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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sexta-feira, julho 17, 2026

    3 X Flores




     

    Menção a ego de Lula em post sublinha sabujice de Rubio a Trump

     

     O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente americano, Donald Trump, durante reunião de gabinete

    Por Eduardo Graça

     Aconteceu há quatro meses na Flórida. O presidente dos Estados Unidos e seu Secretário de Estado oficializavam o Escudo das Américas. A aliança costurada por Washington com 17 países latino-americanos, sem adesão do Brasil, dedica-se, no papel, ao combate conjunto ao crime organizado e ao narcotráfico na região. Após breve e desconexo discurso de Donald Trump, Marco Rubio tomou a palavra. Em inglês, para plateia formada majoritariamente por líderes cuja língua nativa é o espanhol, enfatizou o privilégio de todos estarem na presença de “uma das figuras mais importantes da História norte-americana”. Foi quando olhou sorridente para seu chefe e balbuciou um “tudo bem se eu…?”, interrompido por um “claro, por favor” do líder da maior potência global.

    A cena foi descrita no diário Los Angeles Times de forma detalhada por Gustavo Arellano, a mais importante voz de origem latina da imprensa dos EUA, em texto intitulado, em tradução livre, “Rubio provou ser mesmo o Pequeno Marco de Trump”. Vale seguir o colunista: “Em espanhol impecável, ele fez então apenas uma nova observação, a de que, sob a liderança de Trump, 'o que faremos tornará as gerações futuras gratas a todos nós'”.

    A frase, argumenta Arellano, sintetiza a trajetória do político tão ambicioso quanto camaleônico, por ele acompanhado há quase três décadas. É preciso ser "um certo tipo de pessoa", argumenta o filho de mexicanos e vencedor do prêmio Robert F. Kennedy de Jornalismo, para "ir de filho predileto de uma comunidade exilada de cubanos, que transformou Miami de paraíso de aposentados em uma das capitais da América Latina, a afirmar que os EUA e a Europa abriram as portas para uma onda sem precedentes de imigração em massa que ameaça a coesão de nossas sociedades, a continuidade de nossa cultura e o futuro de nosso povo". O aspecto mais triste da ascensão de Rubio, afirma o colunista, é que seus apoiadores "de fato viram nele a culminação de sonhos há muito acalentados pelos latinos quando um de nós chegasse ao Poder". Balela.

    Tarifaço como punição política

    Em publicação nas redes sociais, Rubio criticou nesta quinta-feira (16/7) “o ego do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, que teria dificultado as tratativas em torno do novo tarifaço imposto ao País. Inadvertidamente, ao perseguir explicação outra que não o uso coercitivo do tarifaço como arma política contra Brasília para justificar as novas penalizações, sublinhou sua própria sabujice a Trump. Na seara política, o Secretário de Estado é o exemplo mais eloquente da capitulação das elites americanas aos avanços autoritários da segunda temporada do trumpismo na Casa Branca.

    Em 2016, o então senador Rubio mirou a Presidência pela primeira vez. Disputou as prévias republicanas e foi barulhentamente rejeitado pela base. À época, classificou Trump, que acabaria vencendo o pleito, de “o mais despreparado cidadão a buscar a Presidência na História do país”. Dos seus 1,90m, o capitão do Faça os EUA Grandes Novamente (Maga, na sigla em inglês) deu de ombros e rebatizou o filho de cubanos, com 1,74m, de “Pequeno Marco”. O infame apelido, desgraçadamente, pegou.

    Ainda assim, e após ter classificado Trump de “golpista” por seu papel na invasão do Capitólio pelos negacionistas do Maga, Rubio decidiu apoiá-lo no projeto de retorno à Casa Branca. Ciente da fragilidade do governo de Joe Biden, detectou ser aquele o atalho mais óbvio para se reaproximar da militância e, com sorte, chegar ao Poder. A costura foi feita por Susie Wiles, comandante da campanha presidencial, futura chefe de gabinete do Trump 2.0, central na nomeação do político, como ela, da Flórida, para a Secretaria de Estado e, depois, para o comando do Conselho de Segurança Nacional. Apenas Henry Kissinger, que acumulou as funções nos governos de Richard Nixon e Gerald Ford, concentrou tamanho poder na Washington moderna, com a ressalva de o paralelo aqui ser mais estrutural do que de estofo intelectual.

    Frankenstein da direita

    Foi quando o Pequeno Marco voltou à tona. A pequenez agora passou a ser traduzida por críticos na aposentadoria sumária de diretrizes que anteriormente norteavam a trajetória do político. Contradições em sequência sintetizadas a este blog pelo jornalista Fareed Zakaria, colunista do Washington Post e apresentador do “GPS” na CNN americana, como um mix de pragmatismo e capacidade singular de se jogar princípios para debaixo do tapete.

    Entre os exemplos mais notórios estão a conversão de Rubio, no Trump 2.0, de defensor da agência americana de ajuda internacional, a USAID, como elemento essencial do soft power ianque, para seu algoz. Sob seu comando, mais de 80% da estrutura do organismo foi desmantelada, pouco mais de 10 mil funcionários demitidos e programas de ajuda humanitária sumariamente cancelados. Entre eles, o de combate à AIDS, iniciado no governo de George W. Bush, e o voltado para enfrentar a fome infantil, o que gerou o aumento, em um ano, informa a UNICEF, de 27% de crianças admitidas em hospitais por desnutrição nos países antes beneficiados, em sua maioria na África.

    Gustavo Arellano vai além. Destaca que Rubio levou para a Casa Branca uma máxima da realpolitik ironicamente apropriada anteriormente por caudilhos latino-americanos: para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei. Aliados, entre eles os presidentes da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele, “são mimados e recebem ajuda política e financeira”, enquanto estudantes latino-americanos com visto em dia “são perseguidos e presos pela Imigração”. Quem não cede à coerção de Washington, leva porrete, retórico, vide a menção ao ego de Lula, ou real, como na interferência em eleições na região e na substituição à força de Nicolás Maduro por Delcy Rodríguez em Caracas. Ao apoiar ações militares externas e se tornar uma espécie de vice-rei da Venezuela, administrando o país de Washington, Rubio, aponta o colunista, se revelou "o filho sacrílego do neo-conservadorismo da era Bush Filho com o Maga”. Uma espécie de Frankenstein da direita, em reinvenção possível para o trumpismo em 2028.

    Aos 55 anos, o político tende hoje, apontam de forma reservada figurões estaduais do Partido Republicano, a se acomodar na segunda posição em eventual chapa comandada pelo atual vice-presidente, JD Vance, para a sucessão de Trump. Erra, no entanto, quem ler no eventual arranjo, vá lá, contenção de ego. Nas palavras de Arellano, ainda é cedo, e “Marco Rubio está apenas começando”. 

    O GLOBO 


     

     

    Theremin - Clara Rockmore play "The Swan" (Saint-Saëns)

     

    quinta-feira, julho 16, 2026

    The Woman in the Metro Photo Wanted to Be Alone. Instead, She Went Viral.

     

    Members of Patriot Front ride the metro as a commuter looks on. 

    The Woman in the Metro Photo Wanted to Be Alone. Instead, She Went Viral. - NOTUS — News of the United States

    A boca do jacaré tá abrindo

    AROEIRA
     
     

     

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    Nenhum rio recupera suas margens começando pela foz

     



    Paulo André

    Velho Chico,

    Dizem que o sertão espera pela chuva. Espera. Mas é com o rio que aprende a viver. E rio nenhum chega sozinho.

    • Certa vez, vi uma canoa amarrada numa margem barrenta e um homem velho que dizia que rio bom não é o que passa depressa. É o que volta todo ano. Naquele dia entendi, sem entender direito, que a água era só a parte do rio que os olhos alcançavam.

    Depois disso, nunca mais estranhei um sertão inteiro viver à espera do mesmo rio. Quando o rio parece grande demais, o homem esquece de cuidar da nascente.

    Chico, herdaste um rio que já não corre como antes. Encontraste barragens que não construíste, erguidas por homens que trataram a água como propriedade e a nascente como despesa.

    Não escolheste o rio que recebeste. Escolherás o rio que deixarás.

    Rio não seca de uma vez. Primeiro adoecem as margens. Depois rareiam os peixes. A corrente parece a mesma. A vida já mudou faz tempo.

    Não será na foz que decidirão teu destino. Será na nascente.

    Rio nunca corre sozinho. Corre com a mata, com os peixes e com o barro. Quando um adoece, o outro sente.

    Houve um tempo em que bastava nascer perto deste rio para acreditar que água e vida jamais faltariam.

    O homem foi bebendo do rio até esquecer que o rio também tem sede. O rio foi ficando magro. As margens perderam o verde.

    A canoa continuava amarrada no barro. O velho, à espera dos peixes.

    Água ainda tinha.

    Vida, cada vez menos.

    Não é preciso odiar o rio para represá-lo. Às vezes basta ter medo de perder o controle da água.

    Represas armazenam poder.

    Rios distribuem vida.

    Com o tempo, ninguém mais estranha a represa. Algumas margens recebem água suficiente para continuar dependendo, sem precisarem aprender a cavar. Outras recebem tanto que esquecem a existência da seca. E chamam isso de equilíbrio.

    Dirão que certas curvas não podem ser desfeitas. Que determinadas pedras não podem ser removidas do leito porque fazem parte da paisagem. Que sempre foi assim.

    Convém lembrar que toda pedra no meio do rio já foi apenas pedra.

    Foi a imobilidade que lhe deu prestígio.

    Não a utilidade.

    Rio nenhum bebe da própria água.

    Tudo o que carregam pertence aos outros.

    Talvez essa seja tua maior responsabilidade. Não porque tenhas criado este rio, mas porque recebeste, por algum tempo, a tarefa de conduzi-lo. E rio não existe para si. Existe para tudo aquilo que toca.

    Para aquela canoa esquecida na margem, para a lavoura distante, para o menino que aprende a nadar. Para que ele não precise conhecer a grandeza deste rio apenas pelas histórias dos mais velhos. Que possa voltar a reconhecer nele um pedaço de si.

    Não te peço enchentes, Chico.

    Elas impressionam durante uma estação.

    Peço correnteza.

    Porque só a correnteza muda a geografia sem precisar fazer barulho.

    Um dia dirão que este rio esteve em tuas mãos.

    Nem por isso era teu.

    Tu nunca foste dono da água.

    Ninguém é.

    Foste apenas o próximo homem encarregado de fazê-la correr.

    O sertão continuará aqui quando este tempo passar.

    Tu também continuarás, de um jeito ou de outro.

    Resta saber se serás lembrado pela água que acumulaste…

    …ou pelas margens que voltaram a florescer.

    P.S. Talvez essa carta mereça uma explicação. O rio desta carta é o sistema que sustenta o futebol brasileiro. As nascentes e os afluentes são a rua, a várzea, o futsal, as famílias, o futebol feminino, os clubes formadores e os ecossistemas regionais. Hoje, esses caminhos seguem fragmentados, cada qual correndo por seu próprio leito. As represas e as pedras representam estruturas e práticas que, durante décadas, concentraram poder e naturalizaram a imobilidade. O desafio de quem conduz a CBF é construir um sistema capaz de ligar essas “águas”, para que elas possam correr por todo o país. Nenhum rio recupera suas margens começando pela foz. A força da seleção será consequência. A confiança do povo também.


    O GLOBO 


    The Forever War Gets Scary

     

     

    "This is a change in strategy that is ominous because what is Trump’s plan for the midterm elections? Here the idea presumably was that there would be enough economic success and people would have sufficiently short memories that they would possibly give Trump credit for opening the Strait of Hormuz, but in any case have put the gas price shock and the whole disruption surrounding the war behind them. And be ready to start admitting that this is the golden age that Trump and company keep on claiming it is."
     
    read stack by PAUL KRUGMAN 

    The Forever War Gets Scary - Paul Krugman

    Chico Buarque e Mônica Salmaso | O Velho Francisco

     

    Hoje é dia de visitaVem aí meu grande amorEla vem toda de brincoVem todo domingoTem cheiro de flor

    a guardiá da casa | watching over the house


     

    Argentina 2 x 1 Inglaterra

    DALCIO 
     
     
     
    NANDO MOTTA
     

     
    AMARILDO
     

      
    BIRA DANTAS
     

     
    FRAGA
     

     

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    Grateful Dead - Bertha (Live at The Fillmore East, New York)

     

    I had a run-in
    Run around and run down
    Run around a corner
    Run smack into a tree


     

    quarta-feira, julho 15, 2026

    Argentina Tries to Win Another World Cup. Neighboring Nations Cheer Against It.

     

     Eight men in soccer jerseys stand behind a seated crowd of fans watching a screen out of view.

    There is a familiar ritual during the World Cup every four years: When a country’s team is eliminated, its fans often adopt a regional neighbor to root for instead. When Sweden lost this year, some fans threw their support behind Norway. The same happened in Africa during Morocco’s recent World Cup runs.

    But in Latin America, that solidarity hasn’t extended to the only country from the region left in the tournament: Argentina, which plays England in a semifinal on Wednesday. Far from receiving support from other Latin American fan bases, Argentina has become the team they are rooting against.

    Nestor Ibarra, 28, a marketing specialist in Bogotá, Colombia, said he and his Ecuadorean and Peruvian friends were backing “whoever is facing Argentina.” Even when that team had beaten Colombia itself.

    Since Colombia lost in the round of 16, social media has filled with memes and jokes noting that no Latin America country remains in the World Cup, arguing that Argentina is more European than Latin American, and declaring that fans would rather cheer for Norway than their regional rival.

    The sentiment has tapped into something deep and familiar in the region.

    Argentines have long had a reputation for their intense soccer culture and for seeing themselves as distinct from their neighbors, in part because of the large percentage of the population descended from European immigrants, mainly from Spain and Italy. Brazil, by contrast, has the largest Afro-descendant population outside Africa.

    Argentina, a country of 46 million, is both the reigning World Cup and South American champion, led by Lionel Messi, arguably the greatest player of all time. That success has bred resentment because so many countries have lost to Argentina.

    Image
    A large white statue of Lionel Messi with his arm raised and wearing a blue and white striped soccer jersey.

    Soccer is an obsession in Argentina, from the national team to the professional leagues to recreational clubs. Some fans have sold their cars or quit their jobs to follow Argentina at the World Cup. Argentine fans, their chants relentless, are known for filling stadiums in overwhelming numbers.

    That Argentine ethos, and the frustration it provokes, was captured in a viral advertisement for Fernet-Branca, a brand of the strong and bitter liqueur brought to Argentina by Italian immigrants. The commercial opens with fans from other countries in a group-therapy session, complaining about Argentina and its fans’ intensity, and then cuts to Mexicans, Uruguayans and Brazilians praying that their rival doesn’t win again.

    “We recognize that we are intense and unbearable,” said Diego Montero, a founder and the chief creative officer of Zurda Agency, the Argentine firm behind the ad. “And during the four years since we won, there was always a celebration.”

    Mr. Montero traced the amplitude and passion of Argentine fans to the country’s Italian roots, particularly in southern Italy. Argentines, he said, are “very competitive,” adding: “Where we’re good, we like to emphasize it too much.”

    Coni Reyes, 43, and Isabel Quintero, 30, both in Mexico jerseys at a recent World Cup fan festival in Mexico City, said they found the memes about Argentina funny.

    Ms. Reyes said the Argentines struck her as acting “superior.” (One Argentine television commentator recently said that Mexicans envied Argentina, and not just in soccer.)

    Mr. Ibarra, the Colombian, said he had actually wanted Argentina to win the 2022 World Cup, since Messi had not yet won one. But his feelings have soured since then, both toward the Argentine fans he has encountered and toward the national team, which he felt looked down on Colombia as an opponent. He also said he disliked how many Argentines seemed to see themselves as European rather than Latin American.

    Henrique Porto, a television commentator and editor in Brazil, said that he had mixed feelings about the Argentine team because he loved Messi and the team’s style of play. But he pointed to the intense, decades-long rivalry between the countries and said he didn’t like the past racist actions of some Argentine fans in Brazil.

    “We simply cannot support them,” said Mr. Porto, who also noted that Brazil had a record five World Cup titles compared with Argentina’s three.


    A man sits on top of a traffic light at night holding a scarf that reads: Argentina.

    After Argentina beat Colombia to win the 2024 Copa América, South America’s biggest soccer championship, Argentine players were shown on social media singing a song that the French soccer federation called “unacceptable, racist and discriminatory.” The chant, which was introduced by some Argentine fans before the 2022 World Cup final against France, mocked the African heritage of many French players. The Argentine player who posted the video of him and others singing it later apologized.

    Fans from other countries have complained about their treatment by some Argentine supporters at games. Last week, FIFA, soccer’s global governing body, said it was investigating an alleged incident of racist abuse involving the Black American streamer IShowSpeed during an Argentina-Cape Verde game. In a video, a woman in an Argentina jersey appeared to shout “go cry to the zoo” to IShowSpeed, who was wearing a Cape Verde jersey.

    Such episodes have revived a longstanding critique of how Argentina understands its own identity in the diverse region. In the 19th and 20th centuries, its Black and Indigenous populations were largely erased or killed off by governments intent on projecting an image of white, European ancestry.

    Martín Kohan, an Argentine literature professor known for his cultural and social analysis of soccer, said that Argentines are, in fact, of mixed heritage, pointing to the country’s other famous soccer icon Diego Maradona.

    “We are not a European country; we have a country with a strong historical flow of European immigration,” he said, adding that Argentina struggles economically like other countries in Latin America. “My own heritage stems from that. This does not imply that this is not a Latin American country, except in the construction of a myth that I believe must be countered, and which I regret has gained followers in other countries.”

    Mr. Kohan said that while Buenos Aires, the capital with a metropolitan population of 16 million, is known for its European heritage and culture, it does not represent the country as a whole. In regions closer to Brazil and Paraguay, he said, Indigenous languages are spoken and customs differ.

    Paloma Iribarren, 35, an Argentine who works in advertising and has lived in Mexico for seven years, said she was surprised by other Latin Americans’ reluctance to support her country’s national team.

    As long as Mexico’s team was not facing Argentina, she said, she cheered for her adopted home — unlike many of her Argentine friends in Mexico — out of gratitude for the country and its people.

    “But being the only Latin American country in the semifinals with three imperialists that also colonized us all, that is a limit for me,” she said, referring to semifinalists England, Spain and France. “We are going to play against people who occupied our territory and our Latin American brothers who all suffered just like us. They can’t empathize with that?”

    Not all of Latin America is against Argentina, of course. The national team’s jersey, Messi’s in particular, is a common sight throughout the region. Beyond Latin America, the country counts ardent fans in India and Bangladesh, among other places.

    And ahead of Wednesday’s game against England, fans from one country outside Latin America have thrown their support behind Argentina: the English rival, Scotland.

    THE NEW YORK TIMES

     

     


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