’o naquele contexto histórico, ou de uma loura como a Calipso de Charlize Theron. Ou como podemos realmente interpretar o termo “xanthé”, que supostamente significaria “loura”. Mas esses papos não têm nada a ver com a qualidade intrínseca do filme e podem surgir tanto de seus méritos quanto de seus defeitos. Na verdade, são mais um indicador da qualidade do espectador."

    leia o stack de Osmarco Valladão 

    Maozinha The Hand at Luke & Fernanda


     

    Dona de 'Fortnite' acusa Apple de fazer lobby para que governo Trump prejudique o Brasil

     

    Homem de meia-idade veste terno escuro, camisa branca e gravata listrada, sentado em poltrona clara contra fundo escuro, gesticulando com as mãos enquanto fala.
     

     

    O executivo, fundador da desenvolvedora do popular jogo "Fortnite", diz que "a Apple está tentando destruir as boas relações entre nossos países para preservar sua capacidade de continuar violando a lei e cobrando taxas ilegais" em entrevista coletiva virtual para jornalistas brasileiros.

    À Folha a Apple afirma que as declarações de Sweeney e da Epic são falsas e diz continuar trabalhando para apoiar desenvolvedores brasileiros. Cita acordo com o Cade para oferecer comissões reduzidas e abertura a outras formas de pagamento e distribuição de aplicativos, e ressalta trabalhar com órgãos reguladores no Brasil para preservar salvaguardas importantes no ambiente digital.

    "A Apple está violando a lei no Brasil, e seus aliados no governo dos Estados Unidos, em especial no escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), estão constantemente ameaçando todos esses importantes parceiros internacionais."

    O USTR é o órgão do governo dos EUA que sugeriu ao presidente Donald Trump a aplicação das últimas duas levas de tarifas a produtos brasileiros, que podem chegar a até 37,5%. O tarifaço que passou a valer no último dia 22, por exemplo, foi aplicado sob a justificativa de punir práticas brasileiras relacionadas a comércio digital e serviços de pagamento, entre outras.

    "Isso é muito preocupante e representa uma ameaça à democracia nos Estados Unidos, no Brasil e na Europa. A Apple tem agido de forma extremamente descarada e sem qualquer constrangimento nesse sentido. Esperamos que, um dia, ela seja responsabilizada. É vergonhoso que uma empresa americana interfira nas boas relações internacionais dessa maneira", afirmou Sweeney.

    A Epic Games trava uma longa batalha judicial com a Apple nos Estados Unidos e em órgãos reguladores de diversos países, para combater taxas consideradas abusivas em sua loja virtual e abrir o sistema operacional dos seus dispositivos para competidores.

    Amparada pela decisão do Cade de dezembro do ano passado, a Epic Games lança nesta quinta-feira (30) a própria loja virtual para iPhones. No entanto, Sweeney afirma que a Apple continua impondo uma série de empecilhos ilegais para evitar uma concorrência justa.

    Entre as medidas, estão a imposição de uma série de taxas para transações feitas fora da App Store. Segundo o CEO da Epic Games, a Apple cobra 21% de taxa em qualquer compra que use um sistema de pagamento de terceiros, 15% sobre compras feitas na internet que tenham se originado de um app para iOS e 5% sobre o faturamento de qualquer loja virtual instalada nos aparelhos fabricados por ela.

    "Os serviços de pagamento comuns cobram taxas de 2% ou 3%. Esse é o custo real do processamento de pagamentos. A Apple mais do que dobra esse valor e cobra uma taxa sem fazer absolutamente nada", diz Sweeney.

    Além disso, ele acusa a empresa de criar obstáculos desnecessários para evitar que usuários instalem lojas externas em seus telefones. Segundo a Epic Games, são necessários nove passos para instalar um aplicativo em dispositivos da Apple no Brasil, enquanto na Europa o Digital Markets Act Europeu reduziu esse processo para seis etapas. Uma legislação semelhante está em discussão no Congresso Nacional, mas enfrenta forte resistência das big techs.

    "A Apple tem os melhores designers de interface do mundo. Quando ela quer criar uma ótima interface, ela faz isso com enorme sucesso. Por isso, quando você vê a Apple criar uma interface ruim, você sabe que isso é intencional e que atende aos interesses comerciais da empresa, e não a qualquer motivo legítimo", afirma Sweeney.

    Outro ponto criticado pelo executivo é a impossibilidade de baixar o aplicativo da loja virtual da Epic Games nos iPads. Segundo o executivo, a empresa adotou bloqueio semelhante no mercado europeu, mas foi obrigada a permitir lojas de terceiros também nesses dispositivos.

    A loja virtual da Epic Games chega aos dispositivos iOS com apenas dois jogos à venda no Brasil: "Rocket League Sideswipe" e "Fortnite", ambos desenvolvidos pela própria empresa. Segundo Sweeney, a ausência de jogos de outros desenvolvedores também é resultado de ações da Apple para minar a concorrência.

    "A Apple exige que os desenvolvedores instalem uma espécie de 'spyware' [programa espião], que envia de volta à empresa todas as informações sobre as transações comerciais realizadas nas lojas de terceiros. Em primeiro lugar, integrar esse 'spyware' ao aplicativo dá bastante trabalho, então muitos desenvolvedores simplesmente não querem fazer isso. Em segundo lugar, muitos têm uma objeção moral a permitir que a Apple monitore as transações entre eles e seus clientes", afirma.

    A dona do iPhone afirma que o uso do termo "spyware" é incorreto —a companhia exige relatórios precisos de vendas que geram pagamentos por uso de tecnologias em pagamentos de terceiros. A demanda serve, segundo a empresa, tanto para os aplicativos na loja oficial, quanto nos distribuídos alternativamente.

    O executivo diz que a Epic Games acionará o Cade para tentar retirar os obstáculos impostos pela Apple às lojas externas de aplicativos, medidas que a companhia considera anticoncorrenciais.

    Atualmente, a Epic Games Store está disponível no mundo todo em dispositivos Android e, nos aparelhos com sistema iOS, apenas na Europa, no Japão e, agora, no Brasil —locais em que as autoridades obrigaram a Apple a abrir o sistema operacional para lojas de terceiros.

    Segundo a empresa, mesmo com todas as barreiras, a Epic Games Store foi instalada 50 milhões de vezes em dispositivos móveis desde o seu lançamento.

    FOLHA  

     

     

    HOJA SECA ORQUESTA VICENTE SIGLER y sus RUMBA TROVADORES


    Tan lejos de ti me voy a morirEntre esta taberna tan llena de cosasQueriendo olvidar, pero ni las copas
    Señor tabernero me hacen olvidar 


    When Farce Repeats Itself

     

     

    Put yourself behind the wheel of Johan Sebastián Durán Guerrero’s white Kia. You’re 25-years-old. You’ve been living in the United States for three years. You’ve played by the rules, as you understand them. You haven’t made trouble for anyone. You haven’t broken the law. You’ve tried to settle in.

    You came to Maine from Colombia looking for a safer and fuller life for yourself, for your wife and your infant daughter, the girl you called your “little princess.”

    You didn’t come to Maine to deal drugs, join a gang, rape or rob anyone or leech off the system. You came to work and make a new home for your family. You applied for and received a permit to work legally in the United States more than a year ago. The permit was authorized by the Trump-run government.

    Your love for animals led you to get a job cleaning a veterinary clinic each morning. It wasn’t your dream job, but it was a good start for a good cause. It wasn’t enough to get by on, so you got a second job delivering groceries and food in the afternoon and early evening in your white Kia.

    You were doing okay. Your daughter had just turned three. You and your wife, Karo, had made a new life for yourselves. The transition was a challenge, but you did it.  You and Karo were learning the language. Getting a good feel for the way of the land and the way things were supposed to work here. You were trying to fit in. You were starting to feel at home.

    You felt safe here in coastal Maine. You’d heard about ICE. You’d seen the shootings and arrests and protests. But somehow here in Biddeford, you felt far removed from the terrors visited upon immigrants in Minneapolis, Los Angeles and Chicago. This was a quiet city. You and your neighbors cared about each other. You felt safe; you felt secure.

    You grew up as a middle-class kid in Bucaramanga, Colombia. A big city in the mountains. Colombia had been through wars. It had been plagued by gang violence. Riven by political corruption. You’d been through it. Things were more stable now. But for how long?

    You’d grown up playing soccer. You did well enough in school. You served in the Colombian military and survived the experience mostly unscathed. Your dad sold truck tires. You installed windows. You had a bulldog you cherished named Draco. But it just wasn’t enough. Not after you fell in love. Not after your daughter was born. You wanted a better life, especially for your kid. So, you took up a friend’s offer to come north to Maine and work for him.

    You got up early Monday morning. You played with your daughter. You talked with your wife. You drank your coffee, ate your breakfast and got ready for work.

    It looked like a nice summer day as you walked to your car. You started the engine, pulled onto the street and headed out to do your job.

    You had no idea that ICE was coming for you. Why would you? You were here legally. You hadn’t committed any crimes. You weren’t wanted by law enforcement. There were no warrants out for your arrest or removal from the country.

    Before you reached the first intersection, you were surrounded by cars and men with guns. They were shouting. Why were they shouting? What did they want? What had you done?

    One of the men is pointing a gun at you. He says stop. You say you are trying to stop. You say it loud enough that a neighbor hears your voice. The man pointing the gun at you may hear it, too. Surely he does, doesn’t he? But this man doesn’t know you. He doesn’t know anything about you. That you’re here legally. That you’re on your way to work. That you just said goodbye to your daughter and her mother. This man doesn’t know that you’re not the man he’s looking for. But he doesn’t care. He’s got you in his sights and he’s not going to let you go. You hear a shot. It’s the last sound you hear before everything goes black. As your body slumped to the whole, your Kia kept going, in slow, aimless circles before coming to a stop.

    Your wife and your daughter were in the apartment where you lived when they heard the shots that killed you. Your daughter dropped her pink backpack to the floor. Karo ran to the window. She saw the white Kia lodged against the curb. The windshield was shattered with bullet holes. Then she saw you. She saw your body, at least, flat on the pavement. Your body is all bled out. There’s a bullet wound to your head. “Mi amor, mi amor,” Karo screamed.

    These men who shot you, who killed you, who murdered you, lied about you before they even knew who you were. They said you were “illegal.” They said they had a warrant to pick you up. You weren’t illegal. They didn’t have a warrant for you. You weren’t the man they wanted. They lied about you after they killed you. They said you tried to kill them with Kia. They said you were going to run over other people. They said they had no choice but to kill you. These men, these law enforcement officers, lied to cover their own asses. 

    At 7 in the morning, the phone rings at your parents’ house in Bucaramanga. It’s the day of the Virgin of Chiquinquirá, the patron saint of Colombia. The neighbors hear screams from your parents’ house. It’s your mother’s voice. She’s saying, “It can’t be. It can’t be. I’d give my life for my son. Why did they shoot him?”

    Why, indeed.

    COUNTERPUNCH 

     

    quarta-feira, julho 29, 2026

    Associados à caretice




    "

    Pautado por postagem e comentários fcbkianos, cheguei a Along Comes The Association: Beyond Folk-Rock and Three-Piece Suits, livro de Russ Giguere, um dos fundadores de uma banda de Los Angeles que ficou presa ao passado. A Associação brilhou na segunda metade dos anos 1960. E foi rapidamente esquecida. Escrito em parceria com a jornalista, escritora e editora Ashley Wren Collins e lançado em 2020, é boa introdução à obra do grupo. Também oferece um panorama da rica e efervescente música produzida na ensolarada Califórnia durante a década em que a juventude acreditou que iria mudar o mundo para melhor."
    leia resenha por Antonio Carlos Miguel

    Associados à caretice – AmaJazz

    segunda-feira, julho 27, 2026

    St. Stephen Wolbrook


     

    I'll See You In My Dreams - Django Reinhardt

     

    Hoje | Today


     

    Avatar de Bolsonaro já foi proibido pela Justiça e se chama deep fake

     

     Vídeo de "Bolsonaro" feito com IA é exibido em convenção do PL

     Leonardo Sakamoto

    O vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial e exibido na convenção que lançou seu primogênito à disputa pelo Palácio do Planalto é vedado por resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Agora, se os ministros quiserem atropelar o que eles mesmos decidiram para favorecer um candidato em detrimento a outro, aí, ema, ema, ema, o Poder Judiciário criará para si um problema.

    Diz a Resolução 23.732, do TSE, de 27 de fevereiro de 2024: "É proibido o uso, para prejudicar ou para favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deep fake)".

    "A regra é clara", como diria Arnaldo Cezar Coelho.

       Alguns podem dizer que isso é voltado a evitar a propagação de desinformação, pois o caput do artigo 9-C veda o uso de conteúdo fabricado "para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial para causar danos ao equilíbrio do pleito ou à integridade do processo eleitoral".

    Vejamos, contudo, o que o Jair Messias da IA disse: "Como todos aqui sabem, estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que eu nunca fiz". Se o ministro Kassio Nunes Marques considerar que isso era fato verídico, ele estará chamando a Primeira Turma do STF, que o condenou, a Procuradoria-Geral da República, que o denunciou, e a Polícia Federal, que o investigou, de um bando de mentirosos, injustos e arbitrários que inventaram uma tentativa de golpe.

    Logo após o Jair Messias da IA vir ao mundo, no sábado, entrevistei um um dos maiores especialistas em direito eleitoral do país, o advogado e professor da FGV Direito SP Fernando Neisser, e publiquei um texto aos leitores do UOL. "Isso é ilegal. O TSE optou, em 2024, por proibir o deep fake, entendendo isso como qualquer reprodução artificial de uma pessoa, pouco importando se essa pessoa consinta ou não, se é para falar bem dela ou não", disse.

    Além disso, como Jair Bolsonaro está preso e condenado com trânsito em julgado, o que significa que ele está com os direitos políticos suspensos pela Constituição, o Jair de IA também bate de frente com o Código Eleitoral.

    "Nós temos, no artigo 337, um crime: a participação de uma pessoa com direitos políticos suspensos em atos de propaganda partidária e eleitoral. Não faz nenhum sentido admitir que isso possa ser feito pela via indireta da reprodução por inteligência artificial", explica Neisser. Diz o artigo que é crime "participar, o estrangeiro ou brasileiro que não estiver no gozo dos seus direitos políticos, de atividades partidárias inclusive comícios e atos de propaganda em recintos fechados ou abertos".

    Tudo isso pode levar à punição da campanha de Flávio ou do próprio Jair, que está em prisão domiciliar como benefício humanitário para tratar da sua saúde. Como o vídeo fala em primeira pessoa, induz o espectador a acreditar que foi feito com a anuência do original.
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    O bolsonarismo parece acreditar que a inteligência artificial funciona como lavanderia jurídica: entra uma conduta proibida e sai um avatar inocente. Não funciona assim.

    Se Bolsonaro não pode participar da campanha com a própria imagem e voz, tampouco pode fazê-lo por meio de um fantoche digital fabricado à sua semelhança.

    Aceitar esse truque seria atropelar a jurisprudência e criar uma saída mágica de desenho animado: a Justiça vale para pessoas de carne e osso, mas desaparece quando elas ganham pixels.

    O Jair de IA pode ser falso. A ilegalidade, contudo, é bem real.

    UOL 

    Nolan's film is about America

     

    from The MarkFather

      Can we -- and by we I mean I -- talk about Christopher Nolan's The Odyssey for a minute? We can? Thanks. I was going to do it anyway.

     You see, it seems to me that what keeps being missed in this whole debate is that Nolan was never trying to recreate Bronze Age Greece at all. First, it wasn't even written down until hundreds of years later, and second, Nolan's film isn't really about that anyway.
     
    It's about America
     
    Nolan used one of the greatest epics in Western history to construct a parable about modern day America.
     
    He retains many of the same themes, including and especially the importance of compassion and hospitality to strangers and the breakdown of those norms in a society headed towards collapse.
    Sound familiar? Because it should.
     
    That's why he had such a diverse cast, because he wanted a cast that looks like and reflects modern day America, from a rapper as the poet to a black Helen of Troy. 

    People were so busy criticizing the lack of historical accuracy, often if not usually as a cover for their own racist feelings, that they missed that point. Unfortunately, it also prevented them from not only enjoying the film but also from grasping the larger point of a film that serves as a spiritual successor to Oppenheimer. While the latter film pointed to the dangers of scientific hubris in creating technology beyond our means to control, this film points to the moral decay preceding it. 


     
     

     

    A Odisseia de Zero UM


     

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    America 2026 Season 7, Episode 26 Review 📺

     


     SPACE RANGER

    The writers apparently traded in their final remaining brain cells for an unfiltered subscription to mid-tier AI generators.
    In today's episode: 6 hr presidential Truth Social AI slop spree, ICE vetting is a joke, & Rosie O'Donnell dropping a showtune dis track.
    The plot is off the rails. The dialogue is pure brain rot. The pacing feels like a fever dream.
    THIS WAS JUST TODAY: SUN JUL 26!
    A thread on the twenty-sixth day of July

    1/ The Empty Arsenal. We hit a legendary production delay in the Middle East.
    Pentagon brass had to stage an Oval Office intervention to inform the “president” that America literally ran out of Tomahawk missiles and Patriot interceptors. We blew through the entire defense budget so fast that military commanders had to admit they don't even have targets left to hit.
    The writers tried to build an explosive war arc, but logistics forgot to restock the weapon props. 
    2
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    2/ The Truth Social Brain Rot. Instead of doing his actual job or anything remotely useful for America our commander-in-chief logged 6 straight hrs posting unhinged AI slop like a bored teenager.
    Trump spammed fake images of himself as "Cosmic Commander," a doctor holding a human spine, & a time traveler saving George Washington. Then he lost his mind & posted the exact same AI oil tanker photo 7 times in 1 hr.
    The country is burning, & the "president" is playing with AI filters on his phone. 
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    3/ The Guest Star Trap. Right as military advisors scramble for a diplomatic exit ramp, the showrunners are flying in a recurring villain to ruin the peace talks.
    Israeli PM Netanyahu convened his security cabinet before boarding a plane to Washington. While Oman mediators try to negotiate a truce in Tehran, Bibi is landing at the White House on Tuesday specifically to push Trump into escalation.
    Classic late season writing, bringing back a chaotic guest star to wreck the de-escalation plot. 
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    4/ The Vetting Disaster. Tom Homan went on TV today & gave the most honest interview in DHS history.
    Asked how an ICE agent with a history of domestic abuse fatally shot a guy in Maine, Homan admitted he "should never have cleared vetting." Then he casually dropped that ICE has 56 excessive force complaints sitting in a drawer gathering dust.
    They handed guns to violent murderers & acted confused when people got hurt. Their defense for a shooting is admitting their hiring process is a joke. 
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    5/ The Showtune Dis Track. To break up the dystopian dread, the writers brought back a classic guest star to deliver the funniest musical interlude.
    Set to a showtune beat, she completely unraveled Trump's ego, roasting his 30% approval rating, dirty diapers, napping through meetings, & crippling jealousy of Obama. "He'll never be Obama cause he doesn't have a brain."
    Nothing hurts him more than a woman he hates pointing out that despite all his power, he's still just a joke nobody respects. 
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    11https://www.threads.com/@space_ranger_o/post/DbQ7GSriXp0?xmt=AQG045BPPSXdHkLHOmOgu07evp0ct9FgOhJR9v37RXYSHA

    6/ The Research Sabotage. Health Secretary RFK Jr. is demanding mass Alzheimer's screenings, but the backstage receipts expose the scam.
    While demanding everyone get tested for cognitive decline, his office quietly shut down and unplugged the actual federal research panel responsible for studying brain disease.
    In this show, the Health Secretary wants everyone diagnosed with memory loss, but god forbid we let scientists research a cure. You couldn't invent a more chaotic plot. 
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    7/ The Spreadsheet Scam. The Pentagon quietly edited its war database, and the accounting fraud is peak comedy.
    They logged 140+ newly wounded troops and added four dead soldiers to the tally. But to dodge War Powers Act limits, they randomly created a fake tracking category called "Overseas Operations" for anything after July 7.
    Instead of writing an exit strategy, they just moved the body count to a second tab on the spreadsheet & hoped no one checked 
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    8/ The Medical Cruelty. The deportation force didn't even try to pretend they have basic human empathy.
    ICE deported former NFL player Daniel Adongo despite evidence that his brain is severely injured. Adongo was shipped out under the Laken Riley Act. His medical files showed acute psychosis & severe CTE from football head trauma, but federal agents ignored them & loaded him onto a plane anyway.
    State violence isn't a side effect in this show. It's the only plot point they know how to write. 
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    11https://www.threads.com/@space_ranger_o?hl=en


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