Já vi tira feita com IA e é uma coisa meio assustadora, diz Laerte

""O humor é uma linguagem muito ampla. Eu não sou poeta, mas, dentro do meu trabalho de quadrinhos, gosto da ideia de aquilo ser uma linguagem poética também. E a linguagem poética comporta mecânicas e dinâmicas de narrativa que são para ser questionadas. Você não lê João Cabral de Melo Neto ou Drummond e fica se questionando, porque isso é contexto. Você entra no universo da poesia e deixa aquilo chegar até você", afirma.
O que a artista acha problemático, porém, é a ideia de que tudo precisa ser entendido e tem uma resposta correta. "A pessoa vai procurando ler com os olhos de quem lê uma fábula, de quem espera uma moral no fim da história. E aí não tem moral, ou não tem a moral que ela esperava, enfim, e a pessoa fica meio perdida. É uma atenção específica dos dias de hoje, uma atenção moral, e eu não consigo trabalhar com isso.""
leia entrevista com LAERTE
conduziza por JULLIA GOUVEIA

