This site will look much better in a browser that supports web standards, but it is accessible to any browser or Internet device.



blog0news


  • TA TUDO MUITO ESQUISITO, DEPOIS QUE VISUAL VIROU QUESITO

  • Vislumbres

    Powered by Blogger

    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    quinta-feira, janeiro 19, 2017

    Temer chamou o Pires


    de MARINGONI

    Exército. Blindados. Coturnos. Roupas camufladas. Ordens diretas, secas. Berros. Hierarquia. Passo sincronizado. Fuzis de longo alcance. Uma mise-en-scene macha, viril, grossa. Escreveu não leu o pau comeu. É, o pau, sentido estrito e lato, por que? Vai encarar?.

    A coreografia da brutalidade que se monta nos presídios é feita sob medida para ser televisionada. Falta-nos ainda uma Leni Rifenstahl para captar esses momentos únicos. Recrutas verdes, prontos para entrar em ação, disparar o primeiro tiro contra o inimigo. Se não há campo de batalha, criemos nosso Somme em Pedrinhas, nossa Normandia no Compaj.

    É guerra! Política por outros meios. Não há nenhum santo ali. 

    Se alguém acha que é criando um MacArthur de porta de cadeia que resolveremos o problema bestial dos presídios brasileiros é porque está se encantando com as imagens dos programas sensacionalistas da TV aberta. Matemos pobres e pretos e deixemos os ricos e brancos depredarem direitos, riquezas nacionais, cidadania e o Estado. Esses pelo menos são finos, combinam talheres com a carne e sabem escolher o vinho adequado.

    Se querem espetáculo, temos, sim senhora, com sangue de verdade e ações exemplares. Intervenção militar é aqui mesmo. Chega de conversa, queremos disciplina!

    No governo Figueiredo (1979-85), havia um bordão constante. O regime já era militar, mas o ministro do Exército representava uma linha ainda mais dura. Era o general Walter Pires. Volta e meia, diante de qualquer desassossego, dizia-se que o então ditador João Figueiredo chamaria "o Pires". "Chama o Pires" era o bordão que a tudo resolveria.

    Ao colocar o Exército onde ele não deve estar, o golpista Michel Temer está chamando o seu "Pires". Faz ainda "um plus a mais". Está admitindo a falência total de seu governo. Sabe que não controla e nem tem respostas para a latente crise social, prestes a explodir.

    A um só tempo, está chamando o Pires e pedindo o penico.

    0 Comentários:

    Postar um comentário

    Assinar Postar comentários [Atom]

    << Home


    e o blog0news continua…
    visite a lista de arquivos na coluna da esquerda
    para passear pelos posts passados


    Mas uso mesmo é o

    ESTATÍSTICAS SITEMETER