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    segunda-feira, maio 23, 2022

    Em busca de negócios, Elon Musk encontra um governo de joelhos


    Jair Bolsonaro condecora Elon Musk no interior de São Paulo

    Bernardo Mello Franco                              

    Enquanto seu principal adversário desfrutava a lua de mel, Jair Bolsonaro convocou a imprensa para divulgar um novo relacionamento. “É o início de um namoro. Tenho certeza que vai acabar em casamento brevemente”, anunciou. O capitão se referia ao flerte com o bilionário Elon Musk, que fez uma visita-relâmpago ao Brasil na sexta-feira.

    Em campanha à reeleição, Bolsonaro tirou o dia para bajular o homem mais rico do mundo. “Poderíamos chamá-lo de mito da liberdade”, derramou-se. Ele definiu o anúncio da compra do Twitter, um negócio de US$ 44 bilhões, como um “sopro de esperança”. “A vinda dele é um marco para todos nós”, proclamou, antes de condecorá-lo com uma medalha.

    O ministro Fábio Faria, que organizou a visita, foi ainda mais longe na vassalagem. “Todos no Brasil te amam”, disse a Musk. Não era só o complexo de vira-latas, identificado por Nelson Rodrigues como um traço da psiquê nacional. Os bolsonaristas cortejam o bilionário porque têm muitos interesses em jogo. Os mais visíveis estão ligados à regulação das redes.

    A extrema direita vibrou quando Musk quando prometeu reativar a conta de Donald Trump no Twitter. O ex-presidente americano foi banido da plataforma após incentivar a invasão do Capitólio. Bolsonaro já ameaçou provocar uma arruaça maior se for derrotado nas urnas.

    O capitão e seus seguidores são contra qualquer barreira ao discurso de ódio nas redes. Dizem defender a liberdade, mas querem manter a internet como território livre para as fake news. Além de simpatizar com essa causa, Musk exibe outras afinidades com a turma. No início da pandemia, menosprezou os riscos da Covid e fez propaganda da cloroquina.

    Na sexta, Bolsonaro disse que o magnata vai ajudá-lo a desfazer “mentiras” e mostrar que a Amazônia “é preservada por nós”. Interessado em riquezas minerais, Musk anunciou que seus satélites vão colaborar com o “monitoramento ambiental” da região. Ninguém apresentou detalhes ou custos do serviço.

    O Brasil já tem um bom sistema de vigilância da floresta. É operado pelo Inpe, que Bolsonaro tenta sucatear. O que ameaça a Amazônia não é a falta de satélites, e sim a parceria do capitão com os desmatadores.

    O dono da Starlink é um homem de negócios. Veio ao Brasil para multiplicar sua fortuna, não para fazer caridade. Tipos assim têm mais a ganhar quando são recebidos por um governo de joelhos.

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