Nora Ney — É Tão Gostoso, Seu Moço (1953)
É tão gostoso, seu moço
A gente ter um querer
Que entenda a gente de longe
Sem nada a gente dizer
A gente mexe com os olhos
Faz com os olhos que está bem
(Chocolate / Mário Lago)
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Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.
É tão gostoso, seu moço
A gente ter um querer
Que entenda a gente de longe
Sem nada a gente dizer
A gente mexe com os olhos
Faz com os olhos que está bem
(Chocolate / Mário Lago)
É manhãzinha quando a porta da casa é arrombada. Uma dúzia de homens de preto, armados com fuzis, se movem rapidamente ocupando o hall de entrada, o corredor e as escadas. Um deles grita: "É a polícia, todos no chão!"
Uma mulher de meia-idade pergunta em tom de súplica o que está havendo. "Tem duas crianças lá em cima!" ela alerta. Um homem —seu marido— é encurralado contra a parede enquanto os policiais revistam a casa.
"Isso só pode ser um engano", ele diz.
A câmera segue os policiais escada acima, passa pela filha mais velha já ajoelhada no chão e entra no quarto do filho mais novo. O policial que comanda a operação se dirige ao adolescente, ainda na cama.
"Jamie Miller" diz o policial. "Você está preso por suspeita de homicídio." A polícia leva o menino na viatura e os pais são deixados para trás, perplexos, incrédulos. "Ele é uma criança!" grita a mãe enquanto o carro se distancia.
Assim começa "Adolescência", lançamento mais recente da Netflix que retrata a história de um adolescente de 13 anos acusado de matar uma colega de classe. A minissérie em quatro episódios não é apenas dramaturgicamente brilhante –ela também encapsula perfeitamente o medo de cada vez mais pais e mães: o de perceber, tarde demais, que nossos filhos vivem uma vida digital secreta da qual pouco ou nada sabemos.
"Adolescência" é uma sequência torturante e contida de socos no estômago. A sutileza dos diálogos e a maestria com que os episódios são filmados fazem com que aquela tristeza toda pareça quase documental, como se cada cena estivesse acontecendo neste exato momento, em algum lugar mais perto do que imaginamos.
Já era madrugada quando desliguei a televisão. Deitei na cama, tentando digerir a complexidade daquela história, assimilando o abismo que separa as gerações e as muitas camadas de dificuldade de criar pontes conectando esses dois penhascos.
A série aflige porque, nos diálogos entre adultos e adolescentes, cada um parece estar falando uma língua. E a sensação que sobra é a de desamparo desses jovens que gritam por ajuda e ninguém vê, ninguém entende, ninguém sabe como responder.
Às duas da manhã, com os olhos ainda inchados e o nariz fungando da maratona de choro, lembrei-me do episódio do podcast "Fio da Meada", em que Branca Vianna entrevista Vanessa Cavalieri, juíza titular da Vara da Infância e Adolescência do Rio de Janeiro.
"Eu quero que vocês percam o sono às 2 da manhã olhando para o teto, preocupados", ela disse enquanto relatava os muitos casos que chegam à sua mesa todos os dias.
Cavalieri se refere ao aumento de infrações digitais graves cometidos por adolescentes de classe média. Bullying, assédio, incitação à violência. Todos praticados silenciosamente, dentro de casa, debaixo dos narizes de pais e mães zelosos.
FOLHA
Rio, 1° de abril de 1964. Apoiadores do golpe incendeiam a sede da União Nacional dos Estudantes.
Lançado nesta segunda-feira pelas Edições do Senado, o livro "1964: Imagens de um golpe" resgata imagens raras da tomada do poder pelos militares há 61 anos. As fotos desmentem a versão de que o golpe não teria enfrentado resistência na sociedade.
"Houve resistência. O que faltou foi liderança para organizá-la", diz a historiadora Heloisa Starling, da UFMG, que organizou o novo livro com Danilo Araujo Marques e Livia de Sá Baião.
A obra reúne 71 imagens, entre fotos, fac-símile de publicações e itens de acervo, Uma das curiosidades é uma flâmula da Liga da Mulher pela Democracia, entidade que reunia senhoras católicas favoráveis ao golpe.
Na época, parte das fotografias foi publicada na imprensa com versões favoráveis à derrubada do governo João Goulart. É o caso do flagrante da coronhada no Recife.
A foto de Rubens Américo mostra a truculência de militares contra um civil desarmado. Ao publicá-la, na edição de 25 de abril de 1964, a revista O Cruzeiro afirmou que a violência "foi episódica".
Para justificar a agressão, a legenda da foto descreve o agredido como um "agitador" que "insuflava e provocava as tropas".
A revista, que na época era a mais influente do país, não disfarçava a simpatia pelos golpistas. Em perfil laudatório, o general Castello Branco, primeiro presidente da ditadura, é apresentado como "o cérebro da Revolução".
O livro com fotos do golpe será lançado nesta segunda em seminário no Senado. Também serão reeditados os clássicos "1964 visto e comentado pela Casa Branca", do jornalista Marcos Sá Corrêa, e "Sessenta e quatro: Anatomia da crise", do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos.
GLOBO
O silêncio não prevalecia enquanto o filme transcorria, em um cinema de Nova York. Em cada cena, o público vaiava, aplaudia e reagia. A sessão marcava a estreia nos EUA do documentário The Encampments, que relata os protestos nas universidades americanas em 2024 por conta da guerra em Gaza.
Um de seus personagens principais, porém, não estava na sala, porque está preso. Trata-se de Mahmoud Khalil, detido pelo governo de Donald Trump e acusado, sem provas, de promover uma suposta ideologia de apoio ao Hamas.
Antes de entrar na sala, me deparei com uma situação pouco comum para quem vai ao cinema. Todos nós tivemos nossas sacolas verificadas por seguranças.
"Este é o ar que se respira nas universidades e meios acadêmicos pelos EUA hoje", comentou um casal que estava na fila para ser controlado.
Ao longo dos últimos dez dias, a reportagem do UOL obteve documentos internos, entrevistou professores, estudantes e funcionários de quase uma dezena de universidades americanas. A constatação: as fábricas da elite intelectual da maior economia do mundo estão com medo e em guerra.
Desde janeiro, esses locais de excelência e de liberdade acadêmica passaram a ser alvos de uma ofensiva por parte do governo de Donald Trump.
Tudo começou com uma carta. Ainda em fevereiro, o Departamento de Educação alertava que não toleraria discriminações - contra brancos - e que todos deveriam encerrar programas de diversidade. O que ainda assustava era a ordem para que funcionários delatassem colegas. Quem fosse pego escondendo ou protegendo outro professor que estivesse promovendo a diversidade, seria punido.
Em seguida, o governo Trump abriu investigações contra cerca de cem universidades que, juntas, receberam US$ 33 bilhões em recursos públicos nos últimos dois anos.
Atualmente, 60 delas continuam sendo investigadas por atos supostamente antissemitas, ainda que um terço jamais foi alvo de denúncia antes, nem mesmo interna. Ao anunciar o inquérito, porém, o governo alertou que essas instituições estavam "infestadas por radicalismo", sem apresentar nenhuma prova.
O Departamento de Educação ainda anunciou que investiga 45 universidades, incluindo a Universidade de Kansas, a Universidade de Utah e escolas da Ivy League, como as Universidades de Cornell e Yale.
A alegação é de que essas escolas estão violando a Lei de Direitos Civis de 1964 por conta de contratos com o Projeto Ph.D., uma iniciativa para ampliar a participação de negros na pós-graduação. Dados de 2020 mostram que menos de 4% do corpo docente das escolas de negócios é negro, mas o governo insiste que tais práticas de promoção de afroamericanos "discriminam" outros segmentos da sociedade.
Em uma carta de 17 de fevereiro, obtida pela reportagem, o Departamento de Justiça faz chegar à Universidade de Georgetown um alerta. "Chegou ao nosso conhecimento, de forma confiável, que a Faculdade de Direito de Georgetown continua a ensinar e promover o DEI (programas de diversidade). Isso é inaceitável", afirmou o documento, que comunica a abertura de uma investigação.
No dia 6 de março, a instituição respondeu. "Sua carta desafia a capacidade da Georgetown de definir nossa missão como instituição educacional", rebateu. "Ela indaga sobre o currículo e o ensino em sala de aula da Georgetown, pergunta se a diversidade, a equidade e a inclusão fazem parte do currículo e afirma que seu escritório não contratará pessoas de escolas em que o currículo seja considerado "inaceitável", diz.
"A Primeira Emenda, no entanto, garante que o governo não pode direcionar o que a Georgetown e seu corpo docente ensinam e como ensinam. A Suprema Corte tem afirmado continuamente que entre as liberdades centrais dos direitos da Primeira Emenda de uma universidade estão suas habilidades de determinar, em bases acadêmicas, quem pode ensinar, o que ensinar e como ensinar", insistiu.
Não demorou para que projetos começassem a ser cortados em várias dessas universidades, com a suspensão de centenas de contratos. A Universidade de Columbia perdeu US$ 400 milhões, dos quais US$ 166 milhões eram destinados para lutar contra o vírus do HIV. O governo ainda cortou US$ 175 milhões da Universidade da Pensilvânia como punição por ela ter registrado uma nadadora transgênero em suas equipes.
Na condição de anonimato, professores relataram ao UOL que, ao longo das últimas semanas, muitos departamentos se apressaram a modificar títulos de pesquisas, na esperança de ficar fora do radar da ofensiva ultraconservadora.
Na Universidade de Harvard, encontros sigilosos entre a direção da instituição e professores se proliferaram, na esperança de encontrar formas para driblar a pressão. Mas a instituição conseguiu evitar a abertura de um inquérito por parte da Casa Branca. Washington anunciou na segunda-feira que irá reavaliar os contratos e subsídios avaliados em US$ 9 bilhões com uma das maiores instituições de ensino do mundo. O motivo: a suspeita de antissemitismo.
Do outro lado do oceano, universidades como a de Genebra se deram conta que a crise era real nos EUA quando, de repente, um professor desembarcou na cidade e ofereceu transferir sua pesquisa para a Suíça. Traria junto dele US$ 6 milhões em investimentos por parte de patrocinadores. A universidade local o acolheu de braços abertos.
Mas o golpe mais forte ainda estava por chegar. A prisão de Mohamed Khalil seria apenas a primeira, como prometeu o próprio Trump. As imagens do cerco contra a estudante turca Rumeysa Ozturk, na cidade de Boston, gerou calafrios no mundo acadêmico.
Dias depois, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que cerca de 300 estudantes já tiveram seus vistos suspensos. Uma delas era Ranjani Srinivasan, uma estudante de doutorado também da Columbia. Na primeira visita da polícia, ela se recusou a abrir a porta. Um dia depois, quando os agentes voltaram, ela havia fugido para o Canada.
Detenções ainda foram registradas na Universidade de Georgetown e na Universidade Cornell. Enquanto isso, algumas das escolas mais prestigiosas de Boston enviaram alertas a seus estudantes para que, nas férias da Páscoa, não saiam dos EUA. "Não podemos garantir que voltarão", admitiu um professor, pedindo que sua identidade fosse preservada.
Em entrevista ao UOL, Kei Pritsker, diretor do documentário sobre os protestos, acredita que o medo entre a comunidade acadêmica só não é maior que a raiva que existe hoje contra as direções das universidades que optaram por se dobrar ao governo Trump. "Nunca pensei que estaríamos vivendo isso tudo", afirmou.
Para ele, porém, a prisão de Khalil "é apenas um microcosmo de um ataque muito maior contra a liberdade de expressão nos EUA". "A deportação é forma de colocar medo às pessoas para que não se pronunciem", disse.
"Mesmo pessoas sem qualquer relação com a causa palestina deveriam estar preocupadas. Isso envolve todos nós", alertou.
A avaliação de Kei Pritsker é de que a repressão tem sido o último instrumento de um sistema econômico que "já entendeu que não convence mais ninguém". "Quando não da mais para convencer uma população, o que temos é repressão. As pessoas não compram mais a história que esse é o melhor país do mundo, a maior democracia", disse.
Sherif Ibrahim, estudante da pós-graduação da Universidade de Stanford, acredita que ainda a repressão não trará resultados. "Tenho fé. Para que a repressão funcione, eles dependem de nossa capitulação. E isso não vai acontecer. Quando eles recorrem à violência, é por não terem mais nada", disse. "Acho que muita coisa ainda vai acontecer. Ninguém pode parar um tsunami, nem mesmo o deus na Casa Branca", completou.
UOL
Rudá Guedes Ricci
No dia 1 de abril de 1964, o Brasil mergulhava numa ditadura. Este texto é dedicado a explicar em que aquela ditadura se diferenciaria da que Bolsonaro tentou implantar.
O bolsonarismo é fascista. A ditadura militar de 64 era autoritária. Qual a diferença? Autoritarismo não mobiliza socialmente e tolera certa competição política tutelada.
A partir de 1964, ninguém podia sair às ruas em grupos de mais de três pessoas. Se saísse, logo aparecia um meganha ditando o conhecido "Circulando!". Isso, se fosse um policial pacato.
Na capital Paulista, era comum uma daquelas "baratinhas" da polícia subir na calçada e dela saírem policiais armados jogando o grupo de transeuntes nas paredes.
Era comum exigirem carteira de trabalho. Se não tivessem, davam um "passeio" pela cidade.
Nas salas de aula nas universidades era comum um policial "disfarçado" de polícia que gravava as aulas e intimidava. O objetivo era calar e desmobilizar.
Ditadura é isso: desmobilização. E violência. Dias atrás, uma manifestação liderada por Boulos se concentrou no antigo DOI Codi, na rua Tutoia. Lugar famoso.
Muitas histórias de tortura na rua Tutoia e tiros em carros que não diminuíam a velocidade ao passar pelo DOI Codi. Se tinha pressa, levava chumbo. Simples assim.
Ditadura desmobiliza e tutela uma disfarçada disputa política. Durante a ditadura militar, havia MDB e ARENA. Diziam que um era o partido do SIM e outro do SIM, SENHOR.
Nas cidades do interior, até 1974, ser do MDB não pegava bem. Muitos diziam, à boca pequena, que era partido de comunistas e gente fracassada. A oposição, então, criava uma chapa especial da Arena, a Arena 2.
A partir de 1974, o MDB passou a vencer eleições e não parou mais. A ditadura tentou frear, criou leis para manter seu domínio - como a criou o "senador biônico -, mas não deu.
A diferença com o que Bolsonaro iria implantar é clara porque o bolsonarismo é fascista. Fascismo mobiliza e detesta competição política.
Aliás, lideranças fascistas ascendem ao poder pelas vias legais, como ocorreu com Mussolini. No poder, fazem a lambança.
O líder fascista é carismático e inflama a sociedade. É demagogo e diz ser do povo e que no seu governo, os coitados, os não-elite e os lascados irão à forra.
Vingança é a ideia que fascista cultua. Com eles no poder, chega a hora dos ressentidos. Toda mágoa e fracasso passa a ter lugar no camarote do baile brega.
A mobilização social é contra os poderosos, os bem-sucedidos e abastados. Contra a esquerda, os homossexuais, artistas e intelectuais.
A intolerância campeia e, com ela, a ameaça. Fascista ameaça usar a força e prepara o uso concreto. Começa com acampamento e termina com 8 de janeiro.
Ditador usa óculos escuro. Fascista faz motociata. Fascista usa Hugo Boss. Ditador usa cavalo.
Mas, tem algo em comum? Sim, a rejeição da democracia. Ambos manipulam as leis, fazem discursos tortuosos para impor o que querem.
Uns são sisudos e outros são exuberantes. Entretanto, ambos fingem que são honestos, mas não são. Ambos, fingem que são povão, mas não são.
Ambos conspiram contra a nação e a paz. Ambos se apoderam do dinheiro público para perseguir e ameaçar. Ambos são um câncer político e social.
Em 1964, no dia da mentira, se instalou uma ditadura no Brasil. Pegava mal inaugurar uma ditadura nesse dia. Não tiveram dúvida: mudaram a data para 31 de março.
É típico de ditadura: se a cor branca não lhes agrada, pinta-se tudo de marrom. O importante não é à verdade, mas a versão mais conveniente. A fake news.
Se tu fosse umbu num te largava
Se fosse um mungango eu te juntava
Se fosse um pombinho eu criava
Se fosse de aço eu torava
Não fosse bem certa eu acertava
O que tu vendesse eu comprava
Se fosse biloca eu roubava
O nosso amor é tão bonito
Ela finje que me ama
E eu finjo que acredito
"He has been tarred as a French colonialist who spread syphilis to underage girls in the South Seas. But, writes the author of an acclaimed new book, fresh discoveries challenge this view of the artist – and even show him as a hero"
read article by Sue Prideaux
"Many residents see the al-Omari mosque, the oldest and largest in the territory, as the greatest potential loss. The building was originally a Byzantine church, then was converted into a mosque after the Islamic conquest of Palestine almost 1,400 years ago. It was expanded over the centuries and rebuilt once after being almost destroyed by British artillery targeting an Ottoman ammunition dump there."
‘I will spend my life rebuilding’: Gaza’s heritage sites destroyed by war | Gaza | The Guardian
The initial idea came to its star, Stephen Graham, after a spate of distressing violent crimes. In 2021, 12-year-old Ava White was fatally stabbed by a 14-year-old boy in Graham’s home city of Liverpool. In 2023, 15-year-old Elianne Andam was attacked with a kitchen knife by 17-year-old Hassan Sentamu outside a Croydon shopping centre."
read review by MICHAEL HOGAN
JEFFREY ST CLAIR
+ ICE is opening a new private prison in Michigan for noncitizens (maybe even citizens, given ICE’s recent track record) rounded up by Trump’s raids. The North Lake Facility in Baldwin used to be a private federal prison. It was closed in 2022 and then acquired by the GEO Group, which expects to rake in more than $70 million in yearly revenue. Ka-aching! (The German company Topf und Söhne, which described itself as just “an ordinary company,” made millions selling crematoria and ventilation systems for gas chambers to the SS. Their full role in the Holocaust wasn’t uncovered until 1980. The companies complicit in the ethnic cleansing of the US can be found on the stock exchange.)
+ John Sandweg, who served as an acting director of ICE during the Obama administration.“If your goal is to increase the number of deportations, you can’t hit big numbers of removals without focusing on the non-criminal population.”
+ DHS Secretary Kristi “the Puppy Killer” Noem has ordered polygraphs at DHS to hunt down staffers who’ve leaked to the media about ICE raids. If everything’s perfectly legit and exactly what most Americans who can trace their ancestry back to the Mayflower (or Pretoria, South Africa) want, why are they concerned about “leaks”?
+ Even the NYT’s rightwing columnist Ross Douthat sees the problem with this: “As in the War on Terror, a theory of sweeping executive power over suspected enemies will allow for executive practices that sweep up people who may not be enemies at all.”
"When we’re hit with a barrage of attacks, seemingly from all sides, it’s often very helpful to climb up a level and assess the situation from a higher vantage point. From there, we can see some commonalities in the other side’s strategy and develop our own to counter them.
It takes a bit of discipline, but if we stop thrashing around in panic and rise above the smoke and din, the picture becomes clear. It turns out that neither Donald Trump nor Elon Musk is very original in how he operates. Their M.O.s largely come down to two classic and well-understood ploys: bogeymen and Trojan horses.
Once we understand that most everything coming from Trump, Musk and the administration is either a bogeyman scare or a Trojan horse deception, we know how to identify threats and tactics far more readily. Here are some quick examples:"
read analysis by JAY KUO
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