This site will look much better in a browser that supports web standards, but it is accessible to any browser or Internet device.



blog0news


  • O BRASIL EH O QUE ME ENVENENA MAS EH O QUE ME CURA (LUIZ ANTONIO SIMAS)

  • Vislumbres

    Assinar
    Postagens [Atom]

    Ver versão para dispositivos móveis

    Powered by Blogger

    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, junho 06, 2026

    Somos 213 milhões em ação criticando o uniforme do escrete canarinho

     


    Eduardo Affonso

    Lá se foi o Brasil, pela sexta vez, rumo ao hexa. E, em vez de nos dedicarmos a pintar asfalto, pendurar bandeirola e tirar do armário a vuvuzela, somos 213 milhões em ação criticando o uniforme do escrete canarinho. Cansados de ser especialistas em logística naval no Estreito de Ormuz, em definição de “grupo terrorista” e em escala 6 x 1, viramos fashionistas. Tudo porque o traje social da seleção divide opiniões: há quem ache feio, há quem ache horroroso.

    É que você, torcedor ingrato, não capta as referências e não entende que, em moda, o resultado é o de menos — o que importa é o conceito.

    Sim, parece que os jogadores estão de pijama — uma forma de nos lembrar que é preciso continuar sonhando em ser campeões. Mesmo numa disputa em que também estejam Espanha, França, Inglaterra, Argentina e Portugal. Sem contar Alemanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Colômbia e meia dúzia de outros sérios candidatos a nos mandar pra cama mais cedo.

    Sim, lembram internos do sistema prisional — o que sugere uma crítica subliminar à demora em políticos, juízes e gestores públicos serem agraciados com tornozeleiras eletrônicas ou introduzidos no ambiente carcerário.

    Dir-se-ia tratar-se de enfermeiros — uma forma empática e sutil de mostrar que estarão ao lado do Neymar na lesão e na entorse, na queda e na contusão. Ou talvez sejam técnicos de laboratório de análises clínicas, reforçando a ideia de que todos ali darão o sangue pela vitória.

    A fatiota pode também evocar uma convenção da firma, daquelas com treinamento de liderança, imersão em coaching e palestras sobre mindset, protagonismo e metas disruptivas para o terceiro trimestre. Pode e deve, porque é exatamente disso que se trata.

    • A foto oficial, no avião, parece ter sido feita numa oficina mecânica? Parece. A ideia daquela modelagem desconstruída, com o caban sem estruturas internas ou ombreiras, é nos dar a sensação de que a seleção passou por um processo de alinhamento e balanceamento, talvez até de cambagem. Que nada os freará no ataque e que têm tração suficiente para evitar o arrefecimento na defesa. Que a direção do elenco será firme e não haverá problema de suspensão.

    (Caso você, como eu, esteja sendo apresentado neste momento ao mundo da alfaiataria, caban é uma espécie de casaco, ali entre o blazer e o jaleco, só que mais metido a besta. É o que os jogadores estão vestindo, no lugar do bom e velho paletó.)

    Aquele look desestruturado remete, ainda, às nossas instituições cada vez menos democráticas, ao desequilíbrio entre os podres poderes da República, ao tariflávio e ao rombo bilionário dos Correios.

    Por isso, antes de reclamar do problemático uniforme, pense que a CBF poderia ter contratado a Balenciaga, e nossa pátria de chuteiras estaria embarcando de chinelo de dedo, bermuda destroyed e camiseta regata de campanha eleitoral, carregando seus pertences numa sacola de plástico de supermercado. Tudo a um custo muitíssimo maior.

    Melhor acreditar que o pior que poderia acontecer já aconteceu — no uniforme, não em campo. E agora é bola pra frente, futebol é uma caixinha de surpresas, treino é treino e jogo é jogo, são 11 contra 11, é vencer ou vencer, empatar fora de casa é um bom resultado, o importante é competir e vamos correr atrás do prejuízo.

    Vai, Brasa!


    GLOBO

    Frank Zappa : The Man From Utopia Meets Mary Lou

     

    I'm going to tell you a story about Mary LouI mean the kind of girl who make a fool of youShe'd make a young man groan and a poor man painThe way she took my money was a cryin' shame

    IN MEMORIAM IKE WILLIS

    sexta-feira, junho 05, 2026


     

    There were more notable films released in 1975 than there have been in the last decade…

    graphic for roaming charges column by Jeffrey St. Clair 

     JEFFREY ST CLAIR >

    + There were more notable films released in 1975 than there have been in the last decade…

    Galileo, Report to the Commissioner, Shampoo, The Stepford Wives, Jacques Brel Was Alive and Well and Living in Paris, Mahler, Mirror, Funny Lady, Great Waldo Pepper, Prisoner of 2nd Ave, Rancho Deluxe, Tommy, The Yakuza, Rosebud, The Passenger, Monty Python and Holy Grail, Seven Beauties, Day of the Locusts, The Wild Party, The Man in the Glass Booth, The Fortune, Wind and the Lion, The Hiding Place, Love and Death, Nashville, Night Moves, Jaws, The Drowning Pool, Dersu Uzala, Picnic at Hanging Rock, Rocky Horror Picture Show, 92 in the Shade, Swept Away, Dog Day Afternoon, Three Days of the Condor, Conduct Unbecoming, Hard Times, Litzomania, Lies My Father Told Me, Crazy Mama, Sunshine Boys, The Human Factor, One Flew Over the Cuckoo’s Nest, The Romantic Woman, Barry Lyndon, The Man Who Would Be King, Killer Elite, Story of Adele H., Aaron Loves Angela, Peeper, The Wrong Move, Stardust, Let’s Do It Again, Shivers, Hearts of the West, Black Moon.

    In other words, films by Robert Altman, Akira Kurosawa, Andrei Tarkovski, Stanley Kubrick, Woody Allen, Gordon Parks, Mike Nichols, Joseph Losey, Ken Russell, Peter Weir, Jonathan Demme, Milos Forman, Sydney Lumet, Lina Wertmüller, Sam Peckinpah, Sydney Poitier, Francois Truffaut, David Cronenberg, Louis Malle, Sydney Pollack, Walter Hill, Jan Kadar, Michael Apted, Edward Dymtryk, Wim Wenders, Peter Hyams, Gene Wilder, John Huston, Robert Wise, Robert Aldrich, Stanley Donen and even the novelist Tom McGuane…1975 was a good year to be 16, I guess, though I’m not sure I thought so at the time.

     

    Risco financeiro para todo o sistema bancário brasileiro e abertura jurídica para ação militar extraterritorial americana.

     

    Romario Regis >

     A direita brasileira comemorou ontem a entrada em vigor da decisão americana que classifica o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Hoje, 5 de junho, a designação está oficialmente em vigor, publicada no Federal Register dos Estados Unidos. Mas a quinta-feira trouxe uma reportagem da Reuters, assinada de Brasília, que vira o argumento da direita do avesso. Eu explico

    Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a designação ameaça romper a histórica cooperação bilateral entre Brasil e EUA no combate ao tráfico de drogas e armas. Especialistas ouvidos por CNN, Conjur e Folha confirmam o diagnóstico. As ferramentas que efetivamente importam, sanções a integrantes, bloqueio de vistos, congelamento de ativos e rastreamento financeiro, já estavam disponíveis aos EUA sem designação terrorista. Bastava aplicar.

    O que muda, agora, na frase do analista Lourival Sant'Anna, da CNN: "entra a doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos". O tema sai do trilho da cooperação técnica entre Polícia Federal e DEA e entra no trilho do que os EUA já fizeram em outros lugares, com base na mesma doutrina. México, com agentes da CIA participando de ataques contra cartéis. Venezuela, com a Operação Southern Spear. Caribe, com bombardeios a embarcações em águas internacionais.

    O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco de São Paulo, principal especialista do país em PCC, alerta para o efeito menos discutido. A partir da designação, todas as instituições financeiras brasileiras que comercializaram títulos do Banco Master ou fundos do grupo Reag podem ser sancionadas pelos EUA. Nas palavras dele, em entrevista à CNN: "Estamos falando de todo o sistema financeiro nacional, porque praticamente todos os bancos comercializaram. Isso é muito grave.

    E o procurador da República Vladimir Aras, professor da UnB, em entrevista à Conjur, é ainda mais direto. A designação americana não traz "qualquer ganho instrumental" para a Polícia Federal ou para o Ministério Público brasileiros. Pelo contrário, pode "atrasar investigações e potencializar nulidades" por questões de competência jurídica. Quem investiga PCC e CV hoje no Brasil é a PF, o MP e a Justiça brasileira. A entrada da doutrina americana pode complicar processos em curso.

    A síntese. Flávio Bolsonaro foi ao Salão Oval em 26 de maio pedir pessoalmente a Trump a designação. Comemorou em vídeo nas redes. Era para ser, no discurso dele, combate ao crime organizado. Saiu, na prática, segundo Reuters, Gakiya, Aras e o FBSP, enfraquecimento da cooperação técnica que já existia, risco financeiro para todo o sistema bancário brasileiro e abertura jurídica para ação militar extraterritorial americana.

     

    Can Ancelotti get the best out of Brazil's star names?

     Brazil World Cup 2026 team guide

    "Brazil went on a true rollercoaster ride to reach the 2026 World Cup. There was a political crisis within the Brazilian Football Confederation (CBF) which led to a change in presidency. On the pitch it was just as bad, if not worse. It was the country’s worst qualifying campaign ever with defeats in Argentina, Colombia, Uruguay, Paraguay and Bolivia, as well as a historic home defeat – a first in World Cup qualifying – by Lionel Messi and co.
     
    After the 4-1 reverse in Buenos Aires in March 2025, the head coach Dorival Júnior was sacked and there were even fears Brazil would miss out on the tournament. However, the South American qualifying – with six direct spots for 10 teams – is extremely forgiving and there was renewed hope, not only for qualification but for the actual tournament, when Carlo Ancelotti was appointed in May 2025."
     
    read more>

    Brazil World Cup 2026 team guide | Brazil | The Guardian

    BR Sonny Rollins - The Freedom Suite (in memoriam)

     

    quinta-feira, junho 04, 2026

     


    O pix é do Brasil

     

    AROEIRA




    QUINHO



    CRIS VECTOR



    CARVALL


    Marcadores: , , , ,

    Alexander's Ragtime Band (1946) - Johnny Mercer and The Pied Pipers (Irving Berlin)

     

    Hey, come on and hear

    Alexander's ragtime band

    Come and hear, come on and hear

    It's the best band in the land


    paqueta


     

    A gente sabe que vai morrer, mas não acredita

     

     

    "O que mais me marcou foi o modo como ele falava da morte sem transformar isso em mito. O pior, ele disse, não foi morrer. O pior foi descobrir que estava morrendo. Receber essa notícia por partes. Em exame, em porcentagem, no corredor de hospital, em dias da semana que passam a ter peso próprio. Como se o tempo deixasse de ser tempo e virasse um aviso. A morte deixa de ser evento. Vira estado. Vira presença. E, ainda assim, ele continua. Trabalha. Desenha. Escreve. Acorda cedo. Produz página. Volta para a mesa. Como se o trabalho fosse a última forma de negar a dissolução. Ou a única forma de não mentir."

    mais no stack do YURI MORAES  

    A gente sabe que vai morrer, mas não acredita

    Pobres pouco nutritivos


    QUINHO

     

    Marcadores: ,

    Environmentalism Without Class Struggle Is Just Gardening

     

     

    "Mendes was not an environmentalist in the comfortable sense of the word. He was a Brazilian rubber tapper, trade unionist and socialist from Acre, in the Amazon. He fought for the forest not out of some abstract “love for nature”, but he fought for the people whose lives depended on it: rubber tappers, peasants, Indigenous communities, forest workers.
    Chico Mendes in Acre, Brazil.

    His struggle was not the defense of an untouched nature against society. It was the defense of a form of life against ranchers, landowners, deforestation, and the organized violence of capital. Mendes defended the Amazon by defending those who lived from the forest without destroying it, and he was assassinated in Xapuri in 1988 exactly for this reason.

    This is why the slogan still matters. It does not mean that ecology must be reduced to class politics in a narrow sense.

    It means that ecology becomes politically serious only when it asks: who owns the land? Who controls production? Who profits from destruction? Who breathes the poisoned air? Who loses their home to floods, drought, fires, mines, pipelines and plantations? Who is asked to change their lifestyle while fossil companies, agribusiness, militaries and logistics empires reorganize the entire planet for their own profit?"

    read stack by THE ECOSOCIALIST 

    Environmentalism Without Class Struggle Is Just Gardening

    Beth Carvalho - Virada (in memoriam Noca da Portela)

     

    Vamos botar lenha nesse fogoVamos virar esse jogoQue é jogo de carta marcadaO nosso time não está no degredoVamos à luta sem medoÉ hora do tudo ou nada


    The Lunatic In The White House

     

     

    "For decades Donald Trump stayed juuust slippery enough to dodge humiliation. When legitimacy felt shaky, fake gold wandered in to solve the problem. Giant glowing letters. Decorative clutter with the aesthetic profile of a casino lobby trying desperately to convince you velvet rope equals Versailles. Rooms that look like somebody panic-shopped “wealth” at three in the morning while muttering, “More columns. More marble. More shiny shit. Make it scream billionaire.” When desirability felt shaky, fiction arrived carrying tabloid gossip, whispered fairy tales and the deeply weird little theater of calling newspapers pretending to be his own PR guy because admiration had to be confected, exaggerated, dramatically lit and repeatedly sold back to himself. When competence felt shaky, television rolled in with flattering light, dramatic music and a fake fucking boardroom where bluff briefly dressed itself up as brilliance and half the country briefly mistook performance for substance.

    The entire tawdry operation.

    A lifetime spent trying to silence the same unbearable noise.

    No one wants you.

    No one likes you.

    You’re not smart.

    You’re not strong.

    You’re not special.

    It’s why the towering letters matter. Why jackhammering his name onto things matters. Why the spray-tanned pageantry matters. Why the pompadoured cosplay matters. Why the whole gaudy, grasping, gold-plated grandpa circus matters. He spends an astonishing amount of psychic energy trying to convince himself, let alone everybody else, that the image still matches the carefully constructed fiction he has been selling to himself and to everyone else his entire adult life."

    more here: The Lunatic In The White House - by JoJoFromJerz

    paqueta


     

    quarta-feira, junho 03, 2026

    Pink Floyd - Shine On You Crazy Diamond

     

    IN MEMORIAM  DICK PARRY 


    segunda-feira, junho 01, 2026

    Ser bolsonarista é...

     
     
    REGIA SOARES
     
     
     

     

    Raw Artistic Soul feat. Wunmi - Oya O (Main Mix)

     

    domingo, maio 31, 2026


     

    Sonny Rollins: 12 Essential Albums

     Sonny Rollins, wearing a black shirt and black sunglasses, plays a saxophone onstage.

     

    The towering saxophonist, who died at 95, was a master of living in the moment. Listen to some of his most compelling work, onstage and in the studio. 

    "Sonny Rollins’s contribution to jazz can be hard to sum up easily. The saxophone great, who died Monday at 95, didn’t spearhead new movements, like Charlie Parker or Miles Davis; establish a unique compositional universe, like Thelonious Monk or Wayne Shorter; or lead an iconic working band, like John Coltrane or Duke Ellington. But what Rollins unquestionably did do, across his roughly 65-year career, is commit himself to the genre’s core imperative: inventing in real time, brilliantly and indefatigably."

    listen to selection by

    sábado, maio 30, 2026

    Faria Lima apoiará Flávio Bolsonaro se Trump atacar bancos a pedido dele?

     

    LEONARDO SAKAMOTO

     Existe um tipo específico de ironia que só o Brasil é capaz de produzir com tanta eficiência. A Faria Lima, o endereço sagrado do capitalismo tupiniquim, aquele corredor engravatado onde se decide o destino do país entre um gin e uma planilha de projeções, resolveu apostar suas fichas em Flávio Bolsonaro para 2026. O filho mais velho do capitão, herdeiro político de um governo que tentou rasgar a Constituição como quem descarta um relatório desfavorável, virou o candidato preferido do mercado para conter a reeleição de Lula.

    Faz sentido, numa lógica torta que o mercado financeiro domina: não importa se a democracia range, desde que o spread não aperte. Só que dessa vez, o bumerangue voltou com pontaria cirúrgica.
    Flávio Bolsonaro articulou junto ao governo de Donald Trump a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Um gesto que, nas palavras do promotor Lincoln Gakiya, que atua ha duas décadas contra facções, atrapalha o combate ao crime, mas que, no teatro político brasileiro, pode soa linha dura. O que é palanque garantido no interior paulista e nas periferias indignadas do Rio.

    O problema é que terrorismo, para os Estados Unidos, não é categoria retórica. É gatilho jurídico e financeiro de proporções industriais. Quando Washington classifica uma organização como terrorista, entra em vigor todo um arsenal de sanções que não pergunta onde você mora, em que moeda você opera ou se você sabia ou não do que estava fazendo.


    O sistema norte-americano — especialmente o OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), o braço do Tesouro que implementa sanções econômicas — trabalha com a seguinte lógica: se você tem relação financeira com quem tem relação com terroristas, mesmo que não saiba disso, você tem um problema. E aí entram bloqueio de ativos, exclusão do sistema financeiro internacional e, no limite, processo criminal nos Estados Unidos.


    O PCC e o CV não são organizações que operam em cavernas. Elas movimentam dinheiro. Esse dinheiro passa por algum lugar. Esse algum lugar, em muitos casos, tem CNPJ, tem agência, tem gerente de relacionamento e, quem sabe, tem escritório na Faria Lima ou nas suas adjacências. Bancos. Fintechs. Gestoras. Seguradoras. Fundos de investimento. Corretoras.


    Embora o histórico de lavagem de dinheiro no Brasil sugira que a ingenuidade do setor financeiro tem limites bem convenientes (o Banco Master de Daniel Vorcaro, "irmão" de Flávio Bolsonaro, está aí para não deixar mentir), é leviano afirmar que a maioria das instituições são parceiras do crime organizado de forma deliberada. Contudo, a legislação norte-americana não exige intenção para punir. Por isso, o resultado pode ser catastrófico para quem aposta que a jogada de Flávio era apenas marketing eleitoral barato.


    Quando Jair Bolsonaro tentou dar um golpe de Estado, os gestores olharam para as planilhas e concluíam que, com golpe ou não golpe, o dia continuaria amanhecendo para eles. Essa é a verdade que ninguém da Faria Lima vai colocar no LinkedIn: não é que o mercado financeiro seja contra a democracia. É que ele é, em larga medida, indiferente a ela.


    Democracia é uma variável, não um valor. Se o ambiente para negócios for favorável sob um regime que pisou na Constituição, tudo bem. Se for desfavorável sob um governo democraticamente eleito, é catástrofe institucional. E agora esse mesmo mercado está bancando o filho do golpista que, por sua vez, acabou de plantar uma bomba financeira debaixo das cadeiras giratórias de vidro da gloriosa avenida Brigadeiro Faria Lima.
     O mais desconcertante é que, sem dúvida, parte significativa do mercado vai sorrir para Flávio Bolsonaro mesmo depois disso. Pelo menos a piada agora tem outra dimensão. Não é mais só o Brasil que pode pagar a conta de uma escolha política irresponsável. São as instituições financeiras brasileiras que podem descobrir, da pior forma possível, que pedir a Trump para classificar organizações criminosas como terroristas tem consequências que nenhuma planilha de risco contemplou.


    A Faria Lima queria um candidato que trouxesse segurança jurídica, previsibilidade e afastasse os fantasmas do populismo de esquerda. O que pode ter ganhado é uma auditoria do Tesouro norte-americano e um telefonema do compliance que ninguém quer receber. Boa sorte com a revisão da planilha.

    The war on Cuba has increasingly become a war on Cuban children

     

    JEFFREY ST. CLAIR>

    + Like many of the rest of you, I suppose, I’ve been thinking a lot about Cuba since Trump and Rubio began starving the little island of oil, as their predecessors, back to JFK, had starved it almost all other forms of trade, and are now threatening an invasion. It struck me how much revolutionary Cuba is admired by almost all colonized people on the planet (excepting some rigidly doctrinaire Marxists who continue to profess the Cuban revolution, along with the Nicaraguan and Zapatistan, was “premature”). I was reminded of wandering the streets of Cardiff a couple of years ago and coming across this restaurant…

    The Welsh know what it’s like to be under the boot of an imperial power for centuries and venerate Cuba, as they once did the US, for freeing its people from their colonizer’s yoke and setting an example for the world’s poor and exploited. Let’s hope some of these countries come to Cuba’s aid and defense when it needs it most, as Cuba (and its doctors, nurses, civil engineers and military advisors) has gone to the aid of others.

    + A new YouGov poll shows that Americans oppose a war with Cuba by a margin of 65% to 15% and that two-thirds believe Trump’s war on Iran has harmed the US’s standing in the world.

    + The economic war on Cuba, which has been going on in one form or another for more than six decades, has increasingly become a war waged on Cuban children. Since Trump and Biden reimposed and broadly extended the economic sanctions and embargo on Cuba that Obama had eased, Cuba’s infant mortality rate, which in 2008 was lower than that of the US, has risen by 148 percent. This is infanticide committed through a policy of economic strangulation.

    COUNTERPUNCH

     

    Dolly Parton - Jolene

     

    Jolene, Jolene, Jolene, Jolene
    Oh, I'm begging of you please don't take my man Jolene, Jolene, Jolene, Jolene Please don't take him even though you can

    IN MEMORIAM WAYNE MOSS

    paquetá


     

    A desculpa de hoje



    MARTINEZ

     

    Marcadores: ,

    Tinsel Town Rebellion - Frank Zappa (in memoriam Ike Willis)

     

    They'll sell their ass, their cocks and balls
    They'll take the check 'n walk away
    If they're lucky they'll get famous
    For a week or two perhaps
    They'll buy some ugly clothes to wear
    And hope the business don't collapse
    Before some stupid magazine
    Decides they're really good

    sexta-feira, maio 29, 2026

    Paquetá


     

    Paul McCartney não precisa mais fazer música, ele faz apenas porque gosta: 'Se a liberdade levar a um sucesso, ótimo

    Paul McCartney mostra capa de novo álbum, 'The boys of Dungeon Lane' 

     "McCartney revisitou seus antigos métodos de estúdio durante a produção do novo álbum. Durante uma reorganização corporativa da EMI, a gravadora dos Beatles por muitos anos, seus contadores decidiram vender os equipamentos do estúdio Abbey Road. McCartney comprou muitos dos instrumentos, entre eles o Mellotron que usou em "Strawberry Fields", o piano vertical que tocou em "Because" e um gravador de fita Studer de quatro canais, que pode ter sido usado para gravar "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", embora McCartney não tenha conseguido comprovar se é exatamente o mesmo aparelho."

    leia entrevista feita por JON PARELES

     

     

     

     

    Nem Lula nem Flávio, quem vai ganhar o debate sobre facções terroristas são os marqueteiros

     

    Agentes da PM-RJ em operação policial em área de atuação do CV

     

    Renato Meirelles

     

    No Morro do Alemão, a Dona Edcléia aplaudiu quando viu a operação policial que deixou mais de cem mortos meses atrás. "Tem que ser duro com bandido mesmo". Na semana seguinte ela viu no filho de 16 anos saindo para o curso ser parado pela terceira vez na semana pela PM, enquanto um estudante de medicina do bairro vizinho passava pela mesma esquina sem ser importunado. "Essa polícia só atrapalha a vida dos pobres", reclamou. A mesma boca que aplaudiu xingou. Não é incoerência, é a mesma exigência: Estado, com a mesma medida para o filho dela e para o filho dos ricos

    No Instituto Locomotiva, temos feito uma série de pesquisas sobre como a violência tem se tornado uma grande pauta eleitoral. Com a decisão do governo americano de tornar o CV e o PCC organizações terroristas, fui lembrar um pouco do que aprendemos.

    O eleitor brasileiro carrega essa contradição sem pedir desculpa. Quem lê como inconsistência lê pela lente errada. A contradição não é defeito do eleitor, é a estrutura do voto popular.

    Olha o filme do último ano. Julho de 2025: Eduardo Bolsonaro em Washington pedindo o tarifaço. Seis em cada dez brasileiros chamaram aquilo de injustificado, metade viu ataque à soberania, e a família Bolsonaro sumiu do noticiário por meses. Maio de 2026: Flávio Bolsonaro na mesma Casa Branca, agora pedindo a designação de PCC e Comando Vermelho como terroristas. O instrumento é o mesmo: pressionar o Brasil de fora para mexer no jogo interno. O que mudou foi a moldura. Ontem era salvar o pai, hoje é prender bandido. Quem governa a moldura governa a eleição.

    O brasileiro entende, sem precisar articular, que da União se espera inteligência, cooperação internacional, asfixia financeira, exatamente o que cabe no anúncio americano. Do estado, PM na esquina. Do município, luz no ponto de ônibus. Por isso o ato pode cair bem agora, porque encaixa na expectativa de inteligência. Mas se virar drone em Guarulhos, ou banco congelando conta do primo brasileiro no texas, vira tarifaço com outra roupa.

    E aqui o eleitor para. Quem vai vencer essa história não é Lula, não é Flávio. Quem vai vencer são os marqueteiros. A eleição de 2026 não vai se decidir na pesquisa, vai se decidir no estúdio. Ganha quem montar o videozinho de trinta segundos que entra no Reels da Dona Edcléia entre uma receita e um corte de gospel. Perde quem ficar discutindo Itamaraty na TV Senado.

    A direita já tem a frase pronta: "Enquanto Lula falava em soberania, Flávio resolveu na Casa Branca o que o Planalto não resolveu em 17 anos." Tem inimigo nomeado, ritmo de Reels, e vai rodar.

    A esquerda ainda testa: "A mesma família que pediu ao americano para asfixiar o agro em 2025 pede agora para vigiar o brasileiro em 2026. Quem foi pedir ingerência para salvar o pai não para depois." Também roda, se o marqueteiro fugir da armadilha da soberania abstrata. Discurso de Itamaraty não bate no coração da Edcléia. Estrangeiro mandando no Brasil, sim.

    O brasileiro pragmático faz uma pergunta que ninguém formulou ainda. Se for para entregar o controle do país, ele não quer. Se for para prender bandido, ele quer. E pergunta quem garante qual dos dois vai ser. A campanha que responder essa pergunta primeiro ganha. Não é guerra de fatos, é guerra de quem conta melhor. E nessa guerra, o roteirista vale mais do que o herói.

    O GLOBO

    Marcelo Cabral - Osso e Sol

     

    Sabe
    Fico aqui
    Males
    Hão de vir
    Hão de vir
    Reconheço

    Cabe
    Não partir
    Onde
    Onde ir
    Como ir
    Se o começo não
    Não vem do meu passo no céu
    No asfal...to ar no altar no ar


    Clara Nunes - Ultima Morada (in memoriam Noca da Portela)

     

    Quando eu morrer
    Eu quero uma batucada
    Pra me levar
    À minha última morada

    Quero ouvir acordes
    De um violão
    E o povo pelas ruas
    Cantando as estrofes
    Da minha canção

    Assim no céu
    Terei felicidade
    E das belas coisas da vida
    Eu não sentirei saudade






     

    Sonny Rollins, Giant of the Jazz Saxophone, Is Dead at 95

    A man with a halo of gray hair and a gray beard wears a black shirt and holds a saxophone in front of a painted screen. 

     "Mr. Rollins came of age when a new kind of jazz known as bebop was in ascendance, and from the start his playing was suffused with bebop’s harmonic sophistication and rhythmic daring. To classify him as a bebopper, however, would be an oversimplification.

    Over the years he flirted with the avant-garde, jazz-rock fusion and other styles. But with his ferocious energy, his penchant for playing the unexpected note at the unexpected moment, and his unusual sound — sometimes harsh and mocking, sometimes lush and romantic — he was ultimately unclassifiable."

     READ OBIT BY PETER KEEPNEWS  

     

     

    Cortina de Espuma

    GALVAO]
     
     

     

    LUTE 
     

     
    FRAGA
     

     
    GEUVAR
     

     

    Marcadores: , , , ,


    e o blog0news continua…
    visite a lista de arquivos na coluna da esquerda
    para passear pelos posts passados


    Mas uso mesmo é o

    ESTATÍSTICAS SITEMETER