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  • Acabar com a corrupção eh o objetivo supremo de quem ainda nao chegou ao poder. (Millor Fernandes)

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    terça-feira, agosto 02, 2016

    Everaldo Pontes lê Teotônio Vilela.


    Everaldo Pontes lê Teotônio Vilela.

    TEOTÓNIO — O medo colonial é um medo que nós adquirimos ao longo de quatro séculos de depredação deste país, pelo uso abusivo da autoridade exercida contra a sociedade e contra o indivíduo. Era pratica¬do inicialmente através da chibata, quando se batia no negro, quando se batia no índio, enfim, em qualquer criatura que não tivesse grande categoria social. Este bate-bate contínuo criou um medo muito grande no brasileiro, que é um homem que leva tempo para tomar uma iniciativa e sobretudo para enfrentar a autoridade. Não para brigar, não digo neste sentido. Mas enfrentar a autoridade para discu¬tir os seus direitos. Nós chegamos ao ponto de fugir da defesa dos nossos próprios direitos, se a autorida¬de assume ares ultra-poderosos. E aqueles então, que têm reagido, passaram a sofrer tortura...

    Henfil.— O bate-bate dos Fleurys.

    TEOTÓNIO — Aí o o bate-bate tornou-se uma forma de eliminar o indivíduo. Então, este medo colonial vem da repressão aos inferiores. Mesmo dirigido a determinadas classes, atin¬giu toda a alma brasileira. Este medo tem sido largamente utilizado pelo poder militar dominante. Foi o que determinou a fase terrível de 68, depois do AI-5, com uma violência brutal e sem limites. Este medo manteve e mantém o brasileiro numa posição de muita tolerância para com os abusos cometidos. É nas escolas, universidades, associações profissionais, é nas instituições políticas, é nas instituições militares, em todos estes setores o medo funciona e faz com que estes organismos não tenham um funcionamento. Verifique como o nosso presidente fala, como os nossos ministros falam...

    Henfil — Prendo e arrebento! Eu expludo!

    TEOTÓNIO — O estilo colonial é o mesmo. Mas agora nós chegamos ao limite da tolerância, como chega¬mos ao limite da dívida externa, interna, social, chegamos ao limite de tudo. Não temos mais condi¬ções de prosseguir a não ser gritando: (grita) —"OU FICAR A PÁTRIA LIVRE OU MORRER DE MEDO COLONIAL!"




    As Grandes Entrevistas do Pasquim
    episódio oito - Teotônio Vilela
    reprises terça às 16:30
    e domingo 11:00
    Canal Brasil

    (foto ricky goodwin)

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