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    domingo, junho 25, 2017

    A cidade vivia o caos, e o prefeito fugia da chuva indo para casa?

    Artur Xexéo Foto: O Globo

    Todo mundo em pânico

    A cidade vivia o caos, e o prefeito fugia da chuva indo para casa? É assim que ele pretende ‘cuidar das pessoas’?

    Como todo mundo sabe, na última terça-feira, por volta de 20h30m, enquanto a cidade submergia diante de um temporal inesquecível, o prefeito envolveu-se num pequeno acidente de trânsito na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca no sentido Recreio. O prefeito não se abalou. Como era um temporal dos diabos, e os diabos e o prefeito não se dão bem, o alcaide preferiu fingir que não viu nada, que não era com ele e foi em frente.

    Dizem que Crivella não está satisfeito com sua imagem. Quer mudá-la. Até encomendou a realização de novos anúncios na TV com essa intenção. Quer ficar mais parecido com João Dória, o prefeito de São Paulo, que até os adversários políticos admitem que é trabalhador. Crivella está pegando uma imagem de bon vivant, que troca qualquer compromisso por uma viagem internacional, que se cercou de uma equipe incompetente, que nunca é visto nos momentos e nas situações que a população espera.

    O prefeito poderia ter descido de seu carro, aparecer molhado diante da população — que estava encharcada naquele momento —, ajudar o dono do carro no qual bateu, mostrar, pelo menos, que estava sofrendo quase tanto quanto o resto dos moradores do Rio. Mas preferiu usufruir do privilégio de estar com uma comitiva formada por seguranças que resolveriam o problema para ele. Para quem quer mudar a imagem, foi uma bola fora. E deixou no ar uma pergunta que ainda não calou: para onde ia o prefeito àquela hora da noite? Ia para casa? A cidade vivia o caos, e o prefeito fugia da chuva indo para casa? É assim que ele pretende “cuidar das pessoas”? Não seria mais útil se ele estivesse no Centro de Operações comandando os trabalhos de sua equipe?

    Ah, a equipe de Crivella... Na quarta-feira, a gente teve um contato mais próximo com o secretário de Ordem Pública, Paulo César Amêndola. Para quem não está ligando o nome à pessoa, Amêndola é o secretário responsável pelo Centro de Operações que levou uma coça do jornalista André Trigueiro no “Bom dia Rio” daquela quarta-feira. Trigueiro chamou a atenção para o fato de a população não ter sido alertada sobre o temporal. Amêndola disse que sua prioridade era não causar pânico.

    Mal sabia ele que a população tinha passado a noite de quarta-feira em pânico atrás de botes para atravessar ruas, desviando de cobras na Rua Jardim Botânico, surpreendendo-se com o trânsito que passou a circular na contramão, presa em ônibus que não saíam do lugar, tentando evitar os bolsões d’água em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas... Houve até quem pensasse que não poderia haver pânico maior. Mas isso só até a manhã de quarta-feira, quando Amêndola deu sua entrevista a André Trigueiro. Aí, sim, entrou todo mundo em pânico.

    O sujeito não conseguia esconder a insatisfação por estar sendo questionado por um simples repórter. Pareceu meio autoritário. Aliás, ele é do tempo em que autoritarismo era a palavra de ordem. Em 1971, ele era do Cenimar (Centro de Informações da Marinha), na época em que o órgão prendeu outro dos secretários de Crivella, Cesar Benjamim. Foi um dos criadores do Bope e da Guarda Municipal. Agora, aos 72 anos, ele assumiu a secretaria garantindo que, em um ano, vai mudar a imagem do Rio. Pelo visto, já começou. É isso que me dá pânico.
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    Por falar em quarta-feira, foi nesse dia também que o prefeito, enfim, apareceu, sequinho, admitindo que diminuiu em 70% o orçamento da Secretaria de Conservação e Meio Ambiente, que as chuvas deveriam ter parado em março (chuva em junho só pode ser coisa do diabo) e dizendo-se satisfeito com a cidade que teria reagido bem ao temporal. Que cidade, cara pálida? Só se for Amsterdã.
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    Agora, tudo que não funciona no Rio é justificado pelo prefeito com a desculpa de que a prioridade tem que ser saúde e educação. Da próxima vez que usar esta desculpa, o prefeito Crivella poderia acrescentar o que melhorou na saúde e na educação.

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