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    segunda-feira, setembro 02, 2019

    PASQUIM 50 ANOS


    Em 1984, os grandes nomes originais do PASQUIM haviam deixado o jornal, com exceção do Jaguar, que continuou tocando o barco até o fim (1991). O jornal estava em crise – financeiramente, pois não tinha se recuperado dos prejuízos com as bombas nas bancas no início daquela década – e editorialmente: tinha envelhecido, não estava acompanhando as transformações no país, uma nova geração e outras mentalidades surgindo com a abertura política e o final da ditadura.

    Num esforço de rejuvenescimento, e percebendo que o PASQUIM tinha que ficar antenado com os novos tempos, Jaguar – de porre, num bar – chamou tres sujeitos que conhecerá há pouco pra formarem a redação do jornal. Tavinho Paes, Torquato Mendonça e Walter Queiroz). Os tres, junto com Haroldo Zager (editor gráfico), Ricky Goodwin (editor de textos) e Reinaldo Figueiredo, o futuro Casseta (editor de desenhos), passaram a fazer um jornal mais porra-louca, abrindo espaço pra coisas como Circo Voador, Baixo Gávea, Asdrúbal, o novo BR-rock, teatro besteirol, os paulistas da Lira Paulistana, Chiclete com Banana, ecologia & meio-ambiente, etc. Chocaram muitos leitores tradicionais, ligados a uma esquerda de resistência, mas o jornal aumentou a tiragem.

    Essa fase durou até o início de 86. As dívidas anteriores da empresa, aliadas à má administração - uma constante no Pasquim - estavam levando a Codecri à falência. Jaguaribe recorreu ao Brizola, seu amigo (e então governador), que botou uma grana no jornal, mas botou também um homem do seu grupo no comando da coisa (o mesmo José Maria Rabelo da entrevista do Gabeira). O PASQUIM virou um porta-voz brizolista, e os atritos entre Rabelo querendo fazer um jornal político engajado e a rapaziada fazendo algo mais ousado (inclusive na diagramação) ficaram insuportáveis. Um grupo saiu do jornal e foi fazer outras coisas. Outro grupo saiu e fundou o Planeta Diário. Mais uma vez, ficou o Jaguar. E o Sig. (No caso, o rato foi o último a abandonar o navio).

    É desta época a entrevista com CAZUZA.
    Uma zorra total, lembrando as caóticas entrevistas de quando o jornal era composto de uma turma de Ipanema. A diferença era que os bares agora estavam no Baixo. E ao invés de encherem a cara de uisque, cheiravam muito pó. 


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