Trump anuncia reabertura da prisão de Alcatraz, fechada nos anos 60
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JAMIL CHADE
O presidente Donald Trump anunciou neste domingo a reabertura e ampliação da prisão de Alcatraz, na Califórnia. A prisão passou a ser um ícone por suas condições severas, brutalidade, denúncias de suicídio e por ser supostamente inescapável, na baía de São Francisco.
Em seu período de pico de uso, na década de 1950, o local chamado de "A Pedra", ou "Ilha do Diabo", abrigava mais de 200 detentos na instalação de segurança máxima. Em 1963, ela fechou suas portas. Mas, hoje, recebe cerca de 1 milhão de turistas por ano.
"RECONSTRUIR E ABRIR ALCATRAZ! Por muito tempo, os Estados Unidos têm sido atormentados por criminosos cruéis, violentos e reincidentes, a escória da sociedade, que nunca contribuirá com nada além de miséria e sofrimento", afirmou o presidente, em suas redes sociais.
"Quando éramos uma nação mais séria, em tempos passados, não hesitávamos em prender os criminosos mais perigosos e mantê-los longe de qualquer pessoa que pudessem prejudicar", disse.
"É assim que deve ser. Não vamos mais tolerar esses criminosos em série que espalham sujeira, derramamento de sangue e caos em nossas ruas. É por isso que, hoje, estou instruindo o Escritório de Prisões, juntamente com o Departamento de Justiça, o FBI e a Segurança Interna, a reabrir uma ALCATRAZ substancialmente ampliada e reconstruída, para abrigar os infratores mais cruéis e violentos dos Estados Unidos", anunciou.
"Não seremos mais reféns de criminosos, bandidos e juízes que têm medo de fazer seu trabalho e nos permitir remover criminosos que entraram ilegalmente em nosso país. A reabertura da ALCATRAZ servirá como um símbolo de Lei, Ordem e JUSTIÇA. Nós o faremos,TORNAR A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!", completou.
Em apuros diante de dados econômicos negativos, Trump passou a reforçar sua agenda relacionada com a guerra cultura, contra imigrantes e contra gangues.
Em seus cem primeiros dias, ele reativou a prisão de Guantánamo para receber imigrantes e criminosos, além de fechar um acordo com El Salvador para abrigar prisioneiros. O presidente não descarta sequer deportar americanos para prisões fora dos EUA.
Ao longo de sua história, Alcatraz foi alvo de denúncias e alertas sobre as condições dos prisioneiros. Em 1939, o procurador-geral dos EUA, Frank Murphy, atacou a penitenciária, dizendo: "Toda a instituição é propícia à psicologia que constrói uma atitude ambiciosa e sinistra entre os prisioneiros".
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Os custos, ao longo dos anos, explodiram. Em 1959, um informe oficial indicou que seu funcionamento era três vezes mais caro do que a média das prisões americanas. A estrutura também era abalada pelo sal. Naquele momento, renovar o prédio exigiria US$ 5 milhões e o então procurador-geral Robert F. Kennedy sugeriu nova instituição de segurança máxima em Marion, Illinois.
Uma fuga de Alcatraz, em junho de 1962, ampliou as dúvidas sobre sua segurança e, em 1963, o governo americano retirou de lá os últimos detentos.
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