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    terça-feira, março 28, 2017

    O escritor que imaginou Trump em 1935


       

    "A literatura pode antecipar a história? Isso é o que parecem pensar as pessoas que depois do dia de eleição esgotaram os exemplares de 1984, o romance distópico de George Orwell. Mas também aqueles que acreditaram encontrar uma antecipação de Trump no romance de Sinclair Lewis It Can’t Happen Here (Isso não pode acontecer aqui) –publicado em 1935, ou seja, 11 anos antes do nascimento do atual presidente–, cujo tema é a criação de um Estado fascista nos Estados Unidos.

    It Can’t Happen Here apresenta desconcertantes paralelos com a situação atual: em um Estados Unidos profundamente afetado pela Crise de 1929, surge a figura do senador Berzelius Buzz Windrip. Windrip chega à Convenção de seu partido (no caso, o Democrata) como outsider, mas se impõe aos outros pré-candidatos graças às suas habilidades sociais (“era um viajante incansável, um orador agitado e divertido, um bom adivinho das doutrinas políticas que agradariam as pessoas”, descreve Lewis) e uma retórica inflamada cujos temas principal são a reparação das supostas humilhações históricas às quais teriam sido submetidas as classes mais baixas do país, a luta contra o desemprego e a expulsão de imigrantes (“tanto os judeus quanto os espaguetes, os desgraçados do leste da Europa e os chinesinhos”, diz um de seus parceiros); seu programa é o da restituição de uma moralidade norte-americana supostamente ameaçada pela obtenção de direitos por parte das mulheres, pela organização sindical dos trabalhadores, pela redução dos orçamentos militares e pelo fim da escravidão: ou seja, tornar a “América grande novamente”. Assim como Trump, Windrip tem um “satânico secretário”, Lee Sarason (um proto Steve Bannon), “cérebro por trás de um sucesso”, cuja explicação também deve ser buscada no apoio dos fundamentalistas religiosos à sua candidatura e em seu uso dos novos meios de comunicação de massa, com o rádio ocupando aqui o lugar do Twitter"

    leia mais no texto de Patricio Pron

    O escritor que imaginou Trump em 1935 | Cultura | EL PAÍS Brasil

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