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terça-feira, dezembro 17, 2024

Cercadas pela soja e pelo veneno, comunidades rurais estão desaparecendo junto com a Amazônia na região de Santarém

 

soja oeste do pará
"Vista do alto, a propriedade da família é uma ilha verde em meio ao deserto da monocultura. Com 38 hectares, o lugar guarda três nascentes de igarapés, cercadas pela mata preservada. Diante da casa, um estradão de terra delimita fronteiras. De um lado, a agricultura familiar. Do outro, estende-se a perder de vista o terreno arado, onde a soja é intercalada com o cultivo do milho, a depender da época do ano. Ali, da floresta, restaram pequenos trechos.
 
“Na época que morava umas 70 famílias aqui, a gente vinha meio-dia, uma hora da tarde, pegava um saco de produto, botava nas costas, vinha de lá para cá, por debaixo do mato”, lembra Pedroso.
Com o avanço das lavouras de grãos na região do Planalto Santareno, entre os municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, as áreas verdes foram perdendo espaço. “Agora, dá meio-dia, você não aguenta, não. É perigoso, porque não tem uma sombra, não tem nada”, lamenta o agricultor."
 
leia reportagem de carolina bataier

 

Cercadas pela soja e pelo veneno, comunidades | Direitos Humanos

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