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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sexta-feira, outubro 23, 2026

    St. Paul's


     

    Abre o sigilo, Flávio!

    MOR 
     

     
     

    RICO

    GILMAR
     

     
    JORGE O MAU
     

     

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    JACK


     

    Kassio declara voto em Flávio se tratar 10 milhões de eleitores como bots

     

    Se Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerar que os quase 10 milhões de seguidores do Exército do Lula são parte de uma operação de robôs simplesmente porque se organizam para impulsionar mensagens nas redes sociais, e suspender o canal hoje, poderá dispensar qualquer cerimônia e anunciar seu voto em Flávio Bolsonaro. Seria apenas a formalização de uma preferência política que sua atuação já vem tornando difícil de disfarçar.

    Ao determinar que a Meta, dona do WhatsApp, apresente informações sobre a atuação do canal administrado por André Janones, questionando a existência de sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e amplificação artificial, o ministro lança sobre seres humanos a suspeita de "comportamento inautêntico".

    Alguém precisa explicar ao presidente do TSE que campanha eleitoral não é uma reunião de indivíduos isolados, esperando uma inspiração divina para decidir o que compartilhar. Campanhas existem justamente para organizar pessoas, distribuir conteúdos, combinar horários de publicação, promover hashtags e disputar espaço entre os assuntos mais comentados.

    Isso tem nome: mobilização política. Coisa que, no mundo das redes e aplicativos, os lulistas estão fazendo melhor nest segundo turno de 2026 enquanto bolsonarismo já faz desde 2018.

    Se milhões de eleitores recebem uma orientação para publicar determinada hashtag às 20h e resolvem fazê-lo, não se transformam magicamente de comportamento inautêntico. Continuam sendo cidadãos exercendo sua vontade, como em um panelaço. A coordenação não elimina a autenticidade da participação.

    Evidentemente, se o Exército do Lula estiver espalhando mentiras, que as publicações ilegais sejam removidas e seus responsáveis punidos. Se houver contas falsas ou automação irregular, que sejam identificadas. Mas transformar articulação política em suspeita de fraude é fazer de conta que não se sabe como funciona a internet.

    Ou alguém acredita que os aliados de Flávio Bolsonaro não possuem grupos de WhatsApp, não distribuem vídeos prontos, não combinam publicações nem organizam mutirões para levantar hashtags? Como já disse, o bolsonarismo construiu boa parte de sua força eleitoral justamente sobre essa capacidade de mobilização digital. Por que, então, a organização da direita seria militância legítima, enquanto a da esquerda vira comportamento inautêntico?

    Confundir mobilização coletiva com manipulação artificial, sem demonstração de fraude, significa criminalizar o próprio funcionamento de uma campanha.

    As revelações de hoje de Breno Pires e Pedro Tavares, na revista piauí, sobre Nunes Marques e os interesses de Daniel Vorcaro tornam esse comportamento ainda mais preocupante. As suspeitas envolvendo a atuação do ministro em votações de interesse do banqueiro, que ele nega, levantam dúvidas sobre sua situação política e institucional. Nesse contexto, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar um ambiente mais favorável à sua sobrevivência diante das denúncias, passam pelo recebimento de propina na forma de dinheiro ou serviço de garotas de programa.

    A obrigação do presidente do TSE é garantir que os brasileiros escolham livremente seu governante, não agir de forma que favoreça um dos candidatos. E milhões de brasileiros têm o direito de se organizar para defender Lula, assim como outros milhões podem fazer o mesmo por Flávio.

    Robôs não votam, pessoas votam. E pessoas também se organizam para convencer outras pessoas. Se Kassio Nunes Marques tratar quase 10 milhões de seguidores (que, se fossem uma cidade, seria menor apenas que São Paulo no Brasil) como bots apenas porque atuam em benefício de Lula, estará colocando sob suspeita não a militância petista, mas sua própria imparcialidade.

    E, nesse caso, nem precisará declarar voto em Flávio Bolsonaro.

     LEONARDO SAKAMOTO  

    UOL 

     

     

     

    ‘This is a lethal threat’: Indigenous groups fear Bolsonaro’s hold on voters in Brazil’s Amazon towns

     ‘This is a lethal threat’: Indigenous groups fear Bolsonaro’s hold on voters in Brazil’s Amazon towns
     
    "Monteiro gave several reasons for her decision, including Bolsonaro’s pledges to fight crime and create jobs. But one issue explains why the son of the disgraced former president Jair Bolsonaro is so popular here and across Roraima, where 14 of 15 municipalities backed the far-right politician.
     
    Mucajaí was the launchpad for much of the illegal gold rush in which tens of thousands of miners invaded the nearby Yanomami Indigenous territory during Jair Bolsonaro’s environmentally calamitous 2019-2022 presidency. Prospectors used the meandering Mucajaí River to sneak into those protected Indigenous lands near the border with Venezuela, bringing malaria, mercury poisoning, hunger and destruction to its 32,000 Indigenous people. Ranches carved out of Mucajaí’s rainforests conceal clandestine airstrips from which helicopters and planes ferried supplies, miners and sex workers into jungles that the Yanomami’s ancestors are thought to have occupied for at least 1,000 years."
     
    READ REPORT BY TOM PHILLIPS

    ‘This is a lethal threat’: Indigenous groups fear Bolsonaro’s hold on voters in Brazil’s Amazon towns | Brazil | The Guardian

    Could highly organised pop fans clinch victory for Brazil’s Lula?

     Two pop fans at a pro-Lula demonstration in Sao Paulo.

    "Amid the crowd on Paulista, São Paulo’s main avenue, supporters carried the familiar symbols of the left, from the hammer and sickle to Palestinian flags, but there were newcomers too: Beyhive T-shirts, BTS merch and Taylor Swift motifs."

    read report by Felipe Maia  

    ‘Taylor Swift tells us to take the lead!’ Could highly organised pop fans clinch victory for Brazil’s Lula? | Music | The Guardian

    Lemin =- One Brain

     

    We closed down the restaurant
    All the waiters hated us
    They would have spit in our food if they’d known
    If only we’d known


    quinta-feira, outubro 22, 2026

    The Neville Brothers: Yellow Moon



    Yellow moon, yellow moon Why you keep peeping in my window? Do you know something I don't know? Did you see my baby Walking down the railroad tracks?

     

    Billie Eilish - bury a friend

     

    What do you want from me? Why don't you run from me?
    What are you wondering? What do you know?
    Why aren't you scared of me? Why do you care for me?
    When we all fall asleep, where do we go? 

    Dobro a aposta

     

    GILMAR

     

     

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    Batata Frita - Aurora Miranda

     Você só come bife, Com batatas fritas ou petit pois, Mas é que o meu dinheiro, Não é verdura, Que plantando dá, E se você, menino, Não está satisfeito, E quer bancar o grã-fino, Vá dança um tango, Vá comer um frango, Lá pelo cassino. 

     

    quarta-feira, outubro 21, 2026

    Uma tarde na Lagoa

     

    Flávio Bolsonaro: agrados de dois homens que falavam em nome do laboratório indiano e queriam produzir a vacina Covaxin no Brasil - (Miguel Schincariol/AFP)

    Um churrasco na lancha com Flávio Bolsonaro, lobistas e garotas de programa durante a pandemia

    "Quando a lancha zarpou, pararam no Alô Grau, um restaurante flutuante no lago, onde compraram mais comida e bebida. A conta, paga por Barão, ficou em 1.949 reais. O barco então circulou pelo Lago Paranoá. O Sol era inclemente e os tripulantes temiam que algum drone do entorno os registrasse em seu veraneio pandêmico. Santini e Flávio Bolsonaro ficaram sem camisa. Santini exagerou na bebida. À certa altura, Flávio desceu à cabina com uma das garotas. Ela não foi a única a fazer esse caminho acompanhada do senador naquela tarde." 

     

    Bloomberg London


     

    Bora ser elegantes?

     

     

    SERGIO RODRIGUES 

      O parentesco etimológico das palavras “eleição” e “elegância” é cristalino, mas sempre confundiu o senso comum. Cheia de promessas vãs, sorrisos sintéticos, acenos para terrenos baldios e até caspa falsa nos ombros para parecer “do povo”, como fazia Jânio Quadros, poucas coisas são menos finas, elegantes e sinceras do que uma campanha eleitoral. Mesmo assim, o que era confusão virou insulto domingo passado, a uma semana desse segundo turno tremendo, quando o Brasil atingiu um novo patamar de deselegância. Primeiro, obra de dementes bolsonaristas ou de agentes infiltrados, o míssil inflável com os dizeres Trump nuke Brazil (“Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil”) desfilou sua ereção grotesca na Avenida Paulista sob olhares complacentes. Poucas horas mais tarde, na mesma cidade, o candidato de Trump se pavoneava em torno de Lula como um garnisé de briga que tivesse aprendido a falar umas poucas palavras (“E a Roberta? E a Roberta?”), no “debate” da Band. Se ficou claro que tem muito brasileiro preferindo morrer de feridas como rosas cálidas a viver numa democracia – ou o míssil infame teria sido implodido rapidinho –, não menos claro é o atestado de óbito do bom e velho debate presidencial assinado aquela noite. Não há debate possível no mundo retórico da extrema direita, todo feito de mentira, deboche e cinismo. Mais um motivo para a gente lembrar que a palavra eleição vem do verbo latino eligere, que significa escolher, separar (o bom do ruim). Um verbo que tem como particípio presente o elegantis, aquele que sabe escolher. Em nome de Jesus, Tupã e todos os deuses desta terra, inclusive o dos ateus: bora ser elegantes?


    Brazilian Amazon deforestation falls to lowest on record as pivotal vote looms

      

    "Since the start of the Lula administration in 2022, the deforestation rate has slowed by 71.2%, according to the data collated by Brazil’s National Institute for Space Research. This was largely as a result of stronger enforcement measures and state investments in environmental agencies.

    These spectacular results, which brought some conservationists to tears, stand in sharp contrast to the 2019-23 term of Jair Bolsonaro, who oversaw a 59.5% increase in Amazon deforestation, roughly equivalent to destroying more than a million trees a day, through cuts to forest protection agencies, reduced implementation of penalties for environmental crimes, and verbal encouragement for illegal miners, loggers and land grabbers."


    read article by JONATHAN WATTS  

    Brazilian Amazon deforestation falls to lowest on record as pivotal vote looms | Amazon rainforest | The Guardian

    Devolve a minha ilha !



    CRIS VECTOR 

     
     

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    Nao é só aqui. | Not only in Brazil

     

     


    Outrage after Meta suspends No Kings Instagram account during protests

    ‘Meta owes us an explanation,’ group says as organizers fear censorship after account goes dark for several hours 

     Outrage after Meta suspends No Kings Instagram account during protests | US midterm elections 2026 | The Guardian

    terça-feira, outubro 20, 2026

    Já vi tira feita com IA e é uma coisa meio assustadora, diz Laerte

      

    ""O humor é uma linguagem muito ampla. Eu não sou poeta, mas, dentro do meu trabalho de quadrinhos, gosto da ideia de aquilo ser uma linguagem poética também. E a linguagem poética comporta mecânicas e dinâmicas de narrativa que são para ser questionadas. Você não lê João Cabral de Melo Neto ou Drummond e fica se questionando, porque isso é contexto. Você entra no universo da poesia e deixa aquilo chegar até você", afirma.

    O que a artista acha problemático, porém, é a ideia de que tudo precisa ser entendido e tem uma resposta correta. "A pessoa vai procurando ler com os olhos de quem lê uma fábula, de quem espera uma moral no fim da história. E aí não tem moral, ou não tem a moral que ela esperava, enfim, e a pessoa fica meio perdida. É uma atenção específica dos dias de hoje, uma atenção moral, e eu não consigo trabalhar com isso.""

    leia entrevista com LAERTE
    conduziza por JULLIA GOUVEIA  

     

     

    Master, tráfico sexual e responsabilidades

     

    Ilustração de fundo cor-de-rosa claro. Ao centro da ilustração um par de pernas aparece sobre sapatos de salto, que têm um tom de rosa mais escuro. Uma das pernas está acorrentada pelo calcanhar e a corrente escorre para o final da ilustração. 

    Djamila Ribeiro

    Fiquei enojada, mas não surpresa, com a reportagem "Vorcaro era sócio oculto de agência de prostituição e recrutou refugiadas", publicada por Natália Portinari, Cézar Feitoza e Fabio Serapião no UOL na última terça-feira (13).

    Quem lê esta coluna também não foi surpreendido. Afinal, desde 19 de fevereiro deste ano, fui pioneira na imprensa brasileira ao denunciar a falta de investigação por parte da Polícia Federal sobre possível tráfico de mulheres para exploração sexual no caso. Enquanto orgias pagas por dinheiro público eram tratadas como "assunto de foro íntimo" pelas autoridades policiais, foi preciso perguntar: "E as mulheres? Quantos anos tinham? Podiam sair? Podiam dizer não? Quem as ouviu?".

    A publicação recente ilustrou de modo concreto os argumentos que construímos ao longo do tempo no sentido de que Daniel Vorcaro financiou uma rede internacional de prostituição e recrutava mulheres vindas de países em guerra para orgias com autoridades brasileiras.

    E isso tem consequências legais para a investigação.

    Segundo a reportagem, a Polícia Federal abriu um inquérito somente em maio, quando parlamentares mulheres provocaram a instituição. Eu mesma, quando estava morando em Massachusetts, encontrei-me com a deputada Tabata Amaral em um congresso. Jantamos juntas e provoquei-a para ingressar com a representação, o que ela acabou acatando e levando adiante na Polícia Federal.

    Três meses se passaram entre a primeira denúncia de omissão e a investigação de fato. Isso é um problema, pois em três meses uma organização criminosa tem tempo suficiente para calar mulheres, cobrir rastros, queimar provas e se preparar. A inércia e a demora da Polícia Federal, propositais ou não, acabaram por favorecer os criminosos e é preciso correr atrás do tempo perdido.

    Entre as garotas de programa cooptadas estavam refugiadas ucranianas. Esse fato reforçou a denúncia que já venho movendo em conjunto com a organização ucraniana La Strada na Procuradoria-Geral da República da Ucrânia. Anexamos à denúncia a reportagem do UOL traduzida ao inglês, na qual as mulheres refugiadas são referidas como "escravas". Já os garotos de programa, presentes em menor número, eram referidos como "macacos".

    Os diálogos são de vomitar. A reportagem revela investimentos em uma agência de modelos de fachada. Além disso, descreve uma estrutura para cooptar e reunir mulheres jovens, referidas nos diálogos como "a creche".

    Sobre o tráfico humano, um ponto central da reportagem é o relato sobre uma jovem refugiada ucraniana. Segundo as mensagens, sua cidade estava sendo bombardeada e a mãe enviava áudios dos ataques. Um funcionário de Vorcaro escreveu que a havia mantido no Brasil quando ela pretendia buscar refúgio na Itália. Em seguida, sugeriu incorporá-la à rede de prostituição. "Gata e novinha!", disse ele.

    A jovem era chamada de "Mucilon", em referência ao cereal para bebês e crianças. Prestes a completar 19 anos, ela foi preparada pelo funcionário para o "debute" na prostituição pelas mãos do banqueiro falido, este em possível incorrência de favorecimento à prostituição (art. 228 do Código Penal). A referência infanto-juvenil nos diálogos acompanha expressões como "doutrinada" e "obediente".

    O artigo 149-A do Código Penal, introduzido pela lei 13.344, de 2016, que define o crime de tráfico de pessoas, prevê fraude ou abuso entre os meios empregados para cometer o crime. O Protocolo de Palermo, promulgado no Brasil em 2004, inclui o abuso de situação de vulnerabilidade na definição de tráfico de pessoas. Também estabelece que o consentimento da vítima é irrelevante quando empregados os meios previstos no tratado.

    Dito isso, qual era a liberdade concreta de jovens cujo país estava sendo bombardeado e cuja permanência no Brasil dependia dos homens que organizavam as festas? Quando um organizador diz que "segurou" uma jovem, o que ele fez? Sem condições de voltar para casa, quais alternativas reais ela tinha para recusar as exigências desses homens? As mulheres precisam ser ouvidas e protegidas.

    Já os homens, sejam eles reeleitos ou não, candidatos à Presidência da República ou presidente de corte superior do Judiciário, devem ser investigados e, havendo provas de sua responsabilidade criminal, processados e punidos. Como já dito em colunas anteriores, é passível de responsabilidade o funcionário público que "consome" mulheres proporcionadas por um banqueiro corruptor.

    Enquanto humilhavam mulheres refugiadas, não passou pela cabeça de nenhum desses homens a investigação na qual se encontram hoje. Mas agora é tarde e não há volta. Nós, mulheres brasileiras, não daremos um dia de paz enquanto essa infâmia não for passada a limpo e enquanto a justiça não for feita.

    UOL  

     

     

    Flávio pagou R$ 600 mil a empresa que vende nos EUA sistema de IA para manipular eleições

     EXCLUSIVO: Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil a empresa que vende nos EUA sistema de IA para manipular eleições

    "Documentos obtidos pelo Intercept Brasil detalham a oferta feita nos Estados Unidos de uma operação que incluía fazer uma coleta imensa de dados e identificar grupos de eleitores para, de acordo com o perfil de cada um, executar atividades como disseminar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e utilizar “técnicas de guerra psicológica” e métodos de infiltração para desacreditar adversários. "

    Reportagem de Laís Martins, Leandro Becker e Eduardo Goulart 

    lávio pagou R$ 600 mil a empresa que vende nos EUA sistema de IA para manipular eleições

    Jeff Beck - Goodbye Pork Pie Hat (Charles Mingus)

     

    Raposas no Quintal | Foxes in the Yard


     

    Abre o Sigilo, Flavio!

    CELLUS
     

     
     
    LADINO

     
    NANDO MOTTA
     

     
    CRISVECTOR
     

     
     
    TONI D'AGOSTINHO
     

     

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    Benito Di Paula - Violão Não Se Empresta A Ninguém (Ao Vivo)



    Onde está você com meu violão? 
    Se você chegar fora de hora
     Não deixo você desfilar no meu cordão 
    Juro que não

    IN MEMORIAM 
     
      

    Sylvan Road


     

    Um debatedor que conspira para matar o debate

     

    Mauricio Stycer


    Nenhum candidato deve ser obrigado a participar de debates, nem deve ser punido, com a exibição do púlpito vazio, por exemplo, por causa disso. Participar ou não de eventos desse tipo é estratégia eleitoral.

    Menos aceitável, na minha opinião, é participar de debates com o objetivo de desmoralizá-los publicamente. Já vimos isso ocorrer inúmeras vezes. Em 2022, o tal padre Kelmon, que não era padre, se beneficiou da legislação eleitoral para tentar descaracterizar um evento em benefício de Jair Bolsonaro.

    Em 2024, na campanha à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal usou um debate para provocar o caos e desequilibrar os adversários. Datena mordeu a isca e lançou uma cadeira em direção ao candidato.

    Datena dá uma cadeirada em Pablo Marçal em debate em 2024 - Reprodução/TV Cultura

    Superei a ingenuidade de achar que debates são necessários e úteis para o esclarecimento de ideias e apresentação de propostas. Mas não podem ser um canal de divulgação de mentiras.

    Há muito defendo a checagem de fatos em tempo real durante debates e entrevistas de caráter eleitoral. Há tecnologia disponível para fazer isso. A omissão dos canais de TV provoca um paradoxo: concessões públicas, que têm o compromisso constitucional de informar a sociedade, acabam ajudando a desinformá-la.

    A democracia fornece ferramentas para quem ambiciona destruí-la. As regras frouxas do debate na Band, no último domingo (18), permitiram que Flávio Bolsonaro (PL), em vários momentos, conseguisse desmoralizar o evento.

    No caso, na semana passada, das duas entrevistas à Globo dos candidatos, o problema foi de outra ordem.

    Lula e Flávio Bolsonaro no debate na Band - Eduardo Knapp - 18.out.26/Folhapress

    A emissora escalou Renata Lo Prete, a sua repórter e apresentadora mais bem aparelhada em matéria de política e jornalismo na TV, para questionar Lula e Flávio Bolsonaro.

    O tom de inquirição quase policial usado por Renata Vasconcellos e Cesar Tralli nas entrevistas com seis candidatos em agosto deu lugar, agora em outubro, a embates civilizados, dentro da boa prática do jornalismo.

    Renata fez perguntas objetivas sobre questões muitas vezes incômodas, apontando contradições ou omissões dos candidatos. Deu espaço para a exposição das respostas, tolerou algumas tergiversações e, em alguns casos, frisou detalhes do que Lula e Bolsonaro disseram, buscando não restar dúvida sobre as suas afirmações.

    Experiente e segura, Renata se portou de forma tranquila e educada, sem alterar o tom de voz diante dos dois candidatos. Ainda assim, os resultados das duas entrevistas de 40 minutos foram radicalmente diferentes.

    Dois apresentadores sentados em cadeiras giratórias em lados opostos de uma mesa triangular em estúdio com fundo azul e a palavra 'ELEIÇÕES' ao centro.
    Lula na sabatina com Renata Lo Prete, na TV Globo - Manoella Mello/Divulgação TV Globo

    Renata perguntou sobre vários pontos incômodos para Lula, como rejeição, segurança, redução da maioridade, STF, direção da PF, relações de Lewandowski com Vorcaro, entre outros. Em alguns tópicos, ele não foi objetivo nas respostas, mas se ateve ao roteiro da jornalista.

    Flávio Bolsonaro, ao contrário de Lula, ignorou o roteiro da entrevistadora. Olhando para a câmera, e não para Renata, o candidato se dedicou a criticar e ofender o adversário, discursando sobre temas que não tinham nenhuma relação com as perguntas.

    Várias vezes Renata cobrou que Bolsonaro falasse de "fatos verificáveis", sugerindo que o candidato estava divulgando mentiras, mas não conseguiu evitar a propagação de muitas fake news.

    Mais grave, a cúpula da Globo recebeu Flávio Bolsonaro para almoçar algumas horas antes da entrevista. Não se divulgou o conteúdo de "visita institucional", mas o gesto deixou muita gente em dúvida sobre a isenção da emissora.

    FOLHA

    Empate Técnico



    GILMAR

     

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    Ella Fitzgerald MacK the Knife Live in Berlin (Weill - Brecht)

     Oh, the shark, babe, has such teeth, dear

     And it shows them pearly white

    Just a jackknife has old MacHeath, babe

     And he keeps it out of sight

    segunda-feira, outubro 19, 2026

    Raposas no Quintal | Foxes in the yard


     

    Meu partido é o Brazil

     
    CAU GOMEZ 

     

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    Debate (sic) ocorreu e, como previsto, deu lama. Pronto, estão satisfeitos?

     

     

     LEONARDO SAKAMOTO 

    Sou contra fingir normalidade onde ela não existe. Por vezes, sinto que nós tocamos violino enquanto o Titanic afunda - com a diferença que os músicos tentavam tornar a tragédia mais leve em 1912 e nós estamos jogando purpurina em cima da titica em 2026.

    O debate (sic) entre Flávio Bolsonaro e Lula, na TV Bandeirantes, reforçou o que venho repetindo aqui feito um suricato com cãibra: o formato morreu. Ele ainda serve para dar audiência aos veículos de imprensa, que transmitem, relatam e analisam, e como estúdio gratuito de produção de cortes de vídeos pelas campanhas. As torcidas dos candidatos acompanharam excitadas, mas quem tinha mais o que fazer, ficou enjoado e mudou de canal.

    A ascensão da extrema direita em todo o mundo, somada à migracão do epicentro do debate público da TV para as redes sociais e aplicativos de mensagens, deveria ter alterado também a estrutura dos debates. Mas isso não aconteceu. E agora muitos fazem beicinho de reprovação quando o show grotesco de ontem já eram favas contadas.

    Privilegiar o confronto direto em uma eleição ultrapolarizada com um candidato de extrema direita que opera como um "moleque", na definição perfeita de José Roberto Toledo, no UOL, é pedir para a coisa degringolar. Vai ter audiência, óbvio, mas não significa que servirá para alguma coisa.

    Além disso, os mediadores de debates, jornalistas muito bem preparados, acabam se tornando bedéis da insanidade alheia devido a regras engessadas aprovadas pelas campanhas, quando poderiam pressionar os candidatos, não deixando que fugissem das questões e desmascarado mentiras com a ajuda de checadores de fatos em tempo real.

    O contexto dos debates hoje não é igual ao de dez, 20 anos atrás. Por isso, Flávio teria vantagem e poderia dar uma chave de braço em seu adversário. Ele mente com facilidade e frequência, e, mesmo canastrão (nunca soara autêntico como seu pai) tem desenvoltura e melhor relação com as câmeras. Lula se perdeu várias vezes e ficava irritadiço ao cair em provocações. Mas a chave de braço não aconteceu, culpa da falta de respostas de Flávio (repetindo a tática evasiva que havia adotado na sabatina do Jornal Nacional), somada à agressividade e à soberba.

    Por isso, o melhor momento foi quando Lula convidou o adversário a quebrarem juntos seus sigilos bancário e telemático. Flávio, claro, não aceitaria porque sairia de lá preso.

    Mas, olha lá, eu tentando jogar minha pitada de purpurina na titica.

    Porque é irresistível entrar na discussão sobre quem ganhou, quem perdeu, quem acertou o golpe mais baixo e quem saiu com a cara mais amassada. É exatamente essa a armadilha. Enquanto discutimos o desempenho dos candidatos, deixamos de discutir por que ainda aceitamos um formato que premia a mentira, a provocação e a capacidade de transformar a política em um espetáculo de quinta.

    No fim, os veículos enchem seus espaços e faturam, as campanhas produzem seus cortes, as torcidas comemoram e os analistas distribuem medalhas. O eleitor, coitado, continua sem respostas.

    E nós seguimos no convés do Titanic. Mas não se preocupem, temos muita purpurina.

    UOL 

    ‘A Meta está sabotando as eleições’, diz Letícia Cesarino

     

     ENTREVISTA: ‘A Meta está sabotando as eleições’, diz Letícia Cesarino

    "Esses ambientes digitais são uma camada paralela da realidade que atravessa a vida offline. Ela está junto da vida real, mas não segue a mesma lógica da vida real. Há um aspecto de simulação, de fantasia, e para a maioria dos usuários esse caráter simulado das plataformas – que são, por desenho, ambientes de manipulação e de influência – não está claro por causa de alienação técnica.

    No começo, eu abordei que as plataformas fazem colapsar as diferenças entre público e privado, fato e ficção. Agora, estamos num contexto de englobamento do real pelo digital. Simulações e fantasias que se consolidaram no digital estão se materializando na vida real. É quase um parasitismo, uma colonização."

    leia entrevista feita por Eduardo Lima 

    ‘A Meta está sabotando as eleições’, diz Letícia Cesarino

    Benito Di Paula - Retalhos de Cetim (in memoriam)



    Mas chegou o carnaval
     E ela não desfilou
     Eu chorei na avenida, eu chorei
     Não pensei que mentia a cabrocha
     Que eu tanto amei

     

    John Coltrane - Alabama (Live at Birdland)

     

    John Coltrane - tenor saxophone ; 

    McCoy Tyner - piano ; 

    Jimmy Garrison - bass ;

     Elvin Jones - drums.

     Written by John Coltrane. 

    Raposas no quintal | Foxes in the yard


     

    Ei, meu amigo Charlie



    RENATO LIMA

     

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    O debate da Band em dez pontos -

     

    " A EMISSORA CRIOU UM NOVO FORMATO, de blocos de livre enfrentamento entre os candidatos. É algo interessante, pois desengessa o padrão de pergunta-resposta que, em geral, impede a controvérsia real. É um avanço, porém arriscado;"

     leia a analise de Gilberto Maringoni*

    Gilberto Maringoni: O debate da Band em dez pontos - Viomundo

    SPENCER DAVIS GROUP "Gimme Some Lovin" 1966

     

    The Lucas Museum’s Architect Wants to Help You Escape From Reality

     

     "By weaving nature, futuristic design and feeling into the urban core, Ma hopes to help overturn expectations for cities where boxes, grids and barriers are the norm. The heart of MAD’s approach is freedom: Freedom of movement, freedom from the humdrum, and freedom from rigid expectations of what should surround us.

    “People need to mentally escape from reality,” Ma said. “Architecture can help.”"

    READ REPORT BY SAM LUBELL  

     

     

    domingo, outubro 18, 2026

    The President Can’t Handle the Truth

     A double exposure of President Trump speaking at a live event.

    Jamelle Bouie 

    Can President Trump distinguish truth from fiction? Does he know what is real and what is the product of a computer program?

    One wants to believe that the president of the United States, cloaked in immense power, understands the difference between reality and fantasy. One would hope, given the terrible stakes of his decision making, that he has the capacity to understand and internalize objective reality, even if he does not like it.

    But then consider the past week of presidential activity. Last Friday, the president announced a “historic” deal with the interim government of Venezuela to give the United States direct control over a huge portion of the nation’s proven oil reserves.

    “At my direction, Secretary of State Marco Rubio, and Secretary of War Pete Hegseth, working closely with Highly Respected Interim President of Venezuela, Delcy Rodriguez, and, through a partnership with private business, have secured majority U.S. control of more than 65 BILLION BARRELS of proven Oil Reserves in Venezuela, at no cost to the American Taxpayer,” the president wrote on Truth Social. Trump contends that this will lead immediately to low gas prices.

    Except, of course, that it won’t.

    Behind the boast lies a murky arrangement that leaves us with a host of unanswered questions. Venezuela’s oil infrastructure is in disrepair — who will restore the nation’s actual capacity to extract and refine oil? Who will pay for it? And given the current instability of Venezuelan politics, including the uncertain role of the United States as imperial caretaker after it deposed President Nicolás Maduro, what are the odds that this deal lasts beyond Trump’s time in office? Will American companies risk billions on the hope that this arrangement will outlast his administration? And perhaps most relevant to the president’s political standing, when, if ever, will this deal lower the price at the pump?

    These are basic concerns. There is no indication they have ever reached Trump’s mind. And even if someone did raise these issues, his effusive and ebullient announcement suggests that he paid little attention to those concerns. He wants the deal to be great, so it is — the power of positive thinking. (And Norman Vincent Peale was, in fact, a major and formative influence on Trump.)

    Even more unsettling, on the question of the president’s interest in objective reality, is his use of artificial intelligence.

    On Sunday, the president posted an A.I.-generated video of the destruction of Kharg Island, an Iranian stronghold. “Kharg Island being blown to smithereens!!!” he wrote. The post came shortly after the United States military resumed its attacks on Iranian forces. We also know that Trump does not like to receive traditional briefings about American operations in the region. Instead, he is shown a brief highlight reel of destruction, what one official described as “stuff blowing up.” For the record, the most recent Kharg Island bombing was in April.

    One would like to assume that Trump can distinguish between footage of actual combat and A.I.-generated propaganda. But can he? For his part, Trump shared the Kharg Island video as if it were real. And it is not as if the president has ever acknowledged the reality of his war in Iran. For six months now, he has said the same thing: that the Iranian military has been destroyed, that the United States controls the Strait of Hormuz, that Iran’s surrender is just over the horizon and that both peace and American victory are imminent.

    Are these lies, or does he believe them the same way he believed that the crowd at his first inauguration was larger than the one in 2009? Or is he, again, trying to change reality through the power of positive thinking?

    There is one other recent set of moves that raises similar questions about the president’s ability to grasp objective reality: his strategy for the upcoming midterm elections. By any measure, Trump is brutally unpopular. His average approval rating has sunk to the mid-to-low 30s, he is underwater on virtually every issue — including immigration and inflation, the ones that brought him to office a second time — and the public disapproves of most of his schemes and stunts, such as his pathetic move to rename Lake Ontario to spite Canadian leaders. He has dragged down Republicans in the House, who are projected to lose their majority, and is dragging them down in the Senate as well, where a once-favorable map has turned sideways as Democrats make headway in Republican-led states such as Texas, Alaska and Ohio.

    In these circumstances, the typical president would keep his distance from his co-partisans in the legislature, mindful of the way his presence might harm their odds. Not Donald Trump. He is practically forcing them to stand by his side at a “midterm convention,” where they will defend him and his record to the country at large. This is pure political malpractice. But Trump can’t see it. He is one of the most toxic people in American politics right now, but he is behaving as if he were on the brink of a landslide victory granted to his party by voters grateful for a productive and successful administration.

    His White House ballroom, now rubber-stamped by the Supreme Court, and his proposed monuments — even his commemorative coin — all reflect the same belief: that he is the greatest and most popular person to ever serve as president, maybe the most popular person to ever live. (It is not hard to imagine Trump telling the world that he is “more popular than Jesus.” He’s practically said as much.) He even shared an image ranking himself above George Washington and Abraham Lincoln, among others, as the greatest president of all time.

    Trump exists in a world where he can do no wrong. Where he is loved by the people and feared by his enemies. His deals never fail, his wars are overwhelming victories, and his party is on the march to another majority.

    It is, again, the power of positive thinking.

    The problem is that this relentless — almost religious — positivity leaves you ill prepared to deal with crisis. And the presidency is a job defined by crisis, either sudden or of your own making. Trump’s unusual relationship to the objective world leaves him dangerously unable to pivot, shift gears or change course. It is not that he thinks he can steer around the iceberg; it’s that he doesn’t believe it is there in the first place, even when it is staring him in the face.

    Taken together, it all adds up to a mounting political disaster for the president and his allies — and an actual, material disaster for the rest of us.

    THE NEW YORK TIMES  

     

    Clara Nunes - Que Sejas Bem Feliz (Cartola)

     

    Eu aqui ficarei
    Por você rezarei
    Todas as tardes
    Ao bater, Ave-Maria

    Que seja bem feliz
    E leve-me na mente
    Que cresçam suas glórias
    E as minhas lágrimas contentes



    CHRISSIE HYNDE & JAMES WALBOURNE: - BLIND WILLIE MCTELL (Bob Dylan)

     


    Well, I heard that hoot owl singing As they were taking down the tents The stars above the barren trees Were his only audience Them charcoal gypsy maidens Can strut their feathers well And I can tell you one thing Nobody can sing the blues Like Blind Willie McTell



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