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    segunda-feira, junho 27, 2022

    Um policial virou réu por tortura a cada 10 dias nos últimos cinco anos no Brasil





    "Era domingo, 7 de julho de 2019, e a seleção brasileira jogaria a final da Copa América no Maracanã às 17h. Duas horas antes, o entorno estava lotado de torcedores; e o policiamento, reforçado. Dois jovens, de 17 e 18 anos, passavam de trem pela região e, pouco antes de chegarem à estação que dá acesso ao estádio, foram abordados por dois policiais militares ainda dentro do vagão. Ambos foram revistados, e nada de ilícito foi encontrado. Mesmo assim, foram retirados à força do trem e levados para um vão no final da plataforma. Com armas em punho, os agentes perguntaram qual era o destino dos jovens. Sob ameaça, eles optaram por dizer a verdade: ambos eram usuários de maconha e iriam comprar droga na Mangueira, vizinha ao Maracanã. Os 15 minutos seguintes povoam os pesadelos dos rapazes até hoje.

    Os policiais — que estavam de folga e trabalhavam como seguranças da SuperVia, concessionária que controla o transporte ferroviário no Rio — jogaram spray de pimenta em seus olhos e passaram a espancá-los, com chutes e coronhadas na cabeça. Os jovens foram despidos, obrigados a rolar no chão molhado de urina e foram forçados a praticar sexo oral um no outro. A barbaridade foi testemunhada e filmada por outros seguranças: “Vai comprar mais maconha?”, dizia um dos agentes em meio às agressões

    — Foi uma covardia, uma humilhação que eles nunca vão esquecer. O trauma que a tortura deixou no meu filho é permanente. Ele não é um adulto funcional. Desde o caso, ele já teve dois surtos psicóticos, foi internado duas vezes e ainda vive à base de medicamentos. Ele não tem condição de trabalhar, vive em casa, supervisionado por adultos — conta a mãe de um dos jovens."

    O castigo da vítima é a segunda causa mais frequente das torturas: 45 agentes, ou 23% do total. O jornalista Romano dos Anjos, que tem um programa na afiliada da TV Record de Roraima, foi vítima de um desses casos: segundo a investigação da Polícia Civil, ele foi torturado por uma quadrilha chefiada pelo ex-deputado estadual Jalser Renier e integrada por oito policiais militares — entre eles, dois coronéis da PM local. Romano teve a casa invadida por homens encapuzados e foi sequestrado na noite de 26 de outubro de 2020. Nas 12 horas seguintes, foi espancado e teve os dois braços quebrados. De manhã, foi abandonado com os olhos vendados e a boca coberta por fitas. No dia 8, a Justiça recebeu a denúncia do MP de Roraima contra o ex-deputado e os oito PMs: a investigação concluiu que o objetivo do crime era punir o jornalista por seus comentários críticos ao político na TV.

    Foram encontrados processos em que os policiais torturaram para forçar uma confissão da vítima, 11% dos agentes, ou extorquir dinheiro dela, 10%. Nesse último caso, há uma tendência regional: 17 dos 21 agentes presos tentando tirar benefícios financeiros da tortura são da polícia fluminense. "

    MAIS NA REPORTAGEM DE RAFAEL SOARES

    Um policial virou réu por tortura a cada 10 dias nos últimos cinco anos no Brasil

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