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  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    terça-feira, junho 30, 2026

    South Norwood


     

    segunda-feira, junho 29, 2026

    Senhor Delegado - Germano Mathias

     

    Senhor delegado
    Seu auxiliar está equivocado comigo
    Eu já fui malandro
    Hoje estou regenerado

    Os meus documentos
    Eu esqueci, mas foi por distração (comigo não!)



    4 X Praça Mauá





     

    Blood, Sweat & Tears - You've Made Me So Very Happy

     



    IN MEMORIAM DAVID CLAYTON-THOMAS You made me so very happy I'm so glad you came into my life

    Brasil x Japão

    ADNAEL




    SERI





    AMORIM





    FRAGA



    DUKE



    FRED 

     

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    For Iran, nothing is as it seems at this World Cup: ‘We have to fight against everything’

     

     “Perhaps a team can advance from a group, but only through fairness and honor can one stand tall before history,” it continued.

     
    READ REPORT BY SIMON HUGHE

    For Iran, nothing is as it seems at this World Cup: ‘We have to fight against everything’ - The Athletic

    Imagens da Terceira Rodada

    FRAGA
     

     
    JBOSCO
     

     
    JBOSCO
     

    FRAGA
     

     

    World Cup knockout bracket predictions: Picking the biggest shocks, best games and winners

     

     

    "After 72 World Cup group stage matches the bracket is set and the pursuit of the game’s biggest prize just got serious.
     
    It’s knockout football from here with all three host nations still standing and stars including Lionel Messi, Kylian Mbappe, Erling Haaland and Harry Kane firing in goals.
     
    So, who is the best team left? Who is going to be in the final? Who are the best fans? The best player? Where will the shocks come? And who is going to win it?"

    World Cup knockout bracket predictions: Picking the biggest shocks, best games and winners - The Athletic

    domingo, junho 28, 2026

    Ronaldo, Messi and the question that haunts sporting superstars: When do you stop?

     

     

    "“Letting go can be extremely hard: there will be no more days in the sun, special moments that are hard to replicate outside the game — and, most of all, the camaraderie. The banter, the brotherhood or sisterhood. And if you’re an elite player, you know you can dig deep to find that something special. At least you think you can. But can you?”"
     
    read article by Philip Buckingham

    Ronaldo, Messi and the question that haunts sporting superstars: When do you stop? - The Athletic

    Tim Maia "O Descobridor dos Sete Mares"

     

    IN MEMORIAM MICHEL

    Pois bem, cheguei
    Quero ficar bem à vontade
    Na verdade, eu sou assim
    Descobridor dos sete mares
    Navegar eu quero

    2 gatos e um pinguim | 2 cats and a penguin


     

    Are England’s key players finding form? Re-ranking the 48 World Cup teams after day 17

     

     

    Are England’s key players finding form? Re-ranking the 48 World Cup teams after day 17 - The Athletic

    Bobby de Carlo - Tijolinho (in memoriam)

     



    Você é meu amorzinho Você é meu amorzão Você é o tijolinho Que faltava na minha construção É verdade... É verdade...

    Crônicas de Marechal atam passado e presente do Rio



    "Surge ali a dupla Romeu e Julieta, casal de cisnes assassinado no Parque Guinle. Um bem-te-vi famoso por ser antitabagista e arrancar os cigarros dos passantes no Catete. E um homem que vende roscas gritando pela região: "Três reais para comer a minha rosca! Gente, a minha rosca é larga e doce!"

    Também aparecem os personagens que ajudaram a escrever a história da cidade. Como Cartola, que sumiu da Mangueira para viver um amor que ninguém sabe quem era. E Carlos Cachaça, grande parceiro do sambista, que se recusa a revelar o segredo mesmo diante da insistência de Marechal em uma entrevista —diz que o amigo lhe aparecia em sonhos cobrando a promessa."


    leia resenha de MaURICIO MEIRELES

    Crônicas de Marechal atam passado e presente do Rio - 26/06/2026 - Ilustrada - Folha

    sábado, junho 27, 2026

    Arap Strap - Sleepers

     

    Now this is my last chance to turn and go homeOnly seconds left before the doors closeI stand in the doorway, my bag left behindI look for light, a whistle blows


    neblina


     

    Rosa e os demônios encarnados


    SERGIO LEO PEREIRA

    Alguns olhos de hoje podem se incomodar, como incomodou-se o poeta Manuel Bandeira, com o aparente conservadorismo de Rosa no tratamento da perturbadora paixão entre os dois jagunços

    O local era uma das charmosas livrarias descoladas de Brasília; a noite, dedicada a um intelectual prestigiado, doutor Ítalo Moriconi, e seu livro saboroso, um guia para a leitura de Grande Sertão – Veredas, de Guimarães Rosa. Vivemos tempos de Rosa, alvo de recente biografia, do jornalista Leonêncio Nossa, e que terá outra publicada em breve, pelo professor da UnB Gustavo Castro. E tem festa na mesma livraria Platô, na Asa Sul, neste sábado, celebrando exatos 118 anos de nascimento do escritor.Leonêncio, aliás, preside um encontro, também amanhã, no Sebinho, na Asa Norte, dedicado ao Grande Sertão, que faz 70 anos.
    A comemoração na Platô terá conversa com um grupo enriquecido por doutores de literatura. Quem mais conheço nesse time é um jornalista, José Rezende Jr., escritor premiado com um Jabuti, que, há trinta anos, tevea valentia de publicar, neste Correio Braziliense, entrevista, usando a linguagem do entrevistado, com o sertanejo que inspirou o personagem Manuelzão, de Rosa.
    Na palestra de Moriconi, gemia uma pobre moça perto de mim, curiosa pelo livro, que nunca havia terminado de ler. Ela conhecia, claro, o spoiler mais famoso do Grande Sertão: que Reinaldo, ou melhor, Diadorim, é na verdade, uma mulher. Mas, que Riobaldo largou tudo e virou fazendeiro? Ai, gemia a moça, com medo de a revelação tirar parte do gosto da leitura. Diadorim morreu? Outro ai.Moriconi dava spoilers, mas tranquilizava. Como diz o próprio Rosa/Riobaldo, já no finzinho do livro (outro spoiler), aprender-a-viver é o próprio viver. Ler essas quase 600 páginas de veredas vale pelo caminhar por elas.O final não é o fim, afinal.
    Alguns olhos de hoje podem se incomodar, como incomodou-se o poeta Manuel Bandeira, com o aparente conservadorismo de Rosa no tratamento da perturbadora paixão entre os dois jagunços, ao fazer, de um deles, mulher. Mas essa ambiguidade não deixa de ser atualíssima, argumenta Moriconi, se concluímos que Diadorim é um personagem contemporâneo demais da conta: um homem trans. Capaz de conquistar seu caminhoe defender seu amor enfrentando provas de machulência, como faz ao cobrir de pancada o jagunço que ousa fazer insinuações sobre a relação carinhosa entre os recém-chegados Reinaldo e Riobaldo.
    O afeto não tem sexo. Ninguém sabe direito qual seria a relação da viúva de Hermógenes, vilão odiado, por Diadorim, que ela preparou para o enterro, revelando a Riobaldo que já conhecia o segredo do falso Reinaldo...Mas, confesso, nonada era isso que eu ia comentar nessa crônica.
    Ao adentrar essas veredas, pretendia contestar Riobaldo, para quem o diabo não existe. O capeta existe, sim; e são os outros, como já dizia um francês. E estava visível naqueles que, na conversa com Ítalo Moriconi, semana passada, na hora das perguntas, encarnaram o demônio do ladrão de palestra. Este ser infernal que, na disposição de uma plateia passiva, decide que teria mais a falar do que o convidado estrela da conversa. Como havia desses, naquele dia!
    Dois personagens, de roupa difícil de avaliar se desconstruídas pela boêmia alternativa ou pela dura realidade da situação de rua, iniciaram a sessão de perguntas sem perguntar; mas com fortes opiniões sobre Rosa. As barbas mal feitas e os cabelos despenteados pareciam indicar a existência de uma insuspeita comunidade de literatos vagantes pelas áreas públicas da capital.
    Um deles, um tanto desconexo, poderia estar falando de James Joyce, ou de Paulo Coelho. Seguiu-se um engravatado, que rezou em voz alta sua devoção a Rosa e contestou, em tom de autoridade, as opiniões do escritor razão do encontro. Mas fiquem os ladrões de palestra em seu vagar. Como Riobaldo, conto menos do que foi, para em dobro não contar. Assim seja que aos leitores uma ideia se faça. Eu mesmo já não acerto o mote disso, já dizia o Rosa; viva ele




    Crônicas de Marechal atam passado e presente do Rio ]

    Crônicas de Marechal atam passado e presente do Rio - 26/06/2026 - Ilustrada - Folha



    sexta-feira, junho 26, 2026

    Loredano – A Pedra do Sal


    Porque existiu ali, quando era à beira-mar, um trapiche para desembarque e depósito de sal, ficou se chamando Pedra do Sal a velha subida da Prainha ou do Quebra-bunda, um dos acessos do Morro da Conceição, no centro do Rio de Janeiro, A Pedra é hoje um trecho da rua Argemiro Bulcão, cuja primeira quadra para o lado da Baía de Guanabara , foi em 2021 rebatizada de rua Tia Ciata, a mais famosa das matriarcas baianas da Pequena África da cidade. A dois passos dali, na atual avenida Barão de Tefé, esteve o nefasto Cais do Valongo, onde, a partir de 1811, desembarcaram na cidade os últimos 500 mil escravizados a ela chegados. Nessa área, o bairro da Saúde, tornada região portuária no início do século 20, fixou-se aquela primeira Pequena África onde se criaram os primeiros grêmios carnavalescos. Universo que depois se transferiu, inclusive Ciata (Hilária Batista de Almeida) para o entorno da famosa Praça Onze de Junho, para além dos morros da Conceição e da Providência

    mais Loredano e Flavio Pinheiro no PASMADO


    'Desculpa' de Flávio Bolsonaro traz críticas a Michelle nas entrelinhas

    Desculpa de Flávio Bolsonaro traz críticas a Michelle nas entrelinhas 

    LEONARDO SAKAMOTO 

    Leia o texto de Flávio Bolsonaro quantas vezes quiser. Em nenhum momento ele está realmente preocupado em se desculpar com Michelle Bolsonaro que, ontem, divulgou um vídeo-bomba acusando o enteado de tê-la maltratado, tratado como idiota e apunhalado. O que está lá é um produto de assessoria em modo de controle de danos, postado depois que os vídeos da ex-primeira-dama viralizaram e começaram a custar votos. Não é uma mensagem para a madrasta, mas para o eleitorado que Flávio precisa para se viabilizar como candidato. Pelo contrário, ele faz críticas a ela nas entrelinhas.

    Uma desculpa genuína começa com reconhecimento claro do erro. Já o texto de Flávio, postado nas redes sociais, começa com um currículo de bom comportamento: "Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei, maltratei ou humilhei uma mulher na minha vida..."

    A frase-chave é esta: "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas." Primeiro ele nega o ato. Depois condiciona o pedido de desculpas a uma hipótese que ele mesmo acabou de rejeitar, jogando para o ofendido a responsabilidade por ter criado o constrangimento.

    É o equivalente político de dizer "me desculpe se você se sentiu ofendido", um clássico não-pedido-de-desculpas que nós, homens, adoramos usar para parecermos magnânimos sem abrirmos mão de ter razão. Quantas mulheres já ouviram isso?

    Michelle, no vídeo, foi direta, não foram palavras vagas. "Ele me desrespeitou e me maltratou." Chamou o episódio de "punhalada", em português claro, traição. Disse que o senador sugeriu que ela ficasse fora das decisões do partido porque não entendia nada de política. Logo ela, que preside o PL Mulher, mobiliza uma campanha nacional de filiação ao partido, organiza candidaturas de mulheres e é o maior ativo eleitoral da família junto ao segmento evangélico. "Me tratam como idiota", disse. Tudo aquilo que a mulher pobre, eleitorado numeroso, sente na pele todos os dias.

    Diante de acusações específicas vindas de alguém que conviveu de perto com o senador, Flávio respondeu com um textão de LinkedIn.

    O seu post tem uma estrutura técnica precisa. Primeiro, o tal currículo com humanização. Segundo, credencial de caráter ("24 anos de vida pública e sou reconhecido pelo meu equilíbrio"). Terceiro, negação suavizada do ato (a tal desculpa que não é desculpa). Quarto, inferir um descontrole emocional em Michelle ("entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça" e "eu também sofro, mas sigo firme", ou seja, ela não).

    Quinto: reposicionamento como "o escolhido" e a verdadeira vítima ("viajando o Brasil carregando o manto que meu pai me deu, passando dias longe de casa, da minha esposa, das minhas filhas, sem poder orar e dar um beijo nelas antes de dormir, sofrendo ameaças de morte"). Sexto, diluição no inimigo comum: Lula e o PT. Sétimo, gesto performático de boa vontade: um convite a Michelle à reunião de "lideranças femininas conservadoras" com Damares Alves. Como eu disse, é um roteiro de manual de crise, não um gesto humano.

    A menção à senadora não é acidental. Primeiro, ela é amiga de Michelle e Flávio quer mostrar que está com ela. Mas também é a senha para o eleitorado específico que está em risco: mulheres conservadoras, cristãs, que admiram Michelle e que podem simplesmente decidir não votar em Flávio. Damares é o ponto. O convite para a participação de uma reunião para construir "o melhor plano de país para as mulheres" é apenas a distração. E o convite à Michelle (com direito à revelação de uma mensagem que teria sido enviada por ele para ela) é o gesto calculado para fazer a ex-primeira-dama parecer a intransigente da história.

    Pense na mecânica disso. Flávio liga para Michelle, ela não atende. Flávio manda mensagem, ela não responde. E isso vira, no texto dele, prova de que ele tentou e foi ela quem recusa o diálogo. Que ela publicou o vídeo mesmo depois de um gesto de reconciliação que ele fez "de coração aberto". A narrativa muda: ele passa de acusado a abandonado. É uma inversão de protagonismo executada com técnica.

    O objetivo do texto não era se reconciliar com Michelle. Era se reconciliar com as pesquisas eleitorais.

    Há ainda o recurso ao sagrado quando ele diz que sua missão é "um projeto de Deus para o nosso país" ou quando aponta que pede "a Deus sabedoria, saúde, força e coragem para fazer a sua vontade". Para o eleitorado evangélico, isso não é conversa fiada. É sinalização de pertencimento, o código que diz: sou um de vocês, estou numa missão maior, não me julgue pelos olhos da política miúda.

    E o "viajando o Brasil carregando o manto que meu pai me deu"? Ali está outra âncora da construção. Flávio não está pedindo votos para si. Está se apresentando como continuidade de Jair Bolsonaro. Diante dele ter sido "o escolhido", o conflito com Michelle ganha outro significado para os seguidores. Porque quem ataca o herdeiro ataca o patriarca.

    Michelle fez os vídeos para, segundo ela, responder aos ataques de aliados do enteado por não estar participando ativamente da campanha. Afinal, se ela não estava entendendo nada, melhor ficar quieta. Pode-se concordar ou discordar com ela em muitas coisas. Mas o vídeo dela, que foi calculado, planejado, pensado e ensaiado, não tem a frieza do texto de resposta de Flávio. Foi feito na temperatura de alguém que decidiu falar o que sente, com as consequências que isso tem dentro de uma família que é também uma máquina política.

    Textos de desculpas reais são desconfortáveis de escrever, pois renunciam ao controle da narrativa e colocam quem escreve em posição de vulnerabilidade. O post de Flávio Bolsonaro não faz nada disso. Ele está no controle o tempo todo e cada parágrafo serve a um propósito eleitoral identificável. Isso não é uma crítica moral ao personagem, mas uma leitura do documento. E o documento diz, com clareza, que Flávio Bolsonaro não escreveu para Michelle Bolsonaro. Escreveu para as urnas.

    Em tempo: Logo após Michelle soltar o vídeo, Flávio postou outro, pueril, vestindo a camisa da seleção brasileira, em que dizia que era "dia de jogo" e que "hoje, nada nem ninguém me aborrece". Lembrou quando ele negou que tinha pedido milhões a Daniel Vorcaro — para ser desmentido por si mesmo logo depois. Agora, ele estava ganhando tempo enquanto sua equipe escrevia aquilo que ele deveria, com sinceridade, postar.

    UOL

     

     

     

     

     

    Casimiro, o ex-amigo revolucionário

    Homem de barba e óculos veste terno escuro e segura troféu dourado com as duas mãos em palco com iluminação azul e vermelha.
     


    Tati Bernardi


    A nova febre das redes sociais é lamentar que o streamer e empresário Casimiro Miguel não é mais o "amigão do sofá", tampouco o revolucionário que esperávamos.

    Eu só assisto a futebol durante a Copa do Mundo, portanto conheci Casimiro quando ele começou a fazer reacts de casas de milionários. Do seu quartinho mambembe, Cazé ria de vídeos com salas suntuosas e sofás impecavelmente brancos que cachorros não podiam sujar.

    Esperava-se que o sujeito que peitou o monopólio da Rede Globo, emissora que se consolidou apoiando a ditadura militar, só poderia atuar como um grande líder "contra o sistema" e a favor dos pobres e oprimidos (esses mesmos que hoje ele ajuda, enquanto enriquece desbragadamente, a se tornarem ainda mais pobres, oprimidos e viciados em bets).

    Sem a pose ensaiada e a locução formal de jornalistas consagrados e chatos (lembra quando o Tiago Leifert era o que existia de mais moderno?), o criador de conteúdo estourou quando decidiu sustentar seus pais (que estavam sem renda durante a pandemia) fazendo lives diárias e despretensiosas. Seu pai ficava preocupado: "Isso é lícito?".

    Em 2022, a Globo achou que não valia a pena transmitir a Copa do Qatar na internet, então Casimiro foi lá e comprou o direito de transmissão dos jogos. Absolutamente genial. Daí vieram as Olimpíadas de Paris em 2024 e o Mundial de Clubes em 2025. Em algum momento a Globo percebeu o que estava rolando e tentou copiar, mas não deu certo. Aliás, nada que a Globo vem forçosa e sofridamente fazendo para parecer "divertida" chega aos pés do que Diogo Defante faz apenas por ser ele mesmo.

    Sempre simpatizei com o Casimiro, por isso cogitei encontrar um jeito de defendê-lo. Primeiro, responsabilizando o Congresso Nacional, que legislou e autorizou as bets em 2018 (o que mudou em 2023 parece não ter resolvido o problema). Depois, tentando pulverizar a demonização: Galvão Bueno se diz um "vendedor de emoções" e tá lá anunciando bets. Por fim, argumentando que, sem o apoio da publicidade, não se faz nem um canal sobre literatura. Mas a verdade é que Casimiro se tornou indefensável.

    O problema não é descobrir que nosso ex-amigo revolucionário é ambicioso e abraçou gostoso o capitalismo. O problema também não é a publicidade em si: as campanhas da Lego ("Everyone wants a piece") e da Nike ("Rip the script") são brilhantes e não fazem ninguém perder a sanidade mental, a moradia e até a própria vida.

    O problema é saber que os 35 milhões de inscritos na CazéTV têm sido induzidos ao erro da forma mais torpe que existe. Não basta a exposição ininterrupta à publicidade das casas de apostas, agora o "call to action" vem no meio da frase de um comentarista esportivo. É como se o William Bonner te estimulasse a apostar em cavalos enquanto narra que o Flávio Bolsonaro foi grosseiro com a madrasta.

    Detalhe: indução ao erro não é crime só na opinião de parlamentares do PSOL, mas dentro das regras do mercado financeiro.

    E a gente faz o quê? Deixa de se emocionar com o futebol? Jamais. Eu sigo aqui, chorando com o técnico de Curaçao, a mãe do Matheus Cunha e o pai do Endrick. Sigo vibrando com os dribles do Vini Jr., com a música "Wonderwall" sendo cantada pela seleção e pela torcida da Inglaterra e com o eterno Ferris Bueller do nosso lado.

    Esta é a Copa das Bets, mas é também a primeira Copa que aplica a Lei Vini Jr. contra ofensas racistas e xenofóbicas. É também a primeira Copa em que minha filha torce por seu país e grita "Foi pênalti" a cada passe de bola.

    Eu tenho certeza de que o Casimiro ainda se emociona com tudo isso também.

    FOLHA

    South Norwood


     

    AFRICA – HACKNEY COLLERY BAND (Toto)

     

    Moderação, responsabilidade, parcimônia e consciência

    CRISVECTOR 
     
     

     

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    Call the Shrink

      

    "I remember when Woodward and Bernstein’s description in Final Days of Nixon wandering the halls of the West Wing late at night having drunken conversations with the portraits of FDR, Jefferson and Lincoln, seemed such an inconceivable account of a president who’d lost his marbles that many people assumed they’d made it up"

    more by JEFFREY ST. CLAIR  

    Dollar Brand (Abdullah Ibrahim) - African Herbs

     in memoriam



    neblina


     

    Amorim vê Brasil x Escócia

    AMORIM








     

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    David Bowie - Round and Round (Chuck Berry)

     


    They say the joint was rockin'Goin' 'round and 'roundYeah, reelin' and rockin', what a crazy soundWell, they never stopped rockin', 'til the moon went down

    quinta-feira, junho 25, 2026

    neblina


     

    Brasil 3 x 0 Escócia

    MARIO ALBERTO
     

     
     

     
    DUKE
     

     
    JBOSCO
     

     

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    BR Blood, Sweat & Tears - Spinning Wheel

     

    in memoriam David Clayton Thomas
     
    what goes up
    must
    come down
     
     
     

    Clima de Copa



    KLEBER

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    Borrachinha - Canjica no Cordeiro (Jackson do Pandeiro)

     

    neblina


     

    quarta-feira, junho 24, 2026

    Michelle joga um Dark Horse em Flávio Bolsonaro ao dizer que foi apunhalada

     

    LEONARDO SAKAMOTO


    "Ele me desrespeitou e me maltratou." Michelle Bolsonaro despachou a pré-candidatura do enteado Flávio para o hospital eleitoral sem sequer levantar a voz. A ex-primeira-dama revelou hoje que o senador, escolhido por Jair para disputar a Presidência, a tratou com agressividade depois que ela ousou discordar de uma aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará e como uma pessoa incapaz de entender e participar da vida pública.

    Chamou o episódio de "punhalada", em português claro, traição. Disse que ele sugeriu que ela ficasse fora das decisões do partido porque não entendia nada de política. Em suma, machismo. Logo ela, que preside o PL Mulher, mobiliza uma campanha nacional de filiação ao partido, organiza candidaturas de mulheres e é o maior ativo eleitoral da família junto ao segmento evangélico.

    "Me tratam como idiota", disse Michelle. E soltou uma frase coalhada de duplo sentido: "Eu sei mais do que eles pensam". 

    No ano passado, Michelle criticou publicamente a aproximação do PL do Ceará com Ciro Gomes — o mesmo que, segundo ela, chamou Bolsonaro de "ladrão de galinhas" e batizou os filhos do capitão de "ovos de serpentes nazistoides". Michelle apoiava o senador Eduardo Girão (Novo) como candidato da direita ao governo do estado.

    Também defendia que a vereadora Priscila Costa, sua aliada, seja a candidata ao Senado pelo estado, o que seria uma determinação do próprio Jair Bolsonaro. O PL, no entanto, caminhou para lançar Alcides Fernandes, pai do deputado André Fernandes, o homem forte do partido no Ceará. Michelle não engoliu.

    "Já que a aliança com Ciro é tão boa, por que André não disponibiliza a vaga de seu próprio pai? Por que só a mulher tem que ceder?", perguntou ela, no vídeo.

    A reação dos filhos de Bolsonaro foi imediata e coordenada. Flávio, Eduardo, Carlos e até Jair Renan a criticaram publicamente e defenderam Fernandes.

    Quando, finalmente, falou com o enteado pelo telefone, foi para ouvir uma patada. "Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço", disse hoje.

    Recolhimento, no vocabulário de Michelle Bolsonaro, foi uma arma. Ela não participou dos eventos de pré-campanha de Flávio, não fez posts de apoio. Ficou em silêncio enquanto o enteado tentava se apresentar como o herdeiro legítimo do bolsonarismo, sem a pessoa que talvez hoje seja o rosto mais popular desse movimento além de seu pai.

    Os vídeos divulgados hoje foram, então, gravados diante das cobranças e ataques por ela não participar da pré-campanha. Agora, o silêncio ganhou legenda que diz: Flávio me maltratou, me humilhou, me afastou. Eu o abençoei mesmo assim. Mas não vou ficar calada quando me tratam como se eu fosse idiota.

    Ela não pediu para desfazer a aliança com Ciro, não exigiu que Flávio se desculpe publicamente, não disse que vai votar contra o enteado. Revelou que foi maltratada, humilhada, menosprezada e que a tratam como idiota. Tudo aquilo que a mulher pobre, cristã ou não, eleitorado numeroso, sente na pele todos os dias.

    Flávio ainda tentava se recuperar do coice que levou quando o Intercept Brasil revelou que ganhou R$ 61 milhões do seu "irmão" Daniel "Banco Master" Vorcaro — dinheiro que seria para o filme sobre a vida de seu pai, mas a PF avalia se foi usado para Eduardo Bolsonaro conspirar contra o Brasil nos EUA.

    O público evangélico já vinha abandonando o primogênito de Jair devido ao mau cheiro exalado pelo seu Dark Horse. Agora, ganhou mais um motivo para se afastar dele.

    E a madrasta, a mulher que ele mandou ficar quieta porque "não entende de política", deu uma aula de política para o enteado, mostrando que poderá ver seus pleitos atendidos no Ceará. E que, por que não, continua sendo uma opção presidencial para o PL.

    E segue o Game of Thrones do clã Bolsonaro.

    UOL

    South Norwood


     

    Brasil 3 x 0 Haiti

    MOR
     
     

     
     
     

     
     
     

     
     
     

     

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    Das barcas à Copa do Mundo: conheça a história de Lucas Paquetá na ilha onde foi criado

     

     

     "O trajeto de barca de cerca de uma hora da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, à Ilha de Paquetá, fazia parte do dia a dia do pequeno Lucas, um menino que atravessava a Baía de Guanabara para viver seu sonho de ser jogador de futebol. O objetivo foi alcançado, e hoje esse garoto leva o nome da ilha onde foi criado nas costas da camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo. "

     leia reportagem de LEONARDO SIQUEIRA  


    Clive Davis, Hitmaking Titan of the Music Industry, Dies at 94

     

     

     "Mr. Davis’s epiphany in both music and business came at the Monterey International Pop Festival in June 1967, where the lineup included Jimi Hendrix, the Who and the Grateful Dead. Mr. Davis was particularly smitten with Ms. Joplin and her band, Big Brother and the Holding Company. The affectionate antics of the flower-child generation charmed him, but the mass commercial potential of rock made an even stronger impression.

    “I felt my spine tingle and my arms vibrate,” he recalled in the 2017 documentary. “I realized this was going to be the future. I could feel it in my bones.”

    In the years after Monterey, he brought Big Brother, Billy Joel, Bruce Springsteen, Neil Diamond, Santana, Chicago, Laura Nyro, Aerosmith and many others to the label.

    To shake up Columbia’s button-down corporate culture, he had his salesmen read Rolling Stone magazine — an act of “heresy” at the label of “My Fair Lady” and the piano virtuoso Vladimir Horowitz"

     read obit bBen Sisario

     A woman seems to hang from the neck of a balding man as he embraces her.


     


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