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    terça-feira, fevereiro 18, 2025

    Imigrante foi rezar, e acabou preso: deportações abalam e esvaziam igrejas

    Imigrante foi rezar e acabou preso: deportações abalam e esvaziam igrejas

    JAMIL CHADE


    Wilson Velásquez, um hondurenho que estava nos EUA desde 2022, foi rezar no começo de fevereiro em uma igreja no estado da Geórgia. Mas, enquanto a cerimônia religiosa ocorria, uma operação dos agentes de imigração estava sendo realizada naquele local sagrado.

    Um membro da congregação que estava na entrada da igreja viu um grupo de agentes da ICE (a agência de imigração dos EUA) do lado de fora e trancou a porta. Os policiais disseram que estavam lá para prender Wilson Velásquez, que havia viajado de Honduras para os Estados Unidos com sua esposa e três filhos.

    O caso é contado no processo que dezenas de Igrejas e de grupos judeus abriram na Justiça contra o governo de Donald Trump. Os movimentos religiosos acusam as autoridades de violar locais sagrados e desmontar práticas que, por décadas, vigoraram nos EUA.

    O presidente, em uma de suas primeiras atitudes no governo, permitiu que agentes de imigração realizem operações de prisão dentro de escolas, hospitais e igrejas.

    Os documentos do caso, obtidos pelo UOL, revelam que, imediatamente após cruzar a fronteira, o pai e sua família se entregaram às autoridades americanas e solicitaram asilo. Eles receberam uma data para comparecer ao tribunal e foram liberados depois que agentes federais colocaram um monitor de rastreamento GPS no tornozelo de Velásquez.

    Após se estabelecer no subúrbio de Atlanta, a família se uniu a uma igreja pentecostal, para rezar várias vezes por semana e ajudar com a música do culto.

    "Eles estavam ouvindo o sermão do pastor quando agentes do ICE chegaram para prender Velásquez", diz o processo.

    Embora Velásquez tivesse comparecido a todas as visitas obrigatórias em um escritório do ICE em Atlanta, com uma data marcada no tribunal para apresentar seu caso de asilo a um juiz, foi preso pelos agentes do ICE, que explicaram que estavam "procurando pessoas com tornozeleiras".

    O pastor Luis Ortiz tentou tranquilizar sua congregação, mas ele "podia ver o medo e as lágrimas em seus rostos".

    Na denúncia, as igrejas e sinagogas americanas destacam que "as congregações enfrentam um risco iminente de ações semelhantes de aplicação da lei de imigração em seus locais de culto".

    "Em consonância com seu chamado para acolher e servir a todas as pessoas, muitas têm congregados sem documentos e oferecem serviço social — como despensas de alimentos e roupas, aulas de inglês como segunda língua ("ESL"), assistência jurídica e treinamento profissional — em suas igrejas e sinagogas", explicam.
    Para eles, prisões durante cultos, trabalho ministerial ou outras atividades congregacionais seriam "devastadora para sua prática religiosa".

    "Isso abalaria o espaço consagrado do santuário, frustraria a adoração comunitária e prejudicaria o alcance do serviço social que é central para a expressão religiosa e a prática espiritual das congregações", dizem as congregações.

    De acordo com eles, a política de Trump já está sobrecarregando substancialmente o exercício religioso. "As congregações estão sofrendo reduções na frequência aos cultos e na participação em serviços sociais, devido ao medo de ações de aplicação da lei de imigração", alertaram.

    "Para os congregados vulneráveis que continuam a comparecer aos cultos, as congregações devem escolher entre expô-los à prisão ou adotar medidas de segurança, em tensão direta com seus deveres religiosos de boas-vindas e hospitalidade", alertam.

    O processo termina com uma constatação: tanto o judaísmo como as diferentes correntes do cristianismo colocam a acolhida como um de seus pilares.

    "Torá expõe esse princípio 36 vezes, mais do que qualquer outro ensinamento: 'O estrangeiro que morar com vocês será como um de seus cidadãos; vocês o amarão como a si mesmos, pois vocês eram estrangeiros na terra do Egito" (Levítico 19:34)'."

    "Nos Evangelhos, Jesus Cristo não apenas repete essa ordem, mas se identifica com o estrangeiro: 'Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro, e me acolhestes (Mateus 25:35)'."

    "As escrituras, os ensinamentos e as tradições religiosas dos autores da ação (judicial) oferecem unanimidade clara, repetida e irrefutável sobre sua obrigação de acolher, servir e defender os refugiados, requerentes de asilo e imigrantes em seu meio, independentemente de documentação ou status legal", completa o processo.

    UOL

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