PASQUIM HÁ 50 ANOS
Como vimos em postagens anteriores,
os milicos da ditadura usaram como pretexto uma potoca do Jaguar com base num quadro histórico do Pedro Américo
- como se uma pintura individual de um pintor fosse um símbolo sagrado da pátria -
criada dentro de uma série de brincadeiras com uma música do Festival Internacional da Canção
para decretar a prisão das pessoas que faziam o Pasquim.
13 pessoas foram em cana. Nove - os principais editores e colaboradores do jornal - continuaram presos. Sem sentença, sem saber o que lhes aconteceria ( ao mesmo tempo em que, de fora, não se sabia o que lhes tinha acontecido).
O objetivo do governo era acabar com o jornal de humor que tanto lhe incomodava.
Pegos de chofre, os "sobreviventes" da redação inventaram uma edição totalmente nas coxas (como também vimos aqui).
Mas... então, tropego deste jeito, mutilado, como dar continuidade ao Pasquim?
Foi quando aconteceu uma das histórias mais sensacionais da vida desse semanário. À medida que foram tomando conhecimento do que acontecia, vários intelectuais, humoristas, escritores, artistas, personalidades acorreram à redação do Pasquim se prontificando a colaborar na feitura do jornal.
Esse grande mutirão ficou conhecido como o Rush da Solidariedade.
Veja nesta capa do número 74 quandos colaboradores se uniram na tarefa de manter vivo o Pasquim. Saiu uma edição robusta, variada, de altíssimo nível.