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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quarta-feira, setembro 30, 2026

    Batatinha - Direito de Sambar

     

    É proibído sonhar
    Então me deixe o direito de sambar


    Bruce Springsteen - Highway Patrolman

     

    Me and Franky laughin' and drinkin' nothin' feels better than blood on blood
    Takin' turns dancin' with Maria as the band played Night of the Johnstown Flood
    I catch him when he's strayin' like any brother would
    Man turns his back on his family well he just ain't no good


    Portelinha


     

    GRUFF RHYS - Drones in the city

     

    Drones in the city
    Sitting pretty in the sky above me
    Drones in the country
    Bear so differently to those in the city
    And once it calls my name
    I'll never see your face again


    Secret systems used by Israel in mass killings of Gaza civilians revealed in new film

     

    A man's silhouette in profile sits on a rooftop overlooking a lit city skyline at night 

    "The interviewees detail the secret methods used by the Israeli military in Gaza, including AI-based systems built to identify large numbers of potential low-ranking Hamas targets, who were then bombed in their homes at night, in the knowledge attacks would also kill their families"

    read report bY Emma Graham-Harrison

    Secret systems used by Israel in mass killings of Gaza civilians revealed in new film | Israel | The Guardian

    More Anthropic researchers warn of AI’s perils but Musk dismisses ‘psyop’

     stickers on a laptop 

    "“AI developers believe their technology could cause human extinction (or similarly bad outcomes),” wrote Samuel Marks, who works on safety research at Anthropic. “This could happen in the next few years. In general, the more senior the employee, the more concerned they are.”

    “We really do earnestly believe AI could kill all humans!” Hubinger wrote. “I personally think it is >10% within the next decade."


    READ MORE> More Anthropic researchers warn of AI’s perils but Musk dismisses ‘psyop’ | AI (artificial intelligence) | The Guardian

    ‘A coin flip’: on the campaign trail as Brazil’s far right edges back to power

     

    Presidential candidate Flavio Bolsonaro rides on a man's shoulders during a campaign rally. 

    "Bolsonaro’s shock win ushered in what, from a progressive perspective, were four abysmal years. Destruction of the Amazon rainforest and gun ownership skyrocketed, hundreds of thousands died during a Covid outbreak Bolsonaro was accused of mishandling, and the president’s authoritarian rhetoric and attacks on Brazil’s electronic voting system culminated in the 8 January 2023 riots in Brasília. The supreme court later called those disturbances part of a plot to “annihilate” the country’s democracy.

    But the Bolsonaros still enjoy abundant support, and that devotion was visible as Flávio Bolsonaro’s motorcade crept towards the high street where his father was ambushed eight years ago."


    read report by TOM PHILIPS  

    ‘A coin flip’: on the campaign trail as Brazil’s far right edges back to power | Brazil | The Guardian

    What Brazil's Six Biomes Can Teach the World About Climate Solutions

      

    "Brazil is a country of continental dimensions, so there is no one-size-fits-all solution. We deal with diverse challenges considering everyone who is part of this ecosystem. Therefore, governance is essential for solutions to be effective. We need to connect the government, the private sector, and traditional communities,” says Euler. “Biodiversity is essential, as 70% to 80% of it is under the responsibility of traditional peoples and communities. Therefore, it is crucial to establish a pact between society and government to support conservation in these territories,” she stated. "

    read report by Vanessa Gabriel Robinson 

    What Brazil's Six Biomes Can Teach the World About Climate Solutions

    terça-feira, setembro 29, 2026

    Autorretrato na Portelinha | Selfportrait at a samba school


     

    Homicidio Culpovo

    AROEIRA
     
     

     
     
    RICO

    CELLUS
     



    CRIS VECTOR 
     

     

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    Rua do Ouvidor


     

    Rede trumpista Rockbridge tentou esconder início de operação no Brasil

     

     Rede trumpista Rockbridge tentou esconder início de operação no Brasil

    "O caso da Rockbridge Brasil veio à tona após o candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, acusar Flávio Bolsonaro de se beneficiar de apoio financeiro clandestino associado a promessas de negócios no setor de terras raras, apontando como elo da campanha com os americanos Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e do G4 Educação. Segundo reportagem do Amado Mundo, também atuaria nessa ligação o empresário Pedro Sang, que teria ajudado a montar o comitê paulista da campanha de Flávio, onde ocuparia uma sala e se apresentaria como “Pedro da Rockbridge”."

    leia reportagem de Cecilia Olliveira, Gisele Lobato e Nick Cleveland-Stout 

    Rede trumpista Rockbridge tentou esconder início de operação no Brasil | Intercept Brasil

    O cara que inventou a gente (1931 – 2026)

     

     

    Tutty Vasques

      Vamos com a idade nos acostumando a perder amigos. Mas nenhum jornalista que teve a sorte de conviver com Zuenir Ventura estava preparado para a notícia esperada já há algum tempo. Morreu o mestre que ensinou o Ancelmo a ser Ancelmo, o Joaquim a ser Joaquim, o Xexéo a ser Xexéo, o Zé Castello a ser Zé Castello, o Marcos Augusto Gonçalves a ser Marcos Augusto Gonçalves, o Dapieve a ser Dapieve, o Maurício Stycer a ser Maurício Stycer, a Míriam Leitão a ser Míriam Leitão, a Regina Zappa a ser Regina Zappa, o Alfredo Ribeiro a ser Tutty Vasques. Flor do orquidário de Dorrit Harazim (na foto de imensa ternura com ele), Flávio Pinheiro, Marcos Sá Corrêa, Armando Strozenberg, Ana Maria Machado, Nelson Motta, Ricardo Setti... Somos muitos e cada um de nós tem uma penca de boas histórias com o Zu para contar. Por ora, bateu a sensação de um tempo que acabou. Daqui a pouco a gente volta!

     

    mais tutty no PASMADO 
     https://pasmado.substack.com/i/212852603/o-cara-que-inventou-a-gente-1931-2026

    O atentado de Aparecida e a cruzada contra Padroeira do Brasil

     fragmentos da estátua de Nossa Senhora Aparecida

    Símbolo da fé e identidade cultural brasileira, imagem de Nossa Senhora Aparecida já foi alvo de um atentado que a fragmentou em mais de 200 pedaços

    LEIA ARTIGO DE ESTEVAM SILVA  

    O atentado de Aparecida e a cruzada contra Padroeira do Brasil - Opera Mundi

    'Ataque à Nossa Senhora' de 2026 não é a 'Mamadeira de Piroca' de 2018

     

     Na máquina de moer carne que se tornou o debate público brasileiro, nem toda polêmica nasce do esgoto. Para entender o abismo que separa o caos que assola a campanha presidencial de 2026 daquele que sequestrou as eleições de 2018, é preciso olhar não apenas para o conteúdo, mas para o lastro de realidade ou a completa falta dele que o sustenta.

    O caso da vez é o rumor de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), caso eleito presidente da República, agiria para destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil. O objetivo? Atender a uma demanda de grupos de lideranças fundamentalistas que formam o núcleo duro do bolsonarismo.

    Um projeto de lei arquivado há quase 20 anos pretendia rebaixar Nossa Senhora Aparecida e foi proposto pelo pastor Victório Galli (PP-MT), então deputado, que depois se tornou assessor especial da Presidência na gestão de Jair Bolsonaro. Não há prova de que Flávio tenha repetido essa promessa aos seus aliados religiosos (o mais provável é que tenha prometido uma teocracia através de indicações ao STF), mas a história de Nossa Senhora ganhou fôlego porque encontrou o temor sobre o comportamento do candidato e de seu círculo próximo diante de temas importantes para a Igreja Católica.

    Setores do catolicismo criticam o desprezo dele pelos direitos fundamentais dos mais pobres (combate à fome, meio ambiente, infância, trabalho digno...) e pela soberania nacional (há bispos e padres torturados pela ditadura que consideram um absurdo a subserviência a uma potência estrangeira) e temem pela própria religião e seus símbolos diante de um projeto de poder ligado a fundamentalistas.

    Em agosto, ele prometeu "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo", como um dos seus primeiros atos. Isoladamente, pode não parecer muito, mas lido à luz dos ataques feitos ao fato de Nossa Senhora Aparecida ser Padroeira do Brasil por líderes religiosos que o apoiam, a história ganha outras cores.

    Setores evangélicos por aqui importaram a Teologia do Domínio dos Estados Unidos que defende que fiéis devem conquistar o controle de esferas da sociedade, como a política, a economia, a educação, a mídia e a cultura, para submetê-las à interpretação conservadora dos textos bíblicos. A postura do bolsonarismo nesse contexto assusta muitos católicos. Não à toa, lideranças vêm defendendo um voto responsável e consciente nestas eleições.

    Essa tensão ultrapassa as fronteiras brasileiras. Como apontou Vinicius Vieira, professor de Relações Internacionais da Faap e da FGV-SP, o cenário se conecta diretamente aos ataques que o papa Leão 14 vem sofrendo por parte da extrema direita global. Para ele, um domínio trumpista sobre a América Latina, região de maioria católica, vai piorar esse quadro. O bolsonarismo, vale lembrar, defende uma relação de suserania e vassalagem com Washington.

    Diante da polêmica instalada, Flávio tomou medida extrema, pedindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) censurar até postagens que não o acusavam de chutar a santa. Dois casos gritantes foram o do humorista Antonio Tabet, cuja publicação falava de "família miliciana", sem citar de quem se tratava (o senador, vendo a carapuça passar, vestiu como se fosse sua). E a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que pediu "cautela e atenção" para movimentos que sugiram a remoção de Nossa Senhora como padroeira. Ambas as postagens sofreram ordem de remoção pelo ministro André Mendonça, bem como várias outras, que apenas saudavam a Padroeira.

    A repercussão foi muito ruim. E, sentindo a perda de tração entre os católicos, Flávio partiu para o ataque, acusando, sem apresentar provas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de fazer parte de uma campanha contra ele. Como escrevi aqui ontem, dessa forma, ele atacou a Igreja Católica para provar que não atacou a Igreja Católica.
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    Ao bater na CNBB, contudo, o candidato despeja o seu profundo descontentamento com a resistência de parte dos bispos brasileiros à sua candidatura pelas razões citadas acima.

    Desinformação em campanhas eleitorais são sempre um atentado à democracia, mas é preciso honestidade intelectual para separar os fenômenos.

    Há oito anos, a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República foi alvejada pela famigerada "Mamadeira de Piroca". Um vídeo falso, usando um objeto artesanal importado com o formado de um pênis, viralizou nos esgotos do WhatsApp para gerar pânico moral. Vendia a ideia que, graças a Haddad, as crianças estariam sofrendo "sexualização infantil" recebendo o produto em creches públicas.

    A mentira, peça central do delírio sobre um suposto "kit gay", foi desenhada sob medida para mobilizar eleitores conservadores. Detalhe fundamental: não havia um milímetro de verdade ali, nenhum grupo de esquerda ou movimento de defesa dos direitos da população LGBT+ jamais propôs distribuir mamadeiras com formato fálico para "transformar bebês em gays". Era puro chorume destilado para manipular pelo medo.

    A mamadeira de 2018 foi uma invenção grotesca baseada no preconceito e no ódio contra minorias, sem qualquer ancoragem na realidade. Já a crise de 2026, embora a promessa de Flávio não tenha sido provada e seja considerada falsa, ganhou tração como sintoma de um medo real, de que princípios caros aos católicos sejam ignorados e que o Estado brasileiro seja engolido por um extremismo religioso que já mostrou não ter limites para impor sua visão de mundo. 

    UOL 

     

     

    segunda-feira, setembro 28, 2026

    Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores


     

    Chutando a Santa

    TONI D'AGOSTINHO
     

     
     
    QUINHO
     
     

     
     
    AROEIRA 
     

     
    MIGUEL PAIVA 
     


    ARTEVILLAR 
     

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    David Crosby - Games (1968)


    Born in the sunshine
    Dyin' in the rain
    Raised on laughter
    Lost in a game

     

    Betsy Legg "In The Early Morning Rain" (Gordon Lightfoot)

     

    In the early morning rain
    With a dollar in my hand
    With an achin' in my heart
    And my pockets full of sand
    I'm a long way from home
    And I miss my loved ones so


    domingo, setembro 27, 2026

    Não estamos perdendo o controle da IA; estamos abrindo mão dele

     

     

     

    "Os modelos estão cada vez mais inteligentes. Eles sabem quando estamos observando e mudam seu comportamento. Portanto, o que fazem quando os testamos, quando os auditamos, talvez não nos diga o que farão no mundo real. 

    Circe diz, desesperada: "As Moiras riam de mim, de Atena, de todos nós. Era a piada amarga favorita delas: aqueles que lutam contra a profecia apenas a apertam ainda mais em torno do próprio pescoço".

     A frase aparece no fim do livro, depois que uma profecia trágica se cumpre apesar de todos os esforços para evitá-la.

    Essa é a tragédia de seu trabalho. Ao lutar contra a profecia, as empresas a apertaram ainda mais em torno do próprio pescoço —e do nosso."

    LEIA ENSAIO DE EZRA KLEIN  


    One Word Describes Trump

     

    A stylised photograph of President Trump 

    "Even those who expected the worst from his reelection (I among them) expected more rationality. Today, it is clear that what has happened since January 20 is not just a change of administration but a change of regime—a change, that is, in our system of government. But a change to what?

    There is an answer, and it is not classic authoritarianism—nor is it autocracy, oligarchy, or monarchy. Trump is installing what scholars call patrimonialism. Understanding patrimonialism is essential to defeating it. In particular, it has a fatal weakness that Democrats and Trump’s other opponents should make their primary and relentless line of attack."

    read article by JONATHAN RAUNCH

     

    Portelinha


     

    Say Hello to My Little Gear!

     

     

    "Mostly, though, Trump seems bored, out of it half the time, barely engaged the rest. The old fire has burned down to a few smoldering embers. He’s distracted by shiny things. His Oval Office bric-a-brac. His ballroom. His arch. His name on the Kennedy Center. Natalie, oh, Natalie.

    He’s caught in a war that he can’t win and can’t bring himself to get out of. It’s the mentality of someone he never went to war but has played the role of a bully his entire life. Nothing infuriates Trump more than being called a loser. But he is one."

    READ ARTICLE BY JEFFREY ST; CLAIR  

     

     

    Porto Rico – Irene Atienza & manu Lafer (Germano Mathias)

     


    Chiquita Lolita e Mariquita
    Tres muchchitas
    Que encontrei em Porto Rico
    Me deram uma aguardente pra tomar
    E uns besitos
    Eu nem quero me lembrar 

    Edificio Serrador


     

    Nas asas da Vorcair

    FRAGA



    MOR



    MIGUEL PAIVA



    AROEIRA


     

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    Mariene de Castro - Cantigas de São Cosme e São Damião

     

    Ê Cosme, ê Cosme
    Damião mandou chamar Que viesse nas carreiras Para brincar com Yemanjá


    Nick Cave & Warren Ellis - Carnage

     

    I always seem to be saying goodbye

    And rolling through the mountains

    Like a train

    My uncle’s at the chopping block

    Turning chickens into fountains

    I’m a barefoot child

    Watching in the rain

     

     

    sábado, setembro 26, 2026

    IA captura coração, corpo e mente e pode nos emburrecer

     

     

     "A inteligência artificial e plataformas de big techs tentam capturar a nossa mente, e tantas pessoas —hipnotizadas pela rolagem infinita e pela montanha-russa emocional criada pelas telas— perdem o controle das próprias vidas.

    No recém-lançado "O Monge, o Iogue e o Faquir" (Todavia), Ronaldo Lemos discute esse cenário a partir da metáfora de uma carruagem desgovernada, em que as suas partes —o corpo, as emoções e a mente— são cooptadas pela tecnologia, o que rompe o equilíbrio necessário para ser bem conduzida.

    Neste episódio, Lemos fala sobre os três arquétipos do título do livro, inspirados em tradições espirituais da China, da Índia e do Ocidente, e aponta caminhos para cultivar o faquir, o monge e o iogue no interior de toda pessoa.

    O autor defende que é preciso resistir à guerra do Vale do Silício contra a introspecção e se opõe às ideologias que prometem, por exemplo, que a IA vai criar um mundo de abundância universal."

     LEIA MAIS 

    Banished to alien lands: Trump’s secret deportation deals

     

     

     

     

     

     

     

     

    "No one would tell the shackled detainees onboard the US immigration plane where they were going. The officers in charge would taunt them when they asked, they said. It was only when the seat-back video screens finally showed a map that the 18 migrants worked it out.

    Their destination was Central African Republic (CAR), a country few of them had even heard of."

     read report by Louisa Loveluck 

     

    Tristeza do Jeca [Raphael Rabello & Ney Matogrosso]

     

    Lá no mato tudo é triste
    Desde o jeito de falar
    Pois o Jeca quando canta
    Dá vontade de chorar

    E o choro que vai caindo
    Devagar vai-se sumindo
    Como as águas vão pro mar

     

    Portelinha


     

    Ella Fitzgerald - Don't Fence Me In (Cole Porter)

     

    I want to ride to the ridge where the west commencesAnd gaze at the moon till I lose my sensesAnd I can't look at hovels and I can't stand fencesDon't fence me in

      

    Eclipse Eduardo Armani y su Orquesta (Margarita Lecuona )

     


    Eclipse de Luna en el cielo 
    Ausencia de luz en el mar 
    Sufriendo de amargo desvelo 
    Mirando la Luna me puse a llorar
     
     

    sexta-feira, setembro 25, 2026

    Portelinha


     

    Quem manda na ONU



    AMORIM

     

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    The headlines comemorating the death of Gloria Steinem left out one very salient episode of her career

     

     graphic for roaming charges column by Jeffrey St. Clair

    JEFFREY ST. CLAIR 

    + Many of the headlines commemorating the death of Gloria Steinem at 92 read like this: “Feminist icon, trailblazer, journalist.” They leave out one very salient episode of her career: her years as a paid CIA operative running the anti-communist Independent Research Service in the late 50s and 60s. There was, of course, nothing “Independent” about the “service.” It was an agency front group, fully funded by the CIA. The “research” it did was on left-leaning student activists, often conducted by sending undercover operatives to spy on their activities on campuses and at youth festivals. Though Steinem eventually cut ties with the Agency, her brand of feminism downplayed class-based politics.

    + After Gloria Steinem (RIP) was photographed at numerous social outings with Henry Kissinger in the late 1960s and early 1970s, she got so much flak from members of her own nascent feminist movement that she felt compelled to distance herself from speculation that she’d been “dating” the blood-stained diplomat, who once claimed that “power is the ultimate aphrodisiac.” When asked about Steinem’s denial that she was his “girlfriend,” Kissinger replied that he still felt hopeful she’d eventually submit to his, uh, charms: “After all, she did not say that if nominated she would not accept, or if elected she would not serve.”

    + Steinem defended Bill Clinton against every allegation of sexual misconduct, including rape, claiming that all of his “advances” had been “welcome.” She later defended her support for Hillary Clinton in the 2016 primaries over Sanders, who many younger women were enthusiastically backing, by saying condescendingly, “When you’re young, you’re thinking, ‘Where are the boys?” The boys were with Bernie.

     

        COUNTERPUNCH 

     

    'Mestre Zuenir Ventura em cinco atos'

     



    Ancelmo Gois

    O jornalista e colunista do GLOBO Ancelmo Gois presta homenagem ao amigo Zuenir Ventura e relembra cinco capítulos importantes da trajetória jornalística, política e cultural do escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras. Mestre Zu, como era tratado por amigos, faleceu nesta terça-feira, aos 95 anos, em razão de uma pneumonia. O corpo será velado nesta quarta (23) na ABL, no Centro do Rio, e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista.

    Confira o texto de Ancelmo Gois abaixo.

    1) Zuenir Ventura foi um baita jornalista cultural

    Acompanhou as grandes ebulições na segunda metade do século XX nesta área, como o surgimento da Bossa Nova e do Cinema Novo. Agora mesmo, quando se comemoram 60 anos do Teatro Casa Grande, o nome dele e da mulher, a também jornalista Mary Ventura, foram lembrados como grandes responsáveis pela projeção na sociedade daquele espaço como centro de resistência cultural à Ditadura. 

    2) Zuenir foi um jornalista de ecologia

    Foi dos primeiros coleguinhas a denunciar a devastação da floresta da Amazônia com a série de reportagens no "Jornal do Brasil" sobre o assassinato do seringueiro Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988.

    3)  Zuenir era um jornalista político

    Foi quem melhor descreveu o clima de grande ebulição política de 1968 no Rio e no Brasil, traduzido no livro "1968: o ano que não terminou".  O ano termina com as trevas do AI-5, que levou muita gente para a cadeia, inclusive o próprio Zuenir que ficou preso durante três meses.

    4) Zuenir foi um jornalista de causas sociais

    Seu livro "Cidade Partida", a partir da chacina que vitimou 21 moradores na madrugada de 29 de agosto de 1993, é um retrato pungente da desigualdade de classes de pessoas vivendo no mesmo solo.

    5) Zuenir chefiou várias redações

    Zuenir ajudou na formação profissional de vários jornalistas como Alfredo Ribeiro, Artur Xexéo, Joaquim Ferreira dos Santos, Jose Castello, Miriam Leitão e o autor destas tristes linhas - que teve a graça de ser apadrinhado, logo no início da profissão, pelo saber e afeto do marido de Mary e pai de Mauro e Elisa - a quem abraço fraternalmente.


    GLOBO



      Low Cut Connie - "PRIVATE LIVES"

       

      TT’s a nanny but she moves a little weed on the side Jimmy paints houses, who the hell knows what goes on when they dry On Friday nights, we get together And we talk about this crazy life, are you scandalized? 'Cause you know that once in a while we get undignified

      In our private lives


      Irmaozão, estarei contigo sempre

      MIGUEL PAIVA 



      CRIS VECTOR 




      PAULO BATISTA




      QUINHO



      AROEIRA


       

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      Robert Foster - Life has turned a page

       

      They left Noosa in '72
      To see the world the way some people do See the mountains and the ice Get to Byron Bay now wouldn't that be so nice But she got pregnant and he could earn a wage They'd just left Noosa, life had turned a page


      quinta-feira, setembro 24, 2026

      ZUENIR

      JBOSCO 
       
       

       

      Marcadores: ,

      Portelinha


       

      Maurice Williams & the Zodiacs - Stay

       

      Oh, won't you stay
      Just a little bit longer?
      Please let me dance
      And say you will


      BONIFRATE - Corisco (parte 2)

       

       



      E acendam-se os fogos no sopé
      Do além-corisco, que é o que é
      Que estronda na pedra e abre um signo
      Liberta a palavra
      E vibra no chão
      Ecoa no vale
      E o vale ecoa
      E vela a noite
      E sobe uma estrela 
       
      Que brilha sobre todos os mortais
      O espectro que ronda


      quarta-feira, setembro 23, 2026

      Francisco Mallmann


       

      terça-feira, setembro 22, 2026

      ZUENIR VENTURA

       



      NELSON VASCONCELOS 

      Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, Zuenir Carlos Ventura nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio. Sem descuidar dos estudos, até porque essa era uma exigência da mãe, Zuenir ajudava o pai no ofício, chegando a trabalhar também como office-boy.


      O escritor e imortal da ABL Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

      Já adolescente, ele ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário (hoje, ensino fundamental). Foi nessa época que começou a alimentar o sonho de ser professor. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).

      Na faculdade, Zuenir teve aula com nomes importantes da literatura do país, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli. Outro personagem importante, Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo da UFRJ, convidou-o para dar aulas de português, e o mestre Hélcio Martins conseguiu indicá-lo para uma vaga como arquivista da Tribuna da Imprensa. Não demoraria para se tornar repórter.

      “Tudo na minha vida aconteceu por acaso. Fui ser professor por acaso e descobri a minha vocação defendendo o meu dinheirinho. Eu estava trabalhando no arquivo (da Tribuna da Imprensa) alguns anos, e o Hélcio (Martins) sempre insistia para eu descer para a redação. Carlos Lacerda era o diretor do jornal e um dia estava procurando alguém na redação para escrever um artigo sobre (o escritor e filósofo franco-argelino) Albert Camus, que tinha morrido em um desastre. Eu estava passando e me candidatei, porque o Camus era uma das minhas paixões jornalísticas”, contou Zuenir em depoimento ao site Memória Globo em 2011.


      Os amigos Ziraldo, Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins

      Garimpagem

      Desde o texto sobre Camus, no ano de 1960, Zuenir nunca mais deixou as redações de jornais do país — conciliando seu tempo com as salas de aula. Durante décadas, foi professor da Escola de Comunicação da UFRJ e da Escola Superior de Desenho Industrial, ganhando o apelido de Mestre Zu. Amável no trato com os alunos e rigoroso em relação aos trabalhos apresentados, ele sempre manteve o espírito crítico sobre seu ofício.

      Mundo acadêmico à parte, Zuenir também fez história na imprensa, ocupando vários cargos de comando. A partir da década de 1960, e depois de uma temporada na França como bolsista no Centro de Formação de Jornalistas, de Paris, Zuenir foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da sucursal Rio da revista Visão. Em 1967, foi um dos criadores do jornal alternativo O Sol.

      Mesmo com a difícil tarefa de gerenciar equipes de jornalistas, Zuenir nunca deixou de lado a verdadeira vocação: apurar e escrever histórias reais. De preferência, deixando a redação e indo para as ruas atrás de boas fontes.

      “Nada substitui o olho no olho. Muitas vezes, o silêncio em uma entrevista fala mais do que as palavras”, afirmou ele em entrevista à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo em 2008.

      “A gente fornece matéria de primeira mão, aquilo que a gente vê primeiro, para o historiador trabalhar depois. É um trabalho de garimpagem, de campo, vendo o que aconteceu, registrando. É um trabalho humilde, modesto, de preparar matéria-prima para o historiador aprofundar”, disse ele ao Memória Globo.

      O olhar atento à agitação política e social da década de 1960, no Brasil e no mundo, fez de Zuenir um “especialista” da época, como mostraria seu livro “1968 — O ano que não terminou”, lançado em 1988 e que continua sendo reeditado. Sucesso de crítica e de público, a reportagem dissecava, duas décadas depois de os fatos terem ocorrido, o país que entrava na fase mais violenta da ditadura militar iniciada em 1964. Traçando o cenário cultural e político daquele ano, a obra serviu também de inspiração para a minissérie “Os anos rebeldes”, produzida pela TV Globo e que foi ao ar em 1992.

      — A sensação é de que 1968 não foi um ano, mas sim um personagem. Tanto que, 50 anos depois, continuamos falando, comentando, explicando o que aconteceu. E é um personagem que não sai de cena, tamanha a fixação — disse Zuenir ao GLOBO em 2018.

      A intensa vivência do jornalista com os acontecimentos que retratou em seu livro também o fez ser preso pelo governo militar justamente em dezembro de 1968, logo após a decretação do AI-5, o ato inconstitucional que suspendeu direitos políticos dos cidadãos. Zuenir ficou na cadeia durante três meses, dividindo a cela com o psicanalista Hélio Pellegrino, entre outros cidadãos considerados subversivos, sem maiores explicações, segundo ele. “Não fui torturado, embora ficasse sempre com medo”, disse ele ao Memória Globo.

      Vida que segue. Em 1971, Zuenir trabalhava novamente na revista Visão, permanecendo como chefe da sucursal carioca até 1977, quando foi para a revista Veja. Em 1981, transferiu-se para a revista IstoÉ. Já em 1985, foi para o tradicional Jornal do Brasil.


      Zuenir Ventura — Foto: Leo Martins/ Foto de arquivo

      Livros que marcaram as discussões sociais no país

      Com o passar dos anos, Zuenir Ventura deixou de lado suas aulas nas universidades. Em contrapartida, sua atividade jornalística começou a gerar novos livros, tratando principalmente de graves questões sociais do país.

      Ainda em 1989, após um mês de apuração, o jornalista produziu uma série de reportagens sobre o assassinato do seringueiro e líder ambientalista acreano Chico Mendes (1944-1988) para o Jornal do Brasil. O material venceu os prestigiosos Prêmio Esso e o Vladmir Herzog de jornalismo daquele ano e seria publicado em livro, devidamente atualizado pelo autor, em 2003 (“Chico Mendes – Crime e castigo”).

      Como de costume em sua carreira, Zuenir decidiu mudar de casa em 1999, quando estreou como colunista do GLOBO. Mas deixou claro que seria sua última mudança. No seu texto de estreia, em 30 de janeiro daquele ano, comentou: “Enquanto a mudança é transformadora, a inércia, por natureza, não leva a lugar nenhum, ou leva ao desastre. O Brasil, por exemplo, acaba de ir para o beleléu por não saber ou não ter tido a coragem de mudar na hora certa — de política, de economia ou de presidente”.


      A professora Cleonice Berardinelli com o amigo e ex-aluno Zuenir Ventura, em evento pelos 80 anos do jornalista — Foto: Marcos Ramos

      Vigário Geral

      Lidando apenas com as colunas semanais no GLOBO, Zuenir teve mais tempo para correr atrás de suas investigações jornalísticas.

      Outra reportagem de fôlego dele que repercutiu em todo o país foi “Cidade partida”, publicada como livro em 1994 e que receberia naquele ano o Prêmio Jabuti, o mais importante do mercado editorial brasileiro.

      Na obra, o jornalista apresenta um Rio de Janeiro dividido por fortes barreiras socioeconômicas. Para escrevê-la, visitou várias vezes a comunidade de Vigário Geral, localizada a 24 km do Centro do Rio, onde policiais haviam promovido uma chacina que vitimou 21 pessoas inocentes no ano anterior. Zuenir dá voz aos moradores da comunidade, mostrando também o crescente movimento de organizações da sociedade civil contra a violência.

      “Cidade partida” também mereceu reedições seguidas, além de tornar-se tema de seminários e debates sobre violência no Rio.

      Em 2008, o jornalista publicou “1968: O que fizemos de nós”. A extensa reportagem, bem ao estilo Zuenir, revisita os ideais que balançaram os anos rebeldes retratados por ele 20 anos antes, e faz um contraponto ao comportamento dos jovens deste início do século XXI, abordando novos costumes e temas como o corpo, as drogas e a política.

      “Eu fui a algumas festas raves e, para mim, foi um choque cultural. Eu, velhinho, no meio de 20 mil pessoas e com uma amiga que podia ser minha neta. Abordei as heranças importantes que 1968 deixou: o movimento feminista, o de negros, o movimento gay e o ecológico. E uma herança maldita, que são as drogas”, disse o jornalista ao site Memória Globo.


      Zuenir Ventura discursa no Faz Diferença, ao lado do editor executivo André Miranda e do colunista Bernardo Melo Franco — Foto: Guito Moreto

      Rumo à ABL

      A longa trajetória jornalística de Zuenir, priorizando questões sociais e ambientais, rendeu ao jornalista inúmeras distinções.

      Em 2008, a ONU concedeu a ele um prêmio especial por ser um dos cinco jornalistas que mais haviam contribuído para a defesa dos direitos humanos no país em 30 anos. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

      Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira deixada pelo dramaturgo e intelectual paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). No dia da posse, foi recebido por Cleonice Berardinelli, que havia sido sua professora na faculdade e, a partir de então, colega imortal. No seu discurso de posse, ele contou que, num evento literário, fora escalado para falar depois do escritor paraibano e ficou desconfortável:

      — Eu ia ser o anticlímax da noite em que ele apresentaria uma de suas aulas-espetáculo, nas quais exercitava sua vocação de professor e sua alma de palhaço, mostrando como podia ser sério e divertido, popular e clássico, regional e urbano, trágico e cômico, um sertanejo universal.

      Em 2022, aos 91 anos, o jornalista receberia o prêmio Faz Diferença, na categoria livros, concedido pelo jornal O GLOBO. Ele havia lançado, no ano anterior, uma versão ampliada de seu “Minhas histórias dos outros”, em que relembrava alguns personagens com quem cruzou ao longo da carreira. Na lista, estão personalidades como Glauber Rocha, Nelson Rodrigues, Betinho e Carlos Drummond de Andrade, entre muitos outros.

      — É o melhor presente que poderiam me dar — disse ele. — É uma honra ser premiado por uma iniciativa que valoriza a democracia.


      GLOBO 


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