Thiago Mendonça lê Cazuza
Cazuza — San Francisco foi importante no sentido da solidão. Eu vivia num apê onde transitavam mil pessoas por dia. Daí eu resolvi viajar e me hospedar na casa de um amigo, mas, chegando lá, soube que ele tinha ido passar o verão no Colorado. Aí eu fiquei sozinho. Eu e Deus. Indo pros bares, bebendo com estranhos, fazendo amizades, brigando, fazendo michê... tudo! Eu estava num país e estranho, falando uma língua estranha, sem pai nem mãe... Um Maior Abandonado! Hoje em dia eu não tenho mais medo da Solidão. Eu sou filho único. Eu inventava amigos. Tinha até um ursinho...
Tor (CORTANDO) — Não era o Blau Blau...?
Cazuza — Não, mas podia ser. Eu descobri em S. Francisco a minha infância, minha solidão de filho único, vendo TV brincando com o invisível... Eu descobri que poderia enfrentar a minha solidão me lembrando da minha infância. Depois eu fiquei dono da minha cabeça, eu sempre vivi cercado de milhões de amigos, e não estou com eles para fugir da solidão, mas porque eu quero. Da solidão eu não tenho mais medo.
Cazuza — Não, mas podia ser. Eu descobri em S. Francisco a minha infância, minha solidão de filho único, vendo TV brincando com o invisível... Eu descobri que poderia enfrentar a minha solidão me lembrando da minha infância. Depois eu fiquei dono da minha cabeça, eu sempre vivi cercado de milhões de amigos, e não estou com eles para fugir da solidão, mas porque eu quero. Da solidão eu não tenho mais medo.
As Grandes Entrevistas do Pasquim
episódio doze: Cazuza
segunda dia 29 às 20:30
reprise terça às 16:30
reprise domingo às 11:00
Canal Brasil
episódio doze: Cazuza
segunda dia 29 às 20:30
reprise terça às 16:30
reprise domingo às 11:00
Canal Brasil
(foto Ricky Goodwin)
Nenhum comentário:
Postar um comentário