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    quinta-feira, junho 17, 2021

    O médico que engole sapos

     

     

     

     Bernardo Mello Franco

    Marcelo Queiroga já enrolava os senadores havia quatro horas quando resolveu fazer um agradecimento público. “A maior oportunidade da minha vida quem me deu foi o presidente Bolsonaro”, derramou-se. A frase ajuda a explicar a passividade com que o médico se deixa esvaziar pelo capitão.

    Nomeado em março, Queiroga já parece um ex-ministro em atividade. Suas recomendações são solenemente ignoradas pelo chefe, que insiste em provocar aglomerações, desfilar sem máscara e atacar o distanciamento social.

    O cardiologista não tem autonomia nem para escalar sua equipe. Não conseguiu nomear a infectologista Luana Araújo e não consegue se livrar da pediatra Mayra Pinheiro, a Capitã Cloroquina.

    Queiroga é um ministro com medo. Engole qualquer sapo para não desagradar o presidente. Apesar de se dizer favorável à ciência, ele evita varrer os negacionistas da pasta. Prefere recebê-los para ouvir conselhos.

    No segundo depoimento à CPI, o médico confirmou que “teve contato” com ao menos quatro integrantes do chamado gabinete paralelo: Carlos Bolsonaro, Nise Yamaguchi, Carlos Wizard e Osmar Terra. No entanto foi incapaz de nomear um único infectologista para auxiliá-lo.

    Para não melindrar os terraplanistas, Queiroga foge até de tomar medidas simbólicas. Ontem se recusou a retirar do ar uma nota que indica o uso de remédios sem eficácia contra a Covid-19. O documento seria útil a um Museu do Negacionismo. No site do Ministério da Saúde, só contribui para a desinformação.

    O ministro também se esquivou ao ser questionado sobre a realização da Copa América em plena pandemia. Além de alegar que não teve influência sobre a decisão do governo, deu informações falsas sobre o tamanho do torneio e o número de contaminados no Campeonato Brasileiro.

    Em outro ponto baixo do depoimento, Queiroga forneceu munição à campanha dos bolsonaristas contra a CoronaVac. Sem apresentar nenhum estudo, citou “questionamentos” sobre a eficácia da vacina do Butantan. A atitude deve atrapalhar o plano de imunização, mas pode esticar sua permanência na cadeira.

     

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