Vida grita em Dalton Trevisan com juras de amor e desejos sádicos

"A vida grita nas suas histórias de triângulos amorosos, assassinatos, seduções, traições e espancamentos. Nada do que é humano lhe foi estranho, e ele equilibra suspiros apaixonados com o desejo sádico, juras de amor com amargas palavras finais nesse eterno embate doloroso entre amor e morte, tudo isso catado pelas esquinas mais sombrias de Curitiba.
A aldeia de onde Dalton cantou o mundo foi generosa em tipos que, entre o poético e o prosaico, jamais desistem da necessidade de gozo. O erotismo desesperado, essa volúpia em pânico, é instrumento de sua moral convulsiva, de um crescente humor tragicômico que escala livro a livro, e nesse riso nervoso, entre a ternura e o estrago, Dalton vai ficando cada vez mais crônico. E que sorte a nossa que ele teve tempo para isso."
mais no texto de Ana Lima Cecilio